Tão bonito quanto abandonado
28/08/2015 | 08h27
Creio que os leitores o localizarão na paisagem urbana de Campos. Largado, cheio de rachadura, relógio estragado, mato crescente a fazer com que a infiltração corrompa ainda mais a estrutura. Perdido por trás do tapume de uma duvidosa obra em que a Prefeitura de Campos  - de costas aos anseios da sociedade e da unanimidade dos setores culturais  - teima em realizar. E o irônico da situação, a PMCG meteu os tapumes, não os retira, não realiza e deixa os rastros do abandono aumentarem, quiçá como uma aposta no quanto pior melhor para depois amealhar o alívio momentâneo da população pela conclusão. Prática caduca desse governo local trôpego. Inicia obras sem caixa, arrogantemente sem discutir com a sociedade, em um mero orçamento de papel. EITA CAMPOS!
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Aposta: Brasília assa novo escândalo
30/03/2015 | 02h04
A compulsão fala mais alto. Li e reli com o máximo de isenção a matéria intitulada "Câmara lança projeto que permite criação de shopping", publicada no sábado (28/03), no jornal O Globo. Nela, a notícia de que a Câmara dos Deputados, oficialmente divulgou, a intenção de construir 3 novos prédios, uma praça de serviços, um estacionamento com 4.400 vagas e a reforma de prédio de gabinetes já existentes. Desejam os nobres parlamentares ampliar os seus gabinetes de 40 metros quadrados para 60 metros quadrados cada. Desejam ter melhores condições de trabalho. Desejam também ampliar o auditório para 700 pessoas, o plenário atual não acomoda os 513 nobres deputados sentados ( mas, qual arquiteto, por mais inteligente que fosse, poderia supor que o Brasil precisaria de 513 deputados para (não) funcionar?). A obra de 332.000 metros quadrados, é promessa de campanha do presidente do legislativo, o deputado Eduardo Cunha (PMDB-RJ). Para começar, estimada em R$ 1 bilhão. Nada diferente das demais obras públicas país afora, vão buscar uma "Parceria Público Privada", daquelas que vemos aos montes inacabadas, ou envolvidas em escândalos de supostos superfaturamentos, por serem mal planejadas e menos ainda executadas. Futuro elefante branco da República? ralo Nota da blogueira: quantas não são as famílias brasileiras que se dariam mais do que satisfeitas, quantas não são as famílias brasileiras que se endividam pela vida inteira para poder acomodar os seus em 60m²? Já não bastam todos os proventos, direto e indiretos, para que os nobres deputados cumpram a sua função e trabalhem?! Qual exemplo pretendem legar ao país?!          
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Lava Lento
26/03/2015 | 12h21
Enquanto o país estanca para assistir ao espetáculo da apuração da Lava Jato iniciada há um ano e com previsão de durar por mais de um par de anos, o país vem sendo lavado de forma bem lenta. Obras públicas, antes consideradas como necessárias,  são interrompidas pelos poderes públicos sem nenhuma explicação plausível, caso de Campos e demais municípios fluminenses. Aposentados e pensionistas, entram no acordo político entre o executivo nacional e o legislativo federal, são retirados do texto que garantiria ganhos reais nos proventos. É a chamada escolha de Sofia: ou ganham os assalariados da ativa ou ganham os trabalhadores, hoje aposentados, que até aqui construiram a nação. Enquanto isso, o desperdício com a perda por água equivale a "uma perda financeira de R$ 8,015 bilhões ao ano, aponta estudo do Instituto Trata Brasil. Tais perdas correspondem a cerca de 80% dos investimentos em água e esgoto realizados em 2013, de acordo com a entidade". ver aqui  
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Ontem o dia foi dela: Carmen Portinho
27/01/2015 | 09h56
Engenheira e Urbanista - a primeira mulher a obter o título de urbanista no Brasil, a terceira mulher engenheira a se formar em nosso país - Carmen Portinho teria feito 112 anos no dia de ontem (26/01). Dividimos o mesmo sobrenome com orgulho da figura pública que foi, da profissional ímpar e da tia que nos serviu de exemplo por sua simplicidade, determinação e caráter. Ontem, foi criada a sua página na Wikipédia. Quem se dispuser a conhecer a biografia desta mulher, soube aliar a essas qualidades o afeto, o amor às artes plásticas e a atenção à natureza, irá se deliciar com as passagens. [caption id="attachment_8687" align="aligncenter" width="300"]Carmen_foto data de nascimento 26/1/1903 Corumbá MS; faleceu em 25/7/2001 RJ.[/caption] Ver Wikipédia,  aqui.
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Sufocado em Campos, como no Afeganistão
29/12/2014 | 01h43
O final do ano de 2014 anuncia a criação do mostrengo em pleno centro da cidade de Campos. De quem a paternidade? Pasmem, é da PMCG que se esmerou em elaborar um projeto bem caro que sepulta de vez com a bela arquitetura do quase centenário Mercado Municipal de Campos. O mais incrível é que o dito “projeto de revitalização do Mercado Municipal de Campos”, vai assinado por um arquiteto campista. Sei não, cada um tem o livre arbítrio de fazer o que bem entende com a sua carreira profissional, mas, na minha opinião, é triste ver a iniciativa desastrosa de ocultação do nosso patrimônio histórico com a chancela de um respeitado arquiteto. Se em décadas passadas, fizeram a estupidez de colar na construção do Mercado aquele trambolho, para instalar a feira e anos depois outra arataca para instalação do camelódromo, é mesmo lamentável que com os recursos dos royalties, tendo oportunidade de reparar a besteira, a PMCG queira tapar de vez uma das peças mais delicadas do patrimônio histórico campista. Ninguém em sã consciência pode desejar criar dificuldades, mas, aqui, a lei do menor esforço ainda prevalece. Basta ver a incompetência da prefeitura na gestão da mobilidade urbana, expressa na incapacidade de uma licitação para o transporte público que aponte solução nova no ir e vir da população. Buscar alternativa racional que contemple interesses distintos requer negociação exaustiva e visão de futuro, algo impensável para uma administração pública que se move exclusivamente por interesses eleitorais de curtíssimo prazo. Como diz o bordão, “cada eleição é um flash”. Perde-se a oportunidade histórica de devolver ao campista uma área totalmente reurbanizada, democratizada, aprazível e integrada ao que de bonito possui a cidade. Resta-nos protestar e tentar via petição online na Avaaz, dirigida ao Ministério Público Estadual deter as obras. A petição foi uma iniciativa cidadã do arquiteto Renato Siqueira e demais membros da sociedade civil. Segundo Renato, tais obras são ilegais; ferem o artigo nº6, da Lei nº 8.487, de 2013. Renato lembra que o artigo nº6 da Lei nº 8.487/2013 afirma que nada pode interferir na visualização, na ambiência e na qualidade urbanística de um bem que seja tombado como patrimônio histórico. Segundo ele, do projeto - aprovado pela maioria do Coppam - sobrarão visíveis apenas a fachada do Mercado voltada para a Rua Formosa e a parte de cima da torre do relógio (ou seja, nada). As obras propostas pela PMCG são no Shopping Popular Miguel Haddad (o Camelódromo) e na Feira Livre (a feira de frutas e verduras) - obras que, como defende a petição, “sufocam e descaracterizam” o Mercado. Ao estilo de um regime Talibã, a prefeitura de Campos enfia uma burca no precioso Mercado Municipal de estilo francês! Eu já assinei. E você?! Caso queira se somar assine aqui. Fontes: http://www.fmanha.com.br/cultura-lazer/mercado-em-debate, http://www.fmanha.com.br/cultura-lazer/coppam-deixa-sufocar. burca  
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Reflexões do dia
05/09/2014 | 10h34
Em Campos Abrir buraco é mole, fechar buraco é duro. Cercar de tapume é rapidinho, iniciar a obra custa. Concluir, são outros 500.  
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Colorir não resolve, é pensar que somos burros
11/08/2014 | 03h52
Ontem (domingo), por volta das 13,30h, me dirigia ao almoço familiar em homenagem ao Dia dos Pais. Justo embaixo da ponte com cara de viaduto, do lado de Guarús, naquela faixa estreita que está sendo pintada de vermelha por Campos e que teimam em chamar de ciclofaixa, presenciei uma batida de duas bicicletas que vinham em sentido contrário. Um dos homens foi ao chão, bateu com a cabeça no asfalto, ficou desacordado um certo tempo, sangrando pela cabeça. Todos os que estavam presentes no momento se movimentaram para prestar socorro, um tenente bombeiro de pronto acionou a emergência do Corpo de Bombeiros que em menos de dez minutos chegou ao local. O clima de indignação com a falta absoluta de segurança que essas faixas "oferecem" aos ciclistas era evidente. Existem ideias mirabolantes na prefeitura de Campos que ninguém em sã consciência tem como endossar. Não dá! Na semana passada um ciclista já tinha sido atropelado por um carro e isso com a ponte/viaduto interditado, imaginem com o trânsito normalizado. Recuar, reconhecer equívocos, é característica dos bons. E é o que desejamos; que a PMCG repense o  traçado dessas faixas, que repensem a largura das mesmas e o perigo que proporcionarão aos ciclistas campistas. Uma cidade plana como a nossa já é fator a favor, vamos respeitar a vida alheia, observando o bom senso.  
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Dois milhões é o preço...
28/05/2014 | 12h43
Da reforma e ampliação anunciada na placa oficial da Escola Municipal Maria Lúcia. Esta unidade escolar fica em frente a TV Record, na av. 24 de Outubro. A construção ocupa praticamente a pracinha; ao lado, separada fica uma quadra poliesportiva. Leitores nos pediram que fosse lá. Fui ontem (26/05) e tirei as fotos abaixo. A escola não me pareceu em ruína, alunos brincavam na área externa. Também não consegui descobrir o suposto espaço que existiria para uma ampliação desta monta. Quem se dispor a verificar in loco, concordará comigo. Enfim, mais uma placa de obra pública na qual não é citado o prazo.

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De grão em grão...obras
25/05/2014 | 11h06
Interessante notar as obras que são feitas com o dinheiro público em Campos. Há um traço, nessa administração, se repete desde 1988. Falta uma nova visão de futuro para o município, repetem-se as velhas fórmulas do século passado; inexiste planejamento de médio e longo prazos. Atribuo a mesmice ao dinheiro que jorra do petróleo. Criou a cultura de não poupar. Talvez, se fôssemos um município pobre, a elite política seria obrigada a pensar como fazer render em benefícios sociais o gigante orçamento. O fato é: aqui se torra a dinheirama dos royalties sem nenhuma preocupação em projetos sérios, sejam lá de que área. O futuro se resume a criar empregos precários que atendam interesses imediatos da próxima eleição. A impressão que fica é que tendo dinheiro sobrando, não sabem o que fazer de perene para a população. As ações saem como golfadas - espasmos pontuais que não se conectam - não formam políticas públicas. Basta ver a imensa dificuldade na gestão da saúde, educação, transporte, cultura e demais setores. Essas fotos abaixo, feitas no último sábado (24/05), ilustram a disposição do desperdício. Mais "quiosques" na beira rio, perto da curva da Lapa: só uma obrinha (sem prazo declarado na placa oficial) por mais de meio milhão.

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R$ 16.734.871 milhões
22/05/2014 | 02h42
Por enquanto, é o que supostamente custará a construção da Cidade da Criança, Parque Alzira Vargas, obra da prefeitura de Campos. Foram duas licitações, na realidade uma por R$ 10.528.918,60 (ver placa abaixo) e aditivo de 60%  a mais no valor original da obra, R$ 6.205.953,20 contrato feito no início de abril de 2014 (ver abaixo). A obra segue atrasada. Há dois anos, a Comissão de Serviços de Infraestrutura do Senado aprovou projeto de lei (PLS 25/2012) que reduz de 50% para 25% o percentual máximo de aditivos em obras, serviços ou compras licitadas pela administração pública. Na ocasião, o relator da matéria, Aloysio Nunes Ferreira (PSDB-SP), disse que, atualmente, os contratantes de obras públicas "já veem como certa a ampliação em 50% do valor inicial de um contrato de reforma de edifício ou de equipamento" e acrescentou que a matéria, de autoria da senadora Ana Amélia Lemos (PP-RS), valoriza o princípio do planejamento por parte do administrador público e o "zelo por parte dos gestores ao elaborarem editais dos serviços que serão contratados" (ver aqui). [caption id="attachment_8151" align="aligncenter" width="494" caption="Imagem do blog Eu penso que ..."][/caption] [caption id="attachment_8152" align="aligncenter" width="448" caption="Imagem do blog Eu penso que ..."][/caption]

 

 
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Sobre o autor

Luciana Portinho

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