Um alento para o transitar do campista
19/08/2014 | 11h58

Enfim, saiu no papel o novo traçado que afastará a BR101 da malha viária urbana de Campos. Sexta-feira (15/08), em primeira mão o Blog Ponto de Vista do Crhistiano Abreu Barbosa anunciou aqui e ontem novamente, aqui.

Hoje (19/08), o blog do colega Nino Bellieny, sediado na cidade vizinha de Itaperuna, também levou a notícia à região noroeste, ver aqui.

Agora é esperar que  se cumpra o prazo - três anos- anunciado para conclusão do novo traçado, mas, é um alento e um indicador da irreversibilidade do boom em Campos.

 

Comentar
Compartilhe
Boa notícia para as regiões norte e noroeste
08/07/2014 | 02h58

Vejo a notícia da aprovação de mais um curso superior na Faculdade Redentor. Desta vez é para o campus de Itaperuna. Acaba de ser autorizado pelo MEC (Ministério da Educação) o curso de Licenciatura em Ciências Biológicas.

Bom lembrar que a Faculdade Redentor tem o melhor curso de Ciências Biológicas, segundo avaliação do próprio MEC.

A íntegra da matéria você lerá, no blog do jornalista Nino Bellieny, aqui.
Comentar
Compartilhe
Qual a sua opinião?
16/05/2014 | 07h32
Reproduzo post recente do jornalista Nino Bellieny. Dele, transparece seu desconcerto face às manifestações violentas que novamente sacodem o Brasil. Das perguntas que ele nos lança, uma respondo sucintamente. Não existem condições (objetivas e subjetivas), NENHUMA,  de movimento revolucionário no horizonte brasileiro. Tampouco enxergo a possibilidade de Golpe. O que aqui aconteceu em 64 teve o todo apoio dos Estados Unidos da América do Norte, era outro momento histórico, existiam dois blocos econômicos com interesses antagônicos no mundo. Sou esperançosa, não otimista. Apesar de nossa característica cultural conciliadora, carecemos de um mínimo de educação e cultura no país. Soma-se a isso o quadro de uma estúpida desigualdade social. Não existe um Brasil, sim ao menos dois: um menor, dos que vivem com relativo conforto e conhecimento e outro - gigante  - dos que são apartados do conhecimento e das condições dignas de vida. A estes só o consumo de bens e de informação lhes é permitido. E isso não basta para criar nação. Para turvar ainda mais o quadro há uma crise de confiança nas instituições e ainda maior nos representantes destas. A política nacional, modo em que se operam as demandas sociais, caiu em completo descrédito para esse gigante que se sente atordoado. Não enxergo no curto prazo uma guerra civil, no entanto, vejo grandes conflitos sociais possíveis de nos levar a uma crise ainda mais profunda. O futuro nos dirá. É a minha opinião. [caption id="attachment_8119" align="aligncenter" width="540" caption="Imagem do blog do Nino Bellieny"][/caption]

 

A VIOLENTA VOLTA DAS MANIFESTAÇÕES

NinoBellieny 
De novo a Terra de Santa Cruz é sacudida pelos protestos sociais. E o blog em busca de uma melhor definição, busca saber:
11 PERGUNTAS SOBRE AS MANIFESTAÇÕES POPULARES
(Você leitor, responde  nos comentários ou mentalmente. A reflexão ajuda no crescimento)
1- A quem interessa o movimento: ao povo ou aos políticos em campanha?
2- Há uma orquestração com um comando central ou é espontânea por osmose?
3- Qual o motivo de tanta festa quando a Copa foi oficialmente anunciada e agora,  perto da realização, ser alvo de  tantos ataques?
4- A onda vai espraiar-se ou virar tsunami e varrer o país inteiro?
5- Itaperuna, centro regional, foi palco de passeatas no ano passado. Começaram tímidas, cresceram, depois, diminuíram sensivelmente. Voltarão com pressão total?
6- Existe  uma convergência de propósitos e novos líderes, ou o movimento é imprevisível , dependendo de uma faísca para imediata combustão?
7- A oposição política é organizada e unida com propostas definidas?
8- Existe oposição?
9- Como canalizar as insatisfações locais com as nacionais? 10- Justifica-se o uso da violência?
11- Corremos o risco de revoluções, golpes, guerra civil?
A OPINIÃO DO BLOG
Esperando pela sua...
Comentar
Compartilhe
Noroeste na fita, com Nino Bellieny
05/05/2014 | 12h13
O movimentado jornalista Nino Bellieny deu partida, ontem, em novo empreendimento na blogosfera. É o blog  "Nino Blog Bellieny" ver (aqui). Nele, você leitor antenado, encontrará notícias do mundo corporativo, empresarial, político, judiciário e comportamental.  Nino Bellieny traz o seu jeito elegante e agudo de ver o mundo pra dentro da web. Ganhamos, nós!
Comentar
Compartilhe
SENADOR LINDBERGH NA CLÍNICA DA REDENTOR
24/03/2013 | 08h06
Transcrevo do blog Braços Abertos II, do colega Nino Bellieny,  ver aqui, matéria sobre a visita do Senador Lindberg (PT), à Itaperuna e em especial ao CACI- Centro de Atendimento Clínico de Itaperuna, vinculado à Faculdade Redentor. [caption id="attachment_5969" align="aligncenter" width="550" caption="ft. Nino Bellieny"][/caption]

 

SENADOR LINDBERGH NA CLÍNICA DA REDENTOR Nino Bellieny Liderando uma excursão de reconhecimento das necessidades regionais, chamada Caravana da Solidariedade, e inspirado na caravana do ex-presidente Lula, o senador da Républica, Lindbergh Farias esteve em Itaperuna na quinta e sexta-feira, passando depois pelos demais municípios do Noroeste. Na manhã de sexta, arrumou um tempo em sua apertada agenda e foi conhecer a CACI- Centro de Atendimento Clínico de Itaperuna. Mais precisamente o Centrinho, desenvolvido para tratamento especializado do Autismo. Criado e mantido pela Faculdade Redentor, o Centrinho rapidamente transformou-se em referência na região, sendo o único em todo o Estado do Rio, recebendo crianças e pais de várias cidades, inclusive dos estados de Minas e Espírito Santo. Durante 45 minutos, o senador percorreu os 4 andares , conversou com os integrantes da equipe e com as crianças. Recepcionado pelo casal Cláudia Boechat e Luis Adriano, diretores executivos do Grupo Redentor de Ensino, Lindbergh falou sobre a filha, portadora da Síndrome de Down e de vários assuntos relacionados a saúde dentro de seu desempenho como Senador. Depois da visita, da qual saiu animado com a troca de ideias e a maneira como foi bem recebido, ainda passou pela sede Faculdade Redentor. Eleito com mais de quatro milhões de votos, Lindbergh chegou ao caminho da Pedra Preta na noite anterior e admitiu em entrevistas, estar pensando seriamente em ser candidato ao Governo do Rio. [caption id="attachment_5968" align="aligncenter" width="550" caption="ft. Nino Bellieny"][/caption]

 

VISÃO INTERNA DA VISITA DE UM SENADOR Ninobellieny. Fui assessor político. Estive Secretário Municipal de Comunicação Social. Apresentei centenas de comícios no Rio, MG, ES e outros. Entrevistei deputados, prefeitos, governadores, presidente do Brasil. Vi de tudo quase/quase tudo. Por isso, posso parabenizar Luis Adriano Silva e Cláudia Boechat diretores executivos da Redentor: receberam um senador da República na Clínica Médica Caci e não fizeram um pedido sequer. Nada de solicitar verba, ajuda, auxílio, socorro. Acompanhei de perto toda a visita. E considero isto extraordinário. A missão foi mostrar ao senador, o grande trabalho feito pelas crianças autistas em uma clínica que é a única do Rio. E a missão foi cumprida. Grande repercussão e mais pessoas sabendo e acorrendo à um lugar sério e comprometido com o melhor. Isto me dá orgulho. [caption id="attachment_5971" align="aligncenter" width="550" caption="ft. Nino Bellieny"][/caption]

 

Comentar
Compartilhe
CONECTANDO PESSOAS
24/01/2013 | 05h18
CONECTANDO PESSOAS Por Luciana Portinho [caption id="attachment_5668" align="alignright" width="250" caption="Ft. Facebook"][/caption] Tenho amigos os mais variados e de cada um deles, extraio o melhor, seja na arte da convivência, do pensar direto, da sinceridade inequívoca e é, exatamente com os quais, melhor me dou. Amigos são partes nossas espalhadas pelo mundo e estas partes, conectam-se pelo intrínseco poder de aglutinação e bem-aventuranças. Também na hora das dores e dos apertos, reforçam nossa capacidade de amar ao próximo por mais distante que ele esteja. Por força da poesia e das artes plásticas, aproximei-me de um destes amigos, ao qual prezo muito e representa com dignidade os demais que estimo em igual valia e presteza. Como desejo falar periodicamente de cada um deles, tinha que escolher o primeiro, a vez de cada um dos meus amigos, chegará. O escolhido para começar esta série, é um exemplo bem formatado de diplomacia e gentileza, embora, não hesite em ser franco, às vezes, até rude, mesmo sendo rude, não ofensivo e nem invasivo, apenas não deixando para depois o que pode ser dito ou feito na hora. Amigo de estender a mão e puxar com força, se no vazio estivermos, dando-nos o impulso necessário. Das palavras certeiras como seus golpes de Jiu-Jitsu. Escreve bem, comunica-se bem, faz bem feito profissionalmente tudo o que é de sua área fazer, porém, o que mais admiro em sua personalidade forte e simples, é a capacidade de conectar pessoas. Dia desses, ouvindo o radialista André Freitas em um programa, chamou-me a atenção o que ele dizia e concordei de imediato, mentalmente, como ouvintes fazem ou não. Dizia ele, ser Nino Bellieny, um “aproximador de pessoas”, alguém, que une as pontas dos fios e cria ou reforça tramas para o bem. Nino é assim. Não há nele o egoísmo daquele que se deseja absoluto, daquele que se pretende líder pela força e poder. Faz isso sem articulações pessoais ou desejos ocultos de abocanhar vantagens. Faz por naturalidade, com honestidade e integridade, por ser para ele, tão fácil quanto respirar. Tenho orgulho deste meu amigo conectado e conectador. E isto posto, rendo minha singela homenagem em forma destas palavras, abrindo espaço para outros, como já disse, pretendo homenagear, principalmente, em vida, quando, enfim e antes de mais nada, as palavras realmente podem ter a devida utilidade. * Nino Bellieny, é jornalista, radialista, poeta e artista visual. Campista, nasceu no interior do município, mais precisamente na região dos tabuleiros de Campos, em Morro do Coco.
Comentar
Compartilhe
NO TOPO
02/11/2012 | 10h03
NO TOPO NinoBellieny Que tipo de idiota sou eu Para dizer que o mundo é cheio de idiotas? Quem sou para condenar um individuo em 30 segundos Sem nunca ter-lhe visto , em todas as piores características? Quem eu sou Para sentir-me Mais inteligente que o resto dos inteligentes E considerar-me pertencente à uma casta de intelectuais Mordazes, irônicos, originais e pulguentos? Quem sou para vislumbrar os melhores planos para todos Liderar a revolta dos acomodados Mudar o mundo em um minuto sem sair da minha confortável cadeira de bar? Quem me elegeu o melhor para a minha cidade e meu país, O único capaz de ser capaz , O mais fantástico dos seres? Aquele com direitos e nenhum dever Que pode zombar dos fracos E não ser zombado pelos fortes? Aquele cujos comentários ferinos divertem aos outros tolos Em rodas quadradas de festas de grife? Quem sou eu para tanto sarcasmo e cinismo Tanto fracasso disfarçado de sucesso Sucesso só medido pela quantidade de dinheiro E viagens ao redor da Terra, Se mal conheço o meu bairro? Quem sou eu para sentir-me importante Só porque os livros de autoajuda me hipnotizaram Os puxa-sacos incentivaram E os amigos de verdade-verdadeira deixei na mais distante esquina? Dentro do espelho me olham milhares de outros imbecis Pensadores de vazios colossais feito eu Cada qual brandindo o Ego na disputa Do maior e melhor do Universo. Cada qual partido em suas faces perdidas Em mentiras consideradas verdades Em verdades consideradas mentiras. [caption id="attachment_5160" align="alignright" width="300" caption="Ft. Facebook"][/caption] O carro confortável é a minha concha A casa espaçosa é a minha caverna. Eu ainda continuo a temer sombras. Eu e tantos outros Ainda não sabemos o que é o Sol.   * Nino Bellieny, é jornalista, radialista, poeta e artista visual. Campista, nasceu no interior do município, mais precisamente na região dos tabuleiros de Campos, em Morro do Coco. * Nota do Blog. Como um ser nato das comunicações, Nino Bellieny, é presença intensa das redes sociais. Na poesia acima traduz seu desconforto com as maneiras que observa, por vezes, vãs no tratamento a terceiros. Li dias atrás, um estudo interessante  sobre a vida na virtualidade que muitos dela descreem por não ser real. Bom deixar claro,  sejam virtuais ou reais, as relações humanas em ambas EXISTEM! Um ótimo bom fim de semana a todos. Meu forte abraço, Luciana Portinho  
Comentar
Compartilhe
O ENTOJO E O ENTORNO
26/10/2012 | 08h47
O ENTOJO E O ENTORNO NinoBellieny O Campista da Pelinca não é melhor do que o Campista da Baixada O Campista dos belos condomínios não tem sangue azul Nem vai viver para sempre. Não é o rei da planície por morar num apartamento de luxo Nem é mais inteligente por frequentar bares sofisticados Onde costumam ficar dependurados cheques planadores O Campista branco não é mais puro do que o Campista negro E o suor e o sangue deste último regou as terras sedentas e seus canaviais. Até que outras folhinhas caíssem dos calendários E dinheiro, não mais escolhesse mãos nem raças. O Campista de Hilux não é mais importante do que o carroceiro O ciclista apressado cortando a Formosa e a Beira-Valão Doido pra chegar aos braços da morena amada depois de um dia Longamente cheio de dívidas, dúvidas e gente esnobe Que o trata como se fosse invisível. As butiques mais badaladas não são melhores que as lojas do Centro. Nas primeiras, costuma-se ser bem atendido quem chegue bem vestido Nas segundas, não importa a aparência. Importa a educação. O povo do Mercado Municipal tem fibra, força e dignidade Levanta-se antes do sol enquanto muitos pretensos ricos vão acordar as 3 da tarde. O Campista de Morro do Coco, de Santa Maria, de Santo Eduardo, de Vila Nova Estuda, trabalha, trabalha, estuda, paga as contas e honra a roupa que veste. O Campista só precisa aprender a se amar de verdade Respeitar para ser respeitado com igualdade E não viver de aparências frustradas, amizades interesseiras, Parar de pensar-se carioca e ter orgulho de ser o que é E nunca deixará de ser, mesmo que vá morar em Marte. Esquecer os comentários infelizes em redes sociais, encontros antissociais, festas onde todos fazem pose no eterno treino para a morte que é a vida. Ainda bem que são poucos os que preferem o deslumbramento e o esnobismo, O deboche e o escárnio contra as próprias origens. De baixa estatura espiritual e intelectual, mesmo em minoria, sugam a força dos que constroem. Causam alarde e indignação com as suas caras e bocas murchas. Se acham ainda no alto dos alpendres, no topo das escadas, olhando A vasta plantação cheia de vazios e sonhos do passado. [caption id="attachment_5092" align="alignright" width="300" caption="Ft. Facebook"][/caption] Aristocracia feita de areia e levada por ventanias. As mesmas ventanias que varrem a planície há milhares de anos.   * Nino Bellieny, é jornalista, radialista, poeta e artista visual. Campista, nasceu no interior do município, mais precisamente na região dos tabuleiros de Campos, em Morro do Coco. Publicamos com identidade sua  mais recente poesia. Nela, ele nos fala de um tema palpitante e duramente real que ainda lamentávelmente permeia a cultura de nossa cidade. É o seu desabafo instântaneo. Deixo para a sua reflexão. Um bom fim de semana a todos. Meu fraternal abraço, Luciana Portinho  
Comentar
Compartilhe
Braços Abertos
05/09/2012 | 09h06
O jornalista, poeta e amigo Nino Bellieny, edita o interessante blog Braços Abertos, http://bracosabertosnb.wordpress.com/. Diferentemente do outro que permanece no ar com perfil de liberdade poética/artística (http://nuvensnuvensestacionadas.blogspot.com.br/),  Braços Abertos se pauta por textos que tangenciam o universo corporativo e dialogam com o acadêmico/universitário, em especial atenção do jornalista com a Faculdade Redentor da qual Nino Bellieny é consultor de comunicação. O texto que escolhemos para divulgação neste espaço é sobre assunto mais que atual, quente. Trata da Lei de Acesso à Informação Pública (Lei n° 12527/2011) que está em vigor no nosso país desde maio de 2012. Foi escrito por Cláudio Chequer, ele que é o Coordenador Acadêmico do  Curso de Direito da Faculdade Redentor. Sugiro sua leitura e uma visita ao blog http://bracosabertosnb.wordpress.com/1485-2/ . Cláudio Chequer
A Lei de Acesso à Informação Pública (Lei n° 12527/2011) entrou em vigor, no Brasil, em maio de 2012. A partir daí, os representantes dos Poderes da República, do Ministério Público e do Tribunal de Contas começaram a aventar a necessidade (leia-se obrigação) de se divulgar a relação nominal de seus servidores e de seus respectivos vencimentos, objetivando, com essa medida, atender, em especial, ao que determina o art. 3° da lei em questão. O Poder Executivo foi o primeiro a colocar essa informação disponível para o grande público na rede mundial de computadores, no Portal da Transparência do Governo Federal. Adotou-se aqui o formato de divulgar o contracheque de cada servidor, veiculando informações detalhadas a respeito dos vencimentos, eventuais gratificações, jetons, verbas indenizatórias, férias, 13° Salário e deduções no Imposto de Renda e Previdência Social. A título de exemplo, encontra-se facilmente no Portal da Transparência, de forma especificada, a remuneração da Presidente Dilma Rousseff e de todos os seus ministros. Os demais poderes e o Ministério Público, em todos os níveis, ao menos em parte, seguiram ou tendem a seguir o mesmo padrão informativo. Alguns sindicatos e associações de classe ligados a servidores públicos e agentes políticos ajuizaram ações e emitiram notas públicas buscando impedir essa veiculação, entendendo, como fundamento de suas pretensões, que os dados constantes nos contracheques estariam abrangidos pelo direito fundamental à privacidade. Para essas instituições, bastaria o Estado informar o número de matrícula de seu servidor e seus vencimentos detalhadamente que já estaria atendido o objetivo legal, o ideal traçado pela norma. Afirmam também que a informação prestada, da forma como realizada, não se fundamenta na Lei de Acesso à Informação Pública, mas sim em um mero ato normativo emitido pelos representantes dos poderes, não encontrando, pois, amparo jurídico restrito. Não concordamos com esse posicionamento. A ideia de privacidade e intimidade como um conceito jurídico surgiu em 1890, a partir da publicação do festejado artigo de Samuel D. Warren e Louis D. Brandeis, The Right to Privacy, nos Estados Unidos, na Havard Law Review. Nesse artigo, que teve por base a obra de um magistrado norte-americano chamado Cooley , os dois então jovens advogados criaram o que resolveram denominar de “o direito a estar só” (“the right to be let alone”). Hoje, entretanto, essa ideia de privacidade entendida como o direito a estar só se encontra subjugada. Conforme afirma Steven J. Heyman, o direito à privacidade impõe atualmente “[...] que o indivíduo seja geralmente livre para decidir, por si mesmo, se deve revelar os seus pensamentos, sentimentos e assuntos reservados para outros.” O direito à intimidade tem sua razão de ser, assim, na soberania que deve ser reconhecida ao indivíduo no que toca àquelas ações que carecem de repercussão social, conferindo-lhe o poder de decidir pela exclusão de toda interferência alheia nesses tipos de ações. Partindo dessa definição, não podemos concordar que todas as informações lançadas nos contracheques dos servidores estão abrangidas ou guardam relação com o direito à privacidade ou intimidade. Não é verdade. As informações relacionadas aos vencimentos dos servidores e respectivos descontos genéricos (tais como imposto de renda e contribuição previdenciária), não têm qualquer relação com o direito fundamental à privacidade, pois não se trata de um assunto capaz de conferir ao servidor liberdade para decidir a respeito de sua revelação. Esses dados são públicos, pertencem à sociedade. O valor pago como salário ao servidor é de enorme interesse público e essa informação deve ser publicizada amplamente, já que é a sociedade quem os remunera e, portanto, tem pleno direito de saber a quem ela paga, quanto ela paga, como ela paga, quais são as vantagens pecuniárias extraordinárias e eventuais recebidas pelos servidores de forma genérica e específica. Cabe ao Estado, por sua vez, prestar obrigatoriamente essas informações à sociedade de forma efetiva e plena, o que não se alcança com a publicação apenas da matrícula e respectivos vencimentos dos servidores. O Estado, para atender a sua obrigação, deve veicular essa informação da forma mais transparente possível, facilitando o acesso desses dados à sociedade e, até mesmo, fomentando essas discussões na esfera social, o que se realiza plenamente com a veiculação do nome do servidor e respectivo contracheque de forma a facilitar o acesso efetivo da informação. O que está abrangido pelo direito à privacidade, em verdade, são apenas os descontos específicos (e não os genéricos) relacionados a temas particulares como pensões alimentícias, empréstimos consignados em folha e outros semelhantes. Esses, sim, não devem ser veiculados, já que relacionados à esfera privada ou até mesmo a esfera íntima (núcleo mais restrito) de cada servidor, não materializando, assim, um interesse público capaz de justificar o amplo acesso à informação. Não se pode deixar de destacar que a Lei de Acesso à Informação Pública visa dar eficácia plena ao artigo 5°, inciso XXXIII, da Constituição da República, dispositivo constitucional que materializa uma norma de eficácia limitada ou não autoaplicável, sendo, pois, um desejo expresso do Constituinte Originário que “todos tenham o direito de receber dos órgãos públicos informações de interesse coletivo ou geral”. Numa sociedade democrática, que busca de verdade a realização de valores igualitários de forma efetiva, o povo tem o direito de saber a respeito dos assuntos de interesse público, ao menos, em razão de esse direito de acesso à informação pública aumentar o controle social (ninguém controla o desconhecido) e, por consequência, o amadurecimento da democracia, já que a transparência das informações fomenta a confiança do povo em seus governantes, sendo essa confiança elemento essencial e imprescindível a qualquer sistema de governo democrático. Daí inclusive, entre outros argumentos, é que se extrai o entendimento no sentido de que liberdade de expressão e informação no Brasil deve ser tratada, assim como em grande parte do mundo (Estados Unidos, Espanha, Inglaterra, Alemanha, Austrália), de forma heterogênea, sendo protegida mais intensamente quando relacionada com assuntos de interesse público. Neste caso, esse direito fundamental deve ser considerado como um direito fundamental preferencialprima facie quando em conflito com outros direitos fundamentais, o que significa dizer que, entrando em rota de colisão com outro direito fundamental, à liberdade de expressão é conferida um peso inicial preponderante. Seguindo esta premissa, adotada a partir de uma linha de raciocínio que estabelece a democracia como elemento essencial de interpretação de todos os direitos fundamentais, o efeito produzido pela Lei de Acesso à Informação Pública é salutar, foi desejado diretamente pelo Constituinte Originário e deve ser defendido pela sociedade cidadã. Vale destacar ainda que a Lei de Acesso à Informação, da forma como vem sendo interpretada especialmente pelo Poder Executivo, já produziu bons efeitos para a democracia. O primeiro deles foi mostrar que a Constituição da República, ao estabelecer um teto remuneratório para os servidores públicos, em seu artigo 37, inciso XI (ninguém deverá ganhar mais do que um Ministro do Supremo Tribunal Federal), não vem sendo observada seriamente, uma vez que já ficou esclarecido que diversos servidores, de todos os níveis da federação, ganham acima do subsídio mensal fixado como teto máximo do funcionalismo. Por último, é mesmo verdade que a veiculação de contracheques de servidores públicos, na parte relacionada aos seus créditos e descontos genéricos, é realmente capaz de causar um enorme desconforto a esse profissional, justificando-se, entretanto, esse efeito da lei em razão da busca da construção de uma democracia verdadeira, com possibilidade real de enorme controle social e fomento efetivo da transparência em todos os setores públicos, cenário que interessa a todos os cidadãos, servidores públicos ou não.
 
Comentar
Compartilhe
UM CÃO SEM DONO
16/05/2012 | 07h37

de  Nino Bellieny

 
Comentar
Compartilhe
Próximo >