Pra valer: consumidor tem direito à agua filtrada
24/07/2015 | 10h44

Negar água filtrada em restaurante, bar ou afins acarretará multa de R$ 542 ao comerciante. Vale a partir desta sexta-feira, em todo o estado do Rio de Janeiro.

Nesta sexta-feira (24), no Rio de Janeiro começa a vigorar a lei estadual que obriga restaurantes, bares e similares a fornecerem água filtrada gratuitamente aos clientes. Será multado o estabelecimento que descumprir a norma. O valor da multa inicial é de R$ 542,00. O texto fala em água potável, ou seja, filtrada, não em água mineral.
Autor do texto, o deputado André Ceciliano (PT) explica que, além da multa, os restaurantes serão obrigados a afixar um cartaz em local visível com informações sobre a medida. - A lei de 1995 não estava muito clara, não era conhecida e não tinha penalidade. Esperamos que, com a norma sancionada, esse direito seja efetivado - frisa o deputado.
Antes, os estabelecimentos já eram obrigados a fornecer a água mas o descumprimento não impunha sanções ao comerciantes. O valor da multa poderá aumentar caso o estabelecimento seja reincidente.
O consumidor que queira reclamar o direito e não for atendido, poderá acionar o Procon. E ainda, caso o consumidor tenha desconfiança da procedência da bebida, pode pedir ao estabelecimento para ver o local de onde a água foi tirada. A lei não fala em exigência da água ser refrigerada.
Fica o alerta aos comerciantes de Campos e região. Em tempos em que todos desconfiam de todos e que costumeiramente leis são burladas, olho vivo!
fonte. G1 e O Globo
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ANS suspende a partir de hoje 87 planos de saúde
20/05/2015 | 02h15
A Agência Nacional de Saúde Suplementar (ANS) suspende, a partir de hoje (20), a venda de 87 planos de saúde. Deste total, 22 operadoras foram punidas por queixas de clientes como não cumprimento dos prazos máximos de atendimento e negativas indevidas de cobertura. Por outro lado, 34 planos que estavam com a comercialização suspensa comprovaram melhoria no atendimento e poderão voltar a ser vendidos.
Agência Nacional de Saúde suspende vendas de 87 planos de saúde
Das 22 operadoras com planos punidos, 8 já tinham planos suspensos no período anterior e 14 não constavam na última lista. Deste total, 11 terão a comercialização suspensa pela primeira vez. A medida é preventiva e perdura até a divulgação do próximo ciclo de fiscalização.
Entre as operadoras com maior número de planos suspensos estão a Unimed Paulistana, com 24 serviços com venda proibida, e a Odontoprev (17). A lista completa pode ser consultada no site www.ans.gov.br.
De 19 de dezembro de 2014 a 15 março de 2015, a ANS recebeu 21.294 reclamações contra planos de saúde. Do total, 6.621 eram relacionadas a temas não assistenciais (contratos e reajuste, por exemplo) e 14.673 referentes a problemas com cobertura assistencial.
A ANS ressalta que, além de ter a comercialização suspensa, as operadoras que negaram indevidamente cobertura podem receber multa que varia de R$ 80 mil a R$ 100 mil.
Desde o início do programa de monitoramento, 1.099 planos de 154 operadoras já tiveram as vendas suspensas. Desses, 924 planos voltaram ao mercado após comprovar melhorias no atendimento.
A estimativa da ANS é que há no país 50,8 milhões de pessoas que têm planos de assistência médica e 21,4 milhões com planos exclusivamente odontológicos.Planos de saúde que tiveram a venda suspensa: ALLIANZ SAÚDE S/A ASSOCIAÇÃO AUXILIADORA DAS CLASSES LABORIOSAS COOPUS - COOPERATIVA DE USUÁRIOS DO SISTEMA DE SAÚDE DE CAMPINAS ECOLE SERVIÇOS MÉDICOS LTDA GOOD LIFE SAÚDE LTDA IRMANDADE DA SANTA CASA DE MISERICÓRDIA DE MAUÁ MEDISANITAS BRASIL ASSISTÊNCIA INTEGRAL À SAÚDE S/A. MINAS CENTER MED LTDA ODONTOPREV S/A OPERADORA UNICENTRAL DE PLANOS DE SAÚDE LTDA. PLENA SAÚDE LTDA PROMED ASSISTÊNCIA MEDICA LTDA SALUTAR SAÚDE SEGURADORA S/A UNIMED ITABUNA COOPERATIVA DE TRABALHO MEDICO UNIMED PAULISTANA SOCIEDADE COOPERATIVA DE TRABALHO MÉDICO UNIMED-RIO COOPERATIVA DE TRABALHO MEDICO DO RIO DE JANEIRO VITALLIS SAÚDE S/A W.S. - ADMINISTRADORA DE PLANOS DE SAÚDE E ODONTOLÓGICO LTDA. Fonte. Agência Brasil
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É pra rir. É pra chorar.
23/01/2015 | 09h33
Dos assuntos que dominam a agenda dos dramas do cotidiano de todos nós: a água. Ou melhor, a falta dela. Bem escrito, sugiro a leitura. E vamos nós! Até quando e como? Alguém se atreve a predizer? Eu já enfiei as minhas certezas há tempo na minha sacolinha.

Ensaio sobre a cegueira paulista

janeiro 21, 2015 11:43
 E, de repente, um surto de cegueira acometeu São Paulo. Não se sabe se começou na avenida Higienópolis, na capital, ou se veio do interior. Há quem diga que o primeiro cego perdeu o senso de realidade em Ribeirão Preto. De repente deu de achar que estava na Califórnia. E a epidemia se espalhou silenciosamente pelo estado, por todas as cidades e vilarejos
Por Mauricio Moraes E, de repente, um surto de cegueira acometeu São Paulo. Não se sabe se começou na avenida Higienópolis, na capital, ou se veio do interior. Há quem diga que o primeiro cego perdeu o senso de realidade em Ribeirão Preto. De repente deu de achar que estava na Califórnia. E a epidemia se espalhou silenciosamente pelo Estado, por todas as cidades e vilarejos. Em 2014, nas eleições para o governo do Estado, a cegueira estava disseminada. Diferentemente do livro de José Saramago, onde uma mancha branca, um “mar de leite”, cegava um a um os habitantes de uma cidade fictícia, em São Paulo os cegos continuavam enxergando. Mas há tempos já se diz que o pior cego é aquele que não quer ver. E eles não viram, ou apenas fizeram cara de paisagem, junto com editores cegos de jornais e revistas, do rádio e da TV. Tudo parecia normal durante a reeleição do “Geraldo”, alcunha de Geraldus Alckminus, da longeva dinastia tucana. “Não vai faltar água”, disse o governador pausadamente naquela campanha, ressaltando cada sílaba, na maior mentira deslavada da história recente do país. E assim a maioria dos paulistas “acreditou” no que ele disse. Culparam São Pedro, o PT, e ignoraram solenemente os milhões que escorreram nos túneis do metrô e a violência que voltou a crescer. Se fizeram de Maria Antonieta no desmonte da educação e das universidades do Estado. Aplaudiram a PM esfolando manifestantes e matando jovens negros e pobres nas periferias. E sobretudo se fizeram de surdos quando alertados que a Cantareira estava baixando e que a água, logo logo, iria acabar. No quarto mês de 2015, no início do quarto reinado alckmino, ano 20 da era tucana, muitos paulistas começaram a se dar conta da realidade. Talvez tenha sido o odor inebriante do CC no busão ou as louças amontoadas na pia. O cabelo ensebado por falta de banho pode ter ajudado. Cientistas suspeitam dos efeitos colaterais da água do volume morto. Dizem que uma moradora dos Jardins acordou num surto psicótico depois que uma crosta de poeira havia se impregnado em seu carro de luxo. Nem decuplicar a oferta ao lava jato conseguiu driblar a realidade. “Esse atendimento não era gourmet?”, gritava, insana. Mas naquele dia já não havia mais água. Não demorou a que o caos se instalasse. Todos correram aos supermercados para estocar o líquido precioso. As gôndolas ficaram rapidamente vazias. Em Itu, um caminhão de água foi sequestrado. Por toda a parte, havia registros de brigas, até por garrafinhas de 500 ml de água. E o preço foi às alturas. Em Pinheiros, uma rua cedeu depois que vários moradores cavaram poços clandestinos. A desordem se instalou. No Palácio dos Bandeirantes, longe de tudo e de todos, Alckminus tentava contornar a crise. Desta vez, estava preocupado. O Maquiavel de Pindamonhangaba enxergava tudo muito bem e, com jeito de bom moço, já havia se tornado mestre em abafar CPIs na Assembleia Legislativa ou em mentir que a Corregedoria da PM funciona. Agora, estava sob grande pressão. Ainda não havia sinal de nenhuma turba chegando ao longínquo Palácio dos Bandeirantes. O Choque da PM bloqueou o acesso ao Morumbi (com garantia de água à vontade, a fim de evitar um motim policial). O estoque de balas de borracha foi reforçado e um novo lote de gás lacrimogêneo fora usado contra manifestantes do Movimento Água Livre. Contra o povo, Alckmin tinha a polícia. O que realmente o preocupava eram os 30 PIBs de São Paulo reunidos no Palácio (a quem foi oferecido champagne por razões de “restrição hídrica”, como explicou o cerimonial). Também apavoravam o governador as chantagens dos acionistas da Sabesp. Apesar do preço exorbitante, a falta d’água deixou a companhia deficitária, com as ações a preço de banana na Bolsa de Nova York, onde eram comercializadas desde a privatização parcial da empresa. E assim os paulistas tentavam deixar a cidade, o Estado. Um grande congestionamento, que já durava uma semana, travou as rodovias. Na capital, moradores fugiam pelas ruas, carregando o que podiam, em uma cena dantesca. Uns deliravam e arrancavam as roupas, andando desorientados. A Força Nacional foi acionada. Já havia gente se jogando no Tietê. Em meio à tragédia, os jornais traziam notícias otimistas. “Cacique Cobra Coral assegura que vai chover”, dizia a manchete de um deles, com declarações de Alckminus justificando a contração da “consultoria para deficiência hídrica”. Analistas chegaram a prever um ataque da população ao Bandeirantes, mas pesquisas mostravam que grande parte dos paulistas ainda não tinha certeza sobre quem era o responsável pela crise da água, se Dilma ou Haddad. Na dúvida, resolveram ir embora o mais rápido possível, com a fé abalada em São Pedro. Ainda mantinham a esperança de que, um dia, a cidade fosse inundar mais uma vez durante as chuvas de verão e que haveria água para todos (ou ao menos nos camarotes). Para muitos, a cegueira era irreversível. Fonte: aqui http://www.revistaforum.com.br/blog/2015/01/ensaio-sobre-cegueira-paulista/
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Inadmissível
24/05/2014 | 10h52
Inadmissível essa história de filas nos hospitais ou postos de saúde para marcação de consultas. A pessoa já está doente e ainda por cima tem que dormir ou acampar em frente ao hospital para conseguir a ficha ou pagar a alguém para tal fim. É no mínimo desumano, uma falta de respeito. Será que a telefonia fixa e a móvel (celular) e ainda a informática não chegaram a Campos?! Será que é tão difícil destacar um ou mais servidores para marcarem consultas durante o horário comercial, ou seja, das 8 às 18h, todos os dias da semana, caso não queiram fazê-lo pelo telefone ou via internet?! Todo paciente que já foi consultado tem o retorno garantido para revisão e mostrar exames, ou ainda para uma nova consulta. Será que é tão difícil fazer uma agenda, deixando vagas para novas consultas além das já previamente agendadas?! Não, não é. Aliás, é bem fácil para quem se dispõe a fazer; isto já foi realizado no Hospital Escola Álvaro Alvim há alguns anos atrás e as filas acabaram. É somente uma questão do que há de mais elementar em gestão. No entanto, parece que as autoridades da saúde pensam que é normal que o paciente ou seus familiares acampem, em frente ao hospital ou posto, dormindo ao relento para conseguir um médico que o atenda. Gostaria de indagar deles se julgariam normal, eles ou seus familiares, permanecerem em fila noturna? Considero isto uma total falta de solidariedade e consideração com o ser humano, ainda mais estando carente e enfermo. Outra questão que permeia o atendimento público é a falta de condições de trabalho - vide o tempo em que o tomógrafo e os elevadores do Hospital Ferreira Machado permanecem quebrados – e os honorários vis pagos pelas consultas e procedimentos através do SUS. Vão alegar que a tabela do SUS é elaborada pelo Ministério da Saúde e não pela secretaria Municipal de Saúde. De fato o é, mas, o município de Campos dos Goytacazes tem gestão plena de sistema e isso lhe permite que contrate serviços e pague de acordo com a sua capacidade orçamentária. Lembro aqui, já ter sido proposto por nós, em 2012, e aprovado pela unanimidade dos vereadores na época, colocado em vigência, persiste até hoje. Onde então está pegando? Pega na falta de reajuste dos valores que o SUS paga e a secretaria municipal de Saúde, neles, se baseia para complementar. E ainda há a falta de respeito com os profissionais da saúde em relação aos salários e horários de trabalho. Makhoul Moussallem     Médico Presidente do PT em Campos dos Goytacazes
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E o campista quer mais
10/04/2014 | 10h58
Por R$ 116 mil a prefeitura de Campos reformou, com recursos advindos do governo federal, essa pequenina unidade de saúde - Posto Médico - em Mata da Cruz, localidade rural de Campos, no 18º distrito de Santa Maria. Os moradores se queixam da falta do fundamental: médicos. Segundo eles, o posto já contou com dois, um dermatologista e um ginecologista que na falta de um clínico faziam o papel de. A prefeitura de Campos tirou a dermatologista, ficando só um médico para atender a população toda. O médico só comparece uma vez na semana, às segundas-feiras. Não tem dentista,  o posto fecha às 17h.  Os moradores falam que o coordenador do posto, Sr. Sebastião Coutinho, é um fazendeiro, comerciante e boa pessoa, mas, que se omite por medo. O pecuarista Romildo Gonçalves da Silva, volta e meia, em ato de solidariedade transporta vizinhos que passam mal em seu próprio veículo. Mata da Cruz fica a 93km da cidade de Campos, 23km de Italva e 63km de Itaperuna. É por estes municípios do noroeste fluminense que Romildo se socorre. “Se tivesse uma votação aqui, do jeito que a população está insatisfeita, iríamos querer pertencer a Italva”, diz Romildo. Por essas e outras, Campos ao longo das décadas perde território. Para ser grande, Campos tem que agir como grande com sua gente.

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E o campista mostra a sua cara
09/04/2014 | 07h09
Mata da Cruz, é uma localidade do interior de Campos, na região norte do município, distrito de Santa Maria, a 93 km da cidade. Comunidade pequena, vida rural, vinculada à pecuária de leite e corte e também à agricultura familiar. Os moradores cansaram por esperar pelas benfeitorias de direito por parte do poder público municipal. Sentem-se abandonados e esquecidos pela prefeitura. Estivemos lá ontem, (08/04), para ouvir os moradores, em suas necessidades e reclamações. São tão fáceis de serem atendidas. Fica difícil de entender o porquê do não investimento da prefeitura em Mata da Cruz. Será porque não tem um grande colégio eleitoral? O prejuízo dos moradores é palpável. Dói no bolso deles, as repetidas mortes de cabeças de gado. O fato é que há mais de oito anos não é mais feita a limpeza das caixas coletoras de esgoto, pelo caminhão da prefeitura. Estas caixas (fossas coletivas) transbordam, formam uma língua negra que escorre direto no córrego da localidade e que sacia a sede do gado. Importante ressaltar,  o valão  desagua no Canal da Onça, em Conselheiro Josino. Em dias de chuva, a língua negra corre a céu aberto na rua, na porta das residências. O pecuarista, Romildo Gonçalves da Silva, é um dos prejudicados. Ele está indignado com o descaso. - Eu mesmo peguei o pessoal que trabalha comigo para desentupir a caixa, quando chove o aguaceiro transborda com os detritos. Estamos largados, nem a coleta de lixo é mais feita regularmente. Essa fossa coletora foi feita há oito anos, no governo de Arnaldo Vianna. Depois que ele saiu da prefeitura não foi mais feita a manutenção - falou ele. Romildo se queixa de que o gado bebe da água contaminada pelos coliformes fecais, contrai um parasita que se aloja no fígado do animal e, com isso, ao ir para o abate, o matadouro rejeita o animal, restando ao produtor o prejuízo total. Outros problemas o pecuarista apresenta, como o estado precário em que se encontra a ponte local. “Do jeito que está o caminhão de leite está impedido de fazer a coleta do leite nas propriedades; temos que trazer o leite diariamente de carroça. Aqui só passam veículos leves”, afirma ele, reforçado pelos amigos e vizinhos presentes. Ele encerra dizendo que a perda é sempre do agricultor, “Essa a razão da minha revolta, não tenho porque me esconder nem há nada a esconder, é a nossa realidade”. Já a moradora e também pecuarista Janete Amaral esclarece que apesar de não ter nenhuma intenção de prejudicar o coordenador setorial da prefeitura, segundo ela é uma ótima pessoa, mas, transmitiu à secretaria Municipal de Agricultura a informação falsa de que os moradores não estariam precisando arar a terra. “Choveu, é uma oportunidade perdida, onde está a máquina que a prefeitura diz que coloca em Mata da Cruz? Nem operador tinha, agora colocaram um depois das nossas reclamações, só que ele não sabe operar a máquina, vou ter que pagar R$ 85,00 por hora a um particular para poder fazer o serviço. A máquina da prefeitura está aqui parada, será que está recebendo pelas horas paradas”, desabafa Janete. Nas últimas semanas pipocam as manifestações populares em Campos. São pequenas, nas mais diversas localidades e bairros. Percebe-se que são atos independentes, brotam da insatisfação popular sobre os mais variados problemas. Há muito não se viam as camadas populares com tanto gás, fruto de uma insatisfação generalizada com os governos, em particular, com o governo municipal atual que administra orçamento de município magnata e devolve um serviço de miserável ao campista. Se antes, este tinha medo de perder vantagens parece que o medo foi vencido. Afinal, como sabido, compra-se parte nunca o todo. Luciana Portinho Seguem fotos para ilustração da matéria.

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AMAR É CUIDAR
15/03/2014 | 01h13
Amar é cuidar Todas as segundas e quintas-feiras do mês de março é dia do rim. Na verdade, o Dia Internacional do Rim foi ontem, 13 de março, e o mês de março é dedicado ao rim. Acho muito engraçado essa história de Dia do Rim, Dia da Mulher, Dia da Mãe, do Pai, etc. O indivíduo passa o ano inteiro maltratando o seu rim, o seu coração, as suas artérias, assim como, maltratando a mulher, a mãe, o pai e no dia deles vem cheio de amor para dar, carregado de flores, caixinha de bombons, convite para jantar fora, além do presente de valor de acordo com as suas posses. Em relação ao rim, como este não reclama, nem cobra que hoje é também o dia dele, continua sendo ignorado e só será lembrado quando adoece, para de funcionar e então a pessoa paga todos os seus pecados padecendo de uma insuficiência renal crônica, tendo que enfrentar diálise peritoneal ou hemodiálise. E é tarde para o arrependimento. Do mesmo modo que o indivíduo não cuida do seu rim, também é desleixado nas relações afetivas daqueles que lhe são caros. Quando o ser humano compreender que todo dia é dia da mulher, da mãe, do pai e passar a cultivar uma relação amorosa e respeitosa com todos, não irá adoecer emocionalmente, nem fará os seus entes queridos adoecerem, mas, como o sabido já se julga dono do pedaço, na cabecinha dele não é necessário esse esmero com o outro. Quando os relacionamentos apodrecem aí é tarde, bem como ocorre com a doença renal crônica ou de qualquer outro órgão. Transpondo esta questão ao do cidadão, só nos lembramos de cobrar ou de tomar conhecimento dos nossos direitos e deveres para com a nossa cidade, estado ou país na época das eleições. Nessas ocasiões sazonais queremos o remédio mágico para curar todas as mazelas sociais. Comparativamente é o mesmo que fazemos ao nos esquecer, no cotidiano, da prevenção das doenças e do necessário zelo nas relações pessoais. Comemoremos diariamente - todo e qualquer dia - a nossa cidadania, não deixemos para nos lembrar somente na data “escolhida” para tal. Makhoul Moussallem Médico conselheiro do CREMERJ e CFM *artigo publicado, ontem, 14/03, no jornal Folha da Manhã, Campos, RJ
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"O TRABALHO E A POLÍTICA QUE DIGNIFICAM"
20/02/2014 | 06h35
Aqui para o blog, trago um artigo do Fabrício Maciel, Doutor em ciências sociais pela UFJF. Foi feito em cima da reportagem (aqui) sobre o programa De Braços Abertos, realizado pela prefeitura de São Paulo  que obteve nível satisfatório de redução em 70% no consumo de crack, na capital paulista. Todos vocês já leram sobre a tenebrosa "Cracolândia". É mesmo chocante vê-la em contraste com o vizinho edifício da Estrada de Ferro Sorocabana - hoje, abriga a Sala São Paulo, sede da Orquestra Sinfônica do Estado de São Paulo e uma das mais importantes casas de concertos e eventos do País. É leitura mais longa do que a habitual, no entanto, nos revela possíveis políticas públicas - sérias - na área da saúde pública. Observem os cuidados no planejamento do programa. Depois, abaixo, leiam a análise do Fabrício. Uma luz! O TRABALHO E A POLÍTICA QUE DIGNIFICAM Estou extremamente contente com o post que acabo de compartilhar, sobre o combate ao crack. Diferente da política e do senso comum conservadores de nosso tempo, que exatamente agora assumem face explícita no Brasil, assistimos a recuperação gradual de usuários de crack. Pouca gente deve imaginar o sofrimento de um usuário de crack. Na verdade, a sociedade brasileira só lembra de suas questões sociais quando estas incomodam a classe média e a ordem do espaço público. Contrário ao descrédito da maioria e ao preconceito aberto de uma minoria em ascensão, que sustenta a hipótese de se tratar de vagabundos qualquer tipo de gente que vague pelas ruas sem emprego, a lição que tomamos agora é só o contrário. O trabalho dignifica o ser humano, atribui a sua vida sentido, valor pessoal de estar fazendo algo útil por sua sociedade. Para estes nossos "sobrantes", cuja maioria nunca teve chance de exercer alguma atividade reconhecida como digna em sua sociedade, ter a oportunidade de trabalhar está sendo o passo decisivo. Para os que desacreditam da política e para os que a descreditam de propósito o fato manda dois recados: para os primeiros, que acordem e acreditem na mudança social. Para os segundos, que se olhem no espelho e se perguntem até onde são capazes de manter seu conservadorismo. Toda vez que classificamos alguém como vagabundo estamos tentando expurgar de nós mesmos o nosso outro, produzido pela mesma sociedade que atribui méritos diferenciais às suas ocupações, algumas dignas, outras não. Existe saída para o crack, sim. No plano mais abstrato, a prova de que o trabalho atribui sentido combate a construção do estigma do vagabundo, lançado contra aqueles que perderam em nossa mesquinha competição social. No plano mais concreto, imediato, a política que neste caso está acertando em cheio é um tapa com mãos de pelica na cara daqueles que acham que fazer política é só fazer acordos, pensar em dinheiro e defender a bandeira do desenvolvimento, e que no fim cada um tome para si, de acordo com suas capacidades, o seu quinhão. Não. Política é outra coisa. É usar os recursos do Estado em favor da sociedade. Ou melhor, em favor de sua parte mais carente. É o que vemos agora. Viva o trabalho, viva a verdadeira política, e que os conservadores da política e da sociedade acordem enquanto é tempo! [caption id="attachment_7609" align="aligncenter" width="600" caption="Ideia é afastar usuário da área (foto: João Luiz/SECOM.SP)"][/caption]

 

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CORDA ESTICADA
02/02/2014 | 10h40
Corda esticada O Japão anunciou nesta quarta-feira, a descoberta que se confirmada através de novos testes, inclusive por cientistas brasileiros, revoluciona a criação de células-tronco. A partir da persistência dos japoneses, em meia hora, por imersão de células de camundongos em solução moderadamente ácida, com pH de 5,5, estas se transformaram em células estaminais, com possibilidade de se tornarem tecidos variados no organismo. A auspiciosa notícia correu o mundo através da revista “Nature”. É a biotecnologia a serviço da humanidade em seu intento na regeneração dos tecidos. Aqui, faço um corte. Enquanto a ciência - criação do homem em sociedade - é manipulada para o nosso bem estar físico e mental, a política - criação do homem em sociedade – depois de inúmeros progressos, ao menos em nosso país, patina empacada no mesmo patamar das ultrapassadas oligarquias. Avançamos no ritmo das obras para a Copa; muito devagarinho face às reais necessidades materiais da nação como um todo. Há um ralo que não para, um segundo sequer, de sugar a nossa poupança interna. Campos, do orçamento bilionário, fala por si. A vida humana vale pouquinho para as nossas elites políticas. A pífia Educação e a Saúde caótica são retratos. Coramos com os sucessivos escândalos. A sensação que querem nos passar é a de que está tudo “dominado”.  E assim, segundo a cabeça desses brilhantes, cruzaremos os braços, e cada um irá abatido moralmente, cuidar da sua vidinha mundana. Eles continuarão a “tomar conta” de nós. A recente declaração do presidente do Ibope, Carlos Augusto Montenegro, deve ter provocado insônia nos pré-candidatos ao governo do Estado.  Segundo Montenegro, o traço comum da campanha eleitoral no Rio de Janeiro é o alto índice de rejeição dos fluminenses aos principais pré-candidatos: o deputado federal Garotinho (PR); o ministro da Pesca, Crivella (PRB); o senador Lindbergh (PT); o vice-governador Pezão (PMDB) e o vereador do Rio, César Maia (DEM). Pelo levantamento do Ibope, todos têm avaliação negativa de mais de 50% dos eleitores. A Moral e a Ética, exercem limites ao uso indiscriminado das descobertas científicas, a mesma Moral e Ética precisa colocar luz nos cérebros dos nossos políticos brasileiros: os caras só pensam no curto prazo.
Makhoul Moussallem                Médico, Conselheiro do CREMERJ e do CFM
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PUXADINHOS
26/01/2014 | 07h04
Até quando as autoridades federais, estaduais e municipais e os gestores, sejam políticos ou técnicos, vão continuar achando – em gestão pública, sempre estão achando – que educação e saúde são despesas. Pelo amor de Deus, entendam, de uma vez por todas, este binômio é investimento. E o é a curto, médio e longo prazo. Só que, infelizmente, a ‘casta’ política deste país - vamos repetir mais uma vez - ‘pensa sempre nas próximas eleições e não nas próximas gerações’. Temos eleições de dois em dois anos. Em 2012, foram para vereadores e prefeitos; neste ano serão para Presidente da República, governadores, senadores, deputados federais e estaduais; em 2016, novamente, prefeitos e vereadores. Por haver, estreita relação e dependência entre as eleições, e sendo a vida dinâmica e o Brasil um país em permanente evolução (ainda bem que o é) e, por não haver planejamento fundamentado em dados técnicos colhidos de forma correta e cuja análise também o seja, parece que, de repente, surgem demandas do nada, quando na verdade estão há tempo fermentando no vulcão socioeconômico. E, quando a lava se esparrama sobre o país é ‘um Deus nos acuda’, como as manifestações de junho de 2013, o horror das prisões superlotadas, os rolezinhos, a falta de assistência na saúde, a educação falida, o permanente déficit da previdência social e a tortura dos aposentados com o famigerado fator previdenciário a diminuir a já minguada aposentadoria. Certas famílias, quando o filho cresce e se casa, fazem um puxadinho. Diante das dificuldades que foram contratadas por gestões pífias, em épocas anteriores - porque os políticos e gestores ‘só pensam naquilo’, ou seja, nas próximas eleições e outras coisinhas espúrias – surgem os puxadinhos em todas as áreas de gestão. E tome puxadinho na saúde, transporte, segurança, etc. Na nossa planície goitacá, é bom que as grávidas avisem aos bebês no seu ventre que não podem nascer nos finais de semana, porque, volta e meia, não há plantonistas nas maternidades nesses dias. Também, os hipertensos e diabéticos, e os que estão na meia idade, não devem infartar ou ter derrame, porque vaga em UTI é como ganhar na loteria. Devo avisar aos gestores que não há puxadinho que resolva esta questão, e aos cidadãos que nisso é que dá vender o voto ou se deixar enganar por palavras bonitas e por paizinhos, mãezinhas e irmãozinhos do povo.
Makhoul Moussallem                                      Médico, Conselheiro do CREMERJ e do CFM
* Artigo publicado na Folha da Manhã, em 23/01/14
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Sobre o autor

Luciana Portinho

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