CAMPOS NA FITA
24/10/2011 | 12h23
luciana portinho Dias atrás fizemos  essa matéria sobre a Maratona na Selva, http://www.folha1.com.br/_midias/wp/blogs/lucianaportinho/2011/10/08/maratona-na-selva/. Pois para nossa alegria o resultado final na categoria dos 100km pertence ao maratonista destacado aqui, Gustavo Teixeira,  que como eu escolheu Campos para viver, formar família e amar. [caption id="" align="aligncenter" width="400" caption="Foto cedida pelo atleta"][/caption]

 

Nesta versão de 2011,  50 foram os atletas no total. Destes, 7 brasileiros (5 homens e 2 mulheres). Na modalidade dos 100km, 14 na largada e só 8 completaram a prova. Tirando o apoio destacado do Exército Brasileiro e do Grupamento de Bombeiros, imbatíveis quando foi necessário o incentivo aos corredores, toda estrutura da prova foi inglesa, inclusive seus 22 médicos e paramédicos. O estado de exaustão- física e mental-  a que são submetidos é o maior adversário que enfrentam. Houve o caso do austríaco; sofreu uma convulsão , sendo removido imediatamente para uma UTI em Santarém. [caption id="" align="aligncenter" width="400" caption="Foto cedida pelo atleta"][/caption]

 

Tivemos o prazer de conversar na volta com Gustavo. Visível sua vibração pela vitória e ainda pela conclusão de mais um desafio. Para ele e seu irmão, também inscrito na prova, a aventura logo teve início no avião com o extravio de uma das duas mochilas: foi parar em Dubai (sic). Tiveram que refazer nova estratégia de provimentos! Dias na mata fechada, percorrendo igarapés, atravessando pântanos, pulando por cima de gigantescos troncos caídos. Com os pés em pandarecos, as costas cobertas por esparadrapo, para minimizar o atrito da mochila na pele. Gustavo relata que se recompunha percorrendo as inúmeras praias de areia branca, às margens do rio Tapajós. Ficou mesmo surpreendido com a intensidade do transporte fluvial, a água modela a vida da região. Nos disse ele que o primeiro dia foi de todos o mais estafante: caía nos ocos de palmeira, escorregava em buraco de tatu, tropeçava nas raízes, entrava e saia em água, encharcado o tempo todo - pelo suor, pela água - para continuar correndo num chão de folha e raízes. [caption id="" align="aligncenter" width="400" caption="Foto cedida pelo atleta"][/caption]

 

Pergunto a esse homem o quê o faz se submeter à tanta adversidade. Com a felicidade estampada na face nos fala em superação, auto-confiança, foco  e concentração. Integralmente ligado no presente o ultra maratonista sabe que o sofrimento e dor são passageiros e que a vitória carregará para sempre. Com o lema de " DESISTIR JAMAIS: um pé à frente do outro", tomam contato com a natureza, aprendem a solidariedade ao estranho, desenvolvem sensibilidade, vencem seus desafios!

[caption id="" align="aligncenter" width="400" caption="Foto cedida pelo atleta"][/caption]

 

E próximos planos Gustavo?  "Ah...em 2012, 90 km em Bilbao e quem sabe se com algum patrocínio ATACAMA, no Chile! "

E lá vamos nós...PARABÉNS CAMPEÃO! [caption id="" align="aligncenter" width="400" caption="Foto cedida pelo atleta"][/caption]

 

     
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MARATONA NA SELVA
08/10/2011 | 12h50
MARATONA NA SELVA luciana portinho Jungle Marathon é o nome da competição internacional que começa amanhã (9/10)  e termina em 15/10. Em sua 7ª. edição são 17 países inscritos o que corresponde à cerca de 120 atletas, destes, 80% são estrangeiros. É uma corrida solo de alta subsistência e duas modalidades, 100 ou 220km, esta última em 7 estágios. Traduzindo; nesses dias os atletas, estarão embrenhados no meio da selva amazônica, em trilhas ao meio da floresta úmida, na companhia dos bichos da mata fechada, cada um por si, carregando suas mochilas com o mínimo necessário para chegar até o fim da prova, vivos. Todos sabem que só atingirão seu objetivo na base do sofrimento individual. Entre sua carga particular carregada nas costas estão uma bússola, luva de ciclista, esparadrapo, pomadas para os pés, muda de roupa diária, uma rede, um mosquiteiro, barras de carboidrato, necessárias à combustão do organismo do maratonista, proteína desidratada para preservação da musculatura e ÁGUA. No corre corre das nossas vidas, buscamos saídas de ‘fuga prazerosa’, medida necessária para manutenção da nossa identidade emocional e integridade mental. Isso é o que explica homens e mulheres se envolverem em competições de resistência máxima e risco. Se auto impor desafios, dispor-se a superar limites e a experimentar o novo; no esporte como na arte o ser humano encontra sua transcendência. É outra faceta do mundo que se abre ao tomar contato com os detalhes dessa maratona e ouvir a paixão nos olhos Gustavo Teixeira, atleta que representa Campos na prova. Partilhar um pouquinho que seja com ele da aventura que começa amanhã é a proposta que o blog faz a você leitor. Quem quiser é só entrar no site  http://www.junglemarathon.com/ e poderá até enviar mensagem de estímulo aos atletas. Vamos ficar na torcida! [caption id="attachment_2794" align="aligncenter" width="400" caption="Ft.cedida por Gustavo Teixeira"][/caption]

 

Gustavo Teixeira, uma figura amiga. Pai de duas belas criaturas, Eduardo e Luis Fernando, natural do Rio de Janeiro, reside em Campos dos Goytacazes, inscrito na faixa etária de 40/44 anos, na modalidade de 220 kilometros. Em 2009, participou da maratona internacional (ilustrada na foto acima) do Vale da Morte em Las Vegas, EUA. Neste ano tomou parte nos 217km da BR 135, na Serra da Mantiqueira e na Night Run, na região montanhosa da Ilha Bela, SP.      
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Sobre o autor

Luciana Portinho

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