56ª EXPOAGRO
22/05/2015 | 04h45
convite expoagro 1  
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Chocante
04/11/2014 | 09h15
É um pouco longo, mas, sugiro a leitura da entrevista. Li e me alarmei com o veredito da ciência sobre o que nos aguarda. Colheremos o que estando plantando. Total falta de cuidado com a vida natural. Burrice em grau máximo.

“Estamos indo direto para o matadouro”, diz Antonio Nobre

01/11/2014
Antonio Donato Nobre é um dos nossos melhores cientistas, pertence ao grupo do IPCC que mede o aquecimento da Terra e um especilista em questões amazônicas. É  mundialmente conhecido como  pesquisador do INPE (Instituto Nacional de Pesquisas Espaciais). Sustenta que o desmatamento para já, inclusive o permitido por lei sem prejuizo do agronegócio que de ve incorpar fatores novos da falta de água e das secas prolongadas. Enfatiza:”A agricultura consciente, se soubesse o que a comunidade científica sabe, estaria na rua, com cartazes, exigindo do governo proteção das florestas e plantando árvores em sua propriedade”. Publicamos aqui sua entrevista aparecida no IHU de 31 de outubro de 2014, dada a urgência do tema e seus efeitos maléficos notados no Sudeste, especialmente na metrópole de São Paulo. Temos que divulgar conhecimentos para assumirmos atitudes corretas e organizarmos nosso desenvolvimento a partir destes dados inegáveis:Lboff *********************************

Eis a entrevista.

Quanto já desmatamos da Amazônia brasileira?

Só de corte raso, nos últimos 40 anos, foram três Estados de São Paulo, duas Alemanhas ou dois Japões. São 184 milhões de campos de futebol, quase um campo por brasileiro. A velocidade do desmatamento na Amazônia, em 40 anos, é de um trator com uma lâmina de três metros se deslocando a 726 km/hora – uma espécie de trator do fim do mundo. A área que foi destruída corresponde a uma estrada de 2 km de largura, da Terra até a Lua. E não estou falando de degradação florestal.

Essa é a “guilhotina de árvores” que o senhor menciona?

Foram destruídas 42 bilhões de árvores em 40 anos, cerca de 3 milhões de árvores por dia, 2.000 árvores por minuto. É o clima que sente cada árvore que é retirada da Amazônia. O desmatamento sem limite encontrou no clima um juiz que conta árvores, não esquece e não perdoa.

O sr. pode explicar?

Os cientistas que estudam a Amazônia estão preocupados com a percepção de que a floresta é potente e realmente condiciona o clima. É uma usina de serviços ambientais. Ela está sendo desmatada e o clima vai mudar.

A mudança climática…

A mudança climática já chegou. Não é mais previsão de modelo, é observação de noticiário. Os céticos do clima conseguiram uma vitória acachapante, fizeram com que governos não acreditassem mais no aquecimento global. As emissões aumentaram muito e o sistema climático planetário está entrando em falência como previsto, só que mais rápido.

No estudo o sr. relaciona destruição da floresta e clima?

A literatura é abundante, há milhares de artigos escritos, mais de duas dúzias de projetos grandes sendo feitos na Amazônia, com dezenas de cientistas. Li mais de 200 artigos em quatro meses. Nesse estudo quis esclarecer conexões, porque esta discussão é fragmentada. “Temos que desenvolver o agronegócio. Mas e a floresta? Ah, floresta não é assunto meu”. Cada um está envolvido naquilo que faz e a fragmentação tem sido mortal para os interesses da humanidade. Quando fiz a síntese destes estudos, eu me assombrei com a gravidade da situação.

Qual é a situação?

A situação é de realidade, não mais de previsões. No arco do desmatamento, por exemplo, o clima já mudou. Lá está aumentando a duração da estação seca e diminuindo a duração e volume de chuva. Agricultores do Mato Grosso tiveram que adiar o plantio da soja porque a chuva não chegou. Ano após ano, na região leste e sul da Amazônia, isso está ocorrendo. A seca de 2005 foi a mais forte em cem anos. Cinco anos depois teve a de 2010, mais forte que a de 2005. O efeito externo sobre a Amazônia já é realidade. O sistema está ficando em desarranjo.

A seca em São Paulo se relaciona com mudança do clima?

Pegue o noticiário: o que está acontecendo na Califórnia, na América Central, em partes da Colômbia? É mundial. Alguém pode dizer – é mundial, então não tem nada a ver com a Amazônia. É aí que está a incompreensão em relação à mudança climática: tem tudo a ver com o que temos feito no planeta, principalmente a destruição de florestas. A consequência não é só em relação ao CO2 que sai, mas a destruição de floresta destrói o sistema de condicionamento climático local. E isso, com as flutuações planetárias da mudança do clima, faz com que não tenhamos nenhuma almofada.

Almofada?

A floresta é um seguro, um sistema de proteção, uma poupança. Se aparece uma coisa imprevista e você tem algum dinheiro guardado, você se vira. É o que está acontecendo agora, não sentimos antes os efeitos da destruição de 500 anos da Mata Atlântica, porque tínhamos a “costa quente” da Amazônia. A sombra úmida da floresta amazônica não permitia que sentíssemos os efeitos da destruição das florestas locais.

O sr. fala em tapete tecnológico da Amazônia. O que é?

Eu queria mostrar o que significa aquela floresta. Até eucalipto tem mais valor que floresta nativa. Se olharmos no microscópio, a floresta é a hiper abundância de seres vivos e qualquer ser vivo supera toda a tecnologia humana somada. O tapete tecnológico da Amazônia é essa assembleia fantástica de seres vivos que operam no nível de átomos e moléculas, regulando o fluxo de substâncias e de energia e controlando o clima.

O sr. fala em cinco segredos da Amazônia. Quais são?

O primeiro é o transporte de umidade continente adentro. O oceano é a fonte primordial de toda a água. Evapora, o sal fica no oceano, o vento empurra o vapor que sobe e entra nos continentes. Na América do Sul, entra 3.000 km na direção dos Andes com umidade total. O segredo? Os gêiseres da floresta.

Gêiseres da floresta?

É uma metáfora. Uma árvore grande da Amazônia, com dez metros de raio de copa, coloca mais de mil litros de água em um dia, pela transpiração. Fizemos a conta para a bacia Amazônica toda, que tem 5,5 milhões de km2: saem desses gêiseres de madeira 20 bilhões de toneladas de água diárias. O rio Amazonas, o maior rio da Terra, que joga 20% de toda a água doce nos oceanos, despeja 17 bilhões de toneladas de água por dia. Esse fluxo de vapor que sai das árvores da floresta é maior que o Amazonas. Esse ar que vai progredindo para dentro do continente vai recebendo o fluxo de vapor da transpiração das árvores e se mantém úmido, e, portanto, com capacidade de fazer chover. Essa é uma característica das florestas.

É o que faz falta em São Paulo?

Sim, porque aqui acabamos com a Mata Atlântica, não temos mais floresta.

Qual o segundo segredo?

Chove muito na Amazônia e o ar é muito limpo, como nos oceanos, onde chove pouco. Como, se as atmosferas são muito semelhantes? A resposta veio do estudo de aromas e odores das árvores. Esses odores vão para atmosfera e quando têm radiação solar e vapor de água, reagem com o oxigênio e precipitam uma poeira finíssima, que atrai o vapor de água. É um nucleador de nuvens. Quando chove, lava a poeira, mas tem mais gás e o sistema se mantém.

E o terceiro segredo?

A floresta é um ar-condicionado e produz um rio amazônico de vapor. Essa formação maciça de nuvens abaixa a pressão da região e puxa o ar que está sobre os oceanos para dentro da floresta. É um cabo de guerra, uma bomba biótica de umidade, uma correia transportadora. E na Amazônia, as árvores são antigas e têm raízes que buscam água a mais de 20 metros de profundidade, no lençol freático. A floresta está ligada a um oceano de água doce embaixo dela. Quando cai a chuva, a água se infiltra e alimenta esses aquíferos.

Como tudo isso se relaciona à seca de São Paulo?

No quarto segredo. Estamos em um quadrilátero da sorte – uma região que vai de Cuiabá a Buenos Aires no Sul, São Paulo aos Andes e produz 70% do PIB da América do Sul. Se olharmos o mapa múndi, na mesma latitude estão o deserto do Atacama, o Kalahari, o deserto da Namíbia e o da Austrália. Mas aqui, não, essa região era para ser um deserto. E no entanto não é, é irrigada, tem umidade. De onde vem a chuva? A Amazônia exporta umidade. Durante vários meses do ano chega por aqui, através de “rios aéreos”, o vapor que é a fonte da chuva desse quadrilátero.

E o quinto segredo?

Onde tem floresta não tem furacão nem tornado. Ela tem um papel de regularização do clima, atenua os excessos, não deixa que se organizem esses eventos destrutivos. É um seguro.

Qual o impacto do desmatamento então?

O desmatamento leva ao clima inóspito, arrebenta com o sistema de condicionamento climático da floresta. É o mesmo que ter uma bomba que manda água para um prédio, mas eu a destruo, aí não tem mais água na minha torneira. É o que estamos fazendo. Ao desmatar, destruímos os mecanismos que produzem esses benefícios e ficamos expostos à violência geofísica. O clima inóspito é uma realidade, não é mais previsão. Tinha que ter parado com o desmatamento há dez anos. E parar agora não resolve mais.

Como não resolve mais?

Parar de desmatar é fundamental, mas não resolve mais. Temos que conter os danos ao máximo. Parar de desmatar é para ontem. A única reação adequada neste momento é fazer um esforço de guerra. A evidência científica diz que a única chance de recuperarmos o estrago que fizemos é zerar o desmatamento. Mas isso será insuficiente, temos que replantar florestas, refazer ecossistemas. É a nossa grande oportunidade.

E se não fizermos isso?

Veja pela janela o céu que tem em São Paulo – é de deserto. A destruição da Mata Atlântica nos deu a ilusão de que estava tudo bem, e o mesmo com a destruição da Amazônia. Mas isso é até o dia em que se rompe a capacidade de compensação, e é esse nível que estamos atingindo hoje em relação aos serviços ambientais. É muito sério, muito grave. Estamos indo direto para o matadouro.

O que o sr. está dizendo?

Agora temos que nos confrontar com o desmatamento acumulado. Não adianta mais dizer “vamos reduzir a taxa de desmatamento anual.” Temos que fazer frente ao passivo, é ele que determina o clima.

Tem quem diga que parte desses campos de futebol viraram campos de soja.

O clima não dá a mínima para a soja, para o clima importa a árvore. Soja tem raiz de pouca profundidade, não tem dossel, tem raiz curta, não é capaz de bombear água. Os sistemas agrícolas são extremamente dependentes da floresta. Se não chegar chuva ali, a plantação morre.

O que significa tudo isso? Que vai chover cada vez menos?

Significa que todos aqueles serviços ambientais estão sendo dilapidados. É a mesma coisa que arrebentar turbinas na usina de Itaipu – aí não tem mais eletricidade. É de clima que estamos falando, da umidade que vem da Amazônia. É essa a dimensão dos serviços que estamos perdendo. Estamos perdendo um serviço que era gratuito que trazia conforto, que fornecia água doce e estabilidade climática. Um estudo feito na Geórgia por uma associação do agronegócio com ONGs ambientalistas mediu os serviços de florestas privadas para áreas urbanas. Encontraram um valor de US$ 37 bilhões. É disso que estamos falando, de uma usina de serviços.

As pessoas em São Paulo estão preocupadas com a seca.

Sim, mas quantos paulistas compraram móveis e construíram casas com madeira da Amazônia e nem perguntaram sobre a procedência? Não estou responsabilizando os paulistas porque existe muita inconsciência sobre a questão. Mas o papel da ciência é trazer o conhecimento. Estamos chegando a um ponto crítico e temos que avisar.

Esse ponto crítico é ficar sem água?

Entre outras coisas. Estamos fazendo a transposição do São Francisco para resolver o problema de uma área onde não chove há três anos. Mas e se não tiver água em outros lugares? E se ocorrer de a gente destruir e desmatar de tal forma que a região que produz 70% do PIB cumpra o seu destino geográfico e vire deserto? Vamos buscar água no aquífero?

Não é uma opção?

No norte de Pequim, os poços estão já a dois quilômetros de profundidade. Não tem uso indefinido de uma água fóssil, ela tem que ter algum tipo de recarga. É um estoque, como petróleo. Usa e acaba. Só tem um lugar que não acaba, o oceano, mas é salgado.

O esforço de guerra é para acabar com o desmatamento?

Tinha que ter acabado ontem, tem que acabar hoje e temos que começar a replantar florestas. Esse é o esforço de guerra. Temos nas florestas nosso maior aliado. São uma tecnologia natural que está ao nosso alcance. Não proponho tirar as plantações de soja ou a criação de gado para plantar floresta, mas fazer o uso inteligente da paisagem, recompor as Áreas de Proteção Permanente (APPs) e replantar florestas em grande escala. Não só na Amazônia. Aqui em São Paulo, se tivesse floresta, o que eu chamo de paquiderme atmosférico…

Como é?

É a massa de ar quente que “sentou” no Sudeste e não deixa entrar nem a frente fria pelo Sul nem os rios voadores da Amazônia.

O que o governo do Estado deveria fazer?

Programas massivos de replantio de reflorestas. Já. São Paulo tem que erradicar totalmente a tolerância com relação a desmatamento. Segunda coisa: ter um esforço de guerra no replantio de florestas. Não é replantar eucalipto. Monocultura de eucalipto não tem este papel em relação a ciclo hidrológico, tem que replantar floresta e acabar com o fogo. Poderia começar reconstruindo ecossistemas em áreas degradadas para não competir com a agricultura.

Onde?

Nos morros pelados onde tem capim, nos vales, em áreas íngremes. Em vales onde só tem capim, tem que plantar árvores da Mata Atlântica. O esforço de guerra para replantar tem que juntar toda a sociedade. Precisamos reconstruir as florestas, da melhor e mais rápida forma possível.

E o desmatamento legal?

Nem pode entrar em cogitação. Uma lei que não levou em consideração a ciência e prejudica a sociedade, que tira água das torneiras, precisa ser mudada.

O que achou de Dilma não ter assinado o compromisso de desmatamento zero em 2030, na reunião da ONU, em Nova York?

Um absurdo sem paralelo. A realidade é que estamos indo para o caos. Já temos carros-pipa na zona metropolitana de São Paulo. Estamos perdendo bilhões de dólares em valores que foram destruídos. Quem é o responsável por isso? Um dia, quando a sociedade se der conta, a Justiça vai receber acusações. Imagine se as grandes áreas urbanas, que ficarem em penúria hídrica, responsabilizarem os grandes lordes do agronegócio pelo desmatamento da Amazônia. Espero que não se chegue a essa situação. Mas a realidade é que a torneira da sua casa está secando.

Quanto a floresta consegue suportar?

Temos uma floresta de mais de 50 milhões de anos. Nesse período é improvável que não tenham acontecido cataclismas, glaciação e aquecimento, e no entanto a Amazônia e a Mata Atlântica ficaram aí. Quando a floresta está intacta, tem capacidade de suportar. É a mesma capacidade do fígado do alcoólatra que, mesmo tomando vários porres, não acontece nada se está intacto. Mas o desmatamento faz com que a capacidade de resiliência que tínhamos, com a floresta, fique perdida.

Aí vem uma flutuação forte ligado à mudança climática global e nós ficamos muito expostos, como é o caso do “paquiderme atmosférico” que sentou no Sudeste. Se tivesse floresta aqui, não aconteceria, porque a floresta resfria a superfície e evapora quantidade de água que ajuda a formar chuva.

O esforço terá resultado?

Isso não é garantido, porque existem as mudanças climáticas globais, mas reconstruir ecossistemas é a melhor opção que temos. Quem sabe a gente desenvolva outra agricultura, mais harmônica, de serviços agroecossistêmicos. Não tem nenhuma razão para o antagonismo entre agricultura e conservação ambiental. Ao contrário. A agricultura consciente, que soubesse o que a comunidade científica sabe, estaria na rua, com cartazes, exigindo do governo proteção das florestas. E, por iniciativa própria, replantaria a floresta nas suas propriedades.

 Fonte, http://leonardoboff.wordpress.com/2014/11/01/estamos-indo-direto-para-o-matadouro-diz-antonio-nobre/

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E tanto do Brasil I
10/04/2014 | 04h33
A caminho de Mata da Cruz onde fomos fazer uma reportagem a pedido da população local que reclama do abandono, por parte da prefeitura, fomos parados pela travessia de uma vacada. Elas vieram uma ao lado da outra, disciplinadamente cruzaram a estrada municipal que já foi de asfalto. Passados dez anos sem manutenção, trechos de terra intercalam com o asfalto original e, finalmente, pelo maquinário da Imbeg na área, verificamos que o poder municipal resolveu, recuperar a estrada que, como as demais do interior de Campos,  foram deixadas de lado por um bom tempo.

Voltando à imagem da vacada bem cuidada pela estrada, nos surpreendemos. Ao final, vem o cão guia e um menino a cavalo dando conta da tarefa da troca de pasto. O garoto ? É Gabriel. Perguntamos sua idade e ele sem titubear nos disse, "Nove anos".

O gado leiteiro pertence à Fazenda Capoeirão, produz leite e entrega a Itaperuna, na Cavil. Nada mais dissemos, nem perguntamos. É Campos dos Goytacazes, Brasil. [caption id="attachment_7840" align="aligncenter" width="600" caption="Fts. Luciana Portinho"][/caption]

 

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Fundação Rural, parte do povo
29/06/2013 | 06h30
[caption id="attachment_6584" align="alignleft" width="300" caption="Ft. Folha da Manhã"][/caption] Fundada no ano de 1966, a história da Fundação Rural de Campos é também a história de Campos, é ainda a história do esplendor e da decadência rural na planície e regiões norte e noroeste fluminenses. A força do campo é tanta na vastidão dos campos que forneceu o registro da Campos dos Goytacazes. Verde era a cor predominante na paisagem do município que tem sua memória humana misturada a do cavalo e a da boiada. Antes, em 1954, a fundação foi Associação Rural. O primeiro a ocupar a presidência da FRC foi Rubens Venâncio — de 1968 a 1980. Junto a ele na vice-presidência, João Sobral.  Datam da gestão dos dois as realizações anuais das exposições agropecuárias. O comerciante e vice-presidente da FRC por 19 anos, João Sobral, considerava a Exposição Agropecuária a “Festa do Trabalho”, por reunir o comércio, a indústria e o setor agropecuário. Tem como missão institucional, “A promoção do desenvolvimento econômico e social regional, com ênfase no propósito da pecuária e agricultura, resgatando valores e tradições, por meio de uma nova gestão coesa e sólida”. Ouvir os ex-presidentes falarem do significado da Fundação Rural de Campos, é se deixar impregnar do banzo unânime por uma Campos que luta por preservar um tanto da Campos que passou. Um deste grupo de ex-presidentes, José Carlos Menezes, atual presidente da Fundenor aponta a nossa relevância na equino-cultura nacional. “Ela é inconteste. Há a cela campista, o laço campista, o estribo e a espora campistas. Fomos formadores de grandes cavaleiros e adestradores. A FRC foi fomentadora na manutenção das origens e tradições culturais de sua gente. Havia o predomínio dos setores pecuário e sucroalcooleiro. A sociedade sempre reconheceu esse papel, prestigiando as exposições, como a Folha da Manhã”, disse José Carlos Menezes. Trata-se de uma entidade jurídica de direito privado, sem fins lucrativos, é de utilidade pública e possui o terceiro maior parque de exposições do país. São 200 mil² tão importantes para a cidade, deram origem ao bairro,“Pecuária”. O Parque de Exposição da FRC foi fundado em 1954, ano da realização da 1ª exposição rural. “Tudo era muito prazeroso, nós éramos amadores, não tínhamos a estrutura atual. De todos cargos que ao longo da vida assumi, o de presidente da fundação (de 1980 a 1986), é o que me deu mais alegria. Por outro lado, hoje o perfil da região mudou, mas, não vejo possibilidade da fundação acabar. A baixada ainda guarda vínculo com as tradições. A nova gestão de Lívia Siqueira puxa mais para a nossa origem, é bom”, frisa ele. Um marco naquele período histórico da FRC foi a realização da Semana do Cavalo, organizada pelo Major Almeida, então diretor da coudelaria (antiga Remonta). À Semana do Cavalo, José Carlos se refere como um “divisor de águas, como um antes e um depois, uma vitrine para Campos”. Depois foi a vez da longa gestão de Ronaldo de Freitas Áreas (de 1986 a 1998). Dela restam o pavilhão industrial, o pavilhão de leilões e o centro administrativo construídos por sua diretoria. “Imprimimos um caráter de empresa, havia a exposição e depois do evento nada acontecia. Com a construção do pavilhão industrial começamos a arrecadar recursos para a entidade. Fizemos então, mais de 70 mil metros de obras nas dependências do parque de exposição”. Ronaldo cita a força da atividade rural de duas décadas atrás, “Tínhamos aqui um núcleo expressivo de criadores de nelore, outro de criadores de cavalo manga-larga e ainda um de criadores de campolina. É chato falar, mas, é realidade: a atividade rural entrou em retrocesso grande. Nos dias atuais não temos criadores e já foram mais de 60 criadores de manga-larga. A gente vê um monte de caminhonete circulando na cidade e pensa que são fazendeiros. Não são. Os filhos dos produtores rurais se afastaram da atividade, cada um foi para um lado, houve muita divisão da terra por causa de herança”, analisa Ronaldo. O crescimento da cidade nas duas últimas décadas, as alterações na rotina do campista não acabaram com a curiosidade da população pela Exposição Agropecuária. Para Eraldo Bacelar, esse é o comportamento que faz com que a FRC precisa ser preservada. “Um evento que acontece por mais de 50 anos, por si só já fala”, destaca ele ao lembrar de que a festa integra o calendário estadual. Eraldo foi presidente entre 1999 e 2004. “Até  poucos anos atrás, o setor agropecuário era o de maior importância. Temos mais de 10 mil produtores rurais, isso significa que mais de 50 mil pessoas em Campos sofrem a influência do modo de vida rural. A Fundação é maior do que seus dirigentes, sobrevive às crises, tem a população como sua maior aliada. Ela como uma entidade do terceiro setor deve caminhar junto a outras entidade, não de forma isolada. No processo de revitalização precisamos agregar outras forças representantes da sociedade civil, sugere Eraldo. Ao relembrar um pouco da história, Mauricio Maciel, outro a ocupar a presidência, de 2004 a 2007, ressalta o orgulho de fazer parte da família FRC. “Vibro ao torcer pelo sucesso da instituição. Penso que a FRC representa a identidade e o carinho que o povo campista tem com o setor agropecuário em nossa região, onde num momento de dificuldades desse segmento, ela resgata a esperança e o orgulho de todo produtor rural de nossa região”, ressalta. Luciana Portinho
 
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Visitação Escolar na Expoagro
28/06/2013 | 08h09
Escolas já podem solicitar a visitação dos alunos à ExpoAgro A Fundação Rural de Campos dos Goytacazes já está recebendo os ofícios para o agendamento da visita das escolas da região à 54ª ExpoAgro, Exposição Agropecuária e Industrial do Norte Fluminense e 37ª Feira Agropecuária Estadual, que será realizada de 03 até o dia 07 de julho. Com uma programação centrada nos agronegócios, e, sobretudo, na família, a expectativa deste ano da Expoagro é atrair um número expressivo de escolas inscritas. A solicitação das unidades de ensino deve vir com dia e hora para a visitação a 54° ExpoAgro e encaminhada à diretoria administrativa da Fundação Rural até o dia 02 de julho. Os alunos, acompanhados dos responsáveis, poderão percorrer por todo o parque de Exposição Rural de Campos, no qual terão a oportunidade de ver os animais de diferentes raças de bovinos, eqüinos, dentre outras. Além disso, poderão circular pelos variados stands, visitar e consumir do setor alimentício. A visitação escolar à ExpoAgro acontecerá de 8h00 às 16h durante todos os dias de realização do evento.
Outras informações: Ímpar Conthaus Comunicação - 2733-1415 Patrícia Daldegan - (22) 9938-9935 Viviane de Aquino - (22) 9909-0416 Renato Chagas - (22) 9706-1043
Fonte - Ímpar Conthaus Comunicação
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II Encontro Agroambiental, Upea, IFF
12/06/2012 | 08h39

Semana do Meio Ambiente II Encontro Agroambiental

ft. Artur Gomes
Local: UPEA - Unidade de Pesquisa e Extensão Agroambiental/IFF.
Data: 13 de junho de 2012 – quarta-feira. Horário: 08:00 às 12:00h e das 14:00 às 18:00h. Público alvo: Estudantes da Escola Municipal Elysio de Magalhães e da Escola Estadual Raimundo de Magalhães
Objetivo: Realizar o II Encontro Agroambiental atendendo estudantes da rede pública de Barcelos em comemoração ao Dia Mundial do Meio Ambiente.
Apoio: Prefeitura Municipal de São João da Barra 
Programação: Oficinas previstas Descrição Vagas Responsável 
1-Criação de pequenos animais Orientação básica sobre a criação de pequenos animais (carneiros, galinhas e outros) 20 Antônio Gesualdi 
2-Energia Renováveis Fornecer conhecimentos básicos sobre Geração de Energia Elétrica por painéis Fotovoltaicos. 25 Rodrigo Martins 
3-Estação de tratamento de água e laboratório Princípios básicos sobre o funcionamento de estação de tratamento de água 20 Willians Sales Cordeiro Monique Curcio 
4-Informática Orientação sobre a criação de facebook 20 Solange da Silva Figueiredo 
5-Mecatrônica (robôs e outros equipamentos) Apresentação de protótipos e invenções em robótica 30 Cedric Solotto 
6-Piscicultura (criação de peixes em cativeiro) Orientação sobre o cultivo de peixes em cativeiro para consumo e comercialização 20 Rogério Burla / Amaro Gonçalves 
7-Plantas medicinais (uso e manejo correto) Orientação cultivo, uso e manejo de plantas medicinais 20 Rose Mara Soares Corrêa 
8-Produção de mudas nativas e minhocário Orientação sobre coleta de sementes e produção de mudas de plantas em viveiros 20 Milton Erthal 
9 –Química do Lixo (reciclagem) Discussão sobre a composição do lixo residencial e possibilidades de reciclagem 20 Pedro Castelo Branco / Rodrigo Garret 
10 – Oficina de Fotografia (uso de máquinas digitais) Orientação sobre o uso de máquinas digitais em fotos em diferentes ambientes 10 Diomarcelo Pessanha 
11 – Oficina de Vídeo (uso de celulares com vídeo) Orientação sobre a criação de vídeo com uso de celulares. 10 Artur Gomes 215  Metodologia: As oficinas serão realizadas integralmente nas dependências da Unidade de Pesquisa e Extensão Agroambiental no período da manhã e tarde. Serão oferecidas 11 oficinas, em diferentes áreas. Cada Estudante da Escola Municipal Elysio de Magalhães e da Escola Estadual Raimundo de Magalhães poderá se inscrever em até duas oficinas.
As oficinas têm por objetivo despertar os estudantes para novos conhecimentos, que possam ajudá-los na escolha de sua formação técnica e profissional. As inscrições para as oficinas serão realizadas nas próprias escolas atendidas pelo evento por bolsistas de iniciação científica Jr. e Jovens Talentos da UPEA, em data a ser definida junto a direção das escolas. Serão disponibilizadas de 10 a 30 vagas por oficina, perfazendo um total de 215 estudantes por turno e 430 no evento. 
No período da manhã, os estudantes deverão chegar na UPEA por volta das 8:00h. Eles serão reunidos na Tenda da organização, instalada no gramado da Unidade, para serem orientados para os locais de realização das oficinas. As primeiras oficinas se iniciarão às 8:30h e se encerrarão às 10:00h. Será oferecido um lanche para os estudantes entre 10:00 e 10:30h na tenda da organização. A segunda rodada de oficinas ocorrerá no período de 10:30 às 12:00h. No período da tarde as oficinas ocorrerão nos horários das 14:00 às 15:30h e das 16:00 às 17:30h. O intervalo para o lanche será das 15:30 às 16:00h. 
Em reunião com a Sra. Carla Machado ficou definido que a Prefeitura Municipal de São João da Barra se responsabilizará pelo transporte dos estudantes (cerca de 215 em cada turno) para o evento, além da cessão da tenda de 15 x 15 metros, 50 jogos de mesas com cadeiras e sistema de som. Os lanches e toda estrutura necessária para realização das atividades serão de responsabilidade da UPEA/IFF. Ao término das atividades de cada turno os estudantes receberão certificado de participação nas oficinas da UPEA/IFF.  Organização: Vicente de Paulo Santos de Oliveira Milton Erthal Junior Amaro Gonçalves Batista Evelyn Rueb Lacerda de Araújo Camila Ferreira de Souza Wilza Carla do Couto Martins
fonte.http://goytacity.blogspot.com.br/2012/06/semana-do-meio-ambiente-ii-encontro.html
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ARTE MAIOR
08/04/2012 | 09h34

À margem o amarelo, colheita anunciada.

[caption id="attachment_3698" align="aligncenter" width="450" caption="Ft. Luciana Portinho"][/caption]
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GRÃO GENEROSO
23/11/2011 | 04h48
[caption id="attachment_3134" align="aligncenter" width="500" caption="Ft. Luciana Portinho"][/caption]

Um vasto milharal, Brejo da Severina, margem da BR101, Macaé. RJ.

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Novas tecnologias
17/10/2011 | 10h36
Seminários InfoGEO & InfoGNSS
Soluções em Imagens da Terra para Uso Corporativo  -  Conheça os novos sensores em satélites, aviões e VANTs e as aplicações das imagens óticas, laser e radar
Qual o sensor ideal?  Sensores em satélites vigiando o dia-a-dia na área rural  Imagens de satélites mostrando em tempo quase real o que muda no espaço urbano  Novas aplicações do mapeamento 3D a partir de imagens laser e radar  Resultados obtidos a partir de câmeras de pequeno e médio formato  A invasão dos VANTs promete revolucionar o mercado
27 de outubro de 2011  -   Centro de Convenções Frei Caneca, São Paulo - SP
Faça sua inscrição antecipada. Vagas limitadas!  -  seminario@mundogeo.com | (41) 3338-7789 | (11) 4063-8848  -  www.mundogeo.com/seminarios
[caption id="" align="alignleft" width="500" caption="Recebido via email da REVISTA VISÃO SÓCIO AMBIENTAL"]Realização: MundoGEO  -  Patrocínio: Santiago e Cintra Consultoria, AMS Kepler, Esteio e GlobalGeo  -  Apoio: Embrapa Monitoramento por Satélite, ABEC-SP, IGD, UOL, Oficina de Textos, Instituto Ambiente em Foco e Revista Visão Socioambiental[/caption]
 
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Se for para valer
06/10/2011 | 06h41
 

Nova fábrica de sucos vai estimular fruticultura no Norte do Estado

 
A fábrica de sucos Bela Joana, instalada no limite entre os municípios de Campos do Goytacazes e São Fidélis, no Norte Fluminense, vai voltar a funcionar em breve. A informação foi divulgada após reunião entre o diretor presidente do Grupo Arbor, Mozart da Silva Rodrigues e o secretário estadual de Agricultura, Christino Áureo, na última semana. Há 40 anos no mercado de bebidas, a empresa arrendou a planta industrial do Grupo MPE, onde pretende produzir mensalmente quatro milhões de litros de sucos naturais, refrigerantes, energéticos e outros produtos. A expectativa de processamento no auge de sua capacidade instalada é de 17 mil toneladas de frutas (coco, abacaxi, manga e outras) ao ano.
Segundo Christino Áureo, a empresa irá incentivar a produção da fruticultura na região. A experiência do grupo com sólidos canais de distribuição e logística, aliada a gama variada de produtos como sucos naturais, água de coco, chás, refresco, cervejas e vinho, é a garantia para que o empreendimento se firme no mercado com sucesso. Num primeiro momento, o grupo, dono de mais três plantas industriais em Teresópolis, na Região Serrana, Flores da Cunha, no Rio Grande do Sul e Petrolina, em Pernambuco, deverá utilizar frutas de outros estados, mas a expectativa é absorver a produção da Região Norte fluminense.
- Estamos satisfeitos com vinda desta nova indústria, que possui larga experiência na produção e posição consolidada em distribuição e logística. Um dos produtos de destaque do Grupo Arbor, a cerveja Therezópolis, está entre as premiuns mais apreciadas no país. Esse know how nos faz acreditar no sucesso deste novo empreendimento que chega ao Norte Fluminense. Eles ainda têm produtos populares como o Suco D`casa,, entre outros. Com essa gama de bebidas, ganham escala na distribuição, tornando o negócio mais eficiente. Acreditamos que será um novo momento para a fruticultura no estado – afirmou o secretário.
A expectativa do diretor presidente do Grupo Arbor, Mozart é positiva devido à vocação da região para a fruticultura. Ele ressaltou que a parceria com a secretaria de Agricultura para a identificação de produtores para fornecimento de frutas será importante para a consolidação do projeto.
- Como somos uma empresa genuinamente fluminense, será um grande prazer para alavancar o norte do estado que precisa ganhar dinâmica econômica e revitalização. Estamos entrando na condição de arrendatários, pelo prazo de até um ano e meio, mas temos a opção de compra da unidade no fim deste período. A previsão de investimento na fábrica é de R$ 15 milhões – explicou.
 
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Sobre o autor

Luciana Portinho

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