Galeano, nós e o nosso quintal
19/04/2015 | 12h36
GALEANOPor isso, estimado leitor, continuo a colorir o meu jardim.  O tempo passa, ou melhor, passamos por ele. Bom feriadão! IMG_5274
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Qualquer noite dessas
01/01/2015 | 10h04
Quando chegar a maré cheia
vou pegar 
uma daquelas pranchas de areia
e vou embora ...
Vou matar todas as saudades
vou para minha Campos dos Goytacazes,
vou com todas as velas enfunadas,
descer na Rua da Jaca
e ouvir histórias de lobisomem
contadas por José Cândido,
vou ver a lua seresteira
acender suas velas
nas margens da grande curva.
Quero ver tudo!
Ver Atafona afogada na areia
soltando o vento leste,
quero ouvir o murmúrio do canavial
e o gemido das velhas catanas,
vou procurar aqueles objetos perdidos
que deixei no fundo do meu quintal
deixa chegar a maré cheia!
Vou pegar uma daquelas pranchas de areia
e vou me embora...
Vou para a minha Campos do Goytacazes
Antonio Carlos Pereira Pinto
( Encontrei este poema, sem data, remexendo nos papéis. Bonito, de um tempo remoto, em uma dessas viradas do calendário que inventamos para nos lembrar da dimensão real. Tempo menos fornalha, do céu mais camarada, das velas levadas pelo vento em dias de água no Paraíba do Sul.)
[caption id="attachment_8623" align="aligncenter" width="400"]barco_rvermelho Ft. Globo. G1[/caption]
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FELIZ ANIVERSÁRIO
28/03/2014 | 02h27
Em 1835, Campos dos Goytacazes foi elevada à categoria de cidade neste dia, portanto, passamos a ter este status há 179 anos. Deixar de ser vila para ser cidade pressupõe alguns quesitos que na administração municipal atendam à cidadania. Será que os nossos governantes nas últimas décadas têm tido a preocupação e a competência de planejar a cidade do presente para o futuro, como alguns o fizeram no início do século retrasado? Todos os que aqui chegam ficam extasiados com a beleza e o potencial de desenvolvimento da nossa planície e, também, da região do Imbé e do norte do município. Inconcebível que continuemos a querer viver à larga, desperdiçando os royalties do petróleo, com entretenimentos, projetos e obras de qualidade duvidosa que não trazem nenhum benefício, nem agregam nenhum valor à construção de nossa cultura, cidadania e sustentabilidade. Há 43 anos, chegou à nossa cidade um mineiro médico para dar aula na Faculdade de Medicina de Campos. Apaixonou-se pela cidade e, também, pela campista Carminha, com quem se casou e teve o Larry filho. Larry pai foi quem implantou o primeiro Centro de Terapia Intensiva do interior do Estado do Rio de Janeiro. Tive a honra e a alegria de poder ajudá-lo nesta tarefa. Como disse acima, todos que aqui chegam se encantam com o nosso potencial. Com Gualter Larry Alves não foi diferente, assim como foi comigo. Ambos adotamos e fomos adotados pela cidade e pelo povo campista, nos tornamos gratos e tentamos retribuir colaborando com o desenvolvimento da medicina em Campos. Hoje, aproveito para primeiro parabenizar a minha cidade, desejando para ela um futuro autossustentável, próspero e pacífico. Um futuro no qual todos os campistas sejam cidadãos plenos, nossa educação seja a primeira do Estado, nossa saúde nota dez, cultura não seja confundida com entretenimento, emprego pleno para seus filhos, índice de violência zero e, consequentemente, mortes somente as inevitáveis. Em segundo, saudar o meu amigo Larry pelo seu aniversário e dizer para ele, Carminha e Larry filho, e também para todos os campistas, que devemos e podemos continuar a acreditar e sonhar com uma Campos melhor. Só depende de nós. Makhoul Moussallem Médico conselheiro do CREMERJ e CFM *Artigo publicado hoje, (28/03), no jornal Folha da Manhã
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Pavio curto
07/03/2014 | 07h17
Quanto mais observo a natureza, mais me choca a pobreza. Sou assim desde pequena. Os anos se passaram, não consegui me modificar. Tanto mais a natureza me cerca, mais sinto culpa (isso mesmo, culpa) de me saber parte de uma sociedade estúpida. Resisto a aceitar a teoria da índole humana má, mas, hoje, reconheço... vacilo. Nascemos em um paraíso cósmico, na Terra fomos engenhosos, criamos o inferno. Com unhas e dentes queimamos nossas breves vidas a gerir a infelicidade do individualismo.   De volta ao blog, um abraço a quem me procurou por aqui.
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VIVA SEU SONHO
17/02/2014 | 11h36
Trago ao blog o artigo do publicitário Mauricio Cunha. Para quem ainda não o conhece, afirmo que Mauricio é um profissional vivaz. Cidadão do bem, carismático e extremamente responsável. Nascido em Itaperuna, noroeste fluminense, foi para o Rio de Janeiro, fazer carreira. O texto é leve. Nos fala de um aspecto vital, do desperdício que é abrir mão dele; o sonho que planejado e executado nos torna mais realizados, em todos os aspectos da nossa efêmera existência.  Sugiro a leitura, nesse início de semana. lp Viva Seu Sonho Quando somos crianças, temos uma capacidade de sonhar tão alta que é como se os limites não existissem. Hoje em dia, se perguntarmos a essas pessoinhas sobre o que querem ser/fazer na vida adulta, temos a oportunidade de ouvir as histórias mais mirabolantes e animadas. Para elas, o mundo é um lugar novo, onde tudo é possível. Ainda que esse potencial inexplorado tenha vindo dentro de nós, no meio do caminho, algo acontece: crescemos. E com a experiência adquirida no passar dos anos, aprendemos que as coisas não são fáceis, que não podemos fazer tudo e que o mundo é um lugar que nos ferirá por incontáveis vezes. Então, vacinados, ficamos receosos, tudo para proteger nossa integridade emocional e física. Cada vez menos a palavra “arriscar” se faz presente no dia a dia, aprender coisas novas não gera a mesma emoção e, finalmente, temos um confronto com aquilo que percebemos como sendo a nova realidade. Enfim, a gente se torna conformado com o pouco. Cada um tem seu ponto de equilíbrio do sonho. Ele fica em um lugar de difícil acesso: entre o pessimismo da maturidade e a ingenuidade da infância. É bem verdade que somos cheios de um potencial fantástico para realizar, mas também é verdade, infelizmente, que isto nunca será experimentado pela maioria esmagadora das pessoas. Agora, questione-se, será que em algum momento você deixou seus verdadeiros sonhos pela estrada? O medo nos paralisa de tal forma que, de uma maneira nada inteligente, decidimos ficar no mesmo lugar. Shakespeare sabiamente resume essa situação na seguinte frase: "Nossas dúvidas são traidoras e nos fazem perder o que, com frequência, poderíamos ganhar, pelo simples medo de tentar". Se você já esteve em um cemitério, nunca mais o verá da mesma forma após a leitura deste texto. Não porque abordarei sobre as pessoas que são enterradas ali, mas por causa do que foi enterrado dentro daquelas pessoas que morreram. Pense em todas as músicas que poderiam ter sido cantadas, livros e textos que nunca foram escritos, palavras de amor que nunca foram compartilhadas, perdão que nunca foi liberado, invenções que não foram desenvolvidas... Tanto potencial que nunca, jamais alguém conheceu. Na história, muito tem sido desperdiçado ao longo da existência humana por pessoas que tiveram medo de se machucar, de serem criticadas, ridicularizadas, também por receio das dificuldades financeiras e outras tantas razões. Quais sonhos você enterrou aí no solo do seu coração? A vida é muito curta e você só poderá vivê-la uma vez. Não fazer nada sobre isso também é uma decisão. Um dia, cada um de nós terá seu encontro com a morte e as possibilidades de realiza-los serão finalizadas ali e nada mais poderá ser feito sobre. É incrível como que diante de uma situação assim, todos aqueles empecilhos ficam ridiculamente pequenos. Então, não se preocupe! Caro leitor, se você está respirando neste momento, significa que sua vida não se perdeu ainda. Há algum propósito para a sua existência e você tem o poder de cumpri-lo. Isso vai além da sua felicidade, envolve a comunidade e o universo ao seu redor, pois se trata do legado que você deixará para outras gerações e o exemplo gravado na memória de quem te ama. Por isso, eu te digo com toda a confiança, vale a pena correr o risco. Levante-se em direção daquilo que já era considerado perdido por você mesmo. Busque conhecer e desenvolver os seus talentos para ter atitude e tomar aquele lugar que foi feito pra você ao sol. Corra para fazer aquilo que deixa a sua vida com um sentido especial. Não abra mão do sonho. Você não nasceu para passar despercebido. [caption id="attachment_7584" align="alignright" width="400" caption="Ft. Facebook"][/caption] Mauricio Cunha "Fonte: Revista Estilo Off"
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Vida que vai, vida que vem.
28/01/2014 | 09h28

Vida que vai, vida que vem.

Por lucianaportinho, em 09-02-2011 - 21h13
Tarde de verão, plena estação. As primeiras águas já baixaram, o rio retorna ao seu leito. Ao leito que no último século disseram que era dele. Se há duas semanas corria barro puro, agora o Paraíba já escorre na sua coloração natural. A cidade neste pedaço se estende nas duas margens. A brisa que sopra é mais do que ventinho comum. Uma constante. É o vento nordeste que alivia as tensões da sua gente. Agora, como em todo o fim de jornada, o povo faz parada a caminho de casa. E fica bem. Esse povo é manso, nem se incomoda de todo dia esperar a lotação. João é um deles. Apoiado na mureta do rio aguarda calmamente que Rita desponte naquela esquina da beira rio. Morena das coxas bem grossas, em seu vestido florido, sempre é uma alegria observá-la se aproximar. É rotina que faz com lento prazer. Nestas horas, a vida se esvai pelo cansaço de mais um dia. Retorna pelas canelas da mulher. A cidade até que fica mais bonita. Ter Rita ao seu lado, sentir seu bafo, logo refaz a moral. Os parentes de João bem que fizeram uma força para que ele fosse pra capital, coisa que nem nunca ficou tentado. Pobre nasceu, pobre ele se sabia, lá não iria subir na vida não. Iria era subir pra morar num morro daqueles. Aqui não, nem morro tem! Terra reta, planície das boas. É como Rita falava e repetia: “Melhor ser duro por estas bandas, homem!  Aqui, pelo menos a gente tem espaço. Quer coisa melhor do que o nosso quintalzinho? Poder ter um pé de árvore, umas galinhazinhas… chão de terra sim, e daí?! Por nossas cadeiras, na porta da casa, assistir ao vai e vem dos vizinhos, se perder no falatório da birosca. Olhar pro céu, João! E se espantar com as estrelas;  eu e você, João, é tudo de bom”. Luciana Portinho
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Ao léu
27/12/2013 | 10h17
Ao léu Um menino, uma bóia, uma água verde doce. A bóia jogada n’água, o menino pula atrás. Mergulhado, entre o azul do céu e o verde da mata, o menino transborda. [caption id="attachment_7374" align="aligncenter" width="620" caption="Ft.Google"][/caption]

 

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PORCA FARTA
20/12/2013 | 07h54

Há dois anos retornava a Campos de mais uma cansativa viagem à baixada fluminense, por onde trabalhei o ano de 2011. Fiz então, o post abaixo; a chuva já presente ainda que em menor intensidade, as esperanças particulares renovadas, a minha relação com a natureza inalterada. Chegar em Campos de volta sempre significou, para mím, segurança e alegria. Ao passar pela Serrinha, pensava de pronto: finalmente! em casa estou.

PORCA FARTA

Por lucianaportinho, em 18-12-2011 - 22h58
Pela estrada, é tempo de difusão. As primeiras chuvas do verão já chegaram. A ameaça das queimadas… jogadas para o outro ano. Agora é o tempo da umidade. A pastagem renasce, o rebanho se camufla no verde. É a segunda vez na semana que percorro a BR 101. Na segunda-feira fui bem cedo. A vacada ainda deitada agrupada. Vapor de bafo, hora da coletiva ruminação matutina. Havia bastante serração, o sol ainda despontava, pouco parecia a estação atual. Pista molhada, buracos por toda a extensão. Incrível esta empresa nos fazer pagar este dinheiro por tão pouco de serviço em troca! Hoje, hora da panela no fogo e da barriga vazia, um domingo de derrota para o Brasil no futebol – goleada do Barcelona no Santos – poucos caminhões na pista, abundância verdejante. Brotação nova em seus mais variados matizes. As fortes chuvas ainda não baixaram, a lama ainda é pouca. O ar foi lavado, meus olhos agradecem à profusão do belo verde. Já próxima, na nossa baixada, a cidade que tanto cresce, aparece em 180 graus. Opto chegar pela estradinha do Carvão. E venho feliz: tempo de renovar projetos, de confiança na vida, da saudade dos que partiram, da gratidão ao conhecimento partilhado. Voltar à casa é a sensação do seguro. Pelas sucessivas curvas, em velocidade já reduzida, olho à esquerda. Não resisto, piso no freio e dou ré. Uma linda porca na fartura da prenhez. Registro um souvenir para você, meu leitor.
Ft. Luciana Portinho
 
 
 
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Investir em si é mais fácil
28/11/2013 | 07h14
Seguem dicas que nos tornam mais robustos, portanto, menos suscetíveis aos fatores da realidade externa tão difícil de cambiar...rs

13 coisas que as pessoas mentalmente fortes evitam*

Natasha Romanzoti em 27.11.2013 as 17:00
13-Things-Mentally-Strong-People-Dont-Do Inúmeros artigos, particularmente voltados a empreendedores, falam sobre as características críticas das pessoas mentalmente fortes, como tenacidade, otimismo e uma capacidade de superar obstáculos. No entanto, também podemos definir força mental identificando as coisas que indivíduos mentalmente fortes não fazem. Confira alguns desses itens na lista compilada pela psicoterapeuta e assistente social Amy Morin:

1. Perder tempo sentindo pena de si mesmas

Você não vê pessoas mentalmente fortes sentindo pena de si mesmas ou suas circunstâncias. Elas aprenderam a assumir a responsabilidade por suas ações e resultados, e têm uma compreensão inerente de que muitas vezes a vida não é justa. Elas são capazes de emergir de uma situação difícil com consciência e gratidão pelas lições aprendidas. Quando uma ocasião acaba mal para elas, pessoas fortes simplesmente seguem em frente.

2. Ser controladas ou subjugadas

Pessoas mentalmente fortes evitam dar aos outros o poder de fazê-los sentir-se inferiores ou ruins. Elas entendem que estão no controle de suas ações e emoções. Elas sabem que a sua força está na sua capacidade de reagir de maneira adequada.

3. Fugir de mudanças

Pessoas mentalmente fortes aceitam e abraçam a mudança. Seu maior “medo”, se tiverem um, não é do desconhecido, mas de tornarem-se complacentes e estagnadas. Um ambiente de mudança e incerteza pode energizar uma pessoa mentalmente forte e estimular o seu melhor lado.

4. Gastar energia em coisas que não podem controlar

Pessoas mentalmente fortes não reclamam (muito) do tráfego, da bagagem perdida e especialmente das outras pessoas, pois reconhecem que todos esses fatores estão, geralmente, fora do seu controle. Em uma situação ruim, elas reconhecem que a única coisa que sempre podem controlar é a sua própria resposta e atitude.

5. Preocupar-se em agradar os outros

É impossível agradar a todos. Pior ainda é quem se esforça para desagradar outros como forma de reforçar uma imagem de força. Nenhuma dessas posições é boa. Uma pessoa mentalmente forte se esforça para ser gentil e justa e para agradar aos outros quando necessário, mas não tem medo de dar sua opinião ou apoiar o que acha certo. Elas são capazes de suportar a possibilidade de que alguém vai ficar chateado com elas, e passam por essa situação, sempre que possível, com graça e elegância.

6. Ter medo de assumir riscos calculados

Uma pessoa mentalmente forte está disposta a assumir riscos calculados. Isso é uma coisa completamente diferente do que pular de cabeça em situações obviamente tolas. Mas com a força mental, o indivíduo pode pesar os riscos e benefícios completamente, e avaliar plenamente as potenciais desvantagens e até mesmo os piores cenários antes de tomar uma atitude.

7. Debruçar sobre o passado

Há força em reconhecer o passado e, sobretudo, as coisas aprendidas com as experiências passadas, mas uma pessoa mentalmente forte é capaz de evitar se afundar em decepções antigas ou fantasias dos “dias de glória” de outrora. Elas investem a maior parte de sua energia na criação de um presente e futuro melhores.

8. Cometer os mesmos erros repetidamente

Não adianta realizarmos as mesmas ações repetidas vezes esperando um resultado diferente e melhor do que o que já recebemos. Uma pessoa mentalmente forte assume total responsabilidade por seu comportamento passado e está disposta a aprender com os erros. Pesquisas sugerem que a capacidade de ser autorreflexivo de forma precisa e produtiva é uma das maiores características de executivos e empresários bem-sucedidos.

9. Ressentir o sucesso dos outros

É preciso ter força de caráter para sentir alegria genuína pelo sucesso de outras pessoas. Pessoas mentalmente fortes têm essa capacidade. Elas não ficam com ciúmes ou ressentidas quando outros alcançam sucesso (embora possam tomar nota do que o indivíduo fez bem). Elas estão dispostos a trabalhar duro por suas próprias chances de sucesso, sem depender de atalhos.

10. Desistir depois de falhar

Cada fracasso é uma oportunidade para melhorar. Mesmo os maiores empresários estão dispostos a admitir que seus esforços iniciais invariavelmente trouxeram muitas falhas. Pessoas mentalmente fortes estão dispostas a falhar de novo e de novo, se necessário, desde que cada “fracasso” os traga mais perto de seus objetivos finais.

11. Ter medo de passar tempo sozinhas

Pessoas mentalmente fortes apreciam e até mesmo valorizam o tempo que passam sozinhas. Elas usam esse tempo de inatividade para refletir, planejar e ser produtivas. Mais importante, elas não dependem de outros para reforçar a sua felicidade e humor. Elas podem ser felizes com os outros, bem como sozinhas.

12. Sentir que o mundo lhes deve algo

Na economia atual, executivos e funcionários de todos os níveis estão ganhando a percepção de que o mundo não lhes deve um salário, um pacote de benefícios e uma vida confortável, independentemente da sua preparação e escolaridade. Pessoas mentalmente fortes entram no mercado preparadas para trabalhar e ter sucesso de acordo com seu mérito, ao invés de já chegar com uma lista de coisas que deveriam receber de mão beijada.

13. Esperar resultados imediatos

Quer se trate de um treino, um regime nutricional ou de começar um negócio, as pessoas mentalmente fortes entram nas situações pensando a longo prazo. Elas sabem que não devem esperar resultados imediatos. Elas aplicam sua energia e tempo em doses e celebram cada etapa e aumento de sucesso no caminho. Elas têm “poder de permanência” e entendem que as mudanças genuínas levam tempo. E aí? Você tem força mental? Existem elementos nesta lista que você precisa melhorar? [Forbes] * do sítio, ver aqui
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A Felicidade Real
11/11/2013 | 08h03
A Felicidade Real O que você precisa para ser realmente feliz? Em um primeiro momento, pode parecer uma pergunta fácil de responder. Mas pense profundamente sobre essa questão: será que estamos desejando aquilo que é importante de verdade ou estamos seguindo um fluxo imposto pela nossa sociedade capitalista? No mundo corrido em que vivemos, uma era de muita informação e tantas dúvidas, o que antes era fácil administrar agora tende a se tornar uma prova de fogo. A gente entra num ritmo louco e acaba perdendo a sensibilidade em atender as prioridades que, de fato, deixariam a vida mais harmoniosa. Claro que a ordem de importância das tais prioridades varia de pessoa para pessoa, cada um sabe onde seu calo aperta mais. Na absoluta maioria dos casos, os itens família, espiritualidade, amor e saúde encabeçam a lista. Por mais que concorde que eles formam uma boa base para alcançarmos a almejada felicidade, não sei exatamente o porquê, acabamos complicando as coisas. A gente acaba dedicando muito do tempo limitado de nossas vidas em atividades secundárias. E o grande problema é que o resultado dessas escolhas pode ser desastroso, fazendo bater aquele arrependimento amargo no futuro. A busca pelo desafio profissional e o seu papel em contribuir com o mundo é algo muito saudável de se querer. Até porque viver uma mesmice diária costuma ser bem chato. Deus me livre! É preciso sonhar e avançar. O perigo está em se perder no meio deste processo, colocando um foco além da medida nas conquistas individuais. Portanto, exercitar o olhar crítico sobre como temos utilizado nosso tempo e se isso está nos afastando das bases essenciais deve ser uma prática constante para não nos afundarmos no desnecessário. Achou a tarefa difícil? Mas é bem melhor do que chorar pelas perdas que poderiam ser evitadas. O lucro é garantido. Acredito que manter a simplicidade seja um dos passos fundamentais na busca de um estilo de vida mais coerente com o que declaramos aos quatro ventos como sendo o que verdadeiramente importa. Pense bem, não precisamos de tanta coisa. Mas a gente insiste em se comparar com quem nos relacionamos socialmente, não é mesmo? Como uma criança que vê o brinquedo da outra e quer um igual de qualquer jeito. Se não conseguir, tadinha, a criança mimada fica emburrada porque não teve a sua vontade superficial atendida, parece que o mundo vai acabar. E a paz acaba pra valer! Ela nem se dá conta de que o principal ela já tem: um lar repleto de pessoas que a amam e que todo o resto fica pequeno diante disto. Em geral, crianças não têm esse tipo de consciência... Só que, pelo visto, nem a gente. Será que o mundo virou uma creche de adultos? O sentimento profundo de gratidão pode ser a alternativa para quem não quer ser infantilizado. Essa é a principal característica das pessoas mais bem sucedidas que eu conheço. Gente predisposta a contribuir, que possui uma visão positiva sobre as coisas, desdobrando em atitudes que atraem ainda mais resultados e indivíduos que pensam da mesma forma. Aposto que é ótimo ser farinha desse saco. Se você estiver lendo isso até agora e caso estas palavras estejam fazendo algum sentido, tenho mais uma informação boa: olhar a vida por outro ângulo é apenas uma questão de decisão. Caso não esteja contente com os resultados que vem obtendo, tome uma postura diferente em meio a toda essa realidade. Você é o dono das escolhas. Pode ser complicado no início, mas esse tipo de atitude é capaz de modificar radicalmente a sua vida para melhor. Precisamos entender que a felicidade está bem embaixo do nosso nariz. Ela não é um destino, é apenas a forma como escolhemos viver. Sim, a vida está repleta de altos e baixos, mas a procura deve ser eternamente ligada ao que nos fará sentir em paz. E posso te garantir que não é a busca desenfreada pelo dinheiro que vai solucionar a questão. Maurício Cunha é publicitário, atuando em grandes empresas na área de comunicação. Texto publicado na Revista Estilo OFF de Itaperuna, RJ.  
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