MÃOS AO ALTO
29/03/2015 | 01h42
Na imagem compartilhada pela fotojornalista Nadia Abu Shaban no Twitter, uma pequena síria de quatro anos levanta as mãos para o alto. A menina se "rende", como se estivesse com uma arma apontada para si. Era uma câmera fotográfica. [caption id="attachment_8825" align="aligncenter" width="601"]menina Menina síria ergueu as mãos ao confundir câmera fotográfica como arma (Foto: Reprodução/Twitter/Nadia AbuShaban )[/caption]   Na legenda da foto, Nadia diz que a criança pensou que o fotógrafo estava com uma arma quando apontou a câmera para clicá-la. Compartilhada no Imgur (site de hospedagem de fotos), a imagem foi visualizada por mais de 1,8 milhão de pessoas. Guerra civil A guerra na Síria completou neste mês quatro anos e sem uma perspectiva de fim, com um balanço humanitário dramático. Segundo a ONG Observatório Sírio dos Direitos Humanos (OSDH), o conflito provocou mais de 215 mil mortes. Quase quatro milhões de pessoas fugiram da Síria, incluindo um milhão que buscara refúgio no vizinho Líbano. No país, mais de sete milhões de sírios abandonaram suas casas e quase 60% da população vive na pobreza. Ver matéria no G1, aqui
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Até quando?
08/12/2013 | 03h37
Até quando? O Hezbollah “Partido de Deus” anunciou nesta quarta-feira que um de seus líderes, Hassan Hawlo al-Lakiss, foi assassinado perto de sua casa na periferia de Beirute, capital do Líbano. O ataque foi realizado por homens armados não identificados em um estacionamento. Consequentemente os “partidários de Deus” tendem literalmente incendiar o Oriente Médio, generalizar o conflito que estava restrito à Síria para vingança. Tome refugiados por todos os lados, de velho a pantomina do Conselho de Segurança da ONU se fará presente para apaziguar a situação quando na verdade os membros deste Conselho, por exemplo, os Estados Unidos, a Rússia e a China apoiam por debaixo dos panos seus eleitos e protegidos na região: Israel, Síria e Irã. O resto que se dane. O pano de fundo? A mesma questão econômico-financeira, leia-se, petróleo -sempre ele - abundante que é (quem dera que não fosse) na região e cujo controle não pode fugir das mãos das multinacionais e de seus sócios árabes, ou seja, da Arábia Saudita, do Kuwait e dos Emirados, sustentado política e unilateralmente pelas grandes potências ocidentais. Após o giro de Kissinger, na década de 70 – foi do Irã até Israel –, tendo sido implantado o fundamentalismo islâmico, mola que impulsiona o retrocesso dos países muçulmanos, acionada quando os interesses das grandes potências entram em jogo na área ou quando precisam aumentar os lucros. Interessante notar que há quase uma esterilidade no surgimento de cabeças pensantes não contaminadas pelo rancor e ódio secular entre cristãos e muçulmanos, entre muçulmanos sunitas e xiitas, alamitas, wahabitas e outros itas, alimentado continuamente pelas potências europeias e estadunidense. Às vezes de forma torrencial, às vezes em conta gotas, outras de forma direta, outras ainda subliminares, seja através da sua ponta de lança que é Israel ou valendo-se da incompetência intelectual dos árabes dos diversos matizes, não importando quantas vidas de crianças, jovens ou adultas sejam ceifadas desde que consigam seus torpes objetivos. Será que o Oriente Médio, origem das três religiões universais, Judaísmo, Cristianismo e Islamismo não é capaz de parir líderes do quilate de um Moisés, de um Maomé, não incluo Jesus, pois este é “Filho de Deus”, para tomar as rédeas da situação, fazer uma aliança árabe/israelense e despachar os americanos, russos, franceses, ingleses, chineses e quem mais se imiscuir para que tomem conta do seu quintal e imolem as suas populações no altar das suas ganâncias... Quando será que vão deixar o Oriente Médio em paz? Makhoul Moussallem                                             
Médico, Conselheiro do CREMERJ e do CFM * Artigo publicado na Folha da Manhã, 6 de dezembro de 2013.
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"Quem deu o direito a Israel de negar todos os direitos?"
22/11/2012 | 04h01

O exército israelense, o mais moderno e sofisticado mundo, sabe a quem mata. Não mata por engano. Mata por horror. As vítimas civis são chamadas de “danos colaterais”, segundo o dicionário de outras guerras imperiais. Em Gaza, de cada dez “danos colaterais”, três são crianças

Por Eduardo Galeano Para justificar-se, o terrorismo de estado fabrica terroristas: semeia ódio e colhe pretextos. Tudo indica que esta carnificina de Gaza, que segundo seus autores quer acabar com os terroristas, acabará por multiplicá-los.
eduardo galeano gaza israel
Eduardo Galeano: “Este artigo é dedicado a meus amigos judeus assassinados pelas ditaduras latinoamericanas que Israel assessorou”.
Desde 1948, os palestinos vivem condenados à humilhação perpétua. Não podem nem respirar sem permissão. Perderam sua pátria, suas terras, sua água, sua liberdade, seu tudo. Nem sequer têm direito a eleger seus governantes. Quando votam em quem não devem votar são castigados. Gaza está sendo castigada. Converteu-se em uma armadilha sem saída, desde que o Hamas ganhou limpamente as eleições em 2006. Algo parecido havia ocorrido em 1932, quando o Partido Comunista triunfou nas eleições de El Salvador. Banhados em sangue, os salvadorenhos expiaram sua má conduta e, desde então, viveram submetidos a ditaduras militares. A democracia é um luxo que nem todos merecem. São filhos da impotência os foguetes caseiros que os militantes do Hamas, encurralados em Gaza, disparam com desajeitada pontaria sobre as terras que foram palestinas e que a ocupação israelense usurpou. E o desespero, à margem da loucura suicida, é a mãe das bravatas que negam o direito à existência de Israel, gritos sem nenhuma eficácia, enquanto a muito eficaz guerra de extermínio está negando, há muitos anos, o direito à existência da Palestina. Já resta pouca Palestina. Passo a passo, Israel está apagando-a do mapa. Os colonos invadem, e atrás deles os soldados vão corrigindo a fronteira. As balas sacralizam a pilhagem, em legítima defesa. Não há guerra agressiva que não diga ser guerra defensiva. Hitler invadiu a Polônia para evitar que a Polônia invadisse a Alemanha. Bush invadiu o Iraque para evitar que o Iraque invadisse o mundo. Em cada uma de suas guerras defensivas, Israel devorou outro pedaço da Palestina, e os almoços seguem. O apetite devorador se justifica pelos títulos de propriedade que a Bíblia outorgou, pelos dois mil anos de perseguição que o povo judeu sofreu, e pelo pânico que geram os palestinos à espreita. Israel é o país que jamais cumpre as recomendações nem as resoluções das Nações Unidas, que nunca acata as sentenças dos tribunais internacionais, que burla as leis internacionais, e é também o único país que legalizou a tortura de prisioneiros. Quem lhe deu o direito de negar todos os direitos? De onde vem a impunidade com que Israel está executando a matança de Gaza? O governo espanhol não conseguiu bombardear impunemente ao País Basco para acabar com o ETA, nem o governo britânico pôde arrasar a Irlanda para liquidar o IRA. Por acaso a tragédia do Holocausto implica uma apólice de eterna impunidade? Ou essa luz verde provém da potência manda chuva que tem em Israel o mais incondicional de seus vassalos? O exército israelense, o mais moderno e sofisticado mundo, sabe a quem mata. Não mata por engano. Mata por horror. As vítimas civis são chamadas de “danos colaterais”, segundo o dicionário de outras guerras imperiais. Em Gaza, de cada dez “danos colaterais”, três são crianças. E somam aos milhares os mutilados, vítimas da tecnologia do esquartejamento humano, que a indústria militar está ensaiando com êxito nesta operação de limpeza étnica. E como sempre, sempre o mesmo: em Gaza, cem a um. Para cada cem palestinos mortos, um israelense. Gente perigosa, adverte outro bombardeio, a cargo dos meios massivos de manipulação, que nos convidam a crer que uma vida israelense vale tanto quanto cem vidas palestinas. E esses meios também nos convidam a acreditar que são humanitárias as duzentas bombas atômicas de Israel, e que uma potência nuclear chamada Irã foi a que aniquilou Hiroshima e Nagasaki. A chamada “comunidade internacional”, existe? É algo mais que um clube de mercadores, banqueiros e guerreiros? É algo mais que o nome artístico que os Estados Unidos adotam quando fazem teatro? Diante da tragédia de Gaza, a hipocrisia mundial se ilumina uma vez mais. Como sempre, a indiferença, os discursos vazios, as declarações ocas, as declamações altissonantes, as posturas ambíguas, rendem tributo à sagrada impunidade. Diante da tragédia de Gaza, os países árabes lavam as mãos. Como sempre. E como sempre, os países europeus esfregam as mãos. A velha Europa, tão capaz de beleza e de perversidade, derrama alguma que outra lágrima, enquanto secretamente celebra esta jogada de mestre. Porque a caçada de judeus foi sempre um costume europeu, mas há meio século essa dívida histórica está sendo cobrada dos palestinas, que também são semitas e que nunca foram, nem são, antisemitas. Eles estão pagando, com sangue constante e sonoro, uma conta alheia. * matéria reproduzida do sítio, ver aqui
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Chance de Paz na Palestina.
27/08/2011 | 07h58
Circula na web, mensagem abaixo que trago até você. E, o mínimo que faço é me manifestar em apoio ainda que virtual. Fazemos parte desse mundo. Esse mundo faz parte de nós! Fraternal abraço, Luciana Portinho ______________________________________________________________________________ Caros amigos, Hoje o Conselho de Segurança da ONU se reuniu para discutir o apelo da Palestina para se tornar o 194º país do mundo. No entanto, governantes de países de destaque ainda estão em cima do muro. Somente um esforço gigantesco da opinião pública pode mudar a situação. A Avaaz fez um pequeno, mas emocionante vídeo mostrando que essa proposta legítima é de fato a melhor oportunidade para acabar com o beco sem saída das infinitas negociações mal-sucedidas e abrir um novo caminho para a paz. Clique para assistir o vídeo, assine a petição e, em seguida, encaminhe para todos:
 
Clique aqui para assistir ao vídeo! Clique aqui para assistir ao vídeo! www.avaaz.org/mepeacepo
 
Enquanto a violência se espalha novamente e as tensões sobem no Oriente Médio, uma nova proposta de independência da Palestina ganha fôlego em todo o planeta. Se conseguirmos a aprovação dessa proposta na ONU, ela poderá significar um novo caminho para a paz. Porém, os chefes de governo de países de destaque ainda estão em cima do muro e para convencê-los a apoiar a independência da Palestina precisamos reforçar a pressão da opinião pública. Muita gente acha que não entende a situação suficientemente bem para se mobilizar. Para ajudar, a Avaaz fez um novo vídeo de curta duração contando a verdade sobre o conflito. Se uma quantidade suficiente de pessoas assistir ao vídeo, assinar a petição e a encaminhar a todos os seus contatos, nossas lideranças serão forçadas a nos ouvir. Quase 10 milhões de membros da Avaaz estão recebendo este e-mail. Vamos mudar o teor da conversa sobre o Oriente Médio e criar um maremoto de apoio à independência da Palestina. Clique no link abaixo para assistir ao vídeo, assine a petição e, em seguida, encaminhe este e-mail a todos os seus contatos: http://www.avaaz.org/po/middle_east_peace_now/?vl Enquanto a maioria dos palestinos e israelenses querem uma solução para o conflito baseada em dois Estados, o governo extremista de Israel continua aprovando a construção de assentamentos em áreas contestadas, alimentando ódio e massacres. Apesar dos esforços, décadas de negociações para a paz lideradas pelos EUA fracassaram na tentativa de refrear os inimigos da paz e chegar a um acordo. Hoje, essa proposta de independência poderia ser a melhor oportunidade em vários anos para sair do impasse, evitar outra espiral da violência e equilibrar o campo de ação entre as duas partes em favor das negociações. No mês passado, os palestinos apresentaram sua proposta ao Conselho de Segurança. Mais de 120 países a apoiam, mas os Estados Unidos não só a rejeitam como estão enviando um claro sinal a seus aliados europeus de que qualquer apoio à proposta legítima dos palestinos dificultaria as relações bilaterais. Cabe a nós dizer às lideranças de países europeus de destaque que a opinião pública apoia esse avanço não-diplomático e não-violento e que a opinião dos cidadãos é que deveria influenciar as decisões estratégicas, e não as preferências do governo americano. Nossa campanha está explodindo em todo o mundo -- mais de 830.000 membros se juntaram ao apelo nos primeiros dias! Ela foi mencionada na primeira página de grandes veículos de notícia, citada no Conselho de Segurança da ONU e tuitada pelo próprio presidente da Palestina! Agora vamos fazer com que ela ressoe nos ouvidos das lideranças de países europeus de destaque, cujo apoio é crucial. Clique no link abaixo para assistir ao vídeo, assine a petição e, em seguida, encaminhe este e-mail a todos os seus contatos – nossa meta é conseguir 1 milhão de assinaturas: http://www.avaaz.org/po/middle_east_peace_now/?vl Há muita falta de informação sobre o conflito entre Israel e Palestina e muita gente não se sente segura para se engajar. Mas este pequeno vídeo explica claramente os detalhes e pode nos munir de informações para uma mobilização. Por sermos uma sólida rede global reforçada por quase 10 milhões de membros em todos os países do mundo, temos a oportunidade de provocar uma votação capaz de reverter décadas de violência. Com esperança, Alice, Pascal, Emma, Ricken, David, Rewan e a equipe da Avaaz MAIS INFORMAÇÕES: EUA declaram que novos assentamentos de Israel na Cisjordânia são 'preocupantes’ (UOL) http://noticias.uol.com.br/ultimas-noticias/afp/2011/08/15/eua-novos-assentamentos-judeus-sao-profundamente-preocupantes.jhtm Palestinos pedirão entrada na ONU como Estado-membro em setembro (Folha.com) http://www1.folha.uol.com.br/mundo/959322-palestinos-pedirao-entrada-na-onu-como-estado-membro-em-setembro.shtml Presidente irá pedir reconhecimento do Estado Palestino na ONU (R7 Notícias) http://noticias.r7.com/internacional/noticias/presidente-ira-pedir-reconhecimento-do-estado-palestino-na-onu-20110816.html Quarteto 'preocupado' com novos assentamentos de Israel (Veja) http://veja.abril.com.br/noticia/internacional/quarteto-preocupado-com-novos-assentamentos-de-israel
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Sobre o autor

Luciana Portinho

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