Nós somos o maior desastre
22/01/2016 | 03h20
É só parar e pensar minimamente que chegaremos a esta conclusão. Nós (a sociedade que soubemos construir, com os valores que soubemos empunhar), somos o desastre ambiental do belo planeta Terra. Segundo cientistas, por ano, lançamos cerca de 8 milhões de toneladas de lixo plástico nos oceanos. E o pior, o Banco Mundial projeta que atingiremos o patamar máximo de lixo produzido no mundo até o final deste século. Choca saber que o uso maciço de plásticos é tão gigantesco que os oceanos abrigarão mais detritos plásticos do que peixes em 2050 - informação de um comunicado na terça-feira (19), no Fórum Econômico Mundial de Davos. "Isso significa que estamos tirando atum e colocando plástico em seu lugar", disse Kara Lavender Law, co-autora da pesquisa e porta-voz da Associação Educacional do Mar de Woods Hole, no Estado americano de Massachussetts. [caption id="" align="aligncenter" width="567"] Cientistas dizem que 20 países são responsáveis por 83% da poluição dos mares por plástico (Foto: Reuters/Erik De Castro/Files ) Cientistas dizem que 20 países são responsáveis por 83% da poluição dos mares por plástico (Foto: Reuters/Erik De Castro/Files )[/caption]

E mais.

Com as águas do mundo tomadas pelo plástico, a quantidade de lixo no oceano tem colocado em risco as aves marinhas do mundo. Estudo dos pesquisadores do Imperial College London e da Organização para a Pesquisa Industrial e Científica da Comunidade da Austrália (CSIRO) concluiu que cerca de 90% das aves marinhas têm plástico em seu organismo atualmente. Também preveem que esse percentual chegará a 99% até 2050, segundo a pesquisa publicada em meados de 2015 na revista cientítica Proceedings of the National Academy of Sciences (PNAS).

Para que tenham noção da tragédia: em 1960, menos de 5% das aves marinhas tinham ingerido plástico na época. [caption id="" align="aligncenter" width="516"]Atobá-de-pé-vermelho é fotografado na Ilha Christmas, da Australia; poluição dos oceanos está pondo em risco as aves marinhas (Foto: CSIRO/Divulgação) Atobá-de-pé-vermelho é fotografado na Ilha Christmas, da Australia; poluição dos oceanos está pondo em risco as aves marinhas (Foto: CSIRO/Divulgação)[/caption] Ou os países tomam atitudes radicais e imediatas, ou seremos um dia classificados como o mais venal dos lixos do belo planeta Terra.
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"Não acaso, mas descaso"
12/11/2015 | 10h09

Não acaso, mas descaso

Não foi por falta de advertências. Em 2013, o relatório de um procurador estadual alertou para sérios problemas de segurança nas barragens da Samarco

Não sei o que impressionou mais nas imagens da avalanche de lama formada após o rompimento de barragens da mineradora Samarco, em Mariana, Minas Gerais — se o volume, se a força destruidora ou se a velocidade com que o mar de rejeitos de mineração avançou 500 quilômetros rapidamente pelo leito do Rio Doce em direção ao Espírito Santo. Já se tinha visto avalanche de terra, como na tragédia da Serra Fluminense, em 2011, que matou cerca 900 pessoas e é considerada um dos dez maiores desastres ambientais do mundo. Mas diferente desse tipo de tsunami de barro pastoso, de lama. Os bombeiros rastejando e se segurando uns nos outros ou em pedaços de madeira para não se afundarem naquele terreno movediço, enquanto procuravam corpos, formaram uma cena inédita, em que os que socorriam precisavam também de socorro. Mas um dos episódios mais comoventes não apareceu em imagens, o gesto da professora Eliane Almeida, 31 anos, diretora da escola municipal de Bento Rodrigues, distrito de Mariana. Enquanto os moradores correram para as partes mais altas ao tomarem conhecimento do rompimento, na escola não se sabia que uma muralha de 20 metros estava se aproximando. Foi quando apareceu alguém, o marido de Eliane, para avisar. “Ele chegou gritando que tínhamos que correr”. Desesperada, ela reuniu seus 58 alunos, na maioria com idade entre 11 e 16 anos, e “em três minutos, todos estavam fora da escola”. Ela foi chamada de “heroína” pelo prefeito da cidade. Do estabelecimento de ensino orgulho do vilarejo de 600 habitantes, só o telhado está visível; o resto ficou coberto pela lama e por resíduos de minério de ferro. O aviso que salvou 58 crianças demonstrou que uma sirene de alerta ou um plano de retirada poderiam ter evitado a morte/desaparecimento de umas três dezenas de pessoas. Não foi por falta de advertências. Em 2013, o relatório de um procurador estadual alertou para sérios problemas de segurança nas barragens da Samarco. Segundo o documento, um plano de emergência deveria ser criado para Bento Rodrigues, com exercícios práticos. Essa teria sido a condição imposta para a renovação da licença das barragens. Mesmo assim, a empresa não tinha sistema de alarme até quinta-feira passada, dia do rompimento. Mas alegou que, por telefone, avisou os moradores do entorno do desastre iminente. Líderes comunitários ouvidos pelas enviadas especiais Mariana Sanches e Dandara Tinoco negaram ter recebido qualquer comunicado. Na televisão, ouvi também alguém afastar a cômoda hipótese da fatalidade. Na verdade, tudo indica que não foi obra do acaso, mas do descaso.
Zuenir Ventura é jornalista e escritor. Membro da Academia Brasileira de Letras, ganhou o Prêmio Jabuti em 1995, na categoria reportagem, pelo livro Cidade Partida.
Artigo publicado ontem (11), no jornal O Globo
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É lá que foi depositado todo o cocô?
02/02/2015 | 02h11
Passado um ano da contratação de 5000 banheiros químicos pela Prefeitura de Campos, episódio que na época causou estranheza a qualquer mente de bom senso,  somos informados, através de denúncia ao blog de que no Horto Municipal "HÁ FOSSAS ENTERRADAS, ONDE SUPOSTAMENTE SÃO DESPEJADOS OS 'PRODUTOS' DOS BANHEIROS QUÍMICOS"! O fato já preocupa os vizinhos do Horto Municipal pois caso seja confirmado o destino final dos excrementos, o suposto despejo poderá vir a afetar todo lençol freático da redondeza. Em tempo de crise hídrica, sem solução de curto prazo, fica a pergunta: e se for necessária a abertura de poços artesianos?! Tanto o Inea, como o Ibama, foram informados?! Para rememorar, segue abaixo, o post feito em 20/01/14, Haja cocô.
No Réveillon de 2013 do Rio de Janeiro, para um público estimado em 2.3 milhões em Copacabana, foram instalados, pela prefeitura, 300 banheiros químicos; antes em dezembro na Parada Gay, instalaram 200 banheiros do tipo, para um público de 1 milhão. Bom, como já estamos na bica de fevereiro, teremos a cada 30 dias em Campos, em 2014, 5.150 banheiros que divididos por 11 meses, a quantia de 468 banheiros químicos à disposição do campista. Como bem disse um colega na rede social Facebook: “HAJA COCÔ”!!!!!!
Leia aqui a matéria na íntegra divulgada, em primeira mão, no blog do jornalista Ricardo André Vasconcelos.

segunda-feira, 20 de janeiro de 2014

PMCG VAI GASTAR R$ 651.500,00 COM ALUGUEL DE 5 MIL BANHEIROS QUÍMICOS

Foto Divulgação – Secom-PMCG
No Farol de São Thomé foram instalados 150 banheiros químicos
A Prefeitura de Campos publicou na página 4 do Diário Oficial do último dia 13, o resultado Pregão Presencial 053/2013 para aluguel de banheiros químicos sob o regime de registros de preços.  Ganhou onipresente WORKING EMPREENDIMENTOS E SERVIÇOS EPP que ofereceu os seguintes preços:
Banheiro químico modelo standart – preço unitário – R$130,50 (para 5 mil unidades)
Banheiro químico para portadores
de necessidades especiais             – preço unitário – R$ 174,00 (para 150 unidades).
Isso significa que a prefeitura de Campos está legalmente autorizada a alugar 5.150 banheiros químicos para os eventos culturais e esportivos que promover ou apoiar durante o ano de 2014. O total a ser gasto é de R$ 651.500,00.
O pregão foi realizado, conforme publicação do D.O abaixo, pela Secretaria Municipal de Limpeza Pública, Praça e Jardins.
Segundo nota publicada no site da PMCG, no Farol de São Thomé foram instalados 150 banheiros químicos. Confira aqui
 
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Dá tempo!
24/04/2013 | 05h03
[caption id="attachment_6106" align="aligncenter" width="594" caption="Ft.Facebook"][/caption]

 

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LIXO E MAIS LIXO
15/03/2012 | 02h03

RUA AQUILES SALES ESQUINA COM FORMOSA

[caption id="attachment_3622" align="aligncenter" width="480" caption="Ft. Vigilantes Urbanos & Rurais"][/caption]

PARQUE OLIVEIRA BOTELHO, CAMPOS, RJ.

Ft. Vigilantes Urbanos & Rurais

 

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ARMAÇÕES URBANAS
17/11/2011 | 10h32
luciana portinho Não sei o nome da moça. Sei apenas que ela caiu num buraco. Estaria numa estrada vicinal? Caminhando por alguma trilha no meio do mato? Um dia de sexta-feira, horário de almoço, a menina caminhava com colegas vendo as novidades do comércio… e no meio do caminho havia um bueiro de tampa defeituosa. Na tampa, um buraco, feito sob medida para o pé direito dela. Passou o pé, passou a perna. Um grito, a queda, o trânsito interrompido, a ajuda rápida de alguém que a retirou da armadilha urbana, ligou para os bombeiros e lhe confortou enquanto eles não chegaram. O joelho foi deslocado, a perna inchou, a dor ficou. Como também ficou lá o buraco. Está lá à espera de novas presas. Vítimas do descaso publico notório. No próximo dia 4 de dezembro, a tampa destampada e destemperada completará um mês de queda da moça,porém, já deve existir há uns dois ou mais anos cumprindo a rotina de caçar cidadãos. Em pleno centro da querida cidade de Campos dos Goytacazes. Imaginar esta Capital do Petróleo sem os milionários recursos dos royalties é até assustador… com eles , as armadilhas urbanas são incontáveis e vorazes… a PMCG não está nem aqui....sem eles, como será? [caption id="attachment_3123" align="aligncenter" width="450" caption="Ft. Luciana Portinho"][/caption]
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Um bem-querer
10/10/2011 | 05h03
[caption id="attachment_2817" align="aligncenter" width="400" caption="Ft. Luciana Portinho"][/caption]   O carioca é um povo que sempre se orgulhou de sua cidade. Às vezes passa um tempo meio perplexo, aí reclama genericamente da vida, do trânsito ou da carestia. Nada o assusta mais do que a violência e isso em qualquer classe social. São o que dizem as pesquisas. Mas nada abala a relação de amor que o carioca tem com o seu Rio de Janeiro. Tirei essas fotos, lá na Rua Souza Lima, posto 6, zona sul. Virou hábito da população; uma moda de apurado bom gosto. Cada um deixa sua contribuição na árvore mais próxima. Todos ganham! Excelente iniciativa, um exemplo para todas as demais cidades.LP [caption id="attachment_2818" align="aligncenter" width="400" caption="Ft. Luciana Portinho"][/caption] [caption id="attachment_2819" align="aligncenter" width="400" caption="Ft. Luciana Portinho"][/caption]

 

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OCEANOS
01/10/2011 | 10h13
[caption id="" align="aligncenter" width="450" caption="Imagem extraída do Facebook"][/caption] Um só oceano, 97% da água da Terra.    
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AINDA ELAS: a resposta.
13/08/2011 | 09h37
Abaixo, a resposta de como fazer com as lâmpadas fluorescentes quando queimadas. Veio em comentário do Moacyr Arthur. Valeu Arthur!

“As lâmpadas fluorescentes fazem parte da lista de resíduos nocivos ao meio ambiente, pois contém substâncias químicas que afetam o ser humano, como o mercúrio, um metal pesado que, uma vez ingerido ou inalado, causa efeitos desastrosos ao sistema nervoso. Ao romper-se, uma lâmpada fluorescente emite vapores de mercúrio que são absorvidos pelos organismos vivos, contaminando-os; se forem lançadas em aterro, elas contaminam o solo e, mais tarde, os cursos d’água, chegando à cadeia alimentar. No Brasil, muitos usuários dessas lâmpadas, conscientes do perigo e já alertados pela norma brasileira NBR 10004 que impõe limites rigorosos à presença de mercúrio nos resíduos sólidos, já estão destinando as lâmpadas descartadas a recicladoras especializadas em descontaminação e tratamento de resíduos de mercúrio. Operação Papa-Lâmpadas in Company Empresas que geram um grande volume de lâmpadas podem requisitar a coleta à empresa Naturalis Brasil (www.naturalisbrasil.com.br), licenciada para realizar a descontaminação no próprio local. Decreto-lei torna obrigatório o recolhimento de lâmpadas fluorescentes pelas lojas no Rio de Janeiro O governador Sérgio Cabral regulamentou a Lei 5.131/07, de autoria da deputada Beatriz Santos (PRB), que torna obrigatória a coleta de lâmpadas fluorescentes pelos estabelecimentos que comercializam o produto, sendo eles fabricantes, distribuidores, importadores, revendedores ou comerciantes. A regulamentação consta do Decreto 41.752/09, publicado no dia 18 de março de 2009 no Diário Oficial. Estes estabelecimentos deverão instalar os recipientes de coleta em locais de fácil visualização e, de modo claro, deverão conter dizeres que venham a alertar e despertar a conscientização do usuário sobre a importância e a necessidade do correto fim dos produtos e os riscos que os mesmos representam à saúde e ao meio ambiente quando não tratados com o devido cuidado. A lei estabelece ainda multa diária de R$ 170 ao estabelecimento que não cumprir a determinação, cobrando em dobro em caso de reincidência.” Fonte: http://www.reviverde.org.br Esperando ter ajudado de alguma forma, abraços do Arthur.  
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Sobre o autor

Luciana Portinho

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