Um fato e duas manchetes
22/05/2015 | 09h53
Na quarta (20) o mesmo fato, com duas manchetes (edições, interpretações), por dois sites de notícias do Rio de Janeiro. A primeira é do O Globo, a segunda do Jornal do Brasil . Para quem tem por hábito ler jornais e busca estar por dentro do que acontece no país e no mundo, é preciso passar a peneira.

Economia

Setor de serviços teve o pior primeiro trimestre em 3 anos

De janeiro a março, alta foi de 2,9%. Em março, crescimento foi de 6,1%, o melhor desempenho desde setembro do ano passado RIO - A receita nominal do setor de serviços teve crescimento de 6,1% em março frente ao mesmo mês do ano anterior e registrou o melhor resultado desde setembro de 2014, quando houve alta de 6,4%, informou nesta quarta-feira o IBGE. O crescimento nos três primeiros meses de 2015, no entanto, ficou em 2,9% — o menor patamar trimestral desde o início da pesquisa, em 2012, devido aos fracos resultados de janeiro (1,8%) e fevereiro (revisado de 0,8% para 0,9%). Nos últimos 12 meses, a alta acumulada é de 4,6%, de acordo com a Pesquisa Mensal de Serviços (PMS).

Economia

Hoje às 11h17 - Atualizada hoje às 11h19

Setor de serviços cresce 6,1% em março

Pesquisa do  Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE) informou hoje (20) que, em março de 2015, o setor de serviços do país teve crescimento nominal de 6,1%, na comparação com igual mês do ano anterior. O crescimento nominal embute a inflação ocorrida no período.

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Pra pensar 3
19/01/2015 | 08h14
É tentador ceder a pressões ainda mais quando feitas pelo senso comum (maioria). Pode ser cômodo ao profissional que não deseja se expor, mas, é um desserviço ao exercício da profissão. Dito isto, trazemos outra análise sobre as repercussões dos atos terroristas de extremistas islâmicos  (fanáticos) que levaram a República Francesa ao dilema do momento: lutar pela defesa intransigente dos valores universais do livre pensar e da livre expressão - dois direitos fundamentais da laicidade, um não existe sem o outro,  esboçados na quebrada do século 18, confirmados pela lei de imprensa francesa, em 29 de julho de 1881. Para simples esclarecimento, na França, diferentemente que em outros países europeus, como na Alemanha e Grécia, não existe o delito (crime) de blasfêmia. Lá, pode-se criticar tudo, inclusive religiões, resguardado ofender pessoas que professam suas religiões. Paradoxalmente, o que garante o direito à livre associação religiosa e a todas as convicções é justamente a laicidade. [caption id="attachment_8667" align="aligncenter" width="400"] Paris, Praça da República, 11 janeiro 2015. Ft. Joel Saget AFP[/caption]  

Charlie Hebdo: Ironia e tragédia

Aqueles que promovem a guerra contra o terror e os que semearam o terrorismo por todos os cantos do mundo estão tentando se apropriar dos ataques.


Alejandro Nadal (La Jornada)
A luta para se apropriar de um duelo político tem longa trajetória, sobretudo quando o luto tem origem em um crime. Plutarco narra, em Vidas paralelas, como, depois do assassinato de César, no Senado romano, as distintas facções batalharam para ocupar o vazio que engendra o desolamento público para se consolidar no poder. Cássio e Brutus disputam a aflição popular com Antônio, mas este conseguiu com sua elegia fúnebre colocar o povo de Roma contra os assassinos de César e desencadear uma guerra civil.

Um paralelismo pode ser traçado com os esforços para recuperar espaços públicos após o ataque contra a Charlie Hebdo. Esta sempre foi uma revista irreverente com o poder, militar ou econômico, iconoclasta com todos os símbolos de hierarquias, laicas ou religiosas. É e foi inimiga do racismo e da discriminação em todas suas manifestações. Sempre lutou contra as ditaduras e a arbitrariedade, o poderio militar e o intervencionismo neocolonial. Mas agora, em pleno duelo social, buscam de todas as formas se apropriar dos símbolos e bandeiras que acompanharam a Charlie em sua luta. Estão buscando instrumentalizar a tragédia para promover o terrorismo de Estado. Hoje, corre-se o risco de transformar tudo isto em um episódio mais da luta contra o terror e do suposto choque entre civilizações.

A concentração em Paris, no domingo passado, teve dois públicos. No primeiro, o povo e suas organizações, sindicatos, associações civis, manifestando repúdio ao covarde assassinato dos redatores da Charlie Hebdo e dos reféns do metrô de Paris. Muitos deles seguiram de perto a épica luta do semanário e de seu predecessor, Hebdo HaraKiri, desde 1969. Luta a partir da esquerda contra o despotismo, exploração, engano e intimidação. Mas, naquele dia, marcharam em Paris também chefes de Estado e líderes políticos de partidos e organizações que sempre abriram as portas para a guerra, para o comércio de armas e para o capital financeiro. Marcharam lado a lado Merkel, Rajoy e Renzi, chefes da austeridade neoliberal que atualmente destrói a Europa. Não faltaram Netanyahu e outros amigos do militarismo. Também se somaram a eles alguns notáveis como guardiões da ordem moral burguesa e da obesa hipocrisia dos bons costumes, amigos do racismo e da descriminação. Faltaram somente Marine Le Pen e os neonazistas para completar o quadro. Outros, nem sequer tiveram que viajar a Paris para explorar o momento. Em Atenas, o primeiro-ministro aproveitou a oportunidade para fazer investidas contra o Syriza por sua postura sobre a imigração. Do México, o governo manifestou seu pesar: deve saber que isso não anula sua grave responsabilidade nos assassinatos (Tlatlaya) e desaparecimentos (Ayotzinapa). A ironia é brutal: os inimigos da Charlie Hebdo estão lutando para disputar o duelo, os que promovem a guerra contra o terror e os que semearam esta praga por todos os cantos do mundo. Criticou-se a imprudência dos caricaturistas da Charlie Hebdo. Mas é preciso responder com uma reflexão política, porque é disso que estamos falando, de política, não de bons costumes ou de etiqueta. Por que é tão importante a liberdade de expressão? A resposta é clara: a liberdade de expressão é irmã gêmea da liberdade de consciência, e as demais liberdades carecem de sentido sem elas. Em particular, sem liberdade de expressão, a liberdade de associação política fica sem sentido. Não é exagero afirmar que a liberdade de consciência e a liberdade de expressão são as mais importantes do catálogo de liberdades republicanas. Por isso, os limites da liberdade de expressão são apenas três: a não incitação à violência ou um crime e a difamação. A blasfêmia não é uma das restrições, como deixa claro a Declaração dos Direitos do Homem e do Cidadão de 1789. Na imprensa internacional, sobretudo no mundo anglo-saxão, a Charlie Hebdo tem sido apresentada como um veículo obstinado em ridicularizar o fundamentalismo islâmico, como se este tivesse sido seu único trabalho. Nada mais afastado da verdade. Os primeiros inimigos da Charlie foram o fascismo, o racismo, o neocolonialismo, o militarismo e a pena de morte. O fanatismo religioso e seu apoio hipócrita a estruturas de exploração esteve sempre em seu catálogo de inimigos a vencer, mas não é o único nesta lista. O luto público é a parteira de uma análise política fraca porque a dor e a sede de vingança escurecem o raciocínio e tornam a racionalização difícil. Por isso, o oportunismo encontra nas lamentações um terreno fértil para suas estratagemas. Hoje, mais do que nunca, é necessária uma análise política cuidadosa. A tragédia em Charlie Hebdo não é parte dessa farsa chamada guerra contra o terror, nem de um suposto choque de civilizações. Fonte: Carta Maior Tradução de Daniella Cambauva
       
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Pra pensar 2
13/01/2015 | 09h19
De tudo que tenho lido na imprensa nacional, internacional e redes sociais sobre a carnificina que abateu os geniais cartunistas do jornal francês satírico Charlie Hebdo, na semana passada, talvez o mais esdrúxulo seja a falsa solidariedade manifesta disfarçada no viral Je ne suis pas Charlie (Eu não sou Charlie). Sob o manto da politicamente correta tolerância e do mantra pretensamente difuso, "o meu direito termina quando começa o do outro", buscam as "razões" que justificam o absurdo de invadir uma redação de jornal e sumariamente matar profissionais da imprensa, em pleno exercício profissional, no coração de uma república democrática e das mais representativas na conquista e observação dos direitos civis universais. Forçando um pouco a barra, mas, nem tanto, logo me lembrei da situação da mulher que quando estuprada, até recente, era responsabilizada (indiretamente) pela violência cometida pelo homem. Afinal, se ela estivesse sentada assim ou assado, com a roupa tal ou qual, ela em última instância é que teria provocado o agressor a agir. Também, me fez recordar os inúmeros casos de agressão e morte de mulheres que supostamente teriam ferido a honra dos maridos. Feridos na honra, ganhavam o direito de espancar e matar. Analisar as origens históricas do fundamentalismo religioso, nos ajuda a entender o fanatismo religioso - ou de qualquer natureza -  contemporâneo, nunca a compactuar com suas ações bárbaras. Passado quase uma semana do atentado que animalescamente ceifou 17 vidas, reafirmo, junto aos quase quatro milhões de franceses que foram às ruas no domingo passado, daqui desta planície goytacá: Eu sou Charlie (Je suis Charlie). Amanhã sairá a próxima edição do semanário francês. Já sem a sua cabeça pensante, no entanto, uma edição histórica. Dos 50 mil exemplares regulares, Charlie Hebdo irá às bancas com uma tiragem de 3 milhões. Abaixo, segue a capa já divulgada pela mídia de meio mundo. Foi desenhada pelo cartunista Luz, sobrevivente ao atentado terrorista por ter chegado atrasado naquela manhã fatídica. Com fundo verde, representando o extremismo islâmico, a caricatura do Maomé, com uma lágrima e segurando um cartaz, onde se lê: Eu sou Charlie. Acima dele, escrito em negro, Tudo está perdoado.Image-1(1)  
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Lá e cá: Dilma e Rosinha
22/09/2014 | 10h32
  O novo presidente do Supremo Tribunal Federal (STF), Ricardo Lewandowski, assumirá nesta noite ( 22/09), a Presidência da República no lugar da presidente Dilma Rousseff. Ela embarca para Nova York quando discursará na Cúpula do Clima, nessa terça, 23, e participará da abertura da Assembleia Geral da ONU, na quarta-feira. (Agência Estado)   Diferentemente em Campos,  a prefeita Rosinha Garotinho, entrou de mala e cuia na campanha eleitoral do marido que é candidato ao governo. Partiu para o Rio de Janeiro, onde é constantemente fotografada em atividades eleitorais particulares e não se licenciou do cargo público para o qual foi eleita. (gazetalitoral.blogspot.com)
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Eleitores pela Paz?Pode isso TRE-RJ??
22/05/2014 | 01h43
Ontem, faltando menos de 5 meses das eleições, com apenas a abstenção da minoria de 4 vereadores da oposição, a bancada situacionista aprovou na Câmara Municipal um programa pra lá de esquisito. No papel o "Jovens pela Paz" é bonito. Visa dar (conceder, distribuir) bolsas de R$ 350,00 a R$ 500,00 aos jovens eleitores de 16 a 25 anos. Nos parece que a ação, que suponho deva se propor social, aprovada em período pré-eleitoral, transparece ter fins diversos. Para uma prefeitura que não dá conta de gerir com eficiência o setor de saúde - vide denúncias recentes do G1 (ver abaixo) de falta de elevadores no Hospital Ferreira Machado e de tomógrafos em funcionamento também nos dois hospitais municipais - e cujo, nada menos,  o marido da prefeita é declarado pré-candidato a governador, teria sido mais sensato aguardar o fim das eleições de outubro, resguardaria a independência do poder legislativo. Tem sido evidente, basta observar a quantidade de processos em tramitação no TRE-RJ, contra o deputado federal Anthony Garotinho (PR), ver aqui e aqui, sobre as supostas iniciativas que o mesmo tem tomado na também suposta autopromoção de sua declarada pré-candidatura ao governo do estado do Rio, nas próximas eleições. Bom, assim tem sido o entendimento da maioria do TRE-RJ; ontem o deputado foi proibido de apresentar os programas "Fala Garotinho" e "Palavra de Fé", no rastro foi também proibido de distribuir prêmios e brindes em programas de rádios e eventos.
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PERIGO À VISTA
14/02/2014 | 08h54

PERIGO À VISTA

Liberdade corre riscos quando não se sabe o que fazer com ela

Por Alberto Dines em 14/02/2014 na edição 785 
A história está mal contada. E mesmo assim a imprensa a entrega ao freguês como absolutamente verdadeira, verossímil. E inquestionável. Dois jornalistas do Rio, ambos da Folha de S.Paulo (Janio de Freitas e Paula Cesarino Costa), não engoliram a armação (quinta, 13/2, págs. A-7 e A-2). Mas não são todos os leitores que se dispõem a ler comentários dissidentes, céticos, em textos distantes do noticiário, das fotos e da badalação marqueteira (ver “Sem resposta” e “Quem são eles?”). Nas matérias factuais sobre a caça aos responsáveis pela morte de Santiago Andrade, transparece o desdém pela inteligência do leitor. Vale o que dizem as fontes e autoridades. Porém, tanto as fontes como as autoridades parecem empenhadas em encerrar o caso atribuindo a culpa pela violência nas manifestações a partidos e políticos de extrema esquerda. E por que não se investiga a hipótese de que o aliciamento dos baderneiros faz parte da estratégia das milícias para desacreditar o governo estadual e as autoridades policiais? Foi impecável o trabalho de edição e análise do material televisivo apresentado pela TV Globo no sábado (8/2) com a ajuda do perito Nelson Massini. Graças a ele foi possível identificar com incrível rapidez e chegar ao Bandido nº1, Fabio Raposo, e dois dias depois ao nº 2, Caio de Souza, corresponsáveis pelo disparo do rojão que matou o cinegrafista da Band. Esta “incrível rapidez” é que chama a atenção. No domingo (9), o Bandido nº 1, ainda na condição de suspeito, já havia contratado um advogado, se apresentara à polícia e era longamente entrevistado pelo Fantástico. Na quarta-feira (12), o Bandido nº 2 era localizado numa pousada em Feira de Santana (BA), já com um advogado a tiracolo – o mesmo do outro! – e dava entrevista à Globo antes de embarcar para o Rio sob escolta policial. A informação de que os arruaceiros recebiam dinheiro de políticos para radicalizar os protestos foi dada por Caio de Souza e confirmada pelo advogado, Jonas Tadeu Nunes. Se ele conhecia esta conexão política, por que razão não a adiantou à polícia tão logo prenderam o Bandido nº 1? Contra a democracia E quem é este super-causídico que se desloca com tanta rapidez e eficiência para atender clientes aparentemente sem conexão e, de repente, implicados no mesmo crime? Jonas Tadeu Nunes não parece o clássico rábula de porta do xadrez. Tem escritório num shopping fuleiro do Recreio dos Bandeirantes, tem amigos na polícia civil do Rio, já defendeu um ex-deputado estadual (Natalino Guimarães) acusado de fazer parte das milícias e tem entre os clientes um ex-coronel da PM fluminense, exonerado pelo secretário de Segurança do Estado do Rio. Alega que o Bandido nº 1 era conhecido do estagiário do seu escritório e que chegou ao nº 2 porque eram amigos. A suspeita de que partidos de extrema-esquerda são aliciadores dos vândalos permeia insistentemente o noticiário desde segunda-feira (10/2) sem comprovações ou indícios concretos. A presença do advogado Jonas Tadeu Nunes não despertou desconfianças. Neste mix de tons de cinza, siglas, militâncias e agentes provocadores circula a figura sofisticada da “ativista” Elisa Sanzi, vulgo Sininho. E a partir da edição de quinta-feira do Globo, incorporou-se ao insólito grupo o ex-governador Anthony Garotinho (hoje no PR tentando chantagear o PT), desde o ano passado acusado de ser o instigador da cruzada contra o governador Sérgio Cabral Filho. O ingrediente mais preocupante desta desconjuntada cobertura começou logo depois do anúncio da morte cerebral do cinegrafista da TV Bandeirantes, quando a mídia em peso lançou-se numa emocionada cruzada em defesa da liberdade de expressão. Na sua edição de quinta-feira (13/2), seis páginas do Globo levavam no cabeçalho o selo “Ataque à Liberdade de Expressão”, numa evidente exploração política da tragédia. Tanto os vídeos como os depoimentos da dupla de bandidos coincidem em demonstrar que o rojão-assassino foi aceso e colocado no chão. Não foi apontado contra o cinegrafista, nem contra alguém em especial. O cadáver que se procurava era o da democracia. A liberdade de expressão corre perigo sempre. Em qualquer momento e lugar. Mas, sobretudo, quando seus beneficiários e defensores se atrapalham e não sabem o que fazer com ela.
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Fotografias são fotografias
30/01/2014 | 03h31

Terça, 28/01, final da tarde e o carro da PMCG estaciona na garagem do jornal O Diário, no centro de Campos. Haveria algum mal? Não me pareceu, mas, como colaboração de leitor é de ouro, publico as fotos recebidas. Cada um pense por si.

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LENÇÓIS MARANHENSES
11/01/2014 | 10h55
[caption id="attachment_7435" align="aligncenter" width="460" caption="Charge copiada da rede social Facebook"][/caption]

 

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Complicada e cabeluda II
23/11/2013 | 02h59
CORREIO DO BRASIL

Mensalão’: Globo deve explicar contrato confidencial a corte italiana

20/11/2013 13:38 Por Redação, com colaboradores - de Roma, Brasília, São Paulo e Rio de Janeiro
Fragmento de Nota Fiscal de Serviços expedida pela Rede Globo à DNA Propaganda, do publicitário Marcos Valério 
Fragmento de Nota Fiscal de Serviços expedida pela Rede Globo à DNA Propaganda, do publicitário Marcos Valério
O envolvimento da Rede Globo de Televisão no escândalo que originou a Ação Penal (AP) 470 e terminou na prisão do ex-ministro José Dirceu e do deputado José Genoino, entre outros réus no julgamento que ficou conhecido como ‘mensalão’ mereceu um capítulo à parte no dossiê que o ex-diretor do Banco do Brasil (BB) Henrique Pizzolato levou com ele para a Itália. Pizzolato aguarda uma nova oportunidade de provar sua inocência, na Justiça daquele país.
Pizzolato deixou o Brasil e hoje seu paradeiro é desconhecido, mas ele reuniu em um dossiê de mais de mil páginas, ao qual o Correio do Brasil teve acesso, as provas que, segundo seus advogados, “colocam por terra o argumento do relator do processo, ministro Joaquim Barbosa, de que houve a compra de votos de parlamentares aliados para a aprovação de matérias do interesse do governo no Parlamento”. Caso o ex-diretor do BB consiga provar seu ponto de vista em uma corte italiana, onde deverá responder a um processo, a pedido do Ministério da Justiça brasileiro, “o julgamento do ‘mensalão’ cairá por terra”, afirmam seus defensores.
Luciana Lobo integra o time de comentaristas do Programa do Jô, na Rede Globo 
Luciana Lobo integra o time de comentaristas do Programa do Jô, na Rede Globo
Publicamente, no Programa do Jô da Rede Globo, na madrugada desta quarta-feira, a jornalista Luciana Lobo concordou que as acusações feitas a Pizzolato “são a base do ‘mensalão” e, sem elas, o processo simplesmente deixaria de existir. Lobo apenas repete o que afirmaram outros comentaristas sobre o julgamento, entre eles o jurista conservador Ives Gandra Martins, em recente entrevista, para quem até o uso da tese do “Domínio do fato” é uma temeridade:
“A teoria do ‘Domínio do fato’ foi adotada de forma inédita pelo Supremo Tribunal Federal (STF) para condená-lo. Sua adoção traz uma insegurança jurídica ‘monumental’: a partir de agora, mesmo um inocente pode ser condenado com base apenas em presunções e indícios”, afirmou Gandra Martins. Usada da forma como foi, para condenar Dirceu, diante das provas a serem expostas por Pizzolato perante um tribunal italiano, a teoria servirá de motivo “para a exposição do Judiciário brasileiro ao ridículo”, comenta um dos advogados de Pizzolato.
Dinheiro na Globo
Segundo a defesa de Pizzolato, o dinheiro que fluiu para as contas da DNA e de políticos da base aliada, na origem do escândalo, origina-se nas campanhas publicitárias realizadas pela Visanet em veículos de comunicação. “Parte do ‘Bônus de Volume’ (BV) foi desviada para o pagamento de despesas de campanha, o que caracteriza, sim, a existência de um caixa 2?, reconhece a defesa.
– Mas tratou-se, todo o tempo, de recursos oriundos de empresas privadas: a DNA Propaganda, do publicitário Marcos Valério, e a Visanet, que é uma empresa do grupo gestor de cartões de crédito Visa. Os recursos que poderiam caber ao BB foram aplicados, corretamente, nas campanhas publicitárias veiculadas, inclusive na Rede Globo – afirmou um dos advogados de Pizzolato.
Os recursos aplicados na Rede Globo eram de conhecimento do ministro Joaquim Barbosa, como prova um contrato anexado ao processo, ao qual o CdB também teve acesso. A íntegra do contrato está na AP 470 no STF conforme os carimbos nas imagens comprovam. “Fica óbvio que se trata de relação estritamente privada entre a Rede Globo e a DNA, como de resto qualquer valor que particulares do segmento publicitário – por extensão – pactuem como BV, o bônus de volume, por exemplo agendas, brindes e etc”, afirmam os advogados.
Diante dos fatos, a Rede Globo deverá ser citada, judicialmente, por uma corte italiana, “para esclarecer esses e outros pontos no relacionamento entre a empresa e a DNA Propaganda”, acrescentaram.
Página inicial do contrato entre a Rede Globo e a   DNA Propaganda 
Página inicial do contrato entre a Rede Globo e a DNA Propaganda
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"Não à política Band-Aid"
19/03/2013 | 04h47
[caption id="attachment_5936" align="alignright" width="390" caption="Ft. Edu Prudencio"][/caption] Ele é novo, talentoso, irônico e boa praça. Chegou há cinco meses na redação da Folha da Manhã e se estabeleceu. Entrou pela porta da frente na editoria de Política a convite do Diretor de Redação, Aluysio Abreu Barbosa. Logo, ocupou a página seis, às sextas-feiras — junto com Murilo Dieguez, dividem a coluna “Comentários”. Agora, acaba de ganhar espaço na Folha Online. Esse é Gustavo Matheus, que estreou novo blog com seu próprio nome. Sua entrada na blogosfera foi meteórica, antes Gustavo manteve por quatro meses o blog “Sob licença poética”. Chamou para si as atenções por sua escrita sincera e questionadora. No novo blog, hospedado na Folha da Manhã, mudou um pouco a contundência e manteve a intenção inalterada. “Tento amenizar ao máximo, sem fugir da minha característica e perder a identidade. O novo blog me coloca a necessidade de novos temas, os acessos dobraram. No ‘Sob licença poética’ havia poucos comentários. Aqui, a visibilidade é outra, não tem comparação. Escrever na página da Folha faz com que o quê você escreva seja levado em consideração, sou abordado nas ruas, me fazem sugestões de pauta”, salienta o blogueiro. Soma-se a essas primeiras características o fato de ser um atento crítico à prática política do tio, o deputado federal Anthony William Matheus de Oliveira. “Há certa confusão, acham que sou filho do ex-presidente da Câmara Nelson Nahim. Não, ambos são meus tios, são irmãos de minha mãe”, esclarece. Apesar do parentesco, ele afirma que a política municipal não sentou junto à mesa das refeições de sua casa. O próprio Anthony não passa de uma personalidade com o qual ele não mantinha contato. Ainda que os dois não tenham trocado mais de três palavras, lá pelos 12 anos de idade, em plena puberdade, adorava assistir aos debates, admirava as respostas rápidas do tio, a agilidade da oratória. “Não tenho raiva dele, nem relação tive. Pelo que vejo ele é uma tremenda decepção para todos. É ilusão achar, por exemplo, que ele é do povo. Ele é só dele, não liga para nada, não tem limite. Foi uma esperança no início, muitos compraram a ideia de tirar a política do melado”, fala Gustavo ao recapitular “Passei a gostar de política por ser crítico, enjoado em ver a banalização na política, de observar colocarem tudo e todos no mesmo saco. O jovem deveria ajudar mais e ser mais participativo. Se soubessem que eles têm tudo para ultrapassar essa política que é feita por ocasião e não por altruísmo...”, diz o jornalista. Gustavo mantém preservado o ideal político de uma boa ambição, “Esse sentimento de doação é que poderia existir na política, seria mais eficiente. Este deveria ser o objetivo de quem entra na política, querer deixar um legado, ser lembrado pelo o que de positivo fez”. Considerando-se um leitor aquém do desejado (aprecia biografias e romances), começou a escrever por diversão. Pegou gosto e o faz sem a preocupação em se encaixar em algum estilo. Pensa que desse modo tem mais liberdade e não pega “vício” de ninguém. Sente-se atraído por escrever em forma de crítica, por analogias e metáforas. Quer cutucar o leitor para que este se manifeste, exponha a sua opinião, é seu intento. “Aqui na Folha é que me sinto mais ‘provocado’, busco mais aperfeiçoamento. Não é só o ato de escrever que me desafia, mas, sim o tema, como a política, atividade pela qual nutria desconfiança, um pé atrás. Percebo, como faz falta a presença do jovem na prática política”, frisa. Na Redação, captou o ensinamento do colega, o veterano jornalista Aloysio Balbi. Este lhe sugeriu escrever tendo em mente a causar algum sentimento no leitor. “É a emoção que prende o leitor”, ouviu de Balbi. Também por isso, seu vocabulário é direto. “Não quero impor uma leitura quase acadêmica, o público cansa”, afirma o jornalista que não tem ambição de luxo, tampouco de viver com pompa. “Quero viver do suficiente, preso minha liberdade. Aqui, na Folha, não recebo toques, nem conselhos. Faço  minha parte em completa liberdade, sem querer agradar e é confortável”, finaliza.
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