Mundo vulgar
30/07/2015 | 11h57
Beira ao surreal a decisão de um padre ser convocado a fazer o exorcismo em sobrevoo de helicóptero para banir o mal de uma cidade litorânea da Itália. Castellammare di Stabia, perto de Nápoles, sul da Itália estaria sendo assombrada por decadência moral e social. Incidentes vêm apavorando a população. Igrejas tem sido invadidas, túmulos violados, crucifixos são virados de cabeça para baixo e imagens de Santa Maria atiradas de penhascos. Católicos da cidade de 65 mil moradores atribuem tais desordens à presença de adoradores do diabo. Enquanto isso, em outro continente, ainda repercute a estupidez de um dentista norte-americano que matou o famoso leão do Zimbábue. O felino Cecil, tinha 13 anos, era calmo, líder de um bando de leões e deixou para trás 24 de seus filhotes . Entidades especializadas temem que sem o pai, o macho dominante do bando, é possível que as crias sejam mortas por outro leão que tentará assumir o lugar de Cecil no bando. Ou seja, Palmer também sentenciou os filhotes à morte. O imbecil do dentista, de nome Walter Palmer, teria pago U$ 50 mil pela cabeça do leão que foi propositalmente afastado de uma área de proteção até uma propriedade privada e teve seu rastreador GPS removido. Em um "esporte" bem animal Cecil foi perseguido por 40 horas e, por fim, morto com um disparo de arma. [caption id="" align="aligncenter" width="560"]cecil (Foto: reprodução) Cecil (Foto: reprodução)[/caption]
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Mestre na camuflagem
29/11/2014 | 01h28
IMG_3792 Enquanto as manchetes dos jornais e blogs de Campos estão tomadas pelo tal suposto rombo (com ou sem aspas) municipal - suas origens, historicidade, irresponsabilidades e responsabilidades -, ou ainda, pelo "vultoso empréstimo" (com aspas mesmo) em cima das receitas futuras da prefeitura, proponho ao leitor, observações mais comezinhas. Vocês conhecem o Bicho Pau? Este inseto da ordem Phasmatodea, de acordo com a teoria da evolução de Darwin, é exímio na arte adaptação ao meio natural. O danadão bem que poderia ser originário de Campos, ou não?!
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Aniversário
05/04/2014 | 01h35
Em dia de aniversário da que vos escreve, deixo um presente a você leitor que todos os dias me acena com leitura e comentários. Mais um ano se passa ou eu passo por mais um ano e, a cada um percorrido me certifico que pouco quero além da troca de afeto com a família, da estreita convivência com os amigos e da sensibilidade para as coisas bonitas que a natureza e o ser humano me proporcionam.  Se poder tivesse extirparia o mal e o mau da Terra, seríamos assim mais dignos e irmanados. Como nada sou, procuro fazer a minha minúscula parte nessa grande confusão que é a sociedade que soubemos erigir.  Curtam a fotografia perfeita do campista Dudu Linhares e a pequenina poesia do também campista Artur Gomes. [caption id="attachment_7805" align="alignright" width="465" caption="Ft. Dudu Linhares"][/caption] Poética para Dudu Linhares pássaro pluma voa leve pluma voa sobre o barco/pássaro flutuando na lagoa Artur Gomes  
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A MULA E OS INTERESSES
23/03/2014 | 01h34
Há dois dias, abro os comentários do blog e me deparo com este do poeta, produtor e militante cultural, Artur Gomes. Fiquei surpresa por constatar que um post de oito meses passados, ainda hoje é lido e suscita interesse. Como continua atual, seguem o comentário do Artur, a quem agradeço a gentileza das palavras e o post que o originou. Um bom domingo a todos...e que venham, afinal, as águas para por fim à cobiça. Maravilhoso texto e reflexão Luciana. o verão da família é uma trilha estendida no asfalto revólver carregado na cara da garotinha bala atravessando o farol do trio elétrico e esse povo patético ainda bate palmas pra rosinha metáfora da mula pra eles é pouco Luciana beijos Artur Gomes Para lerem o post original, venham aqui.
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PORCA FARTA
20/12/2013 | 07h54

Há dois anos retornava a Campos de mais uma cansativa viagem à baixada fluminense, por onde trabalhei o ano de 2011. Fiz então, o post abaixo; a chuva já presente ainda que em menor intensidade, as esperanças particulares renovadas, a minha relação com a natureza inalterada. Chegar em Campos de volta sempre significou, para mím, segurança e alegria. Ao passar pela Serrinha, pensava de pronto: finalmente! em casa estou.

PORCA FARTA

Por lucianaportinho, em 18-12-2011 - 22h58
Pela estrada, é tempo de difusão. As primeiras chuvas do verão já chegaram. A ameaça das queimadas… jogadas para o outro ano. Agora é o tempo da umidade. A pastagem renasce, o rebanho se camufla no verde. É a segunda vez na semana que percorro a BR 101. Na segunda-feira fui bem cedo. A vacada ainda deitada agrupada. Vapor de bafo, hora da coletiva ruminação matutina. Havia bastante serração, o sol ainda despontava, pouco parecia a estação atual. Pista molhada, buracos por toda a extensão. Incrível esta empresa nos fazer pagar este dinheiro por tão pouco de serviço em troca! Hoje, hora da panela no fogo e da barriga vazia, um domingo de derrota para o Brasil no futebol – goleada do Barcelona no Santos – poucos caminhões na pista, abundância verdejante. Brotação nova em seus mais variados matizes. As fortes chuvas ainda não baixaram, a lama ainda é pouca. O ar foi lavado, meus olhos agradecem à profusão do belo verde. Já próxima, na nossa baixada, a cidade que tanto cresce, aparece em 180 graus. Opto chegar pela estradinha do Carvão. E venho feliz: tempo de renovar projetos, de confiança na vida, da saudade dos que partiram, da gratidão ao conhecimento partilhado. Voltar à casa é a sensação do seguro. Pelas sucessivas curvas, em velocidade já reduzida, olho à esquerda. Não resisto, piso no freio e dou ré. Uma linda porca na fartura da prenhez. Registro um souvenir para você, meu leitor.
Ft. Luciana Portinho
 
 
 
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Tiziu
29/09/2013 | 12h57
E para ilustrar o domingo, poesia brejeira do professor (presidente da Academia Campista de Letras) Hélio Coelho.
TIZIU                             
No remanso da fazenda,
Na manhã de céu aberto,
Por entre os capinzais,
Cheiro de bosta e canaviais,
O pássaro canta e pula.

É um passarim pretinho
Que canta e sobe
E desce e canta:
Tiziu...tiziu...tiziu...

Canta pula e canta
No mourão da cerca
Tiziu...tiziu...tiziu...

Canta bonito 
E ninguém põe na gaiola.

Porque é livre,
Canta...sobe...e desce
E voa por sobre as cercas
De arame farpado
Que demarcam os pastos
E os currais da propriedade
Onde estão presos
Os bois e outros animais...
Hélio Coelho (30.04.2006)
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Monstro
24/09/2013 | 01h50
Se há situação em que eu nunca me imaginei, foi em algum dia escrever sobre a barata. Bicho repugnante, sem a mínima noção de espaço, sinto seu cheiro nojento quando perto. Viva - à minha volta - é um transtorno. Mata-la só à distância com um daqueles sprays antiecológicos; amassar nem pensar. Sou daquelas que convivo com bichos naturalmente. Da infância deriva essa intimidade com os animais, até mesmo com insetos como besouros e mariposas. Poucos me metiam medo, como as cobras e as aranhas caranguejeiras, claro. Cobra, então, traduzia mentalmente em cinco letras: m o r t e. Ontem, obtive a informação - através de um canal fechado de TV - da existência de mais de 5 mil espécies de baratas em nosso planeta. Assustador. Jamais acabaremos com elas. Mínima chance. Estão na Terra há 325 milhões de anos. Me veio a noção exata da impossibilidade de exterminá-las. [caption id="attachment_6912" align="aligncenter" width="680" caption="Ft.Google"][/caption]

 

Por mais que a casa seja limpa, agora então com o início do calor, elas aparecem de passagem. Entram pela janela, voam. São cascudas enormes, alvoroçadas marrons. Fui ler sobre este ser. Algumas espécies vivem até cinco anos, resistem 90 dias sem comida e 40 sem água.  A tal da barata americana, a voadora, pode produzir até 800 descendentes nos seus quatro anos de vida. Aquela pequenininha, a germânica, que vive um ano, gera até 20 mil. Para completar, é um bicho que come de tudo, de tudo mesmo, inclusive seres humanos, vivos ou mortos. Quer dizer...    
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CRIME, sim um crime doloso
03/01/2013 | 11h01
É grave o teor da denúncia que recebemos de leitor. Está ocorrendo na Lagoa de Cima, um patrimônio natural dos campistas, do lado oposto ao Iate Clube, pelo acesso de Santa Cruz. Trata-se da pesca predatória que estaria sendo realizada, segundo ele, por pescadores locais ao usarem uma rede de malha fina para capturarem piabas (lambaris). O resultado dessa pesca criminosa (até 500 quilos por semana) estaria sendo comercializado para restaurantes de Minas Gerais. Alguns dizem que alguns bares na lagoa vendem até 50 kg de piabas, sob ‘encomenda’. Moradores, descontentes com o fato asseguram que a trançado da rede usada para esse fim é proibido, pois é menor do que um centímetro. Eles ainda se queixam da ausência de fiscalização na área da Lagoa. Os mesmos moradores apontam situação parecida no distrito de Rio Preto. Lá a redes estariam sendo postas para “cercar a água”, ou seja, tanto a proliferação dos peixes quanto a abundância estão ameaçadas. Lamentáveis práticas que se não sustadas pelos órgãos competentes deixam um rastro de devastação ambiental. Atenção Ibama e Inea! Mãos à obra! [caption id="attachment_5489" align="aligncenter" width="600" caption="A foto foi tirada na Lagoa de Cima, recebida anexa à denúncia."][/caption]

 

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Dudu em um olhar eterno
05/12/2012 | 02h59
Luciana Portinho Conversar com Dudu Linhares é aceitar ser encaminhado ao seu universo sensível. Quando a troca acontece em seu ambiente final de criação, um atelier claro e integrado ao jardim, a viagem é completa. O jornalista e fotógrafo, que não vive sem música, e campista — pai, avô e bisavô — é um homem feliz por suas conquistas, inquieto em realizar seus futuros projetos. Seu livro-arte, “Caminhos do Vento” mostra um pouco de sua obra e da visão artística que tem do que lhe cerca. Com noite de autógrafos, o livro foi lançado ontem junto à exposição “Vintage” de fotografias impressas em telas de pintura. — Esse livro é um pouco da minha trajetória, de como vim ao mundo e do ângulo do meu olhar. É um ato de loucura sã e a sua feitura, tomou-me alguns anos. Até aqui são mais de 30 mil fotografias que tenho arquivadas. E apesar de minha formação ter sido no preto e branco, que tanto valoriza a forma, as cores da natureza chamam a atenção. Minha matéria prima — diz ele se referindo aos insetos e as cenas da natureza que fotografa — é captada ao vivo, não se repete. Uma borboleta não espera. Todas as minhas fotos são finalizadas no computador, é um corte, uma correção de cor ou a retirada de um defeito. Mais do que um registro ao usar a máquina é a visão e a técnica — diz. Antes de se dedicar em definitivo à fotografia, Dudu — formado posteriormente em jornalismo na primeira turma da Fafic — foi estudar psicologia no Rio de Janeiro. Não se adaptando a morar na capital, retornou a Campos para concluir seus estudos e trabalhou com jornalismo junto a Hervê Salgado. Já formado, deu aula de fotografia na faculdade local. Remonta a essa época a convivência com o pessoal do teatro em Campos como Wiston Churchill Rangel e Orávio de Campos. Foi então que abriu sua agência de publicidade que ele orgulhosamente cita ter emplacado os três primeiros comerciais da então recém-criada TV Norte. Também desse tempo, o início do gosto pela escrita apesar dele não se considerar poeta. — Foi quando meu pai me chamou para ajudá-lo na usina. Aí vendi tudo, fechei a agência. Anos depois, observando as orquídeas que minha mãe cultivava é que voltou a minha vontade de fotografar. Vem deste momento o início de minha intimidade com o computador; dei-me conta de que “o bicho ia pegar”. Comecei a entrar em sites, era o começo do desenvolvimento da computação no PC, da fotografia digital a qual, na minha visão, produziu uma revolução nas artes, em especial na arte de fotografar e no cinema — comentou o fotógrafo. [caption id="attachment_5355" align="aligncenter" width="450" caption="Ft. Phillipe Moacyr"][/caption]

Dudu Linhares esclarece que apesar de também expor sua arte em forma de quadros, ele não pinta, “todo meu trabalho é fotografia”. O que ele faz é introduzir texturas, manipulando propositalmente as imagens, brincando com elas ao envelhecê-las. Depois as imprime em tela de pintura para criar o efeito final de um quadro único.

“Fotografar é olhar para sempre”, assim Dudu Linhares finaliza o seu livro de 204 páginas. É uma bela síntese de seu trabalho voltado para o mundo da macro-fotografia, um convite ao mundo da beleza natural que acompanha a todos.

Novos projetos para fotografia em mente A mostra “Vintage” exibida na noite de ontem junto ao lançamento do livro “Caminhos do Vento” foi composta de nove trabalhos de autoria de Dudu Linhares. Para alinhavar a composição da noite, ao fundo, uma seleção musical de jazz especialmente produzida para quem adquiriu o livro. Dudu é um fotógrafo integrado ao ambiente de sua ar-te. Recentemente, no mês de outubro, foi classificado em primeiro lugar pelo blog FotoGlobo. Das 11 edições de 2012, ele participou em pelo menos oito delas. Agora, ele irá participar do Encontro de Fotógrafos de “O Globo”, que acontecerá neste mês de dezembro. Lá será lançado, também no Rio, o livro “Caminhos do Vento”. — É importante o feedback dos colegas. Com eles aprendemos. Travo permanente troca com gente na Noruega, nos EUA e com brasileiros que residem no estrangeiro — diz o fotógrafo. Dudu tem projetos futuros  claros em sua mente, entre eles, um livro de histórias infantis ludicamente ilustrado de fotografias.De sua mente criativa há ainda o desejo de transmitir seu conhecimento aos amantes da imagem fotográfica. “Muitos me pedem para ensinar, mas, não quero ensinar de um a um e sim coletivamente através de um blog que criarei e pelo qual avançaremos na mesma linguagem”, diz um Dudu que aos 61 anos se diz no lucro. “Nasci de sete meses, sem unha, nem um fio de cabelo, nada. Uma parteira me botou para fora”. Obs. Capa da Folha Dois de hoje, 05\12.    
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Confissões da Leoa
09/11/2012 | 05h55
Confissões da Leoa Luciana Portinho Em um país de histórias contadas (são mais de 20 línguas faladas), ou seja, com acentuada oralidade, pertencendo a um continente em que a feitiçaria permeia a vida, o escritor e biólogo moçambicano Mia Couto (como ele faz questão de se identificar), está no Brasil para lançar seu 12º livro, “A Confissão da Leoa”. O romance leva o selo da Companhia das Letras e traz pa-ra a ficção a terrível sucessão de mortes violentas que assistiu, enquanto trabalhava em estudos ambientais em uma aldeia no Norte de Moçambique. Do total de 26 vítimas fatais — foram literalmente devoradas  — só uma masculina. Todas causadas por ataques de leões, “Em pleno século XXI, isto me perturbou muito”, diz Couto. Em “A confissão da Leoa”, uma aldeia moçambicana é alvo de ataques mortais de leões provenientes da savana. Um tarimbado caçador, Arcanjo Baleiro, é enviado à região. Ao chegar lá, ele se vê em uma teia de relações complexas e enigmáticas. Fatos, lendas e mitos se misturam. Uma habitante da aldeia, Mariamar, em discordância com a família e os vizinhos, desenvolve suas próprias teorias sobre a origem e a natureza dos ataques das feras. A irmã dela, Silência, foi a vítima mais recente. O livro é narrado pelos dois, Arcanjo e Mariamar, sempre em primeira pessoa. No decorrer da história, o leitor saberá que eles já travaram um primeiro encontro muitos anos atrás, quando Mariamar era adolescente e o caçador visitou a aldeia. O confronto com as feras leva os personagens a um enfrentamento consigo mesmo, com seus fantasmas e culpas. A situação de crise põe a nu as contradições da comunidade, suas relações de poder, bem como a força, por vezes libertadora, por vezes opressiva, de suas tradições e mitos. Na verdade, os moradores locais acreditavam que as mortes não foram provocadas por leões de carne e osso, mas por criaturas de um mundo invisível, onde a espingarda perde sua eficácia. Em recente entrevista ao programa “Roda Viva”, da TV Cultura, Mia Couto, afirmou que a despeito de seu olhar cientifico, condição que a biologia lhe proporciona, é na poesia que encontra as explicações. Aliás, a poesia é o seu território, “Sou um contador de histórias, não me tomo muito a sério. A escrita para mim acontece, não é uma missão, posso perdê-la. Leitor pouco disciplinado, leio compulsivamente poesia. Há escritores brasileiros que me marcaram imensamente. Quase todos, do lado da po-esia. São eles: Drummond, João Cabral, Manoel de Barros, Adélia Prado, Hilda Hilst. E é claro, mais do que todos, João Guimarães Ro-sa, sobretudo pela poesia que mora na sua prosa”, destaca o escritor moçambicano. Homem simples, Mia Couto é de fala mansa, raciocínio ágil e gentil. Atribui essa última característica à cultura pátria, “Moçambicanos são muito gentis. Na retórica, do jornalista ao camponês, não dizem NÃO”. Ao falar da língua portuguesa, externa esse fino trato, “Não seria capaz de viver em um país que não fosse de língua portuguesa, é o meu edifício literário. A língua não está sozinha, há um afeto. Cada qual pertence a um tempo, um lugar. Tenho que ter raiz, tenho que ter asas”, observa. Segundo o escritor, Moçambique é um país sem tradição literária, no qual o livro circula pouco. Uma tiragem de cinco mil exemplares é extraordinária. Ele lembra de que na época da independência, ano de1975, 95% da população era analfabeta. Fato que justifica o ditado popular africano ‘um velho morre, uma biblioteca que arde’. Indagado sobre os males contemporâneos como tédio e amargura ele não vacilou, “O desgosto pede a sua contraparte. Este sentimento de perda e de desorientação será certamente temporário. Vão nascer o gosto, a esperança e novas utopias serão criadas. Faz parte de a condição humana criar essas narrativas carregadas de futuro”. Mesmo se mantendo em uma posição de estranhamento com relação a prêmios literários. Para  para ele, cada escritor carrega em si um universo único, não mensurável e incomparável-, Mia Couto é o vencedor do prêmio instituído pela Universidade de Évora (Portugal) Vergílio Ferreira, em 1999, pelo conjunto de sua obra e, em 2007, do prêmio União Latina de Literaturas Românicas. * Folha Letras, Folha da Manhã, sexta-feira, 09/11.
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Sobre o autor

Luciana Portinho

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