Antes ficassem quietos
04/02/2015 | 06h28
Em tempo de internet e redes sociais foi burrada um advogado ligado à família de Nestor Cerveró ter feito uma ligação amigável à fábrica de máscaras de carnaval, a Condal, de São Gonçalo, para impedir a confecção do rosto do ex-diretor da Área Internacional da Petrobras. "Deviam levar na brincadeira", afirmou Olga Valles dona da Condal. Os disfarces de Cerveró caíram nas redes, prontos para serem impressos e usados pelos foliões. Quanto a Condal, o jeito foi produzir no lugar máscaras da ex-presidente da Petrobrás, Graça Foster. No Facebook já foram criadas dezenas de eventos que ironizam a ameaça de processo contra a tradicional fábrica de artigos carnavalescos. Aqui, perto de Campos, na vizinha Itaperuna, o povo bem humorado, não deixou barato. Estampou a programação do Carnaval Itaperunense. A brincadeira pelo país promete com marchinhas irônicas. Quem se sentir afetado é mais inteligente fazer cara de paisagem e entrar na folia popular. [caption id="attachment_8708" align="aligncenter" width="400"]mascara_graca Revista Época[/caption] [caption id="attachment_8709" align="aligncenter" width="553"]10961706_10204564998459918_1996676405_n Facebook[/caption]   Fonte: O Globo e redes sociais  
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Entre as melhores: Uenf e Faculdade Redentor
26/12/2014 | 10h55
Saiu a classificação geral com as melhores instituições de ensino superior do país para o ano de 2014. A avaliação é do MEC. Entre as cem melhores, figura o nosso orgulho local, que veio dar uma virada na estagnação universitária de Campos desde que foi criada. Falo da universidade bolada pelo educador Darcy Ribeiro, a Uenf,  esta aparece como a primeira colocada do estado do Rio de Janeiro, em 11º lugar. Desbancando instituições mais tradicionais do RJ, que atingiram: 12º UFRJ, 16º PUC/RJ,  54º UFF e  74º Uerj. Na relação das faculdades do país, a jovem Faculdade Redentor, de Itaperuna, confirma  - com 10 cursos avaliados - a 53º colocação e pelo Índice Geral de Cursos (IGC) a pontuação de 4, em uma escala de 1 a 5. Com maior número de cursos, a  Faculdade Redentor se afirma como a melhor faculdade do RJ. Atualização às 19:o2h. Fonte: Revista Exame, aqui . Anteriormente (20/12), o blog Em Tempo, do colega Cilênio Tavares já tinha postado matéria sobre a classificação da Uenf, ver aqui.
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O meu estadual é fera: BETO MATOS 12111
04/10/2014 | 07h02
Foi com enorme alegria que escrevi este texto para o meu amigo Beto Matos, candidato a deputado estadual pelo PDT, nº 12111. O conheço de longuíssima data, nem casada era, tampouco ele. Naqueles tempos, o couro da ditadura corria solto pelos lombos daqueles que clamavam por liberdades democráticas. Eram tempos de se dispor a risco pelo coletivo, tempos em que os interesses do indivíduo eram menores frente aos da sociedade brasileira amordaçada. Os anos passaram, as décadas também e nos encontramos na mesma trincheira de luta por igualdade de oportunidades e direitos para os brasileiros; por um Estado que crie as condições de desenvolvimento para todos. Não um estado paternal, nem um estado patrão. Avançamos, bem lentamente, mas, é inegável de que com a ainda pequenina e capenga democracia representativa, damos passos para um futuro de bem estar. É a minha esperança, dela me alimento. Deixo com você, leitor, um pouco do meu candidato Beto Matos. Se confiar nas minhas palavras, poderá confiar o seu voto. Quem é Beto Matos? Fizemos a pergunta ao próprio. Quem bem o conhece sabe que a resposta foi honesta: “Um homem bom, um cara legal que acredita que tudo pode mudar a partir das pessoas”. Beto é a própria receita que deu certo. Nascido no interior do estado do Rio, esse Itaperunense de 58 anos saiu aos quatro anos do noroeste fluminense. Segundo de seis irmãos, a família se mudou para o Rio de Janeiro junto com o pai que na ocasião vinha atrás de melhores condições de trabalho e vida para os seus. Foram morar em Vila Vintém, Realengo, zona oeste da capital. Naquele tempo, os sapatos eram manufaturados e seu pai era um habilidoso sapateiro, dono de uma pequena fábrica. Beto se lembra de começar a ajuda-lo aos oito anos, aliás, todos da família tomavam parte da produção. A Vila Vintém foi cenário de uma fase difícil: a pobreza tinha acampado na família. Beto se lembra de que pedia ao médico insistentemente que operasse a garganta dele, sonhava em comer maça raspada como vira sua mãe oferecer à irmã que tinha sido operada. “Fiquei com desejo de comer maça, na minha casa não entrava maça”, diz ele. Foi dessa infância dura de trabalho, do contraste entre crianças que trabalhavam e outras que brincavam livres que Beto Matos atribui o espírito crítico que o acompanha vida afora, “Alguma coisa estava errada”. A certeza de que não apenas alguma coisa estava errada e sim muita coisa estava errada veio na juventude. “Quando comecei a sair da favela e constatei o contraste ainda maior. O choque ao conhecer a Copacabana do filme de então... ela existia. Na ocasião, pela primeira vez, fui levado pelo meu pai ao dentista. Aquilo tudo que me parecia injusto, passei a ser contra”, afirma. Mais tarde, foi estudar História para entender a razão de ser da sociedade humana. Torna-se marxista, “Meu marxismo aprofundou o meu pensamento crítico da realidade”, frisa ele. Dali enveredou para o autodidatismo, ao perceber que as verdades são parciais e a necessidade de compreensão da vida uma constante. Como são parciais, descobre a força de uma história bem contada em convencer as pessoas que de um modo geral “carecem de sentido”. É categórico: “Quem tem o poder de comunicação tem poder de convencimento das massas”. Beto Matos é daqueles que aprecia estar cercado de gente. É a gente que é o objeto de sua preocupação e análise. “Gosto de gente, de cuidar de gente, do bem estar do sorriso delas. Acredito que o indivíduo pode muito, muito mais do que desconfia, mas, com outros pode tudo”. E cita que as dificuldades são invariavelmente transponíveis, “Assim como foi, em algum remoto dia, atravessar o Atlântico”, lembra ele. Disciplinado, é um homem estudioso. Há muito estabeleceu para si a rotina de ler de uma a três horas por dia. “Busco ser um livre pensador, pois ninguém é de fato livre” e esclarece: “Persigo a liberdade e o fim de qualquer forma de opressão e exclusão humana, não enxergo limite em nossa fabulosa capacidade de pensar e fazer”. Ainda que Beto saiba que existam fatos que fujam de o domínio da humanidade, são da esfera macro-cósmica, “Pode de repente cair um asteroide aqui , acabaria com tudo”, ele tem ciência da força do indivíduo, do poder das equipes ao agregar talentos e habilidades. Foi por isso despertado. Disposto a deixar marca na gestão pública, mergulhou no conhecimento e prática da gestão de qualidade no setor privado. Por fim, modelou metodologia para desenvolver planejamento de alto desempenho no trabalho de equipes, focado em atingir no setor público, metas e resultado que atendam - como salienta - o chefe maior de qualquer administração pública que é o seu povo. Como músico e compositor que é reafirma a nossa capacidade de sonhar, “A melhor maneira de prever o futuro é inventá-lo”, encerra. Luciana Portinho
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Boa notícia para as regiões norte e noroeste
08/07/2014 | 02h58

Vejo a notícia da aprovação de mais um curso superior na Faculdade Redentor. Desta vez é para o campus de Itaperuna. Acaba de ser autorizado pelo MEC (Ministério da Educação) o curso de Licenciatura em Ciências Biológicas.

Bom lembrar que a Faculdade Redentor tem o melhor curso de Ciências Biológicas, segundo avaliação do próprio MEC.

A íntegra da matéria você lerá, no blog do jornalista Nino Bellieny, aqui.
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Qual a sua opinião?
16/05/2014 | 07h32
Reproduzo post recente do jornalista Nino Bellieny. Dele, transparece seu desconcerto face às manifestações violentas que novamente sacodem o Brasil. Das perguntas que ele nos lança, uma respondo sucintamente. Não existem condições (objetivas e subjetivas), NENHUMA,  de movimento revolucionário no horizonte brasileiro. Tampouco enxergo a possibilidade de Golpe. O que aqui aconteceu em 64 teve o todo apoio dos Estados Unidos da América do Norte, era outro momento histórico, existiam dois blocos econômicos com interesses antagônicos no mundo. Sou esperançosa, não otimista. Apesar de nossa característica cultural conciliadora, carecemos de um mínimo de educação e cultura no país. Soma-se a isso o quadro de uma estúpida desigualdade social. Não existe um Brasil, sim ao menos dois: um menor, dos que vivem com relativo conforto e conhecimento e outro - gigante  - dos que são apartados do conhecimento e das condições dignas de vida. A estes só o consumo de bens e de informação lhes é permitido. E isso não basta para criar nação. Para turvar ainda mais o quadro há uma crise de confiança nas instituições e ainda maior nos representantes destas. A política nacional, modo em que se operam as demandas sociais, caiu em completo descrédito para esse gigante que se sente atordoado. Não enxergo no curto prazo uma guerra civil, no entanto, vejo grandes conflitos sociais possíveis de nos levar a uma crise ainda mais profunda. O futuro nos dirá. É a minha opinião. [caption id="attachment_8119" align="aligncenter" width="540" caption="Imagem do blog do Nino Bellieny"][/caption]

 

A VIOLENTA VOLTA DAS MANIFESTAÇÕES

NinoBellieny 
De novo a Terra de Santa Cruz é sacudida pelos protestos sociais. E o blog em busca de uma melhor definição, busca saber:
11 PERGUNTAS SOBRE AS MANIFESTAÇÕES POPULARES
(Você leitor, responde  nos comentários ou mentalmente. A reflexão ajuda no crescimento)
1- A quem interessa o movimento: ao povo ou aos políticos em campanha?
2- Há uma orquestração com um comando central ou é espontânea por osmose?
3- Qual o motivo de tanta festa quando a Copa foi oficialmente anunciada e agora,  perto da realização, ser alvo de  tantos ataques?
4- A onda vai espraiar-se ou virar tsunami e varrer o país inteiro?
5- Itaperuna, centro regional, foi palco de passeatas no ano passado. Começaram tímidas, cresceram, depois, diminuíram sensivelmente. Voltarão com pressão total?
6- Existe  uma convergência de propósitos e novos líderes, ou o movimento é imprevisível , dependendo de uma faísca para imediata combustão?
7- A oposição política é organizada e unida com propostas definidas?
8- Existe oposição?
9- Como canalizar as insatisfações locais com as nacionais? 10- Justifica-se o uso da violência?
11- Corremos o risco de revoluções, golpes, guerra civil?
A OPINIÃO DO BLOG
Esperando pela sua...
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Noroeste na fita, com Nino Bellieny
05/05/2014 | 12h13
O movimentado jornalista Nino Bellieny deu partida, ontem, em novo empreendimento na blogosfera. É o blog  "Nino Blog Bellieny" ver (aqui). Nele, você leitor antenado, encontrará notícias do mundo corporativo, empresarial, político, judiciário e comportamental.  Nino Bellieny traz o seu jeito elegante e agudo de ver o mundo pra dentro da web. Ganhamos, nós!
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Noroeste em pauta
22/04/2014 | 07h07
[caption id="attachment_7942" align="aligncenter" width="620" caption="Divulgação"][/caption]

 

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Cidadania tomou conta de Itaperuna
14/04/2014 | 03h57
Na sexta passada (11/04), a “Caravana da Cidadania” ocupou o noticiário do noroeste fluminense com a presença do senador Lindbergh Farias (PT). Com o plenário da Câmara Municipal lotado de populares e representantes de organizações sociais da região que compareceram para postular suas reivindicações setoriais, a caravana que tem como método “ver, ouvir, falar e fazer” e como propósito “assumir compromissos com os municípios” abriu espaço político para a insatisfação popular se fazer ouvir e de comum acordo modelar um programa de governo democrático e popular para o estado do Rio de Janeiro. Na plenária-seminário o destaque ficou por conta da manifestação de Olliver Barros, Márcio Yvis e Ellias Leão, três combativas lideranças jovens, suas falas levantaram o plenário de forma uníssona. Deram um banho de determinação e convicção em suas bandeiras políticas de oposição ao modo coronelista como são conduzidos os governos municipais da região noroeste. De Campos, compareceram o presidente do diretório municipal do PT Makhoul Moussallem (pré-candidato a deputado federal) e o vereador Marcão. Na presença nada ocasional de Lurian da Silva, filha do ex-presidente Lula, Lindbergh - sem não antes agradecer a Lula o irrestrito apoio e confiança em sua decisão de concorrer ao Palácio Guanabara  - afirmou que passada a fase de indecisões, fofocas e intrigas contra a sua pré-candidatura ao governo do estado do Rio de Janeiro, é mais do que hora de “ouvir e assumir compromissos” e avisa, “faremos uma campanha de pé no chão e de mutirão”. Mais detalhes ver também aqui no blog Opiniões, do jornalista Aluysio Abreu Barbosa. [caption id="attachment_7849" align="aligncenter" width="600" caption="Makhoul e Lindbergh"][/caption]

 

[caption id="attachment_7853" align="aligncenter" width="600" caption="Olliver Barros discursando, à direita o vereador Marcão"][/caption] [caption id="attachment_7861" align="aligncenter" width="600" caption="Márcio Yvis na tribuna"][/caption] [caption id="attachment_7862" align="aligncenter" width="600" caption="Ellias Leão representante do movimento estudantil"][/caption]

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E tanto do Brasil I
10/04/2014 | 04h33
A caminho de Mata da Cruz onde fomos fazer uma reportagem a pedido da população local que reclama do abandono, por parte da prefeitura, fomos parados pela travessia de uma vacada. Elas vieram uma ao lado da outra, disciplinadamente cruzaram a estrada municipal que já foi de asfalto. Passados dez anos sem manutenção, trechos de terra intercalam com o asfalto original e, finalmente, pelo maquinário da Imbeg na área, verificamos que o poder municipal resolveu, recuperar a estrada que, como as demais do interior de Campos,  foram deixadas de lado por um bom tempo.

Voltando à imagem da vacada bem cuidada pela estrada, nos surpreendemos. Ao final, vem o cão guia e um menino a cavalo dando conta da tarefa da troca de pasto. O garoto ? É Gabriel. Perguntamos sua idade e ele sem titubear nos disse, "Nove anos".

O gado leiteiro pertence à Fazenda Capoeirão, produz leite e entrega a Itaperuna, na Cavil. Nada mais dissemos, nem perguntamos. É Campos dos Goytacazes, Brasil. [caption id="attachment_7840" align="aligncenter" width="600" caption="Fts. Luciana Portinho"][/caption]

 

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No tanto Brasil
18/02/2014 | 08h56
Na margem direita do Rio Muriaé, em uma cidade do noroeste fluminense, lá no fim de uma rua sem saída, eles trabalhavam em pleno sol a pique. Sexto dia da semana e os homens em franca atividade. Uma pequena manufatura de vassoura piaçava logo chamou a atenção. Para quem vive nas grandes cidades brasileiras, quiçá seja uma realidade longínqua. Talvez nem se dê conta de que o interior, também produz objetos tão importantes ao dia a dia de todos. Eram seis trabalhadores dentro da pequena construção de laje. Cada um cumpre uma função singular na simplória linha de montagem. Estavam de bom humor, não evitaram as fotos, não se negaram a conversar e até posaram alegres, não sem antes detalhar os meandros do funcionamento daquelas rudimentares máquinas que com eles compõem a linha de produção. [caption id="attachment_7595" align="aligncenter" width="600" caption="Ft. Luciana Portinho"][/caption] A piaçava vem da Bahia. Chega amarrada em rolos; abertos são, separados em feixes e, com o auxílio de um artefato, excluídas as menores. As maiores assim selecionadas, ficam em molhos nas mãos do operário que com destreza realiza a operação.  Esse é só um dos passos para dar forma final à dura palha, transformada ao fim em vassoura: “Vassoura Itaperuna”. Seu Itamar é o dono da fabriqueta, estava na rua vendendo o produto. Da fabricação do utensílio, sobrevivem sete homens e respectivas famílias, não sabemos quantas bocas dali tiram seu sustento. [caption id="attachment_7596" align="aligncenter" width="600" caption="Ft. Luciana Portinho"][/caption]

 

[caption id="attachment_7597" align="aligncenter" width="600" caption="Ft. Luciana Portinho"][/caption]

 

Vale o registro. [caption id="attachment_7598" align="aligncenter" width="600" caption="Ft. Luciana Portinho"][/caption]

 

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Sobre o autor

Luciana Portinho

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