Das Unbehagen in der Kultur
24/01/2016 | 01h56
Sigmund Freud escreveu o Mal Estar na Civilização (Cultura) no final da década de 1920, quando as marcas da I Grande Guerra ainda eram evidentes por toda a Europa e o espectro do nazismo já se insinuava sobre a Alemanha. Publicado em 1930, é uma das poucas obras de S. Freud que não trata especificamente da psicanálise, da sua teoria e das suas técnicas. Ao contrário, é uma obra sobre ciências sociais onde a libido encontra a sociologia e as origens da infelicidade humana é investigada. E é justamente nessa investigação onde S. Freud imprime a contundência das suas considerações sobre a gênese da infelicidade que permeia a nossa cultura. O primeiro motivo da infelicidade Freud detecta em nosso próprio corpo. Desde muito cedo sabemos que marchamos inexoravelmente rumo à dissolução, ao retorno à nossa forma primeva, mineral. Só não sabemos quando e de que modo isso se dará. Sendo muito improvável que a mente consciente sobreviva a dissolução do corpo físico, Nietzsche escreveu em Considerações Intempestivas : "No fundo, todo homem sabe muito bem que viverá somente uma vez, que é um caso único, e que jamais o acaso, por mais caprichoso que seja, poderá reunir duas vezes uma variedade tão singular de qualidades fundidas em um todo". Frente à isso, então, só nos resta acreditar que a mente consciente seja uma entidade muito mais ampla e transcenda realmente seu substrato óbvio: nosso cérebro. O segundo motivo está um pouco além do nosso corpo, centrado dessa vez em nosso ambiente, na Natureza. Contra seus desígnios e movimentos somos impotentes. Que o diga os milhares de turistas que fugiam do inverno europeu e se bronzeavam em resorts espalhados pela Indonésia e Tailândia quando foram surpreendidos pelo tsunami que varreu o Oceano Indico no Natal de 2004. Toda riqueza do mundo não teria muita valia para ao menos minimizar essa catástrofe. Em última instância, nossa vida e bem-estar é uma mera concessão da Mãe Natureza, sujeita a alterações sem aviso prévio. Para piorar nossa situação, a Mãe Natureza desconhece o significado da palavra benevolência. O terceiro motivo é identificado naquilo que nos é mais importante ao longo das nossas vidas: as relações entre os indivíduos, as relações entre os grupos humanos, as relações sociais. Criamos uma sociedade hostil, desigual e violenta onde guerras, perseguições, genocídios, conflitos ideológicos, religiosos e territoriais permeiam nossa história desde que nosso gênero se tornou sedentário e promoveu a agricultura. Por exemplo, ao longo dos milênios aprimoramos e sofisticamos os métodos e os instrumentos de aniquilação mútua mas somos incapazes de facilitar um final de existência digna e confortável para boa parcela dos idosos, mesmo em países desenvolvidos. O titulo original, em alemão, dessa obra seminal é Das Unbehagen in der Kultur. S.Freud, com toda razão, considerava a Cultura a única qualidade que nos diferenciava dos demais animais. Seus editores, todavia, preferiram, contra a vontade do autor, substituir Cultura por Civilização. Os direitos dessa obra, no Brasil, é da IMAGO Editora Ltda,(1969) e uma perfeita tradução, a partir do original em alemão, foi realizada por José Otavio de Aguiar Abreu.
Guilherme Peregrini*
* Guilherme Peregrini é handmaker, filósofo amador e considera o rock'n roll o único caminho possível para a Salvação. Pode ser encontrado no "Handmades", fórum que reúne jazzistas, bluseiros e roqueiros que gostam de construir, guitarras, amplificadores, pedais de efeito e processadores de sinais com as próprias mãos. aqui http://www.handmades.com.br
Comentar
Compartilhe
Sob iminência do terror belgas respondem
22/11/2015 | 11h18
Fim de domingo e Bruxelas (Bélgica) já se encontra há dois dias sob o Estado de sítio decretado pelo governo como forma de proteger a população de possíveis e iminentes ataques terroristas. O aparato policial vasculha bairros e a área central. A polícia federal pediu às mídias e aos internautas que não façam nenhum tipo de postagens nas redes sociais; solicitou que respeitassem o silêncio sobre as operações policiais que acontecem no momento, na capital do país. A instrução foi plenamente compreendida e a resposta dos internautas foi maciça. Acataram a orientação de não comentar as ações de busca, pois, poderiam sem querer ajudar os terroristas a escapar do cerco policial. Os belgas então inundaram as redes sociais, Twitter e Facebook , de imagens gaiatas de gatos, acompanhadas da hashtag #BrusselsLockdown,  quer dizer: Bruxelas trancada. Vejam algumas dessas imagens que rodam nas redes nesta noite tensa da cidade. IMG_7277-1 IMG_7279 IMG_7280-1 IMG_7278  
Comentar
Compartilhe
Menos mal
29/10/2015 | 01h59
[caption id="" align="aligncenter" width="543"]Mulher e seu filho são vistos em parada militar na China em setembro de 2015 (Foto: /Kim Kyung-Hoon/Reuters) Mulher e seu filho são vistos em parada militar na China em setembro de 2015 (Foto: /Kim Kyung-Hoon/Reuters)[/caption]
"O governo chinês sempre defendeu que a restrição ao número de filhos, sobretudo em áreas urbanas, contribuiu para o desenvolvimento do país e para a saída da pobreza de mais de 400 milhões nas últimas três décadas. No entanto, também admitiu que estava chegando a hora de essa política ser encerrada" (G1).
 
Comentar
Compartilhe
Executivos atacados em protesto.
05/10/2015 | 09h59

Se a moda pega. O fato aconteceu, hoje (05), em Paris, França. Em questão nada menos do que uma das gigantes do ar: a companhia de aviação AIR FRANCE.

A empresa enfrenta, há alguns anos, a competição das concorrentes de baixo custo na Europa. Ainda tem que disputar com as empresas de longa distância no Oriente Médio. A Air France apresenta repetidos déficits na malha europeia só obtendo lucro no voos de longa distância, como os realizados para as Américas. Disposta a sair da situação de dificuldade financeira a companhia apresentou as propostas aos sindicatos que, pelo retratado nas imagens abaixo, rejeitaram os cortes anunciados. A Air France planeja cortar 1.700 funcionários da equipe em terra, 900 funcionários de cabine e 300 pilotos. Seria a primeira onda de demissões forçadas, a anterior foi há 25 anos. A frota também será reduzida em 14 aeronaves, de acordo com o sindicato de tripulantes Unac. Haverá o cancelamento da aquisição de aeronaves 787 Dreamliners da Boeing e a eliminação progressiva dos A340 da Airbus. A controladora Air France-KLM tem 19 jatos 787-9 e seis 787-10 encomendados. A empresa também eliminará rotas mais fracas.

Os funcionários  já tinham sido solicitados a trabalhar mais horas pelo mesmo salário como forma de  ajudar a companhia a reduzir as perdas anuais que começaram em 2011.

  • [caption id="" align="aligncenter" width="560"]Com a camisa rasgada, diretor da Air France em Orly, Pierre Plissonnier, é ajudado por seguranças após ataque de manifestantes, que invadiram o escritório da empresa durante reunião do comitê central KENZO TRIBOUILLARD / AFP Com a camisa rasgada, a gravata em torno do pescoço, diretor da Air France em Orly, Pierre Plissonnier, sai ajudado por seguranças após ataque de manifestantes. O escritório da empresa foi invadido plena reunião do comitê central | KENZO TRIBOUILLARD / AFP[/caption]
     
  • [caption id="" align="aligncenter" width="560"]Sem camisa, Xavier Broseta, diretor de RH da Air France, é escoltado por seguranças após a invasão da sede da empresa JACKY NAEGELEN / REUTERS Sem camisa, Xavier Broseta é retirado de reunião por seguranças (Foto: Jacky Naegelen/Reuters)[/caption]
  • Com o que restou de sua camisa amarrada na mão, Xavier Broseta, diretor de Recursos Humanos da Air France, escala uma grade na fuga de manifestantes contrários à demissão de quase 3 mil profissionais KENZO TRIBOUILLARD / AFP
  • Manifestantes em greve protestam em frente ao prédio da Air France no aeroporto internacional Charles de Gaulle, nos arredores de Paris JACKY NAEGELEN / REUTERS
A reunião realizada na manhã desta segunda-feira foi interrompida por centenas de manifestantes. Executivos foram obrigados a se retirar às pressas após funcionários revoltados, com bandeiras e cartazes, invadirem a sala. O presidente da Air France já tinha saído da sala antes da interrupção. A controladora Air France-KLM afirmou que tomará ações legais contra a violência adotada contra seus executivos.
 Fonte Le Figaro
 
Comentar
Compartilhe
TRAMA
08/09/2015 | 01h44
Após breve ausência do blog, retorno à lida, me desculpem. É que com tanta desgraça que assola o mundo, por vezes me calo. Emudeço. Penso que pouco acrescento em repercutir o que todos minimamente informados estão fartos de ler, ouvir e assistir; um novo êxodo pelo velho continente - o maior desde o fim da Segunda Guerra -, gente tratada como entulho, uma crise econômica no país que arrebenta com os negócios, serviços e orçamentos familiares, desemprego persistente, um toma lá da cá político sem o menor sinal de estancar no médio prazo, uma fofocalha na imprensa nacional auto-investida de "quarto poder" republicano, políticos locais diminutos na sinistra encolha oportunista ... Enfim, em prato tão cheio o fastio domina. De bom mesmo, resta a VIDA soberana! Um abraço, Luciana
Comentar
Compartilhe
'FRISSON' NO VELHO CONTINENTE
12/05/2015 | 10h16
Em uma visita histórica, o presidente da França François Hollande, chegou a Cuba no último domingo (10). É a primeira de um presidente francês desde 1898, final do século XIX, quando da independência de Cuba da Espanha. Desde os anos 1980, é a primeira visita oficial de um chefe de Estado europeu. Neste momento em que Cuba e Estados Unidos reataram as relações diplomáticas, a França quer ser pioneira, de olho em possíveis relações comerciais, apostar na renovação cubana. Ontem (11), Hollande fez um apelo para o fim do embargo dos EUA a Cuba, afirmou que a França fará de tudo para que "a abertura possa se confirmar" e que "as medidas que tanto prejudicaram a ilha possam enfim ser eliminadas". Desde 1991, a França vota a favor da resolução que exige o levantamento do embargo na Assembleia Geral da ONU.
É uma visita de oportunidades. Hollande foi acompanhado de 30 empresários franceses , a delegação incluiu sete ministros e vice-ministros. Como o décimo parceiro econômico da ilha, a França busca expandir sua presença no mercado cubano.
O deslocamento de François Hollande a Cuba suscitou certa excitação na França. O jornal Libération (de gozação) estampou na primeira página uma mistura do retrato do presidente com o do Che Guevara, morto há 48 anos. O fascínio, apesar de enfrentar na atualidade forte contestação ao regime político cubano, data de longe: intelectuais de esquerda alimentavam a esperança de que Cuba ofereceria solução à espinhosa equação entre socialismo e liberdade. Até 1968 este entusiasmo persistiu e mesmo setores da direita vibravam com a atitude de Fidel Castro de "bater pé" frente aos Estados Unidos, aos quais os franceses de um modo geral menosprezam culturalmente.
Francois-Hollande-en-Une-de-Liberation-le-11-mai-2015_exact1024x768_pO presidente francês também se reuniu com o ex-presidente cubano, Fidel Castro, a conversa durou cerca de uma hora.
— Tive diante de mim um homem que fez História. Há um debate sobre qual será seu lugar e quais serão suas responsabilidades na História. Mas, ao vir a Cuba, queria conhecer Fidel Castro, esclareceu Hollande. Fontes. Le Figaro, O Globo  
Comentar
Compartilhe
TODO TEMPO EM PERIGO
06/05/2015 | 09h06
No dia 24 de março assistimos consternados à queda do Airbus voo 9525 da Germanwings. A Germanwings é uma dessas empresas de aviação que as grandes companhias aéreas mantêm como de segunda linha, no caso esta pertence à alemã Lufthansa. Até aqui pensávamos que de segunda linha, significasse voos mais baratos, com ainda menos serviços e conforto, operando em linhas de curta distância, mas, com todos os procedimentos de segurança em dia. Bom, hoje (06) saiu finalmente o resultado final da perícia das caixas pretas do desastre que matou 150 passageiros e todos os tripulantes. O suicídio (assassinato) foi premeditado. A aeronave espatifou-se contra os Alpes. Quem estava no momento da queda no comando era o copiloto de 27 anos Andreas Lubitz. O piloto tinha se ausentado da cabine, ido ao banheiro, quando quis retornar encontrou a porta da cabine travada por dentro, certamente pressentiu a desgraça, pois esmurrou a porta. Trancada estava e trancada ficou por decisão do copiloto (o dispositivo de segurança só permite o destravamento por dentro) que em um ato suicida resolveu tirar a sua vida e junto levar a de todos os demais. Loucura total, assassinato em massa. E o quê as investigações descobriram e concluíram? Que Lubitz (o copiloto deprimido, sofria de transtornos psiquiátricos) ensaiara, no mesmo dia, em outro voo, manobras injustificáveis de descida até 100 pés (pouco mais de 30 metros) sobre o nível do mar. Que Lubitz pesquisara dias antes sobre o funcionamento de portas de cabine, sobre formas de suicídio e mesmo sobre laxantes. Teria sido repentina a dor de barriga do piloto Patrick Sonderheimer, obrigado a ir ao banheiro e se retirar da cabine, provocada por medicamento deste tipo? Poucas dúvidas restam. E a absoluta convicção desta blogueira quanto à falha monumental da Lufthansa, ao não supervisionar de perto a saúde mental dos pilotos e copilotos. Reduzir gastos naquilo que é essencial à preservação da vida dos passageiros é de algum modo ser corresponsável pela morte dos mesmos, como foi o que aconteceu. [caption id="attachment_8917" align="alignright" width="583"]germanwings foto peru.com[/caption]   Fonte. Le Figaro
Comentar
Compartilhe
Fuga em massa
03/05/2015 | 10h25
Somente neste fim de semana, foram resgatados quase 6000 imigrantes nas águas do mar Mediterrâneo, em operações de salvamento conduzidas pela Itália e França. Este total é um dos mais altos realizado em apenas 24 horas. Foram 17 embarcações salvas na costa da Líbia (segundo o jornal francês Le Figaro), número que poderá ser ainda maior, visto que as operações de resgate continuam em curso. Os corpos sem vida de sete pessoas também foram encontrados em dois barcos infláveis. [caption id="attachment_8897" align="aligncenter" width="600"]Europe Migrants The Boats (AP Photo/Daniele La Monaca, File) Europe Migrants The Boats[/caption]   A nacionalidade dos imigrantes não foi oficialmente divulgada ainda que se saiba que a maioria é africana e que há sírios em grande quantidade. Todos foram conduzidos a Itália. Nos primeiros quatro meses de 2015, mais de 1750 pessoas morreram ao tentar atravessar o mediterrâneo, sem conseguirem chegar a solo europeu. O número assusta. É 20 vezes maior se comparado ao período equivalente em 2014. No ano passado, segundo a ONU, através de sua agência de refugiados, foram 3.419 imigrantes que perderam a vida tentando fazer a travessia. De acordo com as projeções divulgadas pela Organização Internacional para as Migrações, 30 mil imigrantes poderão morrer este ano no Mediterrâneo. Para um mar que já foi berço de civilizações humanas a continuar assim se transformará em cemitério de refugiados. Fonte. Le Figaro
Comentar
Compartilhe
MÃOS AO ALTO
29/03/2015 | 01h42
Na imagem compartilhada pela fotojornalista Nadia Abu Shaban no Twitter, uma pequena síria de quatro anos levanta as mãos para o alto. A menina se "rende", como se estivesse com uma arma apontada para si. Era uma câmera fotográfica. [caption id="attachment_8825" align="aligncenter" width="601"]menina Menina síria ergueu as mãos ao confundir câmera fotográfica como arma (Foto: Reprodução/Twitter/Nadia AbuShaban )[/caption]   Na legenda da foto, Nadia diz que a criança pensou que o fotógrafo estava com uma arma quando apontou a câmera para clicá-la. Compartilhada no Imgur (site de hospedagem de fotos), a imagem foi visualizada por mais de 1,8 milhão de pessoas. Guerra civil A guerra na Síria completou neste mês quatro anos e sem uma perspectiva de fim, com um balanço humanitário dramático. Segundo a ONG Observatório Sírio dos Direitos Humanos (OSDH), o conflito provocou mais de 215 mil mortes. Quase quatro milhões de pessoas fugiram da Síria, incluindo um milhão que buscara refúgio no vizinho Líbano. No país, mais de sete milhões de sírios abandonaram suas casas e quase 60% da população vive na pobreza. Ver matéria no G1, aqui
Comentar
Compartilhe
IRRESPONSÁVEL E SUBMISSOS
25/02/2015 | 12h09

Assim descreveu Luz - um dos poucos caricaturistas que sobreviveu à matança aos jornalistas da então pequena publicação satírica francesa Charlie Hebdo -  autor da nova capa do exemplar que foi às bancas, hoje, quarta-feira, 25/02. No desenho, um cãozinho com o jornal entre os dentes perseguido por uma matilha furiosa representada, entre outros, por um cardeal, um jhadista com um fuzil entre os dentes, pelo representante da extrema direita francesa Le Pen, pelo ex-presidente francês Nicolas Sarkozy, por um banqueiro e pelo microfone da rede televisiva BFM-TV.

Após uma parada de seis semanas terá tiragem de 2,5 milhões de exemplares. "C'est reparti!", ou "Aqui estamos de volta", brada o hebdomadário. " Estou contente de ter feito algo alegre", disse Luz, autor também da capa "Tudo está perdoado" editado logo após o massacre que trucidou a redação do Charlie Hebdo, por terroristas islâmicos no mês de janeiro , ver aqui e aqui. O desenhista se disse radiante de ter desenhado animais, sobretudo cachorros:  são animais irresponsáveis e submissos. Irresponsável é o Charlie. Submissos são todos os demais que correm atrás dele", descreveu Luz em entrevista à imprensa francesa.

A equipe de redação sobrevivente quis demonstrar que a vida retoma seu curso e promete após está interrupção de seis semanas a retomada do ritmo normal com o reforço, inclusive, de dois novos caricaturistas. Para um jornal que antes do massacre, colocava nas bancas 50 mil exemplares e que agora atinge nada menos do que 200 mil assinantes, o ofício de expor a realidade com absoluta irreverência, livre do tradicional puxa-saquismo da grande imprensa tem que continuar.

Da Chacina, relembre.
O ataque à redação do "Charlie Hebdo" no dia 7 de janeiro deixou 12 mortos, entre eles os cartunistas Stéphane Charbonnier, conhecido como Charb, e o lendário Georges Wolinski. Dois policiais também morreram, um deles alvejado na rua durante a fuga dos atiradores, identificados como os irmãos franceses descendentes de argelinos Chérif e Said Kouachi. Ambos disseram "vingar o profeta Maomé", por uma caricatura publicada do Maomé.
[caption id="attachment_8735" align="aligncenter" width="401"]nova_charlie_hebdo Capa da nova edição do Charlie Hebdo, nas bancas hoje, 25/02.[/caption] Fonte: Le Figaro
Comentar
Compartilhe
Próximo >