Justiça exige 100% dos ônibus climatizados
24/02/2016 | 11h21
No dia de ontem (23) um juiz da 8ª Vara de Fazenda Pública do Rio, Leonardo Grandmasson Ferreira Chaves, atendeu ao pedido do Ministério Público do Rio e expediu liminar que obriga a prefeitura a substituir toda a frota de coletivos atuais por ônibus dotados de ar-condicionado até o fim deste ano. Caso a decisão seja descumprida, multa de R$ 5 milhões. Logo que soube da notícia, me ocorreu que também aqui em Campos, a medida deveria ser adotada em benefício da população que sustenta, direta ou indiretamente, o transporte público municipal. Aliás, por aqui a medida deveria se estender às vans que circulam em péssimo estado de conservação. [caption id="" align="alignright" width="327"]https://misterfreitas.files.wordpress.com/2013/06/rosinha-na-reunic3a3o-do-cheque.jpg foto. misterfreitas.wordpress.com[/caption] Tantas foram as promessas...  
Fonte. O Globo
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FALTA UMA
08/02/2016 | 10h44
  [caption id="" align="alignleft" width="303"] FOTO www.pragmatismopolitico.com.br[/caption] Ao falar que o Brasil está “perdendo feio” a guerra contra a dengue, o ministro Marcelo Castro prestou um serviço, embora incompleto, porque essa não é nossa única “derrota feia”. Perdemos a guerra contra a violência: o clima de guerra já se apossou tanto da sociedade, que nos acostumamos a fugir das ruas, trancafiarmo-nos em nossas casas, condomínios fechados, carros e shoppings. A tal ponto, que já não nos perguntamos como viver em paz, apenas como conseguir segurança prendendo menores e liberando porte de armas aos cidadãos. Perdemos a guerra da educação. Com mais de 50 milhões de brasileiros adultos sem o ensino fundamental, ainda que um governo sério decida fazer a revolução na educação de base, as crianças já nascidas chegarão à idade adulta despreparadas para enfrentar o desafio da era do conhecimento; não serão capazes de levar o Brasil ao desenvolvimento que precisamos. Perdemos feio a guerra contra a desigualdade social. Mesmo depois de 15 anos de Bolsa Escola/Família, continuamos campeões de desigualdade, e os resultados na luta contra a fome estão regredindo por causa da inflação. Perdemos feio a guerra do desenvolvimento científico e tecnológico, da inovação e da competitividade. Em muitos setores, estamos atrás até mesmo de países pequenos e sem tradição de desenvolvidos. E nossa educação, nossas empresas, nossas universidades não estão preparadas para enfrentar este desafio. Perdemos a guerra da saúde. Não a tratamos como uma questão sistêmica que cuide da água potável, do saneamento, do trânsito, da saúde primária e de hospitais eficientes servindo ao interesse do doente, e não de empresários, sindicatos ou políticos. Perdemos momentaneamente a guerra contra a inflação, e há sério risco de que não seremos capazes de vencer esta guerra por não querermos tomar as decisões necessárias. Perdemos feio a guerra contra a dívida pública; além de perdemos também a guerra do endividamento das famílias e empresas. Perdemos a guerra das cidades, transformadas em “monstrópoles”; violentas, feias, com trânsito atravancado, ruas inundadas e casas sem água. Perdemos também a batalha do transporte público. Perdemos feio a batalha da gestão pública, com um Estado ineficiente, dependente dos vícios dos partidos por aparelhamento, dos empresários por subsídios e desonerações fiscais; entregue à voracidade corporativa dos sindicatos, desprezando-se eficiência e mérito. Perdemos a guerra contra a corrupção. Apesar da Lava-Jato, a prática, continua generalizada e o crime impune. Perdemos feio a guerra da credibilidade na política e nos políticos, e nada será feito se esta guerra não for vencida. Estamos próximos de perder a batalha da democracia: com um debate centrado no impeachment de uma presidente com mandato ou na conformação a um governo eleito com notória incompetência para vencer as guerras e conduzir o Brasil para o futuro. Felizmente, ainda não perdemos a guerra da esperança. Cristovam Buarque é senador pelo PDT-DF e  professor emérito na UNB. Artigo retirado das redes sociais.
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O fundo do buraco é fundo
28/09/2015 | 12h39

E lá vamos nós seguindo persistentemente pro fundo do buraco. Tem horas em que parece não ter fim e nós obstinadamente queremos alcançá-lo. Assim parece.

Ontem, domingo (27) na cidade do Rio de Janeiro, a Polícia Militar em ação intensa contra roubos e arrastões na orla da Zona Sul deteve 22 crianças menores de 12 anos desacompanhadas (uma delas tinha apenas 8 anos). Todas sem documentos. O secretário de Segurança José Mariano Beltrame acompanhou pessoalmente a realização da Operação Verão, lamentou a situação dos garotos. Quem assistiu à entrevista do secretário teve a visão do esgotamento dele, afinal problemas sociais são empurrados com a barriga e sobram para a PM resolver, como se isso fosse possível. Beltrame deixou a impressão de que está por um fio para "jogar a toalha". — É muito triste ver crianças sem responsáveis — afirmou Beltrame. — É por isso que a gente precisa trabalhar de forma integrada. Também acho que uma criança de 8, 11 ou 12 anos que diz ser responsável por outras, ainda menores, transcende muito a competência de qualquer órgão. Isso volta para a família brasileira. [caption id="attachment_9297" align="aligncenter" width="564"]IMG_6925 Igor Mello / Agência O Globo[/caption]
Chegamos às raias do inacreditável socialmente.
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Números não mentem
13/07/2015 | 10h39
No Brasil, a cada dia são assassinados 28 crianças ou adolescentes, a maioria negra, duas vezes mais do que há 25 anos a despeito das leis que protegem os direitos da crianças e adolescentes, denunciou hoje a Unicef (Fundo das Nações Unidas para a Infância). O relatório divulgado por este organismo internacional de proteção à infância destaca o contraste entre o embate travado no Congresso Nacional que reduziu a maioridade penal de 18 para 16 anos e os 10.500 homicídios de menores registrados em 2013 (último ano com dado oficial disponível), número bem superior a muitos países em guerra. “Pode-se observar um movimento na sociedade brasileira que responsabiliza os adolescentes pela violência. Na realidade, sentenças de morte recaem todos os dias sobre os adolescentes, essencialmente negros, em todo o país”, afirma a Unicef. “Esta situação perturbadora classifica o Brasil como o segundo país com o maior número de jovens de até 19 anos mortos, somente atrás da Nigéria”, acrescentou a Unicef. (negrito nosso) A porcentagem de homicídios (vítimas de 19 anos ou menos) no seio da população negra - geralmente pobre e que vive na periferia das grandes cidades - é quase quatro vezes superior à verificada na população branca: 36,9 contra 9,6 por cada 100.000 habitantes. Em sua maioria os crimes restam impunes, segundo o mesmo relatório elaborado quando se comemora os 25 anos da adoção do Estatuto da Criança e do Adolescente, criado para garantir o direito desses no Brasil. Ressalvas A Unicef lembra que decorridos 25 anos, 60% dos brasileiros melhoraram seus proventos, 39 milhões de pessoas saíram da pobreza extrema, enquanto a economia do nosso país (emergente) de 202 milhões de habitantes ( 51,2% negros ou mestiços) passava da 13ª para a 7ª posição mundial. O Brasil progrediu também em aspectos como educação, má nutrição, trabalho e mortalidade infantil, no entanto, nas comunidades indígenas, em relação ao restante da população, é duas vezes maior o risco dos bebes morrerem antes de completar um ano. Em 2010, o Brasil tinha 59,7 milhões de crianças e adolescentes, ou seja, representavam 33% da população total, enquanto que em 1991 eles representavam 45%. Fonte: Le Figaro (tradução nossa). Também sobre o assunto, ver o blog Entrelinhas (aqui).
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Saúde de Campos: um escárnio com o povo
28/06/2015 | 05h15
Luciana, me perdoe por voltar ao seu blog, mas gostaria de fazer uma correção,onde citei Sampa,o correto seria Pampa(Secretário de Esportes). Voltando ao assunto do ÓDIO citado pelo Juliano. Pergunto a ele como se sentiria ao ser tratado com DESCASO SENDO IDOSO, NUMA CASA PARA IDOSOS (Centro Dias no J.Carioca), em que a prefeitura,na propaganda paga diz ser REFERÊNCIA NA REGIÃO? Sexta feira(26/06),eu tinha consultas marcadas para Cardiologista e Urologista. Bom, o Cardiologista, que seria às 10:00hs, ligou às 11:10 dizendo que não iria, remarcaram para 17/07. Quanto ao Urologista, me disse que apesar de eu NECESSITAR DE FAZER O TOQUE, ELE NÃO IRIA FAZER POIS ESTÁ EM FALTA DE “VASELINA”. Bom, voltei para casa frustrado já que tenho um histórico familiar ruim,meu pai teve Câncer de Próstata, meu irmão (67 anos), está aguardando por uma cirurgia no HGG (sem prazo definido e me parece que é para uma correção, não é maligno). E veja que estou desde de março, para fazer um Ultrassom de Próstata, só fui conseguir em 12/06 já que o COMPUTADOR ESTAVA COM DEFEITO. Bom, já voltei para casa sem AFERIR PRESSÃO POR FALTA DE APARELHOS (só existia um no local e estava quebrado), agora voltei para casa FRUSTRADO, por um médico que faltou (minha pressão estava 17 x 10) e pelo outro que deixou um tanto perplexo por não fazer o serviço que deveria fazer por FALTA DE UM MATERIAL COMUM E TÃO BARATO. Aí vejo um jornalista do jornaleco o Diário dizer que o vereador R.Diniz não respeitou o idoso se referindo ao Presidente da Câmara! Que diríamos nós IDOSOS DO CENTRO DIA? abs. (Publicado como comentário no blog)
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Política de enganar trouxas
07/05/2015 | 09h01
Ontem (06) finalmente a Câmara Federal aprovou - por 252 votos a 227 - o ajuste fiscal proposto pelo ministro da Fazenda Joaquim Levy como sendo necessário para dar um tranco nas despesas do governo e certo alento à economia. Foi aprovado em parte. A sessão foi longa; entrou noite adentro e deve terminar na tarde de hoje, quinta-feira. Foi como se esperava: tumultuada, barulhenta e hipócrita. Vitória de quem? Difícil dizer. Quem leu o noticiário da grande imprensa, deve ter percebido as inúmeras manobras para que pelo menos o texto-base da principal medida do ajuste fiscal fosse sacramentado. O PMDB cobrou da bancada do PT que votasse a favor Medida Provisória 665 do governo do PT. O PSDB, evidente, jogou pra galera e votou contra, não sem fazer alarde. Mesmo o menor analista político sabe que o PSDB, se eleito tivesse sido, teria sugerido medidas ainda mais rígidas e restrições maiores nos direitos e benefícios sociais dos trabalhadores. Saiu dedo em riste entre os deputados Jandira Feghali (PC d0 B) e Roberto Freire (PPS). O deputado Alberto Braga (DEM), integrante da "bancada da bala" (isso mesmo, na Câmara Federal existe a "bancada da bala") se meteu no conflito dos dois ao se dirigir à Jandira, “mulher que bate como homem tem que apanhar como homem” e ainda chamou “os mais valentes” para brigar após da sessão. Das galerias choveram dólares, falsos naturalmente. E teve panelaço...rs. [caption id="attachment_8922" align="aligncenter" width="590"]hove dolar foto. www.em.com.br[/caption] E os bastidores da política deixaram extravasar: os nobres deputados, mais uma vez, de olho gordo nos cargos do segundo escalão da máquina federal, votaram a favor. Fazem alvoroço com a Lava Jato (desde que não os atinja, porque aí é perseguição), no entanto, se comportam exigindo do mesmo, FAVORES E MAIS FAVORES! Para semana que vem tem a votação da MP 664. Os parlamentares que deram um “voto de confiança” na MP 665 já avisaram: sem a publicação das tais nomeações, votarão contra. Tempos rasos nesse Brasil varonil.  
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Farrapos
01/12/2014 | 11h02
MuseuJulio11 Enquanto eles brigam/o campista resta aos farrapos. Ai história, ai disputas maiores, ai. Aqui o rombo é rasteiro/ o buraco raso Dos aposentados, o sangue. Das planilhas geométricas, o prejuízo. Da representatividade/ cova rasa. ZERO.
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O MEU VOTO
29/07/2014 | 08h41
Amigos,
Quem de perto me acompanha pode já ter percebido a minha opção para as eleições próximas. Apesar de a prática política ter descido ladeira abaixo, no conceito de todos nós, preservo a convicção de que alguém a faz, portanto, não me esquivo de fazer as minhas escolhas em um cenário possível. Declaro meu apoio, com segurança de que não me frustrarei, a Dr.Makhoul, candidato a deputado federal, n° 1309. Em Campos e nas regiões norte e noroeste fluminenses é pessoa mais do que conhecida, por sua postura reta e direta, por sua folha de serviços prestados na área da Saúde há décadas, como médico humanitário que é. Um homem simples e direito que se recusa a engrossar as fileiras da hipocrisia nacional. Se recusa a comprar voto para poder garantir a independência do mandato. Se recusa a maracutaias que garantam uma eleição fácil.
Partilhamos da idéia de que a brutal desigualdade social no Brasil é o nosso Calcanhar de Aquiles; de que a coisa pública deva ser administrada com racionalidade nos métodos e justica social nos propósitos; de que a Educação é única porta capaz de nos alavancar ao futuro; de que a Cultura não é bem exclusivo de uns poucos. Com essa postura, Dr. Makhoul, vai para o risco assim como nós vamos, no dia a dia das nossas vidas. Quem se dispor a somar, será mais do que bem-vindo!
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Professores aposentados - Utilidade Pública
26/05/2014 | 12h54
INFORMES DA SECRETARIA DE APOSENTADOS(AS) No início do mês de maio o Governo do Estado do RJ convocou o SEPE/RJ para negociar o pagamento do abono do Nova Escola aos /as aposentados/as, no processo impetrado contra o Governo, com respaldo na Isonomia, para incorporação e pagamento do abono também aos aposentados/as. O impasse se deu pois o SEPE reivindica a correção dos meses/anos à pagar seja feita pela UFIR, o governo aceita mas não precisa em quanto tempo fará o pagamento. O governo fez a contraproposta de pagar fazendo a correção com o juro da poupança e garante pagamento no prazo de 45-60 dias. O Sepe Campos fez uma assembleia informativa, ontem, no Staecnon (antiga Cedae), com a presença de 400 aposentados/as e apresentou as duas opções para que ao preencher o formulário, faça a opção por uma das duas propostas, acima apresentadas, sabendo que pela proposta do governo, haverá um decréscimo no valor total a se pago. Por exemplo: no cálculo do montante a receber no valor de 30 mil reais calculado pela UFIR, o mesmo valor calculado pela poupança cairá para em torno de 26 mil reais. O SEPE/Campos convoca todos e todas aposentados(as) que fizeram o recadastramento até o dia 25 de março para comparecer à sede no Edifício Ninho das Águias, 5* andar, salas 513/514 para fazer a sua opção, do dia 26 ao dia 30 de maio, de 09:00 às 18:00. Lembrando que quem optar pela UFIR não haverá, por parte do governo, data precisa para pagamento. Documentos necessários: CPF e NÚMERO DA MATRÍCULA. Secretaria de aposentado (a)   Regina Paula Andrade Silvana Nascimento.
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De grão em grão...obras
25/05/2014 | 11h06
Interessante notar as obras que são feitas com o dinheiro público em Campos. Há um traço, nessa administração, se repete desde 1988. Falta uma nova visão de futuro para o município, repetem-se as velhas fórmulas do século passado; inexiste planejamento de médio e longo prazos. Atribuo a mesmice ao dinheiro que jorra do petróleo. Criou a cultura de não poupar. Talvez, se fôssemos um município pobre, a elite política seria obrigada a pensar como fazer render em benefícios sociais o gigante orçamento. O fato é: aqui se torra a dinheirama dos royalties sem nenhuma preocupação em projetos sérios, sejam lá de que área. O futuro se resume a criar empregos precários que atendam interesses imediatos da próxima eleição. A impressão que fica é que tendo dinheiro sobrando, não sabem o que fazer de perene para a população. As ações saem como golfadas - espasmos pontuais que não se conectam - não formam políticas públicas. Basta ver a imensa dificuldade na gestão da saúde, educação, transporte, cultura e demais setores. Essas fotos abaixo, feitas no último sábado (24/05), ilustram a disposição do desperdício. Mais "quiosques" na beira rio, perto da curva da Lapa: só uma obrinha (sem prazo declarado na placa oficial) por mais de meio milhão.

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Sobre o autor

Luciana Portinho

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