Trégua: bora voar?
23/10/2015 | 04h32
Depois de meses com o nó na garganta - suspensos por um fio do noticiário nacional, sensação de queda iminente - a semana se encerra com o campista atento ao desenrolar da mais recente patacoada da Prefeitura de Campos. Eis que o rock vem nos tocar o astral. Levanta o som! https://youtu.be/JozAmXo2bDE    
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'FRISSON' NO VELHO CONTINENTE
12/05/2015 | 10h16
Em uma visita histórica, o presidente da França François Hollande, chegou a Cuba no último domingo (10). É a primeira de um presidente francês desde 1898, final do século XIX, quando da independência de Cuba da Espanha. Desde os anos 1980, é a primeira visita oficial de um chefe de Estado europeu. Neste momento em que Cuba e Estados Unidos reataram as relações diplomáticas, a França quer ser pioneira, de olho em possíveis relações comerciais, apostar na renovação cubana. Ontem (11), Hollande fez um apelo para o fim do embargo dos EUA a Cuba, afirmou que a França fará de tudo para que "a abertura possa se confirmar" e que "as medidas que tanto prejudicaram a ilha possam enfim ser eliminadas". Desde 1991, a França vota a favor da resolução que exige o levantamento do embargo na Assembleia Geral da ONU.
É uma visita de oportunidades. Hollande foi acompanhado de 30 empresários franceses , a delegação incluiu sete ministros e vice-ministros. Como o décimo parceiro econômico da ilha, a França busca expandir sua presença no mercado cubano.
O deslocamento de François Hollande a Cuba suscitou certa excitação na França. O jornal Libération (de gozação) estampou na primeira página uma mistura do retrato do presidente com o do Che Guevara, morto há 48 anos. O fascínio, apesar de enfrentar na atualidade forte contestação ao regime político cubano, data de longe: intelectuais de esquerda alimentavam a esperança de que Cuba ofereceria solução à espinhosa equação entre socialismo e liberdade. Até 1968 este entusiasmo persistiu e mesmo setores da direita vibravam com a atitude de Fidel Castro de "bater pé" frente aos Estados Unidos, aos quais os franceses de um modo geral menosprezam culturalmente.
Francois-Hollande-en-Une-de-Liberation-le-11-mai-2015_exact1024x768_pO presidente francês também se reuniu com o ex-presidente cubano, Fidel Castro, a conversa durou cerca de uma hora.
— Tive diante de mim um homem que fez História. Há um debate sobre qual será seu lugar e quais serão suas responsabilidades na História. Mas, ao vir a Cuba, queria conhecer Fidel Castro, esclareceu Hollande. Fontes. Le Figaro, O Globo  
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Fuga em massa
03/05/2015 | 10h25
Somente neste fim de semana, foram resgatados quase 6000 imigrantes nas águas do mar Mediterrâneo, em operações de salvamento conduzidas pela Itália e França. Este total é um dos mais altos realizado em apenas 24 horas. Foram 17 embarcações salvas na costa da Líbia (segundo o jornal francês Le Figaro), número que poderá ser ainda maior, visto que as operações de resgate continuam em curso. Os corpos sem vida de sete pessoas também foram encontrados em dois barcos infláveis. [caption id="attachment_8897" align="aligncenter" width="600"]Europe Migrants The Boats (AP Photo/Daniele La Monaca, File) Europe Migrants The Boats[/caption]   A nacionalidade dos imigrantes não foi oficialmente divulgada ainda que se saiba que a maioria é africana e que há sírios em grande quantidade. Todos foram conduzidos a Itália. Nos primeiros quatro meses de 2015, mais de 1750 pessoas morreram ao tentar atravessar o mediterrâneo, sem conseguirem chegar a solo europeu. O número assusta. É 20 vezes maior se comparado ao período equivalente em 2014. No ano passado, segundo a ONU, através de sua agência de refugiados, foram 3.419 imigrantes que perderam a vida tentando fazer a travessia. De acordo com as projeções divulgadas pela Organização Internacional para as Migrações, 30 mil imigrantes poderão morrer este ano no Mediterrâneo. Para um mar que já foi berço de civilizações humanas a continuar assim se transformará em cemitério de refugiados. Fonte. Le Figaro
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IRRESPONSÁVEL E SUBMISSOS
25/02/2015 | 12h09

Assim descreveu Luz - um dos poucos caricaturistas que sobreviveu à matança aos jornalistas da então pequena publicação satírica francesa Charlie Hebdo -  autor da nova capa do exemplar que foi às bancas, hoje, quarta-feira, 25/02. No desenho, um cãozinho com o jornal entre os dentes perseguido por uma matilha furiosa representada, entre outros, por um cardeal, um jhadista com um fuzil entre os dentes, pelo representante da extrema direita francesa Le Pen, pelo ex-presidente francês Nicolas Sarkozy, por um banqueiro e pelo microfone da rede televisiva BFM-TV.

Após uma parada de seis semanas terá tiragem de 2,5 milhões de exemplares. "C'est reparti!", ou "Aqui estamos de volta", brada o hebdomadário. " Estou contente de ter feito algo alegre", disse Luz, autor também da capa "Tudo está perdoado" editado logo após o massacre que trucidou a redação do Charlie Hebdo, por terroristas islâmicos no mês de janeiro , ver aqui e aqui. O desenhista se disse radiante de ter desenhado animais, sobretudo cachorros:  são animais irresponsáveis e submissos. Irresponsável é o Charlie. Submissos são todos os demais que correm atrás dele", descreveu Luz em entrevista à imprensa francesa.

A equipe de redação sobrevivente quis demonstrar que a vida retoma seu curso e promete após está interrupção de seis semanas a retomada do ritmo normal com o reforço, inclusive, de dois novos caricaturistas. Para um jornal que antes do massacre, colocava nas bancas 50 mil exemplares e que agora atinge nada menos do que 200 mil assinantes, o ofício de expor a realidade com absoluta irreverência, livre do tradicional puxa-saquismo da grande imprensa tem que continuar.

Da Chacina, relembre.
O ataque à redação do "Charlie Hebdo" no dia 7 de janeiro deixou 12 mortos, entre eles os cartunistas Stéphane Charbonnier, conhecido como Charb, e o lendário Georges Wolinski. Dois policiais também morreram, um deles alvejado na rua durante a fuga dos atiradores, identificados como os irmãos franceses descendentes de argelinos Chérif e Said Kouachi. Ambos disseram "vingar o profeta Maomé", por uma caricatura publicada do Maomé.
[caption id="attachment_8735" align="aligncenter" width="401"]nova_charlie_hebdo Capa da nova edição do Charlie Hebdo, nas bancas hoje, 25/02.[/caption] Fonte: Le Figaro
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Pra pensar
10/01/2015 | 07h55
Os últimos acontecimentos na França, colocam sérias questões para os futuros possíveis que estão por vir (já se anunciaram) e que, de algum modo, repercutirão em todo o mundo. Amanhã, domingo (11/01), assistiremos a uma mega manifestação na capital francesa (Paris), cidade oprimida pelos atos terroristas recentes. Dela participarão, primeiro a população indignada, fiel às liberdades democráticas, aos ideais que fizeram daquela república um baluarte da convivência entre os diferentes, do estado laico, da garantia aos direitos civis. Em segundo, líderes e representantes governamentais de meio planeta, muito deles - por ação ou omissão - corresponsáveis pela radicalização crescente entre Oriente e Ocidente.
As redes sociais foram tomadas por dois virais: "Eu sou Charlie" e "Eu não sou Charlie". Não há como ignorar os acontecimentos. Declararei-me, desde o início da carnificina: Eu sou Charlie, porque no momento trata-se de defender o direito à livre expressão do pensar. O momento é de unidade na defesa da democracia que a duríssimas penas foi conquistada, aqui como lá. Trago o artigo abaixo como uma contribuição, sugiro que leiam.

O terrorismo, a extrema-direita e o suicídio europeu

O ato terrorista contra os jornalistas do Charlie Hebdo é apenas a ponta do iceberg. A Europa inteira está assentada sobre uma bomba-relógio.

 

O ato terrorista contra os jornalistas do Charlie Hebdo francês, em Paris, que também provocou a morte de um funcionário da revista, de dois policiais no ato e possivelmente de mais um em tiroteio posterior, é apenas a ponta de um iceberg.

A Europa inteira está assentada sobre uma bomba-relógio. Não é uma bomba comum, porque casos como o do Charlie Hebdo mostram que ela já está explodindo. Nas pontas da bomba estão duas forças antagônicas, com práticas diferentes, porém com um traço em comum: a intolerância herdeira dos métodos fascistas de antanho. De um lado, estão pessoas e grupos fanatizados que reivindicam uma versão do islamismo incompatível com o próprio Islã e o Corão, mas que agem em nome de ambos. Os contornos e o perfil destes grupos estão passando por uma transformação – o que aconteceu também nos Estados Unidos, no atentado em Boston, durante a maratona, e no Canadá, no ataque ao Parlamento, em Ottawa. Cada vez mais aparecem “iniciativas individuais” nas ações perpetradas. Este tipo de terrorismo se fragmentou em pequenos grupos – muitas vezes de familiares – que agem “à la cria”, como se dizia, em ações que parecem “espontâneas” e até “amalucadas”, mas que obedecem a princípios e uma lógica cuja versão mais elaborada, para além da “franquia” em que a Al-Qaïda se transformou, é o Estado Islâmico que se estruturou graças à desestruturação do Iraque e da Síria. São fanáticos que negam a política consuetudinária como meio de expressão de reivindicações e direitos: negam, no fundo, a própria ideia de “direitos”, inclusive o direito à vida, como fica claro no gesto assassino que vitimou o Charlie Hebdo. Do outro, estão os neofascistas – ou antigos redivivos – que se agarram à bandeira do anti-islamismo também fanático como meio de arregimentar “as massas” em torno de si e de suas propostas. Agem de acordo com as características próprias dos países em que atuam, mobilizando, de acordo com as circunstâncias, as palavras adequadas. No Reino Unido, criaram o United Kingdom Independence Party – UKIP, Partido da Independência do Reino Unido, nome malandro que oculta e ao mesmo tempo carrega a ojeriza pela União Europeia. Na França têm a Front Nationale da família Le Pen, que mobiliza o velho chauvinismo francês que lateja o tempo todo desde o caso Dreyfus, ainda no século XIX. Na Alemanha é feio ser nacionalista alemão, desde o fim da Segunda Guerra. Então criou-se um movimento – PEGIDA – que se declara de “Patriotas Europeus contra a Islamização do Ocidente”, procurando uma fachada pseudamente universalista para seus preconceitos anti-Islã e anti-imigrantes. Esta, aliás, é a bandeira comum destes movimentos: fazer do imigrante ou do refugiado político ou econômico o bode-expiatório da situação de crise que o continente vive, assim como no passado se fez com o judeu e ainda hoje se faz com os roma e sinti(ditos ciganos). Na Itália este fascismo latente se organiza com o nome de “Liga Norte”, mobilizando o preconceito social contra o sul italiano, tradicionalmente mais empobrecido. São movimentos que, embora busquem por vezes o espaço da política partidária, como é o caso do UKIP e da Front Nationale, ou mesmo da Liga Norte, têm como cosmovisão a negação da política como espaço universal de manifestação de direitos e reivindicações. Negam a política como campo de manifestação das diferenças, barrando ao que consideram como alteridade o direito à expressão ou mesmo aos direitos comuns da cidadania. O exemplo histórico mais acabado disto foi o próprio nazismo que, chegando ao poder pelas urnas, fechou-as em seguida. O caldo de cultura em que vicejam tais pinças contrárias à vigência dos princípios democráticos é o de uma crise econômico-financeira que se institucionalizou como paisagem social. Na Europa a tradição é a de que crises deste tipo levam a saídas pela direita. O crescimento do UKIP e da Front Nationale, partidos mais votados nas respectivas eleições para o Parlamento Europeu, em maio de 2013, é eloquente neste sentido. Na Alemanha as manifestações de rua do PEGIDA vêm crescendo sistematicamente, atingindo o número de 18 mil pessoas na última delas, na cidade de Dresden, reduto tradicional de manifestações nostálgicas em relação ao passado nazismo devido a seu (também criminoso) bombardeio ao fim da Segunda Guerra pelos britânicos. Deve-se notar, como fator de esperança, que manifestações contra estas formas de intolerância – o terrorismo que reinvindica o Islã como inspiração e os movimentos de extrema-direita – têm tomado corpo também. Houve manifestações de solidariedade aos mortos na França em várias cidades europeias e na Alemanha manifestações contra o PEGIDA reuniram milhares de pessoas em diferentes cidades. Mas pelo lado da exprema-direita cresce a aceitação de suas palavras de ordem na frente institucional (líderes do novo partido alemão Alternative für Deutschland têm acolhido reivindicações do PEGIDA) e junto à opinião pública. Na Alemanha recente pesquisa trouxe à baila o dado preocupante de que 61% dos entrevistados se declararam “anti-islâmicos”. Como ficou feio alegar motivos racistas, o que se alega agora no lado intolerante é a “defesa da religião” ou a “incompatibilidade cultural”. Os assassinos do Charlie Hebdo gritavam – segundo testemunhas – estarem “vingando o profeta”, referência a caricaturas de Maomé consideradas ofensivas. Na outra ponta jovens da Front Nationale, também no ano passado,  recusavam a pecha de racistas e declaravam aceitar o mundo muçulmano – em “seus territórios”, não na Europa agora dita “judaico-cristã”, puxando para seu aprisco a etnia ou religião que a extrema-direita europeia antes condenava ao ostracismo, ao campo de concentração e ao extermínio. Os partidos e políticos tradicionais, em sua maioria, estão brincando com fogo, sem se dar conta, talvez. Não aceitam o reconhecimento, por exemplo, que grupos por eles apoiados na Ucrânia são declaradamente fascistas, homofóbicos e até antissemitas. Preferem exacerbar o sentimento antirrusso e anti-Putin. Durante mais de uma década as duas agências do serviço secreto alemão concentraram-se em esmiuçar a vida dos partidos e grupos de esquerda (além dos possíveis terroristas islâmicos) e negligenciaram criminosamente o controle sobre os grupos e terroristas alemães. No momento o “grande terror” que se alastra no establishment europeu não é o de que a extrema-direita esteja em ascensão, embora isto também preocupe, mas é o provocado pela possibilidade de que um partido de esquerda, o Syriza, vença as eleições na Grécia (marcadas para 25 de janeiro), forme um governo, e assim ponha em risco os sacrossantos pilares dos planos de austeridade. Nega-se o pilar da democracia: contra o Syriza agitam-se as ameaças de expulsão da Grécia da zona do euro e até da União Europeia; ou seja, procura-se castrar a livre manifestação do povo grego através da chantagem política e econômica. Se as coisas continuarem como estão, poderemos estar assistindo o suicídio da Europa que conhecemos. O que nascerá destes escombros ainda se está por ver, mas boa coisa não será, nem para a Europa, nem para o mundo. (*) Originalmente publicado no Blogue do Velho Mundo, na Rede Brasil Atual. Fonte: aqui
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Ao léu
27/12/2013 | 10h17
Ao léu Um menino, uma bóia, uma água verde doce. A bóia jogada n’água, o menino pula atrás. Mergulhado, entre o azul do céu e o verde da mata, o menino transborda. [caption id="attachment_7374" align="aligncenter" width="620" caption="Ft.Google"][/caption]

 

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Até quando?
08/12/2013 | 03h37
Até quando? O Hezbollah “Partido de Deus” anunciou nesta quarta-feira que um de seus líderes, Hassan Hawlo al-Lakiss, foi assassinado perto de sua casa na periferia de Beirute, capital do Líbano. O ataque foi realizado por homens armados não identificados em um estacionamento. Consequentemente os “partidários de Deus” tendem literalmente incendiar o Oriente Médio, generalizar o conflito que estava restrito à Síria para vingança. Tome refugiados por todos os lados, de velho a pantomina do Conselho de Segurança da ONU se fará presente para apaziguar a situação quando na verdade os membros deste Conselho, por exemplo, os Estados Unidos, a Rússia e a China apoiam por debaixo dos panos seus eleitos e protegidos na região: Israel, Síria e Irã. O resto que se dane. O pano de fundo? A mesma questão econômico-financeira, leia-se, petróleo -sempre ele - abundante que é (quem dera que não fosse) na região e cujo controle não pode fugir das mãos das multinacionais e de seus sócios árabes, ou seja, da Arábia Saudita, do Kuwait e dos Emirados, sustentado política e unilateralmente pelas grandes potências ocidentais. Após o giro de Kissinger, na década de 70 – foi do Irã até Israel –, tendo sido implantado o fundamentalismo islâmico, mola que impulsiona o retrocesso dos países muçulmanos, acionada quando os interesses das grandes potências entram em jogo na área ou quando precisam aumentar os lucros. Interessante notar que há quase uma esterilidade no surgimento de cabeças pensantes não contaminadas pelo rancor e ódio secular entre cristãos e muçulmanos, entre muçulmanos sunitas e xiitas, alamitas, wahabitas e outros itas, alimentado continuamente pelas potências europeias e estadunidense. Às vezes de forma torrencial, às vezes em conta gotas, outras de forma direta, outras ainda subliminares, seja através da sua ponta de lança que é Israel ou valendo-se da incompetência intelectual dos árabes dos diversos matizes, não importando quantas vidas de crianças, jovens ou adultas sejam ceifadas desde que consigam seus torpes objetivos. Será que o Oriente Médio, origem das três religiões universais, Judaísmo, Cristianismo e Islamismo não é capaz de parir líderes do quilate de um Moisés, de um Maomé, não incluo Jesus, pois este é “Filho de Deus”, para tomar as rédeas da situação, fazer uma aliança árabe/israelense e despachar os americanos, russos, franceses, ingleses, chineses e quem mais se imiscuir para que tomem conta do seu quintal e imolem as suas populações no altar das suas ganâncias... Quando será que vão deixar o Oriente Médio em paz? Makhoul Moussallem                                             
Médico, Conselheiro do CREMERJ e do CFM * Artigo publicado na Folha da Manhã, 6 de dezembro de 2013.
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Aos que se julgam dono da verdade
27/07/2013 | 05h05
"Um país cresce, quando dialogam de modo construtivo as suas diversas riquezas culturais: cultura popular, cultura universitária, cultura juvenil, cultura artística e tecnológica, cultura econômica e cultura familiar e cultura da mídia. É impossível imaginar um futuro para a sociedade, sem uma vigorosa contribuição das energias morais numa democracia que evite o risco de ficar fechada na pura lógica da representação dos interesses constituídos", disse. "A única maneira para uma pessoa, uma família, uma sociedade crescer, a única maneira para fazer avançar a vida dos povos é a cultura do encontro; uma cultura segundo a qual todos têm algo de bom para dar, e todos podem receber em troca algo de bom", completou o Papa Francisco. fonte: G1, foto Globo News
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Arapongagem, nua e crua
11/06/2013 | 08h21
O jovem adulto,Edward Snowden de 29 anos, um norte-americano, assistente técnico da Agência de Segurança Nacional (NSA) é o novo bode expiatório do império estadunidense. É crime ser acometido por dúvida que se tornou certeza de que a liberdade privada do indíviduo neste planeta está sendo usurpada e varejada ao ralo pelo governo dos EUA. Edward revelou as atividades de monitoramento da NSA sobre milhões de usuários de telefones e internet, incluindo dos sites Google e Facebook, nos Estados Unidos, deixou seu hotel em Hong Kong horas depois de aparecer em um vídeo divulgado no domingo. Está escondido em algum canto para não ser extraditado. Sabe que será execrado publicamente pelo EUA, isolado como maluco ou terrorista, condenado e preso. Seu crime? Discordar, se arrepender, entrar em crise de consciência por prestar serviço técnico em um plano rotineiro de ‘segurança’ que aos vasculhar os passos virtuais dos indivíduos destrói até mesmo a sombra da possível privacidade e liberdade básica. Arapongagem da mais alta esfera, desnudada pelo jovem decidido a ser coerente com os valores morais da vida em sociedade e não do poder. O ato vai dar ainda pano para manga. Em minha opinião Edward terá três saídas: o exílio, morrer ou ser trucidado psicologicamente.    
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HORIZONTE
10/06/2013 | 12h41

Por mais diretrizes e valores a nos sustentar e guiar, ao nosso mundo raro comparecem os irretocáveis. Quem tem um norte, sabe mais do que ninguém o quão distante está. lp

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Sobre o autor

Luciana Portinho

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