Onda de colorir chega às cuecas
25/07/2015 | 03h36
Cueca da Trave Underwear: aposta para o dia dos pais Foto: Reprodução/Facebook Febre do mercado editorial brasileiro depois do livro "Jardim Secreto", da ilustradora britânica Johanna Basford, a sugestão de colorir cuecas é lançada pela marca de underwear friburgense "Trave Underwear". A nova coqueluche nacional de colorir livros, criticada por alguns intelectuais como Zuenir Ventura, "Ainda vamos sentir saudades dos edificantes compêndios de autoajuda, por sua profundidade", é mesmo um filão comercial. Segundo o 3º Painel das Vendas de Livros do Brasil, divulgado no mês de junho pelo Sindicato Nacional dos Editores de Livros (Snel) e pelo Instituto de Pesquisa Nielsen, o mercado editorial foi salvo pela onda dos livros para colorir, um dos maiores sucessos dos últimos tempos. Sozinhos, eles renderam mais de R$ 25 milhões entre janeiro e maio. A febre das “cores” garantiu um salto de 8,83% no volume de faturamento total.
Agora, no rastro da tal febre dos livros para colorir a Trave Underwear, de Nova Friburgo, região serrana do Rio de Janeiro, investe na "cueca para colorir" como presente para o dia dos pais.
A peça de algodão, nos tamanhos adulto e infantil,  pode ser personalizada com canetas especiais para tecido. Já lançada nas redes sociais da marca, chegará às lojas na próxima semana. O preço será R$ 25.
— A ideia veio do próprio diretor da empresa, que estava colorindo um livro para desestressar. Fizemos um floral bem parecido com o do livro "Jardim Secreto", inserindo outros elementos, e também criamos uma outra estampa, geométrica — conta a estilista da Trave, Paloma Loretti.
Para a estilista, o lançamento não corre o risco de sofrer com o saturamento de produtos para colorir que continua em alta desde o lançamento do livro "Jardim Secreto", da ilustradora britânica Johanna Basford.
— (A moda) pode ser demais dependendo do público. Para o infantil nunca é demais. A ideia é que a criança brinque, personalize a sua cueca e possa dar a outra de presente para o pai — sugere a estilista.
Fonte G1
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Moda é com ela
08/05/2013 | 04h59
Ela é de Campos; seu nome, Angela Bechara. Casada, três filhos, adora um pano. Também não é por menos, afinal, Anginha, assim chamada pelos amigos, é formada na Faculdade de Moda da Cândido Mendes e tem chamado a atenção de todos com suas criações no universo fashion. Se antes sua moda já tinha sido exibida por celebridades como Angélica, Luiza Brunet, Cissa Guimarães, entre outras, agora sua roupa foi parar no corpo da apresentadora do programa Encontro com Fátima Bernardes, da Rede Globo. [caption id="attachment_6209" align="aligncenter" width="450" caption="Ft. Hellen de Souza"][/caption]

Ela faz questão de ressaltar que é de Campos. Quando vai para fora, leva com a marca o nome da cidade. “Não faria outra coisa na minha vida. Por tanta responsabilidade, me sinto tomada, não cansada”, afirma Angela.

A cliente de Angela Bechara é uma mulher na faixa de 25 a 45 anos. “Esse é o segmento do mercado que me ocupo. Uma mulher independente, que trabalha e quer estar elegante, confortável, sem perder a sensualidade. A mulher de hoje é antenada, permanece mais tempo no mercado, é mais ativa”.  Aliás, essa é a missão da empresa que leva o seu nome. Angela, que se diz tímida e não gosta de se expor, fica feliz quando sua roupa é reconhecida para além de Campos. “Fátima Bernardes tem expressão, ao escolher a minha marca, ela, que tem bom gosto, fa-la um pouco do meu perfil”. [caption id="attachment_6211" align="aligncenter" width="450" caption="divulgação"][/caption]

 

Para chegar a ter suas roupas publicadas na Vogue, Caras e L’Officiel, Angela trabalhou, sem descuidar em aprender continuamente em workshops de criação, palestras e cursos. Enfrentou a falta de mão de obra qualificada na cidade, segundo ela, crescente. Contou com o apoio do Sebrae, em especial cita a Adriana Cabral, que nunca descuidou do Polo de Moda de Campos. “Campos já foi um polo de moda no jeans. A Prefeitura poderia chegar mais junto do setor de confecção através de incentivos e formação de mão de obra. Somos cada vez mais carentes de mão de obra, da costureira ao cortador”, esclarece. Angela é casada com Guilherme Barros Castro, com quem tem a empresa Angela Bechara. Ele faz a direção, a gestão, e ela cuida da criação, modelagem, acabamento, definição do tema das coleções e dos produtos. A grife tem uma loja em Campos e uma pronta-entrega em Ipanema, no Rio de Janeiro. — Hoje, contando comigo, são seis estilistas, sendo que dessas, três são modelistas. Desta equipe, duas vieram de fora, uma de Londrina, Paraná, e outra de Friburgo, região Serrana do Rio de Janeiro. A empresa, no atual estágio, me consome, a vida pessoal fica meio de lado. A moda não dá férias, mal termina uma coleção, começa o planejamento da próxima — frisa. Sua vivência com os tecidos e com a costura remonta da infância. Na sua casa, viviam cinco mulheres: ela, suas quatro irmãs e a mãe. Com tantas meninas para vestir, a mãe tomou a prática decisão de contratar uma diarista: uma costureira que ficava de segunda a sexta-feira, costurando para as cinco. Naquele tempo, não se comprava roupa pronta e sua mãe também costurava e bordava. Angela Bechara observava a mãe de perto, ao ficar grudada ao lado, pegando os retalhos e se metendo a fazer as roupas das bonecas. — Às vezes, para não atrapalhar a costureira, cortava os retalhos e montava com cola no corpo da boneca. Isso era para os desfiles que fazia com as poucas bonecas, mas que acabavam tendo muitas roupas. Eram mais de 50 vestidos, caixas e mais caixas; tinham guarda-roupa rico — conta Angela sorrindo. Luciana Portinho
Capa da Folha Dois de hoje, 8/05.
   
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