Ainda sobre o Mercado Municipal
14/05/2015 | 11h23
No início deste ano (2015), o Instituto Estadual do Patrimônio Cultural (Inepac), órgão responsável pela proteção do patrimônio histórico do Estado do Rio de Janeiro, enviou solicitação ao Conselho de Preservação do Patrimônio Arquitetônico Municipal (Coppam), ao promotor de Justiça de Tutela Coletiva/Núcleo Campos, Marcelo Lessa, e à prefeita de Campos, Rosinha Garotinho, recomendando a interrupção das obras em curso pela PMCG no entorno do Mercado Municipal de Campos (ver aqui). Além disso,  o Inepac comunicou a abertura do processo de tombamento do prédio do Mercado, tendo em vista o interesse cultural do prédio a nível estadual. [caption id="attachment_8957" align="aligncenter" width="390"]mercado inepac Foto Valmir Oliveira[/caption] Na mesma época, setores da sociedade civil criaram uma petição online na Avaaz , dirigida ao MPE/sede regional de Campos, requerendo a suspensão das obras. A petição indicava que as tais obras (apresentadas pela PMCG como de "revitalização") sufocam e descaracterizam o Mercado, ferem o artigo nº6 da lei nº8.487, de 2013. — A lei nº8.487, de 2013, diz que nada pode interferir na visualização, na ambiência e na qualidade urbanística de um bem que seja tombado como patrimônio histórico. E o projeto aprovado pelo Coppam deixa como visíveis apenas a fachada do Mercado (a parte voltada para a Rua Formosa) e a parte de cima da torre do relógio. Essas obras emparedam o Mercado — comentou o arquiteto Renato Siqueira, um dos membros da sociedade civil que assinaram a petição da Avaaz. Renato é membro do Observatório Social. Em artigo publicado na Folha da Manhã assim se pronunciou: “Ratificamos o descaso e falta de interesse em oferecer o melhor à população, ao prédio histórico tombado, ao ambiente urbano do principal equipamento do Centro Histórico, bem como aos permissionários, que merecem respeito e locais adequados para desempenharem as suas funções, cujos projetos existem e estão nos arquivos da própria Prefeitura, secretaria de Obras, desde 2003, mas completamente ignorados.”

Feito esta pequena introdução, leio hoje no blog Opiniões (aqui), o posicionamento público do promotor de Justiça de Tutela Coletiva/Núcleo Campos, Marcelo Lessa. Na prática referenda a decisão da PMCG em tocar a obra no entorno do Mercado Municipal. Com respeito à função que exerce na 2ª Promotoria de Justiça/MPE, nem por isso, (ou até mesmo por isso) esta blogueira traz algumas considerações ao impasse que a tantos angustía.

[caption id="attachment_8956" align="alignleft" width="300"]mercado bagunça Foto. Valmir Oliveira[/caption]

É notório que a imundice que toma conta do mercado, com ratos, dejetos e sujeira mesmo, vem de algum tempo, por absoluta falta de manutenção rotineira do prédio, cuidado e higiene. Em Campos, tornou-se hábito do poder público municipal deixar os espaços públicos se deteriorarem a tal ponto em que só uma nova obra é capaz de "revitalizar" o desfeito. Também o atual emparedamento do Mercado Municipal, é resultado de políticas locais imediatistas, não aconteceu por acaso.

Que o problema é complexo, todos concordam. Que envolve interesses distintos, idem. Penso ser da natureza do poder público negociar conflitos, construir o bem estar coletivo (não de grupos), projetar o presente com olhos de perspectiva futura. Campos cresce, nada indica que estancará; cada vez mais o que é de todos, me refiro aos espaços e bens públicos, ganhará importância no cotidiano da sua população.

Qualquer intervenção humana no espaço gera "satisfeitos e insatisfeitos". Assim é com a criação/duplicação das estradas, assim é com a retirada de rodovias que atravessam cidades (caso da vizinha Itaperuna) em que comerciantes se beneficiam, mas que atravancam o deslocamento dos moradores.

E lembro aqui, não se trata apenas de deleite pela preservação do aspecto histórico-arquitetônico, este nos confere identidade. Oscar Niemeyer, dizia que uma obra arquitetônica não vale por suas qualidades funcionais, mas por suas propriedades estéticas: em vez de ser "boa para morar", "boa para trabalhar", ela é "boa para pensar", "boa para integrar". Beleza e funcionalidade não são idênticas, quiçá por isso admiramos construções que há muito perderam qualquer utilidade material (Partenon, Coliseu, Pirâmides...). Penso que é chegado o momento, com tantos já desperdiçados, de só nos movermos em busca das "soluções ideais". [caption id="attachment_8958" align="aligncenter" width="452"]mercado como era foto. autor desconhecido[/caption]  
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Terror investe contra a liberdade de expressão
07/01/2015 | 05h29
O dia começou sangrento na capital da França. Quatro homens mascarados atacaram a redação da revista de humor Charlie Hebdo, em Paris. Invadiram a reunião de redação , aos gritos de “vingamos o profeta” e fuzilaram 11 pessoas. Depois, na rua, mataram mais um, dessa vez um policial. Em um  vídeo, filmado por um dos ocupantes do edifício que se refugiou num telhado, divulgado no site da televisão pública France Télévisions, pode-se ouvir entre disparos a voz de um deles gritar: “Allahu Akbar” (Alá é grande). Eram 11h30 (hora local), quando teve início a carnificina. Dois homens armados com um fuzil automático kalashnikov e um lança-foguetes entraram na sede do Charlie Hebdo. Houve troca de tiros com as forças de segurança, relatou uma fonte próxima da investigação à agência France Presse. Na fuga, os atacantes ainda feriram um policial a tiro. Entre os mortos quatro reconhecidos cartunistas franceses:  Georges Wolinski, o editor da publicação, Stephane Charbonnier, o "Charb"; Jean Cabut, o "Cabu"; e Tignous. Wolinski era uma lenda internacional do cartum, um dos símbolos vivos do Maio de 68. [caption id="attachment_8629" align="aligncenter" width="620"]cartunistas mortos Fotos de arquivo mostram cartunistas da equipe da revista 'Charlie Hebdo' mortos no ataque. Da esquerda para a direita: Georges Wolinski (em 2006), Jean Cabut - o Cabu (em 2012), Stephane Charbonnier - o Charb (em 2012) e Tignous (em 2008) (Foto: Bertrand Guay, François Guillot, Guillaume Baptiste/AFP)[/caption] Ao Jornal Hoje, Ziraldo declarou: "A gente é amigo de longe. Mas toda vez que eu vou à França, encontro com ele. Ele já veio ao Brasil. A gente tem uma relação muito fraterna, muito agradável. Ele era muito combativo. Aquele francês bem irreverente e bravo. O 'Charlie Hebdo' fazia um humor muito agressivo. Acho que eles tinham muita coragem." O presidente francês, François Hollande, já no local,  descreveu a ação como um “ataque terrorista” de “extrema barbárie”. O jornal Charlie Hebdo tornou-se conhecido em 2006 quando decidiu republicar charges do profeta Maomé, inicialmente publicados no diário dinamarquês Jyllands-Posten e que provocaram forte polêmica em vários países muçulmanos. Em 2011, a sede do semanário foi destruída num incêndio de origem criminosa depois da publicação de um número especial sobre a vitória do partido islamita Ennahda na Tunísia, no qual o profeta Maomé era o “redator principal”. No mundo todo, além da manifestações oficiais, a população solidária se organiza para ir às ruas. Pelas redes sociais, estampam em seus perfis, Je suis Charlie. Daqui, contra toda forma de opressão e restrição da liberdade de expressão, Eu sou Charlie! Dia de triste memória. Image-1 Fontes: Agência Brasil, G1, Folha da Manhã
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Sufocado em Campos, como no Afeganistão
29/12/2014 | 01h43
O final do ano de 2014 anuncia a criação do mostrengo em pleno centro da cidade de Campos. De quem a paternidade? Pasmem, é da PMCG que se esmerou em elaborar um projeto bem caro que sepulta de vez com a bela arquitetura do quase centenário Mercado Municipal de Campos. O mais incrível é que o dito “projeto de revitalização do Mercado Municipal de Campos”, vai assinado por um arquiteto campista. Sei não, cada um tem o livre arbítrio de fazer o que bem entende com a sua carreira profissional, mas, na minha opinião, é triste ver a iniciativa desastrosa de ocultação do nosso patrimônio histórico com a chancela de um respeitado arquiteto. Se em décadas passadas, fizeram a estupidez de colar na construção do Mercado aquele trambolho, para instalar a feira e anos depois outra arataca para instalação do camelódromo, é mesmo lamentável que com os recursos dos royalties, tendo oportunidade de reparar a besteira, a PMCG queira tapar de vez uma das peças mais delicadas do patrimônio histórico campista. Ninguém em sã consciência pode desejar criar dificuldades, mas, aqui, a lei do menor esforço ainda prevalece. Basta ver a incompetência da prefeitura na gestão da mobilidade urbana, expressa na incapacidade de uma licitação para o transporte público que aponte solução nova no ir e vir da população. Buscar alternativa racional que contemple interesses distintos requer negociação exaustiva e visão de futuro, algo impensável para uma administração pública que se move exclusivamente por interesses eleitorais de curtíssimo prazo. Como diz o bordão, “cada eleição é um flash”. Perde-se a oportunidade histórica de devolver ao campista uma área totalmente reurbanizada, democratizada, aprazível e integrada ao que de bonito possui a cidade. Resta-nos protestar e tentar via petição online na Avaaz, dirigida ao Ministério Público Estadual deter as obras. A petição foi uma iniciativa cidadã do arquiteto Renato Siqueira e demais membros da sociedade civil. Segundo Renato, tais obras são ilegais; ferem o artigo nº6, da Lei nº 8.487, de 2013. Renato lembra que o artigo nº6 da Lei nº 8.487/2013 afirma que nada pode interferir na visualização, na ambiência e na qualidade urbanística de um bem que seja tombado como patrimônio histórico. Segundo ele, do projeto - aprovado pela maioria do Coppam - sobrarão visíveis apenas a fachada do Mercado voltada para a Rua Formosa e a parte de cima da torre do relógio (ou seja, nada). As obras propostas pela PMCG são no Shopping Popular Miguel Haddad (o Camelódromo) e na Feira Livre (a feira de frutas e verduras) - obras que, como defende a petição, “sufocam e descaracterizam” o Mercado. Ao estilo de um regime Talibã, a prefeitura de Campos enfia uma burca no precioso Mercado Municipal de estilo francês! Eu já assinei. E você?! Caso queira se somar assine aqui. Fontes: http://www.fmanha.com.br/cultura-lazer/mercado-em-debate, http://www.fmanha.com.br/cultura-lazer/coppam-deixa-sufocar. burca  
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Quando 1999 não é igual a 2014
04/12/2014 | 10h29
Corria o ano de 1999 e o outrora jovem governador do estado do Rio de Janeiro, Garotinho, divergia da avaliação feita pela Agência Nacional de Petróleo (ANP) quanto ao tamanho da dívida do estado. Afinal,  maior a dívida, maior o montante do empréstimo, maiores possibilidades de caixa e de "aplicações/investimentos". Na época, a pequena diferença girava em torno de R$ 5 bilhões. " Surgiu um impasse para o acordo de renegociação da dívida do Rio com a União. O governador Anthony Garotinho, discordou da conta apresentada pela Agência Nacional de Petróleo (ANP) sobre a utilização dos royalties do petróleo na securitização da dívida mobiliária do estado. David Zylbersztajn, da ANP, calculou a dívida em R$ 13,2 bilhões a serem pagos em royalties ao longo de 20 anos. Garotinho calculou R$ 18 bilhões para serem pagos em 30 anos. (pág. 1 e 18)" (aqui) Corre o ano de 2014, o deputado federal Garotinho, em fim de mandato e derrotado ao governo do estado do Rio de Janeiro (amargando uma derrota histórica em 70% das zonas eleitorais de sua própria cidade natal) assiste ser barrada judicialmente a pretensão da prefeita Rosinha Garotinho, sua esposa, de sacar adiantado em cima dos créditos futuros dos royalties municipais.
Conforme a Folha Online informou (aqui), o  juiz Felipe Pinelli, da 2ª Vara Cível de Campos, suspendeu a “venda” dos royalties do petróleo pela Prefeitura de Campos, acatando um pedido de liminar em ação impetrada pelo vereador Rafael Diniz (PPS), através do advogado José Paes Neto. Na sentença, o juiz ressaltou, dentre outras questões, a Lei Complementar 101/2000 que veda a celebração de contrato de crédito destinada a financiar despesas de custeio, “o que torna inviável que a dívida pública seja contraída para pagamento da ‘folha de salários’ e de obrigações contraídas em contratos já celebrados”. ( Blog do Bastos, aqui)
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Tudo perseguição e falta de sensibilidade
26/08/2014 | 12h20
Enquanto o campista assistiu de camarote, no dia de ontem (25/08), com audiência nacional, o fechamento do generoso  Centro Cultural Antony Garotinho, pelos fiscais imbatíveis do TRE-RJ - ali, distribuição de kits enxovais, reuniões de orientação, distribuições de cartilhas da Paz, misturam-se com a preservação (sic) da memória do patriarca do casal que no garrote financeiro domina a cidade -,  para o contrato de ambulâncias findado jorram nada menos do que R$ 600 mil, do também generoso cofre da prefeitura de Campos.  Afinal, entramos no segundo turno do próspero Carnaval de Campos, tempo de bois pintadinhos desfilando no Cepop. E tome campanha eleitoral! A família e agregados entraram de corpo e alma na tarefa de serem reconduzidos ao Palácio Guanabara. [caption id="attachment_8396" align="alignleft" width="300" caption="Fiscais do TRE fecharam Centro Cultural Anthony Garotinho, em Campos - Pedro Kirilos / Agência O Globo Read more: http://oglobo.globo.com/brasil/tre-fecha-centro-cultural-de-garotinho-em-campos-13721866#ixzz3BVkmuB9s"][/caption] Para que se tenha ideia da mão de obra que foi lacrar o CCAG, o Corpo do Bombeiro teve que ser acionado, 18 entradas fechadas, nome de servidores municipais foram arrolados no assistencialismo cultural. Grávidas carentes, na fila de recebimento, declararam que souberam da existência dos kits em Centros Sociais da Prefeitura. Uma explosiva mistura do interesse público e privado. Tudo em favor dos menos favorecidos, tudo em nome da Paz de Deus. Para não variar, o candidato se disse surpreso, desconhecia que no CCAG, em pleno período eleitoral, tivessem desobedecido a sua expressa orientação de suspender as doações. Enfim, mais uma historinha de faz de conta. E ainda faltam mais de 40 dias para as eleições. Ver íntegra da matéria no Blog do Bastos (aqui) e no Globo (aqui)  
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Solar dos Airizes: alívio e preocupação
14/07/2014 | 12h22
É como fico com a notícia veiculada ontem, (13/07),  na Folha da Manhã, sobre a venda do Solar dos Airizes.  O novo dono, segundo informação do Instituto do Patrimônio Histórico e Artístico Nacional (Iphan), é uma empresa particular, a Vittek Participações e Empreendimentos. O proprietário anterior Nelson Lamego, disse à reportagem que o imóvel foi adquirido por uma empresa do Paraná, responsável pela construção de condomínios residenciais. [caption id="attachment_8324" align="aligncenter" width="500" caption="Foto. Hellen de Souza, Folha da Manhã"][/caption] O Solar dos Airizes, é uma das pérolas do patrimônio histórico regional. Era motivo de aflição para todos os que se interessam por preservar a história arquitetônica e cultural da região norte fluminense. Está localizado à margem da BR-356, (Campos – São João da Barra), a 6km da cidade, na localidade de Martins Lage, lado direito do rio Paraíba. Foi construída, no início do século XIX,  pelo Comendador Claudio de Couto e Souza, toda em esteios de madeira de lei e tijolos. Edificação característica dos imensos sobrados da região; dois andares, 60 metros de fachada. Até 1896,  nos fundos havia um engenho que foi demolido. Estive por duas vezes em seu interior com sérios problemas estruturais, risco de desabamento que se agrava a cada dia. Possui uma das capelas mais "femininas" que visitei. Linda. É minha esperança que passe urgentemente por uma restauração e que obtenha nova função social. É minha preocupação que de fato venha ter, afinal as obras não são de pequena monta, requerem projeto adequado e recursos financeiros. Não poderia deixar de expressar o meu absoluto desconcerto face à inapetência da prefeitura de Campos, e mesmo do governo do estado do Rio, em não ter feito a aquisição, restauração e instalação de um Museu (ou Centro Cultural) público municipal ou estadual. Como patrimônio histórico nacional, enfim, continuamos de olho. Boa vida ao Solar dos Airizes!!  
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Cultura: duas horas no MPE
25/06/2014 | 12h45
[caption id="attachment_8235" align="alignleft" width="300" caption="Foto: Valmir Oliveira (Folha da Manhã)"][/caption] Foi a duração do depoimento do professor e ex-presidente da extinta Fundação Teatro Municipal Trianon, João Vicente Alvarenga, ao promotor Dr. Leandro Manhães de Lima Barreto, na tarde de ontem (24). Sem a presença de algum advogado, João Vicente compareceu só. Com ele os documentos que fundamentaram o seu desabafo público, em abril de 2014. Segundo o professor, o promotor da 1ª Promotoria de Justiça de Tutela Coletiva de Campos, Leandro Manhães tinha em mãos as informações que serviram de base à denúncia também formalizada no MPE pelo vereador Rafael Diniz. "Percebi a boa vontade dele, me deixou muito à vontade" disse. No depoimento prestado o ex-presidente João Vicente reafirmou, "Era Patrícia Cordeiro (presidente da FCJOL) quem fixava os valores dos cachês dos músicos". Ele lembrou também que quando estava à frente da Fundação Teatro Municipal Trianon, antes de ela ser extinta, ter sido “Informado pela Prefeita Rosinha Garotinho (PR) que o esposo de Patrícia Cordeiro era dono da banda ‘A Massa’; ficaria mal se ele fosse contratado pela FCJOL, era então para a banda ‘A Massa’ ser contratada pela Fundação Trianon”. Sobre o sofisticado estúdio de gravação que supostamente teria sido construído em Campos para diversos fins alheios aos culturais, João Vicente declarou - que após suas denúncias - ter sabido que o tal estúdio, situado na rua São Jerônimo, no bairro IPS, estaria sendo “paulatinamente desmontado”. Como declarou ao jornal Folha da Manhã na saída do MPE, “Agora é esperar para ver o que vai acontecer. Apesar do depoimento ter sido longo, todas as denúncias foram comprovadas com documentos”, disse. Os próximos a serem ouvidos pelo Ministério Público são a presidente da Fundação Cultural Jornalista Oswaldo Lima (FCJOL), Patrícia Cordeiro, no dia 27; o ex-presidente da FCJOL, Avelino Ferreira, no dia 28; e o secretário de Governo, Suledil Bernardino, no dia 2 de julho.
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GREVES
16/05/2014 | 05h52
De agora até outubro, além da Copa e das eleições é a temporada das greves. Todas, ou quase, devidamente programadas e agendadas como a greve dos rodoviários no estado, a greve dos vigilantes de bancos, a greve dos professores, a greve dos bancários, a greve dos correios e a polícia já ameaça fazer uma durante a Copa. Fico me perguntando a razão de tantas, se são gratuitas, se o pessoal quer ficar de folga à custa do governo e empresas, se têm fins políticos ou se são simplesmente deflagradas pela insatisfação das condições de trabalho e pelos baixos salários das categorias profissionais citadas. É óbvio: só com muita má fé estas não seriam por baixos salários. Além de baixos, não são devidamente corrigidos pelo patrão, seja público ou privado. Uma das greves que me espanta é a da Uenf. Não é sazonal. Não faz parte do calendário dos professores e funcionários da universidade e foi unicamente aprovada para corrigir as distorções salariais de todos da instituição, pois não encontrou da parte do governo do estado sensibilidade em atender as mínimas reivindicações dos grevistas, incluindo refeições e alojamento aos alunos. “Buscai o saber mesmo que seja na China”, sentença proferida por Maomé em uma preleção aos fiéis; ensinava que o mais importante para uma nação é a educação. O saber está ao nosso lado, nas universidades públicas e privadas. Não temos necessidade de ir a China busca-lo, no entanto, me parece que os gestores públicos querem despachá-lo para a China, assim ficaria bem distante e não os aborreceriam com questionamentos “desses chatos” – por serem cultos e possuírem senso crítico – costumam fazer por não aceitarem ser manejados como gado, tão a gosto dos políticos e governantes no Brasil. Sou a favor das greves, principalmente as da área de educação por melhor remuneração e contra a indignidade como é tratado o professor, seja do ensino fundamental ou superior. Fica claro para qualquer analista político-econômico, até para mim que não sou do ramo, não resta dúvida da má intenção para com a Educação e os educadores. Eles são o instrumento da virada e retirada do cenário desses maus patriotas. Gostaria que todas as categorias profissionais, em especial as das universidades, entendessem para todo o sempre: não basta apenas fazer greve e críticas. É preciso que participem ativamente da política. Caso resistam em participar, pelo menos que apoiem aqueles que são seus pares e põem a cara na reta, ou continuaremos amargando derrotas e decepções até o surgimento de novas gerações mais aguerridas. Makhoul Moussallem      Médico conselheiro do CREMERJ e CFM Presidente do PT em Campos dos Goytacazes * artigo publicado hoje, 16/05, no jornal Folha da Manhã.  
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Filie-se ao PPLU!
08/05/2014 | 02h32
Conheci este moço irreverente, Cristiano Pluhar, historiador gaúcho que comprou - como antes eu - Campos, toda a sua baixada, lagoas e escalonados tabuleiros. No pacote do Cristiano tinha uma moça, sua mulher e companheira. No meu, mais antigo, teve um moço que por bom tempo foi meu leal companheiro nos embates da vida. Bom, conheci o professor e poeta Cristiano quando exerci a função de repórter da Folha da Manhã. Tive o prazer de entrevistá-lo de perto, olho no olho, conversa livre, de perceber o quão questionador e crítico é. De lá pra cá Cristiano se tornou articulista da Folha Dois, deixa lá semanalmente a sua escrita inteligente e ouso dizer, meio anárquica, bagunçadora dos coretos do poder. Semana passada, publicou este artigo que segue. Tem a sua cara e ousadia. Eu gostei, me diverti..... sugiro que leiam! Lá vem o PPLU! Cristiano Pluhar Dias desses, por conta de opiniões que disparei sobre a medíocre atuação da Fundação Cultural Jornalista Oswaldo Lima, presidida pela Patrícia Cordeiro, publicamente, me rotularam “opositor” do Governo atual. Verdade. Todavia, esclareço que não participo de nenhum grupo político e nunca tive favorecimento algum para nada. Nesses 13 anos em que lido com Cultura, sempre faltou dinheiro e, se continuo “no mundo”, é por vício incurável. Na semana passada, Ruan Silva Lemos, “meu” aluno no Colégio Salesiano, extremamente inteligente, em conversa informal, me disse: “Você é bem renomado na Cidade.” Ri e disse a minha verdade: Não, guri. Só me divirto. Já tive vida partidária. Por conta da profissão – metalúrgico – do meu amado pai Clênio Pluhar, cresci dentro do Sindicato dos Metalúrgicos de Canoas – RS e até meus 21 anos fui filiado ao Partido dos Trabalhadores – PT. Como digo, estudei e larguei o mundo partidário. Nunca da Política. Esclareço aos fieis despolitizados defensores do Governo Garotinhocentrista que minhas singelíssimas opiniões são oriundas da ideologia nonsense Pluharista, base do inexistente PPLU (Partido Pluharista) que aceita adeptos com única exigência: tornarem-se sócios do SPORT CLUB INTERNACIONAL. Independente do Governo, o Pluharismo condena a construção de um estúdio com verba pública – denúncia de João Vicente –, não aceita o inacreditável Carnaval (Campos – dos Goytacazes – Folia) fora de época – que teve como atrações principais Escolas de Samba do Rio de Janeiro (?) –, acha muita graça do comercial da Prefeitura frisando os investimentos na Cultura campista – mostrando, na verdade, seus feitos quase insignificantes – e, também, pessoas que foram próximas se vendendo em “prol da Arte” – “grandes” estudiosos da sociedade! Que necessidade ridícula da Situação política campista em buscar alguma possível ligação com partidos, meios de comunicação ou, até mesmo, amizades. Aqui, caros, é PPLU! Mera imaginação dentro desta bosta de realidade cultural que contada aos “de fora”, é triste e nada lúdica história da carochinha.
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Pode isso TRE.RJ??
04/05/2014 | 11h37
O deputado federal  Anthony Garotinho (PR) abarrotou no dia de hoje, domingo, as caixas de correio da população campista com um material de propaganda política que ele intitula ser "Prestando contas". Casa por casa, condomínio por condomínio, foram objetos da panfletagem disfarçada. A pré-campanha do deputado é rica assim como o governo da sua esposa Rosinha, prefeita de Campos. Eu, que até hoje nunca recebi uma prestação de contas sequer, justo agora, cinco meses das eleições, fui premiada com dois livretos coloridos. Informação de fonte segura nos afirmou que a ação de panfletagem da "prestação de contas" aconteceu no estado do Rio inteiro. Para quem é poderoso é melhor burlar a Lei Eleitoral, no máximo, depois acerta as contas com a Justiça Eleitoral, paga uma irrisória multa que de alguma forma já é contabilizada nos custos do panfleto. Nossa Lei Eleitoral é inócua para os poderosos como o deputado, solenemente a ignoram. Pode isso TRE.RJ?

Sobre o assunto veja a matéria da Folha da Manhã do dia 03/04 (aqui).
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Sobre o autor

Luciana Portinho

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