Debandada na Comissão de Direitos Humanos
17/04/2013 | 04h58
TAI NALON - MÁRCIO FALCÃO DE BRASÍLIA -FOLHA DE SP Deputados que compõem o bloco de oposição ao deputado Marco Feliciano (PSC-SP) na Comissão de Direitos Humanos e Minorias da Câmara anunciaram nesta quarta-feira (17) que irão renunciar às suas vagas no colegiado. Reunidos por mais de uma hora, os deputados Jean Wyllys (PSOL-RJ), Domingos Dutra (PT-MA), Érika Kokay (PT-DF), Luiza Erundina (PSB-SP), Chico Alencar (PSOL-RJ) decidiram em conjunto entregar as vagas que ocupam na comissão. Os parlamentares do PT pedirão ainda que a liderança do partido na Casa oficialize a saída, o que fará com que nenhum outro deputado da sigla possa assumir alguma das sete vagas da legenda no colegiado. As duas vagas do PSOL serão devolvidas ao DEM, que as havia cedido no início do ano. A deputada Erundina já havia entregue voluntariamente sua vaga ao seu partido, que anunciou substituição. O grupo também disse que conversará com deputados do PV e do PSDB para tentar convencê-los a deixar a comissão. O esvaziamento da comissão não significa a inviabilização dos seus trabalhos. São necessários ao menos 10 deputados para que suas atividades continuem. Atualmente, a bancada evangélica tem 11 representantes dos 18 que compõem o colegiado. Os deputados reunidos nesta quarta-feira avaliam que sua participação no colegiado se esgotou e que a pauta proposta pelo pastor não condiz com a militância histórica da comissão. Dizem ainda que os constantes protestos e enfrentamentos têm ajudado a promover a figura de Feliciano.
Lula Marques - 20.mar.2013/Folhapress
Deputados contrários a presidência de Marco Feliciano em comissão da Câmara compõem a Frente Parlamentar em Defesa dos Direitos Humanos
Deputados contrários à presidência de Feliciano em comissão compõem a Frente Parlamentar em Defesa dos Direitos Humanos
"É melhor a gente fortalecer a Frente [Parlamentar em Defesa dos Direitos Humanos, criada como contraponto à comissão], fortalecer outros espaços que o regimento da Câmara nos garante, do que ficar num ringue permanente na Comissão de Direitos Humanos", disse Dutra. Os parlamentares deverão ainda retirar da comissão projetos de sua autoria. Alegam ter receio de serem retaliados.  
Comentar
Compartilhe
Cizânia
17/09/2012 | 04h17
[caption id="attachment_4725" align="alignleft" width="324" caption="Tullius Detritus, especialista em semear a cizânia"][/caption]   Ele é o portador mais que perfeito. O Globo de hoje (17/09), página 4, uma bela de uma segunda-feira e o velho defeito fez mais novos estragos. Dessa vez na campanha da filha deputada; ela que compõe como vice na chapa de Rodrigo Maia (DEM), filho do ex-prefeito César Maia. Rodrigo é candidato a prefeito do Rio de Janeiro. Se já estava difícil, a chapa não decolou como esperado pelos dois líderes, agora a tendência é empacar de vez. Mais uma vez, é irresistível a vontade do deputado em insultar seus adversários. Baixou o discurso homofóbico e o ataque à liberdade religiosa. Tudo aconteceu em um discurso do deputado Garotinho(PR) no programa eleitoral do Rodrigo Maia. Para Ivanir dos Santos, da Comissão de Combate à Intolerância Religiosa, “Foi uma atitude fascista do  ex-governador Anthony Garotinho. Respeito suas convicções religiosas, mas o que ele fez foi demonizar ações de pessoas que não seguem a religião dele. O ex-governador se esquece que o Estado é laico”, disse. Para além do desgaste imediato na campanha eleitoral de Rodrigo Maia, o idealizador do plano de governo de Rodrigo, Marcelo Garcia, comunicou sua saída da campanha do DEM, logo após assistir ao programa de TV. Saiu pelo jeito bem contrariado: “Deixei claro que homofobia não seria tolerada”... “Não quero caminhar em direção à lama para onde Garotinho caminha”. Na campanha de Eduardo Paes, silêncio sobre as agressões. Na campanha de Rodrigo Maia, também sem comentários.
Comentar
Compartilhe