Um fato e duas manchetes
22/05/2015 | 09h53
Na quarta (20) o mesmo fato, com duas manchetes (edições, interpretações), por dois sites de notícias do Rio de Janeiro. A primeira é do O Globo, a segunda do Jornal do Brasil . Para quem tem por hábito ler jornais e busca estar por dentro do que acontece no país e no mundo, é preciso passar a peneira.

Economia

Setor de serviços teve o pior primeiro trimestre em 3 anos

De janeiro a março, alta foi de 2,9%. Em março, crescimento foi de 6,1%, o melhor desempenho desde setembro do ano passado RIO - A receita nominal do setor de serviços teve crescimento de 6,1% em março frente ao mesmo mês do ano anterior e registrou o melhor resultado desde setembro de 2014, quando houve alta de 6,4%, informou nesta quarta-feira o IBGE. O crescimento nos três primeiros meses de 2015, no entanto, ficou em 2,9% — o menor patamar trimestral desde o início da pesquisa, em 2012, devido aos fracos resultados de janeiro (1,8%) e fevereiro (revisado de 0,8% para 0,9%). Nos últimos 12 meses, a alta acumulada é de 4,6%, de acordo com a Pesquisa Mensal de Serviços (PMS).

Economia

Hoje às 11h17 - Atualizada hoje às 11h19

Setor de serviços cresce 6,1% em março

Pesquisa do  Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE) informou hoje (20) que, em março de 2015, o setor de serviços do país teve crescimento nominal de 6,1%, na comparação com igual mês do ano anterior. O crescimento nominal embute a inflação ocorrida no período.

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Campos: da baixada às baixarias
14/04/2015 | 09h03
Se da Baixada Campista tem vindo a invasiva fumaça, da política goytacá tem vindo fenômeno pior. É a baixaria bruta, não lapidada. Faltam mãos de fino manejo e mentes de almas limpas. Em Campos, há décadas, essas almas de encosto nefasto, rastejam pela planície nas costas de um e outro. Agora, escolheram atacar profissionais da imprensa e da rede de blogs locais. Não toleram o questionamento, menos ainda a independência. Exigem o cerco da corte. Caluniam, difamam, inventam. Mentem acintosamente como se a mentira, repetida como artilharia, pudesse transformar-se em verdade. Esquecem-se de que a realidade em movimento fala mais alto, dita o ponto e vírgula e confere o ponto final. Um dia, mesmo a aqueles que se enganaram e acreditaram no discurso, o ouvido trava. E tudo o mais dito soa como uma brutal poluição sonora. Distorção em alto grau. Perda de tempo. Bem como a decomposição incômoda da turfa em brasa não é bem-vinda às narinas humanas, esses, por mais processos e ameaças de processos, não mais encontram eco. [caption id="attachment_8849" align="aligncenter" width="422"]turfa queimando foto. campos24horas.com.br[/caption] Saravá!  
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"Ponha-se no lugar de Dilma: o que você faria?"
27/03/2015 | 08h59
ddd Ponha se no lugar de Dilma: O que você faria? O título acima é inspirado no livro Ah, se eu fosse presidente _ O Brasil ideal na opinião de grandes brasileiros famosos e anônimos, organizado pelo jornalista Sidney Rezende, que acaba de ser lançado pela Alta Books Editora. Ponha-se no lugar de Dilma: o que você, caro leitor, faria se fosse presidente? É impressionante como agora todo mundo sabe o que a presidente Dilma Rousseff deve fazer para sair da encalacrada em que se meteu, da mesma forma como se comentava o que Felipão deveria fazer com a seleção brasileira durante a Copa do Mundo. Em lugar do "Fora Felipão", entrou o "Fora Dilma". O nível das conversas é mais ou menos o mesmo. Nunca os brasileiros falaram tanto de política, a todo momento, em todo lugar, nem mesmo no auge do segundo turno da campanha presidencial do ano passado. "Eu não quero saber de política, eu não gosto disso", cansei de ouvir até outro dia, quando o assunto surgia numa roda. Pois neste momento está acontecendo exatamente o contrário. Isto tem um lado bom, o interesse em discutir os destinos do país, e revela, ao mesmo tempo, um assustador desconhecimento sobre como funcionam nossas instituições. Chuta-se para todo lado e qualquer boato ouvido no rádio, espalhado nos táxis ou lido nas redes sociais vira verdade absoluta. Tem gente que se gaba de não pagar mais impostos, "para não entregar meu suado dinheiro aos vagabundos do bolsa família", sem se dar conta de que está confessando um crime. Pelas leis em vigor, afinal, quem sonega pode ir para a cadeia Este ano, os procuradores da Fazenda Nacional calculam que a sonegação de impostos baterá nos R$ 500 bilhões _ ou seja, pelo menos dez vezes mais do que o governo pretende economizar com o pacote fiscal. E todas as corrupções somadas não chegam nem perto desta sangria incontrolável do Tesouro Nacional, mas ninguém quer falar disso, não dá manchete. Outros não fazem a menor distinção entre as diferentes responsabilidades constitucionais dos poderes Executivo, Legislativo e Judiciário, atribuindo todos os nossos males, genericamente, ao "governo do PT", e colocando a culpa em Dilma Rousseff, que, diga-se a bem da verdade, contribuiu bastante para que chegássemos a esta situação. Discussões histéricas e estéreis se multiplicam em todos os ambientes sociais, misturando ignorância e má-fé, como se o Brasil fosse acabar amanhã. Neste clima, confesso, estou pela primeira vez na vida preocupado com o futuro _ da minha família e do país. Depois de ficar uma semana fora do Balaio e procurando me manter afastado do noticiário, em defesa da minha saúde mental, bastaram algumas horas na volta a São Paulo para sentir este ar pesado que nem as chuvas dos últimos dias conseguiram levar embora. Cada um tem sua solução mágica para resolver todas as crises de uma vez, do impeachment da presidente à prisão de todos os políticos, da renúncia à volta dos militares ou a novas eleições, de um grande diálogo nacional ao encolhimento do ministério, do fechamento dos partidos à convocação do papa Francisco para dar um jeito no Brasil. Além de economistas e técnicos de futebol, viramos agora todos estrategistas políticos, embora a maioria nem saiba do que se trata. Virou o Samba do Indignado Doido. Já que dar palpite não custa nada, eu mesmo pensei no que faria se fosse eleito presidente da República (Deus me livre!), atendendo ao pedido do Sidney Rezende para contribuir com o livro citado na abertura deste texto. Escrevi antes das eleições de outubro: "Antes mesmo de tomar posse, chamaria os lideres de todos os partidos e representantes da sociedade civil para discutir um projeto de reforma política ampla, geral e irrestrita que seria enviado ao Congresso Nacional no primeiro dia do meu mandato. O ideal seria discutir os pontos centrais deste projeto durante a própria campanha eleitoral, o que nenhum candidato fez até agora. Sem isso, qualquer outra proposta de mudança no país seria inútil, mera demagogia, inviável. Com o atual sistema político-partidário-eleitoral, o Brasil é um país ingovernável, seja quem for eleito presidente da República". Infelizmente, minhas piores premonições se confirmaram, bem mais cedo do que eu esperava. Vida que segue.
Perfil que consta na primeira página do blog:
No blog Balaio do Kotscho, cabe qualquer assunto. Quem manda é o freguês. Paulista, paulistano e são-paulino, Ricardo Kotscho, 65, é repórter desde 1964. Já trabalhou em praticamente todos os principais veículos da imprensa brasileira, nas funções de repórter, repórter especial, editor, chefe de reportagem, colunista, blogueiro e diretor de jornalismo. É atualmente comentarista do Jornal da Record News e repórter especial da revista Brasileiros.
Foi correspondente do Jornal do Brasil na Europa, nos anos 1977-1978, e exerceu o cargo de Secretário de Imprensa e Divulgação da Presidência da República no governo Luiz Inácio Lula da Silva, no período 2003-2004. Ganhou os prêmios Esso, Herzog, Carlito Maia, Comunique-se, Top Blog e Cláudio Abramo, entre outros. Em 2008, foi um dos cinco jornalistas brasileiros contemplados com o Troféu Especial de Imprensa da ONU. Tem 20 livros publicados, entre eles, Do Golpe ao Planalto - Uma vida de repórter (Companhia das Letras), A Prática da Reportagem (Editora Ática) e Vida que Segue (Editora Escrita Fina). É casado com Mara, pai de Mariana e Carolina, e avô de Laura, Isabel e André. Ler o blog, aqui
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É pra rir. É pra chorar.
23/01/2015 | 09h33
Dos assuntos que dominam a agenda dos dramas do cotidiano de todos nós: a água. Ou melhor, a falta dela. Bem escrito, sugiro a leitura. E vamos nós! Até quando e como? Alguém se atreve a predizer? Eu já enfiei as minhas certezas há tempo na minha sacolinha.

Ensaio sobre a cegueira paulista

janeiro 21, 2015 11:43
 E, de repente, um surto de cegueira acometeu São Paulo. Não se sabe se começou na avenida Higienópolis, na capital, ou se veio do interior. Há quem diga que o primeiro cego perdeu o senso de realidade em Ribeirão Preto. De repente deu de achar que estava na Califórnia. E a epidemia se espalhou silenciosamente pelo estado, por todas as cidades e vilarejos
Por Mauricio Moraes E, de repente, um surto de cegueira acometeu São Paulo. Não se sabe se começou na avenida Higienópolis, na capital, ou se veio do interior. Há quem diga que o primeiro cego perdeu o senso de realidade em Ribeirão Preto. De repente deu de achar que estava na Califórnia. E a epidemia se espalhou silenciosamente pelo Estado, por todas as cidades e vilarejos. Em 2014, nas eleições para o governo do Estado, a cegueira estava disseminada. Diferentemente do livro de José Saramago, onde uma mancha branca, um “mar de leite”, cegava um a um os habitantes de uma cidade fictícia, em São Paulo os cegos continuavam enxergando. Mas há tempos já se diz que o pior cego é aquele que não quer ver. E eles não viram, ou apenas fizeram cara de paisagem, junto com editores cegos de jornais e revistas, do rádio e da TV. Tudo parecia normal durante a reeleição do “Geraldo”, alcunha de Geraldus Alckminus, da longeva dinastia tucana. “Não vai faltar água”, disse o governador pausadamente naquela campanha, ressaltando cada sílaba, na maior mentira deslavada da história recente do país. E assim a maioria dos paulistas “acreditou” no que ele disse. Culparam São Pedro, o PT, e ignoraram solenemente os milhões que escorreram nos túneis do metrô e a violência que voltou a crescer. Se fizeram de Maria Antonieta no desmonte da educação e das universidades do Estado. Aplaudiram a PM esfolando manifestantes e matando jovens negros e pobres nas periferias. E sobretudo se fizeram de surdos quando alertados que a Cantareira estava baixando e que a água, logo logo, iria acabar. No quarto mês de 2015, no início do quarto reinado alckmino, ano 20 da era tucana, muitos paulistas começaram a se dar conta da realidade. Talvez tenha sido o odor inebriante do CC no busão ou as louças amontoadas na pia. O cabelo ensebado por falta de banho pode ter ajudado. Cientistas suspeitam dos efeitos colaterais da água do volume morto. Dizem que uma moradora dos Jardins acordou num surto psicótico depois que uma crosta de poeira havia se impregnado em seu carro de luxo. Nem decuplicar a oferta ao lava jato conseguiu driblar a realidade. “Esse atendimento não era gourmet?”, gritava, insana. Mas naquele dia já não havia mais água. Não demorou a que o caos se instalasse. Todos correram aos supermercados para estocar o líquido precioso. As gôndolas ficaram rapidamente vazias. Em Itu, um caminhão de água foi sequestrado. Por toda a parte, havia registros de brigas, até por garrafinhas de 500 ml de água. E o preço foi às alturas. Em Pinheiros, uma rua cedeu depois que vários moradores cavaram poços clandestinos. A desordem se instalou. No Palácio dos Bandeirantes, longe de tudo e de todos, Alckminus tentava contornar a crise. Desta vez, estava preocupado. O Maquiavel de Pindamonhangaba enxergava tudo muito bem e, com jeito de bom moço, já havia se tornado mestre em abafar CPIs na Assembleia Legislativa ou em mentir que a Corregedoria da PM funciona. Agora, estava sob grande pressão. Ainda não havia sinal de nenhuma turba chegando ao longínquo Palácio dos Bandeirantes. O Choque da PM bloqueou o acesso ao Morumbi (com garantia de água à vontade, a fim de evitar um motim policial). O estoque de balas de borracha foi reforçado e um novo lote de gás lacrimogêneo fora usado contra manifestantes do Movimento Água Livre. Contra o povo, Alckmin tinha a polícia. O que realmente o preocupava eram os 30 PIBs de São Paulo reunidos no Palácio (a quem foi oferecido champagne por razões de “restrição hídrica”, como explicou o cerimonial). Também apavoravam o governador as chantagens dos acionistas da Sabesp. Apesar do preço exorbitante, a falta d’água deixou a companhia deficitária, com as ações a preço de banana na Bolsa de Nova York, onde eram comercializadas desde a privatização parcial da empresa. E assim os paulistas tentavam deixar a cidade, o Estado. Um grande congestionamento, que já durava uma semana, travou as rodovias. Na capital, moradores fugiam pelas ruas, carregando o que podiam, em uma cena dantesca. Uns deliravam e arrancavam as roupas, andando desorientados. A Força Nacional foi acionada. Já havia gente se jogando no Tietê. Em meio à tragédia, os jornais traziam notícias otimistas. “Cacique Cobra Coral assegura que vai chover”, dizia a manchete de um deles, com declarações de Alckminus justificando a contração da “consultoria para deficiência hídrica”. Analistas chegaram a prever um ataque da população ao Bandeirantes, mas pesquisas mostravam que grande parte dos paulistas ainda não tinha certeza sobre quem era o responsável pela crise da água, se Dilma ou Haddad. Na dúvida, resolveram ir embora o mais rápido possível, com a fé abalada em São Pedro. Ainda mantinham a esperança de que, um dia, a cidade fosse inundar mais uma vez durante as chuvas de verão e que haveria água para todos (ou ao menos nos camarotes). Para muitos, a cegueira era irreversível. Fonte: aqui http://www.revistaforum.com.br/blog/2015/01/ensaio-sobre-cegueira-paulista/
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Abismo
17/11/2014 | 04h34
Mais do que com governo (governos) tem me preocupado os brasileiros. Estes, sim, me assustaram nos últimos meses. A sociedade brasileira, aceitou ser jogada em um embate de interesses políticos/econômicos, quase sempre turvos. Aliás, há alguns anos, a agenda política nacional foi toda contaminada, por uma eleição presidencial que estava por vir, veio e passou. Só não passou, e isto é o que me espantou, foi a baixaria do debate que tomou conta das redes sociais e mídias. Discursos histéricos anacrônicos se tornaram, ou melhor, tomaram assento nas páginas principais dos principais noticiários da grande mídia. Experientes jornalistas abriram mão de suas funções de reportar e refletir. Optaram, pura e simplesmente, em fazer carga. Assistir a um telejornal, por exemplo, é se dispor a ouvir, o mesmo ponto de vista dito por profissionais diferentes. Mudam os nomes, o gênero, os enfoques, mas, a retórica é uma só: pau na presidente. Nas redes sociais o buraco é ainda mais fundo. Aí, já sem a pretensa seriedade, é xingamento nu e cru, não sobra pedra sobre pedra. Os parâmetros da convivência democrática estão esgaçados. Até parece que inexistem instituições no Brasil. Descontruir é o exercício individual da moda, esquecendo-se de que descer ladeira é mais fácil do que subir. Difícil mesmo é o processo de construção; leva tempo, demanda esforço intelectual, exige planejamento, requer paciência, sensibilidade e negociação que em última instância é a matéria prima da política. Caiu a máscara.
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O passado condena
28/09/2014 | 09h28
Opinião de uma leitora da cidade do Rio de Janeiro ao blog.
"O Garotinho é mal exemplo: tem o orgulho de fazer errado e ficar impune. Jamais será um bom nome no combate violência, porque essa realidade já foi vista quando Garotinho e sua mulher forma governadores e a população morria com balas perdidas dos morros nos Rio, tinham que dar ré em túneis par fugir de arrastões nos túneis. É um absurdo propor a volta do Garotinho para governador"! Para uma maior ilustração ao comentário acima, do blog do jornalista Mario Magalhães, ver íntegra artigo aqui. "Com esse desempenho, por que Garotinho só se elegeria em um cenário muito pouco provável, como um confronto de segundo turno com Pezão, apadrinhado pelo desgastado governador Sérgio Cabral? Porque a rejeição ao atual deputado é imensa, como demonstrarão futuras sondagens que incluam esse item em seus questionários. Ela decorre sobretudo da reta final do governo Rosinha, em que o caos tomou o Estado. É verdade que o casal elegeu seu candidato em 2006, mas Sérgio Cabral só vingou ao descolar sua imagem da dos aliados em baixa. Quando Geraldo Alckmin abriu a campanha para o segundo turno presidencial, em 2006, anunciando a parceria com Garotinho, liquidou com suas pretensões, inclusive no Rio de Janeiro. Quatro anos antes, Garotinho amealhara fabulosos 18% dos votos para o Planalto. Foi perdendo eleitores, a despeito do prestígio entre brasileiros evangélicos como ele. Todo analista minimamente familiarizado com a política do Rio conhece essa realidade. Por isso, nas infindas tratativas de PMDB, PT e PRB sobre a sucessão no Estado, Garotinho virou um espantalho. Ninguém acredita que ele tenha vigor para triunfar, mas seu nome é evocado como espectro: “Olha aí, se a gente não se acertar, o Garotinho vai voltar…”. Nos últimos tempos, graças à atuação na Câmara e à presença no rádio, Garotinho recuperou alguma influência. Mas nada que pareça capaz de reverter a convicção da maioria dos eleitores de que, com ele e Rosinha, o Estado regressaria à balbúrdia de 2006".
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TORRESMO E SANTINHOS DO GAROTINHO PARA ITAPERUNA
21/09/2014 | 10h21
Nesta sexta-feira passada (19/09), o caso da gráfica campista PH Gomes Editora Ltda, leia-se jornal O Diário, ocupou o noticiário nacional. Mais um dos sucessivos escândalos eleitorais realizado à favor da candidatura do marido da prefeita Rosinha. O destino da carga supostamente ilegal? A cidade vizinha de Itaperuna, ou melhor, a candidatura a deputado estadual do Jair Bittencourt (PR). A carga de quase um milhão de "santinhos", descoberta pelos fiscais do TRE-RJ,  seguiria escondida por sacos de torresmo. Parte da carga ia em um veículo com placa de São José do Ubá, Noroeste Fluminense.  O carro estava adesivado com material de Garotinho e do seu parceiro o Jair Bittencourt, braço do candidato a governador em Itaperuna e redondezas. O motorista da caminhonete, ao ser indagado pelos fiscais do TRE ao sair da gráfica, qual tipo de carga o mesmo transportava, respondeu: "torresmo". (ver aqui) Os fiscais do TRE-RJ avaliam em milhões o material de propaganda já impresso na mesma gráfica que ato contínuo foi lacrada. Não foi entregue, na ocasião, o registro da ordem de serviço, a tiragem, nem emissão de notas fiscais.(ver aqui) Aos olhos da Justiça Eleitoral e da população, uma heresia. Pelas palavras do marido da prefeita Rosinha, "Não vai dar em nada", como afirmou em referência a outra ação similar anterior, a do fechamento do Centro Cultural Anthony Garotinho (CCAG), que supostamente distribuía 'kits' nada culturais às gestantes em pleno período eleitoral (ver aqui). [caption id="attachment_8467" align="aligncenter" width="620" caption="Ft. O Globo"][/caption] [caption id="attachment_8468" align="aligncenter" width="620" caption="Ft. Blog do Bastos"][/caption]

 

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Noroeste na fita, com Nino Bellieny
05/05/2014 | 12h13
O movimentado jornalista Nino Bellieny deu partida, ontem, em novo empreendimento na blogosfera. É o blog  "Nino Blog Bellieny" ver (aqui). Nele, você leitor antenado, encontrará notícias do mundo corporativo, empresarial, político, judiciário e comportamental.  Nino Bellieny traz o seu jeito elegante e agudo de ver o mundo pra dentro da web. Ganhamos, nós!
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FUNDAMENTALISMO ROSA
28/04/2014 | 05h33
Entre as várias considerações pertinentes publicadas ontem (27/04), na Folha da Manhã , em entrevista ao jornalista Alexandre Bastos, pelo professor e ex-presidente da Fundação Municipal Teatro Trianon João Vicente Alvarenga, cito a pequenina abaixo, reveladora que é da estreiteza da PMCG na condução da política cultural. A íntegra da entrevista você pode ler aqui. "Não vou dizer que Campos seja uma republiqueta fundamentalista. Chega perto. O ritmo de conversões entre o secretariado da Chefe do Executivo é bastante revelador nesse sentido. Então, quer queiramos ou não, a autocensura bate inconscientemente. Não houve censura formal, mas uma sugestão velada sobre a inconveniência de um texto de Nelson Rodrigues nos palcos do Trianon. O episódio afetou drasticamente a Chefe do Executivo. Houve, sim, um grande desgaste."

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João Vicente dispara contra Patrícia
21/04/2014 | 04h08

Do professor e ex-presidente da Fundação Municipal Teatro Trianon , João Vicente Alvarenga, recebemos a declaração que segue.

"A cultura em Campos nunca foi tão rica. Mas inverteram a ordem do preceito que prega a supremacia do interesse público sobre o privado. A gestora pública na área da cultura, apoiada pelo executivo municipal, tem invertido despudoradamente aquela lógica, ou seja, se pratica a supremacia do interesse privado sobre o público. Se quem não deve não teme, Patricia Cordeiro tem muito a temer, a começar porque se esconde da mídia para simples prestações de conta de sua gestão e esclarecimentos ao eleitor sobre como o dinheiro da cultura está sendo usado. Está sendo usado para fins públicos e também privados,  como por exemplo, a montagem de um mega estúdio de gravação que custou altíssimas somas e que deverá ser usado pela oligarquia dominante da democracia goytacá, nas próximas eleições. Como justificar, por exemplo, que alguns shows teriam que ser contratados pela extinta Fundação Municipal Trianon e não, como seria o mais adequado, serem contratados pela FCJOL, entre janeiro e maio de 2013? É um formato irregular que caberá à justiça dizer se se trata de um ato ilícito,  que é o que tudo indica, uma vez que esses shows/bandas eram de propriedade ou administradas por pessoa muito próxima à Sra. Patricia Cordeiro."

João Vicente Alvarenga 

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