Qual é o cartão-postal de Campos?
27/07/2015 | 01h47
Tenho lido matérias jornalísticas sobre a volta (ainda que restrita) do bondinho de Santa Teresa, motivo de alegria do carioca e de esperanças para o comércio do tradicional bairro da cidade do Rio de Janeiro. Demorou, mas, enfim, volta aos trilhos. O bondinho é um ícone no imaginário dos moradores da cidade, é amálgama de uma identidade; um pedaço do passado integrado à paisagem. E atrai turistas. Me pus a pensar em Campos. Qual seria o nosso cartão-postal? Lembrei-me de alguns que poderiam ter continuado a ser. O Mercado Municipal: entregue aos ratos e à sujeira. O Horto Municipal: sucateado e transformado em depósito de máquinas. O rio Paraíba do Sul: seco pela estupidez e desmandos dos governantes (de todos sem exceção). O Pavilhão de Regatas: demolido a golpe de marreta pela atual administração que se aboleta na prefeitura de Campos como trampolim para interesses particulares. Qualquer cidade em qualquer canto da Terra que tenha governantes com um mínimo de amor pelo seu chão, de gratidão por sua raiz e cultura (ainda que incipiente), embeleza o território com continuado carinho... Alguém poderia lembrar de algum?    
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Uma sobrevivente
17/05/2015 | 05h47
Nascida em área nobre da ventilada Orla de Guarus, vizinha do Rio Paraíba do Sul, no Jardim Carioca. A coitada faz de tudo para resistir à praga que a sufoca,mas, está difícil! IMG_5396 Brincadeirinha à parte, esta é apenas uma, de tantas, das escassas árvores da cidade de Campos. Em outras partes do planeta o poder público já acordou para a necessidade de preservá-las para o bem do Homem como, por exemplo, em Berlim (Alemanha) onde cada pé de árvore é identificado. Cada uma tem um plaquinha afixada, como se fosse um registro geral com espécie, data de plantio e intervenções fitossanitárias praticadas.  Esses dados são digitalizados em programa específico de controle. E assim a cidade é verde.
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Ossos do (gigante) ofício
15/05/2015 | 10h56
Estive no mês passado na Galeria Scenarium, Rio de Janeiro. Fica em um sobrado, daqueles antigos de um Rio passado: provavelmente erguido em 1874. Faz parte, com orgulho, dos bens protegidos da cidade. Este prédio encantador com fachada azul de ladrilhos esmaltados foi restaurado e fica na Rua do Lavradio. Queria ver a exposição " TRAÇO LIVRE do Limite do Humor à Liberdade de Expressão". Lindo espaço, impecável no cuidado e apresentação dos trabalhos. Exposição concisa, finamente disposta por todo o piso térreo. Dá gosto ver a arte tratada de forma profissional. No final, nós da assistência nos sentimos respeitados e valorizados. Bom, trago uma primeira seleção do que vi para vocês. É do genial humorista brasileiro Miguel Paiva. Nos desenhos,  a dificuldade histórica que o humor enfrenta para existir e cumprir o seu quinhão na criação, ao não se curvar aos poderes e poderosos, sejam eles quais foram. São corajosos os que desafiam o status quo. Em mim, despertam profunda admiração. Nos ensinam. FullSizeRender(21) FullSizeRender(22) FullSizeRender(23) FullSizeRender(24) FullSizeRender(25) FullSizeRender(26) FullSizeRender(27)          
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Ainda sobre o Mercado Municipal
14/05/2015 | 11h23
No início deste ano (2015), o Instituto Estadual do Patrimônio Cultural (Inepac), órgão responsável pela proteção do patrimônio histórico do Estado do Rio de Janeiro, enviou solicitação ao Conselho de Preservação do Patrimônio Arquitetônico Municipal (Coppam), ao promotor de Justiça de Tutela Coletiva/Núcleo Campos, Marcelo Lessa, e à prefeita de Campos, Rosinha Garotinho, recomendando a interrupção das obras em curso pela PMCG no entorno do Mercado Municipal de Campos (ver aqui). Além disso,  o Inepac comunicou a abertura do processo de tombamento do prédio do Mercado, tendo em vista o interesse cultural do prédio a nível estadual. [caption id="attachment_8957" align="aligncenter" width="390"]mercado inepac Foto Valmir Oliveira[/caption] Na mesma época, setores da sociedade civil criaram uma petição online na Avaaz , dirigida ao MPE/sede regional de Campos, requerendo a suspensão das obras. A petição indicava que as tais obras (apresentadas pela PMCG como de "revitalização") sufocam e descaracterizam o Mercado, ferem o artigo nº6 da lei nº8.487, de 2013. — A lei nº8.487, de 2013, diz que nada pode interferir na visualização, na ambiência e na qualidade urbanística de um bem que seja tombado como patrimônio histórico. E o projeto aprovado pelo Coppam deixa como visíveis apenas a fachada do Mercado (a parte voltada para a Rua Formosa) e a parte de cima da torre do relógio. Essas obras emparedam o Mercado — comentou o arquiteto Renato Siqueira, um dos membros da sociedade civil que assinaram a petição da Avaaz. Renato é membro do Observatório Social. Em artigo publicado na Folha da Manhã assim se pronunciou: “Ratificamos o descaso e falta de interesse em oferecer o melhor à população, ao prédio histórico tombado, ao ambiente urbano do principal equipamento do Centro Histórico, bem como aos permissionários, que merecem respeito e locais adequados para desempenharem as suas funções, cujos projetos existem e estão nos arquivos da própria Prefeitura, secretaria de Obras, desde 2003, mas completamente ignorados.”

Feito esta pequena introdução, leio hoje no blog Opiniões (aqui), o posicionamento público do promotor de Justiça de Tutela Coletiva/Núcleo Campos, Marcelo Lessa. Na prática referenda a decisão da PMCG em tocar a obra no entorno do Mercado Municipal. Com respeito à função que exerce na 2ª Promotoria de Justiça/MPE, nem por isso, (ou até mesmo por isso) esta blogueira traz algumas considerações ao impasse que a tantos angustía.

[caption id="attachment_8956" align="alignleft" width="300"]mercado bagunça Foto. Valmir Oliveira[/caption]

É notório que a imundice que toma conta do mercado, com ratos, dejetos e sujeira mesmo, vem de algum tempo, por absoluta falta de manutenção rotineira do prédio, cuidado e higiene. Em Campos, tornou-se hábito do poder público municipal deixar os espaços públicos se deteriorarem a tal ponto em que só uma nova obra é capaz de "revitalizar" o desfeito. Também o atual emparedamento do Mercado Municipal, é resultado de políticas locais imediatistas, não aconteceu por acaso.

Que o problema é complexo, todos concordam. Que envolve interesses distintos, idem. Penso ser da natureza do poder público negociar conflitos, construir o bem estar coletivo (não de grupos), projetar o presente com olhos de perspectiva futura. Campos cresce, nada indica que estancará; cada vez mais o que é de todos, me refiro aos espaços e bens públicos, ganhará importância no cotidiano da sua população.

Qualquer intervenção humana no espaço gera "satisfeitos e insatisfeitos". Assim é com a criação/duplicação das estradas, assim é com a retirada de rodovias que atravessam cidades (caso da vizinha Itaperuna) em que comerciantes se beneficiam, mas que atravancam o deslocamento dos moradores.

E lembro aqui, não se trata apenas de deleite pela preservação do aspecto histórico-arquitetônico, este nos confere identidade. Oscar Niemeyer, dizia que uma obra arquitetônica não vale por suas qualidades funcionais, mas por suas propriedades estéticas: em vez de ser "boa para morar", "boa para trabalhar", ela é "boa para pensar", "boa para integrar". Beleza e funcionalidade não são idênticas, quiçá por isso admiramos construções que há muito perderam qualquer utilidade material (Partenon, Coliseu, Pirâmides...). Penso que é chegado o momento, com tantos já desperdiçados, de só nos movermos em busca das "soluções ideais". [caption id="attachment_8958" align="aligncenter" width="452"]mercado como era foto. autor desconhecido[/caption]  
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Campos saiu ganhando
06/10/2014 | 02h41
Essa é a certeza que carrego do resultado eleitoral de ontem. A derrota histórica do Garotinho em Campos (abaixo de 40% dos votos locais), a sua não ida ao 2º turno da eleição para governador, tem esse conteúdo para a nossa cidade. Um orçamento bilionário que se escoa pelo ralo; uma prefeitura que não paga em dia o que contrata, que definitivamente ignora os agentes culturais independentes, que descuida da educação dos seus, que despreza a saúde do cidadão, uma população que não atura mais ser engambelada por discursos populistas. Mais do que nunca, é hora de juntar forças. A oposição em Campos, também não se saiu bem: está pulverizada, presa a interesses de partidos, precisa urgente se renovar. Falta, hoje, uma liderança que catalise essa vontade de mudança expressa na fraca votação do casal governante - apesar do imenso poderio da máquina.  E tenho a convicção de que o novo sairá se for colado ao cotidiano da população campista. A cidade de Campos, mudou, cresceu, não é mais aquela Campos de 20 anos atrás, nem de dez!  As relações sociais são outras, a economia se diversificou. Basta andar pelas ruas e ver as caras novas que circulam com seus problemas e anseios, alheios à elite tradicional e à política vigente. É preciso pensar grande, acima dos interesses individuais de grupos, pois, a oportunidade de virar a página nas eleições municipais de 2016 está dada. Para esta modesta blogueira, ainda que seus candidatos proporcionais, tenham ido mal, o gosto final  é o de vitória, é bom. Do tanto que li de avaliações e comentários sobre o pífio resultado eleitoral da dupla poderosa, cito duas. Falam por mim: "Mas o tempo não levou os ataques inconsequentes, lhe trouxe prepotência e um caminhão de ex-amigos, que são bem piores que inimigos".  (frase de Gustavo Matheus que pincei, o negrito é meu) "Perdeu para o Crivela com uma diferença que Campos poderia dá-lo, mas preferiu ignorar os professores, condenar a Orquestra Orquestra Coro Municipal de Campos ao descaso total, a paralisação das obras entre outras. Dá nisso!!!" (do jovem músico Charles Vianna, na rede social) Até o final do ano, irei dar uma retirada leve, do blog e das redes sociais. Peço paciência, por vezes postarei. É o meu tempo. Um abraço,  
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Um alento para o transitar do campista
19/08/2014 | 11h58

Enfim, saiu no papel o novo traçado que afastará a BR101 da malha viária urbana de Campos. Sexta-feira (15/08), em primeira mão o Blog Ponto de Vista do Crhistiano Abreu Barbosa anunciou aqui e ontem novamente, aqui.

Hoje (19/08), o blog do colega Nino Bellieny, sediado na cidade vizinha de Itaperuna, também levou a notícia à região noroeste, ver aqui.

Agora é esperar que  se cumpra o prazo - três anos- anunciado para conclusão do novo traçado, mas, é um alento e um indicador da irreversibilidade do boom em Campos.

 

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Entregues à sorte...
29/05/2014 | 10h12
Há uma semana o colega blogueiro Marco Barcelos vem, pelas redes sociais, pedindo o reparo do painel de controle do sinal de transito que fica justo em frente ao São José Operário, local de onde entram e saem centenas de deficientes visuais. Pois hoje novamente ele reclama, pela rede social Facebook, nada ter sido feito pelas autoridades locais, "Até agora nada foi feito! Acho que estão esperando algum deficiente visual ser acidentado em frente ao São José Operário", frisou ele. [caption id="attachment_8191" align="aligncenter" width="450" caption="Na foto o blogueiro mostra o descaso"][/caption]

 

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Cuida lá e toma cá
16/04/2014 | 01h35
Enquanto em demais cidades se respeita e facilita o direito de ir e vir dos deficientes visuais, a prefeitura de Campos abusa da maldade de fazer com que se acidentem. O discurso roto de que vão, em algum dia,  retirar os postes do caminho, é no mínimo piada de mau gosto. Veja: lá

 

E cá!

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FELIZ ANIVERSÁRIO
28/03/2014 | 02h27
Em 1835, Campos dos Goytacazes foi elevada à categoria de cidade neste dia, portanto, passamos a ter este status há 179 anos. Deixar de ser vila para ser cidade pressupõe alguns quesitos que na administração municipal atendam à cidadania. Será que os nossos governantes nas últimas décadas têm tido a preocupação e a competência de planejar a cidade do presente para o futuro, como alguns o fizeram no início do século retrasado? Todos os que aqui chegam ficam extasiados com a beleza e o potencial de desenvolvimento da nossa planície e, também, da região do Imbé e do norte do município. Inconcebível que continuemos a querer viver à larga, desperdiçando os royalties do petróleo, com entretenimentos, projetos e obras de qualidade duvidosa que não trazem nenhum benefício, nem agregam nenhum valor à construção de nossa cultura, cidadania e sustentabilidade. Há 43 anos, chegou à nossa cidade um mineiro médico para dar aula na Faculdade de Medicina de Campos. Apaixonou-se pela cidade e, também, pela campista Carminha, com quem se casou e teve o Larry filho. Larry pai foi quem implantou o primeiro Centro de Terapia Intensiva do interior do Estado do Rio de Janeiro. Tive a honra e a alegria de poder ajudá-lo nesta tarefa. Como disse acima, todos que aqui chegam se encantam com o nosso potencial. Com Gualter Larry Alves não foi diferente, assim como foi comigo. Ambos adotamos e fomos adotados pela cidade e pelo povo campista, nos tornamos gratos e tentamos retribuir colaborando com o desenvolvimento da medicina em Campos. Hoje, aproveito para primeiro parabenizar a minha cidade, desejando para ela um futuro autossustentável, próspero e pacífico. Um futuro no qual todos os campistas sejam cidadãos plenos, nossa educação seja a primeira do Estado, nossa saúde nota dez, cultura não seja confundida com entretenimento, emprego pleno para seus filhos, índice de violência zero e, consequentemente, mortes somente as inevitáveis. Em segundo, saudar o meu amigo Larry pelo seu aniversário e dizer para ele, Carminha e Larry filho, e também para todos os campistas, que devemos e podemos continuar a acreditar e sonhar com uma Campos melhor. Só depende de nós. Makhoul Moussallem Médico conselheiro do CREMERJ e CFM *Artigo publicado hoje, (28/03), no jornal Folha da Manhã
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Palácio da Cultura às traças
11/03/2014 | 10h36
Recebo denúncia sobre o estado de abandono em que se encontra o Palácio da Cultura de Campos. Por ter sido presidente da Fundação Cultural Jornalista Oswaldo Lima, ainda que muito me incomode com a atual situação da Cultura e de seus equipamentos, como o Arquivo Público Municipal, Museu Olavo Cardoso, Pantheon dos Heróis de Campos, Biblioteca Municipal Nilo Peçanha e o próprio palácio, evito abordar o assunto. Por covardia? Não, desse defeito definitivamente não sofro. É que sei que eles (do governo) através de sua máquina de triturar vidas pelas ondas de rádio, vão se sair com o velho lero-lero de que é dor de cotovelo e outras difamações vezeiras. Bem, uma coisa é evitar outra é me omitir. Quem passa pela Pelinca, tem olhos para observar o que fizeram com aquela linda construção que durante décadas abrigou a Cultura campista. Me abstenho de comentar, vejam: "Toalete vergonhoso no PALÁCIO DA CULTURA, fundação cultural jornalista OSVALDO LIMA, na pobre goitacá CAMPOS. Lugar para consultas literárias. Imagine ser a fossa da prefeita em exercício, cloaca perde. Dia 11/03~4 às 08:42hrs. Quem se manifesta a justificar essa imundice ? Procurei um irresponsável por aqui e a notícias que me passaram é que está alongando o feriado do carnaval. Quem por nós aqui e agora? Não vale jogar nas costas de DEUS!"

 

 

   

Com um orçamento anual de R$ 12 milhões, que poderá ser livremente acrescido pelo legislativo municipal em até R$ 6 milhões, não dá mesmo para entender a filosofia da administração da FCJOL.

Fts. Eduardo Caetano

 

 

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Sobre o autor

Luciana Portinho

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