Acolhimento
29/04/2014 | 11h57

No poeta o desalento encontra refúgio.

[caption id="attachment_7969" align="aligncenter" width="400" caption="Fotografia: João Machado"][/caption]
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"Um cheiro podre no AR"
01/03/2013 | 01h10

Um pouco da poética do campista Artur Gomes no Blog.

 

Aqui, redes em pânico pescam esqueletos no mar esquadras – descobrimento espinhas de peixe convento cabrálias esperas relento escamas secas no prato e um cheiro podre no AR caranguejos explodem mangues em pólvora Ovo de Colombo quebrado areia branca inferno livre Rimbaud - África virgem – carne na cruz dos escombros trapos balançam varais telhados bóiam nas ondas tijolos afundando náufragos último suspiro da bomba na boca incerta da barra esgoto fétido do mundo grafando lentes na marra imagens daqui saqueadas Jerusalém pagã visitada Atafona.Pontal.Grussaí as crianças são testemunhas: Jesus Cristo não passou por aqui Miles Davis fisgou na agulha Oscar no foco de palha cobra de vidro sangue na fagulha carne de peixe maracangalha que mar eu bebo na telha que a minha língua não tralha? penúltima dose de pólvora palmeira subindo a maralha punhal trincheira na trilha cortando o pano a navalha fatal daqui Pernambuco Atafona.Pontal.Grussaí as crianças são testemunhas: Mallarmè passou por aqui bebo teu fato em fogo punhal na ova do bar palhoças ao sol fevereiro aluga-se teu brejo no mar o preço nem Deus nem sabre sementes de bagre no porto a porca no sujo quintal plástico de lixo nos mangues que mar eu bebo afinal? Artur Gomes Publicado na Antologia Internacional - Eco Arte Para Re-Encantamento do Mundo, organizada pela Bióloga Michelle Sato e editada pela Universidade Federal do Mato Grosso – 2011 – Publicado na Antologia Poesia do Brasil Vol. 15 – 2012 – Proyecto Cultural Sur Brasil – Editora Grafiti - Faixa do CD Fulinaíma Rock Blues Poesia – a sair [youtube]http://www.youtube.com/watch?v=UkQUxkLh9TA&feature=player_detailpage&list=UU3d8xoVqrdTDFZ2dKIfRanQ[/youtube]
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PAPITO
25/01/2013 | 08h18
PAPITO Luciana Portinho Meu pai quando sentia necessidade de sua intervenção, o fazia sem sofreguidão. Esperava o momento e local adequados. Passavamos, naquela época, muitos fins de semana no sítio. Naquele ambiente idílico do Cuiabá, eu o ouviria com atenção redobrada, ele sabia. A família instalada, cada um envolvido em particular distração. Sem mais nem menos, me convidava. "Luciana, vamos dar uma andada"? Nunca disse não ao convite. Ele, então, passava a mão em uma das bengalas e lá iamos os dois para a estrada, a cachorrada atrás. Propositalmente (creio, hoje) a passada era lenta; no ritmo de um passeio. Entre comentários sobre o clima, ou uma página do jornal, ele estancava, eu também. Aí, ele se virava para mim, pousava a sua mão direita no meu ombro direito e gravemente soltava..."Antes ser cabeça de formiga a rabo de elefante". Aos ouvidos de outros, poderia parecer sem nexo. Aos meus cravava certeiro.Quase sempre repetia, já de lado, após me oferecer seu braço de apoio. Andando de braços enlaçados, faziamos meia volta. Concordasse, ou não, com ele, no momento, era o de menos. Me recordaria por toda uma vida. [caption id="attachment_5679" align="aligncenter" width="600" caption="Fotografia de Antonio Cruz"][/caption]

 

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Dudu em um olhar eterno
05/12/2012 | 02h59
Luciana Portinho Conversar com Dudu Linhares é aceitar ser encaminhado ao seu universo sensível. Quando a troca acontece em seu ambiente final de criação, um atelier claro e integrado ao jardim, a viagem é completa. O jornalista e fotógrafo, que não vive sem música, e campista — pai, avô e bisavô — é um homem feliz por suas conquistas, inquieto em realizar seus futuros projetos. Seu livro-arte, “Caminhos do Vento” mostra um pouco de sua obra e da visão artística que tem do que lhe cerca. Com noite de autógrafos, o livro foi lançado ontem junto à exposição “Vintage” de fotografias impressas em telas de pintura. — Esse livro é um pouco da minha trajetória, de como vim ao mundo e do ângulo do meu olhar. É um ato de loucura sã e a sua feitura, tomou-me alguns anos. Até aqui são mais de 30 mil fotografias que tenho arquivadas. E apesar de minha formação ter sido no preto e branco, que tanto valoriza a forma, as cores da natureza chamam a atenção. Minha matéria prima — diz ele se referindo aos insetos e as cenas da natureza que fotografa — é captada ao vivo, não se repete. Uma borboleta não espera. Todas as minhas fotos são finalizadas no computador, é um corte, uma correção de cor ou a retirada de um defeito. Mais do que um registro ao usar a máquina é a visão e a técnica — diz. Antes de se dedicar em definitivo à fotografia, Dudu — formado posteriormente em jornalismo na primeira turma da Fafic — foi estudar psicologia no Rio de Janeiro. Não se adaptando a morar na capital, retornou a Campos para concluir seus estudos e trabalhou com jornalismo junto a Hervê Salgado. Já formado, deu aula de fotografia na faculdade local. Remonta a essa época a convivência com o pessoal do teatro em Campos como Wiston Churchill Rangel e Orávio de Campos. Foi então que abriu sua agência de publicidade que ele orgulhosamente cita ter emplacado os três primeiros comerciais da então recém-criada TV Norte. Também desse tempo, o início do gosto pela escrita apesar dele não se considerar poeta. — Foi quando meu pai me chamou para ajudá-lo na usina. Aí vendi tudo, fechei a agência. Anos depois, observando as orquídeas que minha mãe cultivava é que voltou a minha vontade de fotografar. Vem deste momento o início de minha intimidade com o computador; dei-me conta de que “o bicho ia pegar”. Comecei a entrar em sites, era o começo do desenvolvimento da computação no PC, da fotografia digital a qual, na minha visão, produziu uma revolução nas artes, em especial na arte de fotografar e no cinema — comentou o fotógrafo. [caption id="attachment_5355" align="aligncenter" width="450" caption="Ft. Phillipe Moacyr"][/caption]

Dudu Linhares esclarece que apesar de também expor sua arte em forma de quadros, ele não pinta, “todo meu trabalho é fotografia”. O que ele faz é introduzir texturas, manipulando propositalmente as imagens, brincando com elas ao envelhecê-las. Depois as imprime em tela de pintura para criar o efeito final de um quadro único.

“Fotografar é olhar para sempre”, assim Dudu Linhares finaliza o seu livro de 204 páginas. É uma bela síntese de seu trabalho voltado para o mundo da macro-fotografia, um convite ao mundo da beleza natural que acompanha a todos.

Novos projetos para fotografia em mente A mostra “Vintage” exibida na noite de ontem junto ao lançamento do livro “Caminhos do Vento” foi composta de nove trabalhos de autoria de Dudu Linhares. Para alinhavar a composição da noite, ao fundo, uma seleção musical de jazz especialmente produzida para quem adquiriu o livro. Dudu é um fotógrafo integrado ao ambiente de sua ar-te. Recentemente, no mês de outubro, foi classificado em primeiro lugar pelo blog FotoGlobo. Das 11 edições de 2012, ele participou em pelo menos oito delas. Agora, ele irá participar do Encontro de Fotógrafos de “O Globo”, que acontecerá neste mês de dezembro. Lá será lançado, também no Rio, o livro “Caminhos do Vento”. — É importante o feedback dos colegas. Com eles aprendemos. Travo permanente troca com gente na Noruega, nos EUA e com brasileiros que residem no estrangeiro — diz o fotógrafo. Dudu tem projetos futuros  claros em sua mente, entre eles, um livro de histórias infantis ludicamente ilustrado de fotografias.De sua mente criativa há ainda o desejo de transmitir seu conhecimento aos amantes da imagem fotográfica. “Muitos me pedem para ensinar, mas, não quero ensinar de um a um e sim coletivamente através de um blog que criarei e pelo qual avançaremos na mesma linguagem”, diz um Dudu que aos 61 anos se diz no lucro. “Nasci de sete meses, sem unha, nem um fio de cabelo, nada. Uma parteira me botou para fora”. Obs. Capa da Folha Dois de hoje, 05\12.    
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Dudu Linhares, premiado de outubro
10/11/2012 | 08h09

Dudu Linhares é o fotógrafo de outubro de o globo.globo.com, ver aqui.

Fotografia premiada de Dudu Linhares

 

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Exposição de Antonio Cruz
25/07/2012 | 05h20

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