Previsões fantasmagóricas
30/12/2015 | 09h30
Videntes, adivinhos, cartomantes, profetas. Agora é tempo deles. Quiçá as pitonisas nos falassem de amanhãs mais brandos... [caption id="attachment_9521" align="aligncenter" width="546"]FullSizeRender(33) Charge do Amarildo, publicada ontem (29) no jornal O Globo[/caption]
Comentar
Compartilhe
Quem teria vazado a carta do Temer?
08/12/2015 | 02h32
Pelo andar da carruagem, ou melhor, pelo azedume da relação entre o vice-presidente Michel Temer (PMDB) e a presidente Dilma Rousseff (PT), o vazamento da carta pessoal do Temer para Dilma é só mais um episódio. Soou falsa, bem forçada,  a declaração recente da presidente de que não desconfiaria "nem um milímetro" do seu vice. Era melhor nada ter dito. Tapar o sol com a peneira é direito não facultado a quem exerce o cargo máximo da nação. E, sendo assim, a criatividade mais uma vez toma conta das redes.... FullSizeRender(19) FullSizeRender(20) Ps. Quem quiser ler a íntegra da carta do Temer que vazou, leia aqui.    
Comentar
Compartilhe
Sob iminência do terror belgas respondem
22/11/2015 | 11h18
Fim de domingo e Bruxelas (Bélgica) já se encontra há dois dias sob o Estado de sítio decretado pelo governo como forma de proteger a população de possíveis e iminentes ataques terroristas. O aparato policial vasculha bairros e a área central. A polícia federal pediu às mídias e aos internautas que não façam nenhum tipo de postagens nas redes sociais; solicitou que respeitassem o silêncio sobre as operações policiais que acontecem no momento, na capital do país. A instrução foi plenamente compreendida e a resposta dos internautas foi maciça. Acataram a orientação de não comentar as ações de busca, pois, poderiam sem querer ajudar os terroristas a escapar do cerco policial. Os belgas então inundaram as redes sociais, Twitter e Facebook , de imagens gaiatas de gatos, acompanhadas da hashtag #BrusselsLockdown,  quer dizer: Bruxelas trancada. Vejam algumas dessas imagens que rodam nas redes nesta noite tensa da cidade. IMG_7277-1 IMG_7279 IMG_7280-1 IMG_7278  
Comentar
Compartilhe
Trégua: bora voar?
23/10/2015 | 04h32
Depois de meses com o nó na garganta - suspensos por um fio do noticiário nacional, sensação de queda iminente - a semana se encerra com o campista atento ao desenrolar da mais recente patacoada da Prefeitura de Campos. Eis que o rock vem nos tocar o astral. Levanta o som! https://youtu.be/JozAmXo2bDE    
Comentar
Compartilhe
"Engenhosidade"
22/09/2015 | 07h38
Abaixo, o pequenino testemunho do escritor Luis Fernando Veríssimo. Quando se quer, as coisas acontecem na Cultura, ainda que com falta de recursos abundantes e das condições ideais. [caption id="attachment_27534" align="alignnone" width="315"]Verissimo no estande da Biblioteca Municipal |Foto Tiago Amado Verissimo no estande da Biblioteca Pública Municipal Nereu Ramos |Foto Tiago Amado[/caption] "Rio do Sul é uma simpática cidadezinha no nordeste de Santa Catarina, e Rio do Sul tem uma feira do livro, à qual fui convidado. Todos os eventos da feira acontecem num espaço montado embaixo de uma ponte. O que só serve para mostrar como a engenhosidade supera tudo, inclusive a falta de verbas e a negligencia oficial com a cultura. Estávamos embaixo de uma ponte, e estávamos, durante a feira, no lugar mais nobre da cidade."
Comentar
Compartilhe
Livre dos males?!
12/09/2015 | 12h55
E-mail recebido de um leitor do blog. Meio doido em tempo mais doido ainda. Meio doído e quem não está doído ? "Livre dos males" era a terra que os índios brasileiros enxergavam até que nós chegamos e descobrimos (?) o Brasil. " Eu não tenho certeza dos "porquês", mas que o Brasil, no sentido de nação, é inviável lá isso é. Deixo as possíveis respostas para os sociólogos, cientistas políticos, historiadores, economistas e o escambau. Você pode achar que eu sou maluco, mas acho que nós perdemos nossa identidade de nação muito cedo, cedo mesmo, porque, em menos de uma década, fomos a Terra do Papagaio, Ilha de Vera Cruz, Terra de Santa Cruz e finalmente Brasil, quando nosso nome, na verdade, era Pindorama !!!! Tudo começou errado nesse momento, e depois, é claro, degredados barra pesada portugueses transando com nossas índias sem parar, à la Macunaíma, que ficava com o pinto duro o tempo todo.... O que é preciso para fazer chegar ao Congresso uma moção popular propondo uma alteração na constituição para mudar de Republica Federativa do Brasil para Republica Federativa de Pindorama ? Tás afim de iniciar um movimento nacional nesse sentido?" Gaiato! [caption id="" align="aligncenter" width="529"] lustração de Marilda Castanha para o livro Pindorama [2008] Editora Cosac Naify[/caption] 
Segundo a Wikipedia.org , existem duas hipóteses etimológicas para a palavra "Pindorama":
  • viria do tupi pindó-rama ou pindó-retama, "terra/lugar/região das palmeiras";
  • viria da junção do tupi pin'dob("palmeira") com "-orama" ("espetáculo"), significando, portanto, "espetáculo das palmeiras".
Comentar
Compartilhe
Ilustrativo
27/06/2015 | 05h26
O autor se chama Szurcsik József, nascido em Budapeste em 1959, Hungria. Vive e trabalha por lá. A obra leva o título de "Sujeitos". Pesada na mensagem, em preto e branco. E tons de cinza. Logo me remeteu a alguns daqui da planície que como os retratados alhures lambem sola de sapato. Observem suas faces: rachadas, todos de terno e gravata, olhar perdido...pois é. FullSizeRender(8) FullSizeRender(9) FullSizeRender(10)   A arte retrata e denuncia realidades universais. obs. atualizado para incluir as últimas duas imagens que não apareciam. (28/06)
Comentar
Compartilhe
E o bom começo...
21/06/2015 | 03h43
...de qualquer situação, pede arte. Arte na convivência, arte no espaço urbano, arte na arte (sic), arte no trabalho e como não poderia deixar de ser: ARTE NO AMOR. Hoje, vamos de Picasso? Três fases dele. Dose tripla para ele, catalão incansável (1881-1973) no afazer de nos permitir surpreender. [caption id="" align="aligncenter" width="570"] "Duas mulheres correndo na praia" ( A corrida), Pablo Picasso, 1922. Museu Picasso, Paris, França.[/caption]   [caption id="" align="aligncenter" width="593"] "Mulher nua estendida", 1955, Picasso. Museu Picasso, Paris, França.[/caption]   [caption id="" align="aligncenter" width="321"] "Dora Maar", 1937, Picasso. Museu Picasso, Paris, França.[/caption]
Comentar
Compartilhe
A magia do baobá na obra de Saint Exupéry e Mia Couto
24/05/2015 | 01h51
Um pouco de magia e poesia para desembaralhar o dia, afinal folga para a maioria.
Por Nara Rúbia Ribeiro O baobá, também chamado de embondeiro, ou imbondeiro, talvez seja a árvore em torno da qual mais existam lendas, em todo o mundo. Árvore de idade incerta, posto que a sua madeira não possui anéis de crescimento, sua imponência, sua força, a fantasia que a envolve desafiam a imaginação humana. Cada um vê nessa árvore um diferente mistério. Uma magia peculiar. Com espécies nativas da África, de Madagascar e do Senegal, foi um baobá nascido em solo brasileiro (Natal, Rio Grande do Norte) que inspirou Saint Exupéry ao escrever “O pequeno príncipe” e no desenho das aquarelas. Neste livro, o baobá é visto como um iminente perigo ao minúsculo asteroide do protagonista, e razão pela qual ele necessita, urgentemente, de um carneiro que possa comer os baobás assim que brotarem do chão.
10944981_859871964073094_895384084_o
Baobá que inspirou Saint Exupéry-  Natal, Rio Grande do Norte
Há uma outra história de que gosto muito, narrada por Mia Couto no livro “Cada homem é uma raça”. Concebida pelo escritor à sombra de embondeiro, ou, quem sabe, apenas à sombra de sua lembrança, trata-se do conto “O embondeiro que sonhava pássaros”. É a história de um passarinheiro negro que morava num embondeiro e que visitava, com recorrência, um bairro de brancos, despertando o encantamento das crianças e a desconfiança dos adultos. “O homem puxava de uma muska (Muska – nome que, em chissena, se dá à gaita-de-beiços.) e harmonicava sonâmbulas melodias. O mundo inteiro se fabulava. Por trás das cortinas, os colonos reprovavam aqueles abusos. Ensinavam suspeitas aos seus pequenos filhos – aquele preto quem era? Alguém conhecia recomendações dele? Quem autorizara aqueles pés descalços a sujarem o bairro? Não, não e não. O negro que voltasse ao seu devido lugar.” E assim o passarinheiro ganhou fama e passou a ser objeto de comentários de todo o bairro, despertando diferentes reações em cada um. Um preto ganhar fama não era algo aceitável, posto que nem mesmo a convivência era ali tolerada. Assim, os moradores do bairro trataram de denegrir a sua imagem. De desumanizá-lo, de sorte a poderem melhor discriminá-lo. Quiçá prendê-lo. Ou matá-lo. “Mas logo se aprontavam a diminuir-lhe os méritos: o tipo dormia nas árvores, em plena passarada. Eles se igualam aos bichos silvestres, concluíam.”13295_gg Diante do encantamento das crianças, especialmente de um menino chamado Tiago, o passarinheiro lhes transmitia lendas acerca da grande árvore:  “(…) aquela era uma árvore muito sagrada, Deus a plantara de cabeça para baixo.“Aquela árvore é capaz de grandes tristezas. Os mais velhos dizem que o embondeiro, em desespero, se suicida por via das chamas. Sem ninguém pôr fogo.” Mia Couto se vale, no conto, de sua poesia ímpar e das crenças africanas acerca do embondeiro. Ele discorre sobre a alma preconceituosa e medrosa dos homens, sobre a fantasia das crianças, e ainda sobre as desigualdades de um mundo em que a cor de um homem pode servir de fulcro  para a sua condenação cabal. Assim, o embondeiro é, tanto no conto quanto na vida, uma fonte de magia a cada um que de perto observar a sua imagem, trazendo-a ao coração. Ele nos mostra a grandeza da Natureza que nos cerca e do quanto a nossa mente ainda necessita expandir para bem compreende-la e integrar-se a ela. E, talvez, nas palavras de Mia Couto, quem sabe em breve tempo a humanidade já consiga assimilar o que, do embondeiro, o menino Tiago viu em sonho: “Dentro, o menino desatara um sonho: seus cabelos se figuravam pequenitas folhas, pernas e braços se madeiravam. Os dedos, lenhosos, minhocavam a terra. O menino transitava de reino: arvorejado, em estado de consentida impossibilidade. E do sonâmbulo embondeiro subiam as mãos do passarinheiro. Tocavam as flores, as corolas se envolucravam: nasciam espantosos pássaros e soltavam-se, petalados, sobre a crista das chamas.” Talvez ainda possamos enxergar os sonhos do embondeiro. Afinal, afirma Mia, que o embondeiro sonha pássaros. Sonhemos também! wp_large_20090227_3

Comentar
Compartilhe
Campos: da fumaça ao fogo ou ao pó
13/04/2015 | 04h42
A Câmara Municipal de Campos preocupada em acelerar a sua Escola Municipal de Gestão Pública do Legislativo (Emugle) já homologou o Pregão 011/2015 cujo objeto é a locação de veículos, incluindo motorista sem fornecimento de combustível para atender às necessidades da Escola do Legislativo. O valor : R$ 66,7 mil (ver aqui). Agora, é aguardar o Pregão do combustível. Também foi contratada a empresa para prestação de serviços de recepção, zeladoria e portaria, visando atender às necessidades da Emugle. Valor: R$ 71,7 mil. Vigência: 90 dias. Aqui, coloco um ponto de interrogação. Sendo um projeto de atividade continuada, qual razão de ser só por três meses? Criada no final do ano passado, anunciada pelo autor do projeto de implantação, o vereador Mauro Silva, como "A Escola de Gestão terá como função o aperfeiçoamento da administração pública, através de aulas, cursos, conferências e programas de treinamentos, que servirão não apenas para os que exercem cargos ou funções públicas, mas para toda a comunidade, àqueles que pretendem um dia ser um gestor público. Será de fundamental importância para a melhoria da qualidade da prestação dos serviços para a comunidade”. Aguarda-se a publicação de sua grade de cursos, treinamentos e conferências. Aguarda-se, também, como em qualquer instituição de ensino e de qualificação séria, a divulgação de sua forma de avaliação. Certamente, bem ao gosto de projetos desta natureza, serão confeccionados programas, material didático, certificados e afins. Aguarda-se, então, o Pregão para prestação deste serviço. Me perdoem os nobres vereadores campistas, a intenção pode ser elevada, mas, morrer como tantos outros programas e projetos brilhantes que a gente vê serem jogados às traças por absoluta falta de continuidade na administração pública de Campos. Constituem-se equipes de planejamento, contratam-se empresas de consultoria,  criam-se novas siglas com curiosa sonoridade, grande estardalhaço midiático e de concreto: pouco.
Comentar
Compartilhe
Próximo >