Semiologia médica: COVID-19
15/04/2020 | 23h49
<div style="text-align: justify;"><tinymce class="clickTinyMCE" title="{'nm_midia_inter_thumb1':'http://www.folha1.com.br/_midias/jpg/2020/04/15/170x96/1_fb_img_1587005005246-1606043.jpg', 'id_midia_tipo':'2', 'id_tetag_galer':'', 'id_midia':'5e97c7270ef8a', 'cd_midia':1606044, 'ds_midia_link': 'http://www.folha1.com.br/_midias/jpg/2020/04/15/532x284/1_fb_img_1587005005246-1606043.jpg', 'ds_midia': '', 'ds_midia_credi': '', 'ds_midia_titlo': '', 'cd_tetag': '1', 'cd_midia_w': '532', 'cd_midia_h': '283', 'align': 'Left'}"><figure class="Left" style="width:532px;height:283px;"> <img src="http://www.folha1.com.br/_midias/jpg/2020/04/15/532x284/1_fb_img_1587005005246-1606043.jpg" alt="" width="532" height="283"> <figcaption> </figcaption> </figure></tinymce>Coronav&iacute;rus: Tamb&eacute;m conhecido como COVID-19 &eacute;, provavelmente, o voc&aacute;bulo mais falado e pesquisado, em 2020, no mundo. O v&iacute;rus que&nbsp;gosta de gente e contato, &eacute; transmitido pelo toque e aperto de m&atilde;os, car&iacute;cias, abra&ccedil;os e beijos al&eacute;m do contato direto com perdigotos propelidos&nbsp;por espirros e tosses.</div> <div style="text-align: justify;">Por se tratar de uma pandemia mundial, de modo a n&atilde;o ser prolixo, este artigo ir&aacute; se deter aos efeitos colaterais do confinamento (quarentena/lockdown), &nbsp;entendendo que as formas de cont&aacute;gio e preven&ccedil;&atilde;o j&aacute; est&atilde;o sendo amplamente divulgadas pela OMS.</div> <div>Os&nbsp;efeitos colaterais e efeitos secund&aacute;rios das pr&aacute;ticas de quarentena apontam o surgimento&nbsp;de novas endemias como a depress&atilde;o e ansiedade, mas revelam tamb&eacute;m poss&iacute;veis caminhos de cura para outras doen&ccedil;as que assolam a humanidade. Por esta raz&atilde;o, a COVID-19 &eacute; denominada nesta semiologia&nbsp;po&eacute;tica&nbsp;como "O v&iacute;rus da contradi&ccedil;&atilde;o". A reclus&atilde;o humana &eacute; essencial e indispens&aacute;vel para impedir a r&aacute;pida prolifera&ccedil;&atilde;o do v&iacute;rus, mas t&ecirc;m rea&ccedil;&otilde;es adversas que n&atilde;o podem ser negligenciadas.</div> <div>Estas rea&ccedil;&otilde;es, muitas vezes contradit&oacute;rias &agrave;s raz&otilde;es do confinamento, podem ser classificadas como:</div> <div>Depress&atilde;o - Para evitar a falta de ar e a obstru&ccedil;&atilde;o dos pulm&otilde;es - principal consequ&ecirc;ncia da a&ccedil;&atilde;o do v&iacute;rus no corpo humano - recomenda-se o confinamento. A reclus&atilde;o, por sua vez, coloca o paciente em auto-ex&iacute;lio, podendo lev&aacute;-lo a uma profunda clausura em seus pr&oacute;prios pensamentos. Pensamentos ansiosos e depressivos poder&atilde;o provocar&nbsp;enfermidades respirat&oacute;rias como a (DPOC) - doen&ccedil;a pulmonar obstrutiva cr&ocirc;nica. &Eacute; preciso ter pulm&otilde;es sadios para lidar com o confinamento imagin&aacute;rio.</div> <div>Hipersensibilidade - Anafilaxia - Resposta s&uacute;bita e potencialmente fatal provocada pelo consumo excessivo de subjetividades e narrativas alheias por meio da internet, streaming e Lives de Instagram. As principais caracter&iacute;sticas incluem: Ansiedade, irritabilidade, pensamentos obsessivos e sensa&ccedil;&atilde;o constante de falta de ar e de tempo.</div> <div>Idiossincrasia &ndash; Predisposi&ccedil;&atilde;o particular do organismo para:</div> <div>&nbsp; &nbsp; &nbsp; &nbsp; Compartilhar momentos &iacute;ntimos de desinteresse p&uacute;blico &ndash; como a divulga&ccedil;&atilde;o de&nbsp;produtividade ou fotografias de quitutes preparados durante o confinamento.</div> <div>&nbsp; &nbsp; &nbsp; &nbsp; Participar e disseminar correntes que revelam gostos e h&aacute;bitos particulares tamb&eacute;m desinteressantes.</div> <div>&nbsp; &nbsp; &nbsp; &nbsp; Protagonizar Lives verborr&aacute;gicas de pouca ou nenhuma&nbsp;relev&acirc;ncia p&uacute;blica.</div> <div>Superdosagem relativa &ndash; A conviv&ecirc;ncia &uacute;nica, exclusiva e intensa com seus pares de resid&ecirc;ncia poder&aacute; desencadear em crises conjugais ou intermin&aacute;veis conflitos familiares resultando &agrave; div&oacute;rcios, separa&ccedil;&otilde;es e at&eacute; mesmo &oacute;bitos.</div> <div>Para as rea&ccedil;&otilde;es adversas acima, recomenda-se exerc&iacute;cios f&iacute;sicos e pr&aacute;ticas corporais/mentais que estimulem seu sistema respirat&oacute;rio colocando-o em contato com o presente &ndash; Yoga, Medita&ccedil;&atilde;o e o Tai Chi Chuan s&atilde;o pr&aacute;ticas que podem ser feitas em espa&ccedil;os confinados. Terapias individuais ou de casal podem trazer bons resultados no curto e longo prazo.</div> <div>Recomenda-se tamb&eacute;m cuidado redobrado com a digitaliza&ccedil;&atilde;o. O excesso de mundo virtual pode levar o paciente a eliminar sua percep&ccedil;&atilde;o da realidade, ocasionando exageradas rea&ccedil;&otilde;es de p&acirc;nico e como&ccedil;&otilde;es.</div> <div>Efeitos secund&aacute;rios &ndash; Algumas das consequ&ecirc;ncia do efeito farmacol&oacute;gico j&aacute; evidenciados pela quarentena:</div> <div>O v&iacute;rus que ataca o sistema respirat&oacute;rio proporciona em pa&iacute;ses como China, &Iacute;ndia, Estados Unidos e Brasil uma redu&ccedil;&atilde;o significativa dos n&iacute;veis de di&oacute;xido de nitrog&ecirc;nio (NO2), g&aacute;s emitido por ve&iacute;culos motorizados, termel&eacute;tricas e ind&uacute;strias &ndash; ironicamente, respons&aacute;vel pelo agravamento de quadros respirat&oacute;rios - proporcionando como consequ&ecirc;ncia uma melhora efetiva e visual da qualidade do ar. A imprensa registrou a visibilidade da cordilheira do Himalaia, h&aacute; 200km do Norte da &iacute;ndia, antes apagado pelas fuma&ccedil;as t&oacute;xicas das regi&otilde;es industrias. Tamb&eacute;m foram registradas imagens de&nbsp;constela&ccedil;&otilde;es anteriormente varridas do c&eacute;u de S&atilde;o Paulo. O v&iacute;rus que nos tira a capacidade de respirar, nos devolve um ar puro que h&aacute; muito n&atilde;o sent&iacute;amos.</div> <div>Efeitos colaterais &ndash; O mais forte efeito colateral sentido em alguns pa&iacute;ses, &eacute; a consolida&ccedil;&atilde;o&nbsp;do capitalismo em conjunto &agrave; desesperadas tentativas de um exerc&iacute;cio em v&atilde;o de soberania de Estado. Mesmo diante de uma dr&aacute;stica recess&atilde;o econ&ocirc;mica, o capitalismo parece n&atilde;o se abalar e busca meios de se fortalecer com a presen&ccedil;a do v&iacute;rus. Vide guerras comerciais para adquirir m&aacute;scaras de prote&ccedil;&atilde;o facial, alta dos alimentos e ofertas rem&eacute;dios falsamente milagrosos.</div> <div>Pacientes hareb&ocirc;s e hipsters fantasiam uma revolu&ccedil;&atilde;o coronoviral. Pacientes c&eacute;ticos na ci&ecirc;ncia, pouco informados ou bastante mal intencionados &ndash; acreditam que sairemos ilesos dos efeitos deste v&iacute;rus em 3 ou 4 meses. Pacientes realistas percebem que o v&iacute;rus da contradi&ccedil;&atilde;o, clama pelo fim do capitalismo ao passo que nos isola, nos enclausura na individualidade do consumo exagerado preocupado somente e unicamente com a pr&oacute;pria exist&ecirc;ncia. O v&iacute;rus n&atilde;o veio para nos ensinar nada do que n&atilde;o sab&iacute;amos. N&atilde;o deixemos nas m&atilde;os dele (que ironicamente se espalha atrav&eacute;s de nossas m&atilde;os) o fim do capitalismo destrutivo.</div> <div>Para os efeitos colaterais e secund&aacute;rios, recomenda-se refletir: Voltar &agrave; normalidade &eacute; retornar ao problema. O pior que podemos desejar. Precisamos nos reinventar com habitantes do planeta. Rever nossas posturas e valores, repensar a maneira com que consumimos nosso tempo e dinheiro.</div>
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Sobre o autor

Mariana Luiza

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