Corações ao alto
11/07/2016 | 21h46
<div><tinymce class="clickTinyMCE" title="{'nm_midia_inter_thumb1':'http://www.folha1.com.br/_midias/jpg/2017/12/19/170x96/1_fullsizerender-929086.jpg', 'id_midia_tipo':'2', 'id_tetag_galer':'', 'id_midia':'5a396dbc5d128', 'cd_midia':929091, 'ds_midia_link': 'http://www.folha1.com.br/_midias/jpg/2017/12/19/487x377/1_fullsizerender-929086.jpg', 'ds_midia': '', 'ds_midia_credi': 'Obra de arte Rosana Paulino', 'ds_midia_titlo': '', 'cd_tetag': '1', 'cd_midia_w': '487', 'cd_midia_h': '376', 'align': 'Left'}"><figure class="Left" style="width:487px;height:376px;"> <img src="http://www.folha1.com.br/_midias/jpg/2017/12/19/487x377/1_fullsizerender-929086.jpg" alt="" width="487" height="376"> <figcaption> Obra de arte Rosana Paulino </figcaption> </figure></tinymce>Um cardiologista da Universidade de S&atilde;o Paulo comprovou atrav&eacute;s de experimentos cient&iacute;ficos realizados com dez mil volunt&aacute;rios, que cada cora&ccedil;&atilde;o nasce com um n&uacute;mero certo de batidas ao longo da vida. Segundo a pesquisa, uma prote&iacute;na, encontrada na membrana plasm&aacute;tica dos mi&oacute;citos, as c&eacute;lulas do tecido card&iacute;aco, faz o papel de uma ampulheta vital. O cron&ocirc;metro, como foi batizada a prote&iacute;na, descresse a medida em que o cora&ccedil;&atilde;o embrion&aacute;rio, o primeiro &oacute;rg&atilde;o do indiv&iacute;duo, come&ccedil;a a pulsar. Se aquele feto evoluir e vir a nascer, se durante sua trajet&oacute;ria ele n&atilde;o morrer de acidente de carro, bala encontrada, ou doen&ccedil;as que n&atilde;o cardiovasculares, o seu cora&ccedil;&atilde;o ser&aacute; o &uacute;nico &oacute;rg&atilde;o a saber o dia exato de sua parada. A menos que o c&eacute;rebro do dono do corpo chame para si o direito de interromper a jornada, planejando conscientemente o fim de todas as pulsa&ccedil;&otilde;es. A m&eacute;dia dos dez mil volunt&aacute;rios foi de 2.649.024.000 palpita&ccedil;&otilde;es por vida. A equipe de pesquisa ainda n&atilde;o descobriu qual o fator determinante que prolonga as batidas do &oacute;rg&atilde;o em um deliberado ser, e diminui consideravelmente noutro, mas fatores gen&eacute;ticos s&atilde;o apontados como as causas mais prov&aacute;veis de um n&uacute;mero de batimentos inferior a m&eacute;dia. Os corredores da Universidade de S&atilde;o Paulo est&atilde;o em polvorosa desde a publica&ccedil;&atilde;o do artigo cientifico. Te&oacute;logos e geront&oacute;logos afirmam que o excesso de amores vividos pela m&atilde;e pode influenciar consideravelmente a quantidade de batidas do feto gerado em seu ventre. Se sofreu demais, se chorou demais, se o cora&ccedil;&atilde;o desta mulher ficou pequeno e agoniado a cada fim de um relacionamento, a probabilidade do cora&ccedil;&atilde;o de seu filho bater mais &eacute; maior. Isto, porque de acordo com os te&oacute;logos, tamb&eacute;m da Universidade de S&atilde;o Paulo, o excesso de dor de uma m&atilde;e, pode ser compensado na extens&atilde;o de vida do filho. Doutores em psican&aacute;lise, pesquisadores freudianos da mesma universidade, afirmam o contr&aacute;rio. Cada sofrimento, agonia, susto, ang&uacute;stia ou medo vivido por esta futura m&atilde;e ser&aacute; resolutivo na diminui&ccedil;&atilde;o da quantidade de batimentos do cora&ccedil;&atilde;o do embri&atilde;o que ela carregar no ventre. Enquanto departamentos diferentes se digladiam pela defesa de suas verdades, os alunos, principalmente os calouros, tentam proteger o cora&ccedil;&atilde;o de aventuras sentimentais. Assim, sem o risco de sofrimento, o prolongamento do destino fica um pouco mais garantido. Farmac&ecirc;uticos, estudam o aprimoramento das fluvoxaminas, manserinas, mirtazapinas e reboxetinas. Um complexo que blinde o c&eacute;rebro e o cora&ccedil;&atilde;o de pulsa&ccedil;&otilde;es desnecess&aacute;rias. Fil&oacute;sofos recomendam Plat&atilde;o. Professores de educa&ccedil;&atilde;o f&iacute;sica se preocupam com seus empregos. Matem&aacute;ticos obsessivos calculam o tempo m&eacute;dio restante de dias vividos. E os loucos escancaram os cora&ccedil;&otilde;es &agrave;s poss&iacute;veis e imposs&iacute;veis pulsa&ccedil;&otilde;es da vida. Mais vale menos dias bem sentidos, do que a eternidade vazia de emo&ccedil;&otilde;es.</div>
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Sobre o autor

Mariana Luiza

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