Gol da Alemanha...
18/04/2016 | 21h49
<div><tinymce class="clickTinyMCE" title="{'nm_midia_inter_thumb1':'http://www.folha1.com.br/_midias/jpg/2017/12/20/170x96/1_fullsizerender_2_300x286-930196.jpg', 'id_midia_tipo':'2', 'id_tetag_galer':'', 'id_midia':'5a3a7584cf1ec', 'cd_midia':930196, 'ds_midia_link': 'http://www.folha1.com.br/_midias/jpg/2017/12/20/fullsizerender_2_300x286-930196.jpg', 'ds_midia': '', 'ds_midia_credi': '', 'ds_midia_titlo': '', 'cd_tetag': '1', 'cd_midia_w': '300', 'cd_midia_h': '286', 'align': 'Left'}"><figure class="Left" style="width:300px;height:286px;"> <img src="http://www.folha1.com.br/_midias/jpg/2017/12/20/fullsizerender_2_300x286-930196.jpg" alt="" width="300" height="286"> <figcaption> </figcaption> </figure></tinymce>Um forte esquema de seguran&ccedil;a foi montado na capital, a sede do jogo. Colocaram um muro, no meio do&nbsp;descampado, separando as duas torcidas.&nbsp;De cada um dos lados, ergueram um segundo muro criando um fosso&nbsp;onde colocariam crocodilos ou policiais. De modo a evitar poss&iacute;veis confrontos,&nbsp;a torcida&nbsp;perdedora deveria deixar o descampado&nbsp;15 minutos antes do apito final. Vuvuzelas, vaias, aplausos,&nbsp;bandeiras do Brasil e&nbsp;bandeiras vermelhas. Atentos aos notici&aacute;rios das redes sociais, televis&atilde;o e radinho, os brasileiros estavam tomados pela verdadeira como&ccedil;&atilde;o nacional que os une: o futebol!</div> <div>Deley, Danrlei, Evandro. Os atletas compareceram em peso com apenas dois&nbsp;desfalques. Uma raridade para jogadores constantemente contundidos em dias de jogos "sem import&acirc;ncia".&nbsp; Antes do in&iacute;cio da partida,&nbsp;uma grande maioria cantou o hino nacional abra&ccedil;ados e confiantes na vit&oacute;ria.</div> <div>E&nbsp;&agrave;s 14:16 deu-se in&iacute;cio a partida. A casa estava lotada e o placar seguia sem muitas surpresas. Cada gol, uma homenagem.&nbsp;Houve aqueles, que como Bebeto&nbsp;(atualmente deputado estadual), embalaram os filhos, as esposas, m&atilde;es e netinhos, dedicando a eles o gol da vit&oacute;ria. Houve&nbsp;tamb&eacute;m as habituais comemora&ccedil;&otilde;es com&nbsp;o dedo em riste apontado para c&eacute;u em homenagem ao criador, como se ele tivesse culpa do voto proferido. Mas o que chamou a aten&ccedil;&atilde;o do p&uacute;blico foram as&nbsp;comemora&ccedil;&otilde;es originais. Teve jogador dedicando o gol&nbsp;&agrave;s v&iacute;timas da BR 251, ao povo com nome no SPC, aos ma&ccedil;ons e&nbsp;aos corretores de seguro. Teve jogador dedicando gol aos militares de 64, a Israel, a Jerusal&eacute;m e at&eacute; torturador. Uma vergonha para o futebol mundial. Mas confesso, que mesmo n&atilde;o entendendo bulhufas do esquema t&aacute;tico da partida,&nbsp;senti uma falta tremenda de Robinho, e suas pedaladas. Nesse jogo de interesses individuais,&nbsp;quase ningu&eacute;m se lembrou do verdadeiro motivo daquele&nbsp;jogo, e&nbsp;o crime de responsabilidade foi raramente citado na justificativa da comemora&ccedil;&atilde;o. No dia seguinte, em frente &agrave;s manchetes estampadas nas bancas de jornal, torcedores comentavam a vergonha das homenagens. E&nbsp;lembravam uns aos outros de como n&atilde;o se faz mais jogadores como antigamente.&nbsp;Hoje em dia, s&atilde;o poucos os que&nbsp;suam a camisa pelo time. A maioria quer &eacute; ganhar dinheiro no exterior. Panam&aacute;, Su&iacute;&ccedil;a e outros para&iacute;sos. O juiz, que &eacute;&nbsp;usualmente reconhecido como ladr&atilde;o, pelo menos pela torcida perdedora, desta vez&nbsp;teve unanimidade. O bord&atilde;o "Juiz ladr&atilde;o, cadeia &eacute; solu&ccedil;&atilde;o" ecoava pelas ruas, twitters e Facebook. Enquanto n&oacute;s,&nbsp;torcedores divididos pela nossa pr&oacute;pria ignor&acirc;ncia futebol&iacute;stica, nos deixamos levar por an&aacute;lises de comentaristas esportivos que defendem os interesses de suas classes. Mas isso &eacute; outro assunto.&nbsp;Isso &eacute; pol&iacute;tica e n&oacute;s s&oacute; discutimos futebol! &nbsp;</div>
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Palavra de ordem
04/04/2016 | 18h56
<div><tinymce class="clickTinyMCE" title="{'nm_midia_inter_thumb1':'http://www.folha1.com.br/_midias/jpg/2017/12/20/170x96/1_fullsizerender_1_1_300x262-930207.jpg', 'id_midia_tipo':'2', 'id_tetag_galer':'', 'id_midia':'5a3a783770593', 'cd_midia':930207, 'ds_midia_link': 'http://www.folha1.com.br/_midias/jpg/2017/12/20/fullsizerender_1_1_300x262-930207.jpg', 'ds_midia': '', 'ds_midia_credi': '', 'ds_midia_titlo': '', 'cd_tetag': '1', 'cd_midia_w': '300', 'cd_midia_h': '262', 'align': 'Left'}"><figure class="Left" style="width:300px;height:262px;"> <img src="http://www.folha1.com.br/_midias/jpg/2017/12/20/fullsizerender_1_1_300x262-930207.jpg" alt="" width="300" height="262"> <figcaption> </figcaption> </figure></tinymce>N&atilde;o sou amea&ccedil;ada apenas pelos inimigos de fora. Pelas balas perdidas, pelas armas desgarradas, pelos policiais que se esquecem de defender o povo. N&atilde;o sou amea&ccedil;ada apenas por projetos pol&iacute;ticos que ir&atilde;o beneficiar uma minoria, por ju&iacute;zes que vendem senten&ccedil;as, por motoristas que trafegam b&ecirc;bados. N&atilde;o sou amea&ccedil;ada apenas pelos que t&ecirc;m fome de comida e entorpecentes e lutar&atilde;o com facas, estiletes e armas de brinquedo para garantir seu peda&ccedil;o de p&atilde;o ou ilus&atilde;o negados pela sociedade. N&atilde;o sou amea&ccedil;ada apenas pelos que t&ecirc;m tudo. Pelos que comem em excesso e desperdi&ccedil;am o muito que t&ecirc;m e n&atilde;o precisam. N&atilde;o sou amea&ccedil;adas apenas por aqueles que, como eu,&nbsp;nem sempre&nbsp;sabem viver na coletividade. N&atilde;o sou amea&ccedil;ada apenas por muitos de n&oacute;s que pouco sabemos compartilhar. Dentro de mim, bact&eacute;rias, vermes, c&eacute;lulas cancer&iacute;genas aguardam o tempo de alardear sua presen&ccedil;a. Pessoal, direta e intranspon&iacute;vel. Vermes, protozo&aacute;rios, bact&eacute;rias me amea&ccedil;am o tempo todo, sem contar meu pensamento, meus v&iacute;cios e minhas poss&iacute;veis c&eacute;lulas autodestrutivas. Em tempos de guerra e doen&ccedil;a coletiva, AMEa&ccedil;a &eacute; a palavra de ordem.</div>
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Sobre o autor

Mariana Luiza

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