Memórias e Traumas de Infância
07/05/2012 | 19h22
<div><em>Telegrama</em></div> <div>Meu primo Arthur, de sete anos, est&aacute; muito chateado. Ele, que n&atilde;o &eacute; muito f&atilde; da escola, levou um zero numa prova de portugu&ecirc;s, porque n&atilde;o sabia o que era um telegrama. O que deixou Arthur mais furioso, foi chegar em casa e descobrir que o telegrama era simplesmente o precursor do Twitter. &Eacute; que Arthur adora tudo que &eacute; antigo. Fotografias anal&oacute;gicas, Karmann Ghias, motores de ve&iacute;culos movidos a manivelas. Posso me arriscar a afirmar que ele conhece todos, se n&atilde;o quase todos, os modelos de carros dos anos 40 e 50. Arthur &eacute; um nost&aacute;lgico do dessaber. Detesta eletr&ocirc;nicos, nunca pediu um tablet ou celular para os pais e e tem pavor de internet. O menino novo de esp&iacute;rito velho gosta mesmo &eacute; de visitar museus, aprender sobre pergaminhos e como eram as guerras quando ainda n&atilde;o existiam armas de fogo. Arthur pensava que sabia de tudo que era velho, mas n&atilde;o conhecia o tal do telegrama e respondeu na prova, como bom entendedor de prefixos e sufixos, que telegrama se tratava de uma televis&atilde;o que pesava uma grama!</div> <div><em>O homem do saco</em></div> <div><tinymce class="clickTinyMCE" title="{'nm_midia_inter_thumb1':'http://www.folha1.com.br/_midias/png/2017/12/12/170x96/1_captura_de_tela_2017_12_12_a_s_11_30_47_pm-923676.png', 'id_midia_tipo':'2', 'id_tetag_galer':'', 'id_midia':'5a308350a1f41', 'cd_midia':923676, 'ds_midia_link': 'http://www.folha1.com.br/_midias/png/2017/12/12/captura_de_tela_2017_12_12_a_s_11_30_47_pm-923676.png', 'ds_midia': 'Coney Island, 2010', 'ds_midia_credi': '', 'ds_midia_titlo': 'Coney Island, 2010', 'cd_tetag': '1', 'cd_midia_w': '447', 'cd_midia_h': '335', 'align': 'Left'}"><figure class="Left" style="width:447px;height:335px;"> <img src="http://www.folha1.com.br/_midias/png/2017/12/12/captura_de_tela_2017_12_12_a_s_11_30_47_pm-923676.png" alt="Coney Island, 2010" width="447" height="335"> <figcaption> Coney Island, 2010 </figcaption> </figure></tinymce>Festa de crian&ccedil;a com cachorro-quente nunca foi pra mim sin&ocirc;nimo de divers&atilde;o. Eu tinha 26 anos quando comi o primeiro <em>hot dog</em> da minha vida. Foi a supera&ccedil;&atilde;o de um trauma for&ccedil;ada pelas circunst&acirc;ncias. Eu estava em Nova York, no evento mais famoso do ver&atilde;o de Coney Island, o concurso dos comedores de cachorro-quente. Naquele ano de 2008, o vencedor devorou sozinho 59 cachorros quentes em 10 minutos. E eu at&eacute; aquele dia, em 26 anos de minha vida, n&atilde;o tinha comido um sequer. Tratava-se de um trauma de inf&acirc;ncia. Minha av&oacute; costumava dizer que quando uma crian&ccedil;a n&atilde;o se comportava direito, os adultos ligavam para o homem do saco e que vinha prontamente buscar o infante delinq&uuml;ente. Da&iacute;, uma vez capturada pelo famoso homem, o destino da crian&ccedil;a era um s&oacute;. Ser mo&iacute;da por um triturador de carne e virar salsicha. Por isso, que toda vez que a m&atilde;e de algum amigo meu me oferecia um cachorro-quente, eu recusava com um certo ar de revolta. A m&atilde;e &eacute; a &uacute;ltima das criaturas humanas que podem servir um cachorro quente. N&atilde;o acham?</div> <div>Visite o site do famoso concurso de hot dogs: <a href="http://nathansfamous.com/PageFetch/getpage.php?pgid=78">http://nathansfamous.com/PageFetch/getpage.php?pgid=78</a></div> <div>&nbsp;</div> <div>&nbsp;<br /></div>
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Sobre o autor

Mariana Luiza

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