Filmes, Catástrofes e Tecnologia
07/11/2011 | 22h25
<div class="mceTemp"> <div class="mceTemp"><tinymce class="clickTinyMCE" title="{'nm_midia_inter_thumb1':'', 'id_midia_tipo':'2', 'id_tetag_galer':'', 'id_midia':'5a3072decef53', 'cd_midia':923548, 'ds_midia_link': 'http://www.folha1.com.br/_midias/png/2017/12/12/captura_de_tela_2017_12_12_a_s_10_21_13_pm-923548.png', 'ds_midia': '', 'ds_midia_credi': '', 'ds_midia_titlo': '', 'cd_tetag': '1', 'cd_midia_w': '441', 'cd_midia_h': '292', 'align': 'Left'}"><figure class="Left" style="width:441px;height:292px;"> <img src="http://www.folha1.com.br/_midias/png/2017/12/12/captura_de_tela_2017_12_12_a_s_10_21_13_pm-923548.png" alt="Igreja de São Jorge, RJ" width="441" height="292"> <figcaption> Igreja de São Jorge, RJ </figcaption> </figure></tinymce>A primeira, das sete profecias Maias, destina o fim do mundo para o dia 21 de Dezembro de 2012. Astr&oacute;logos, videntes&nbsp;e at&eacute; Hollywood j&aacute; deram suas vers&otilde;es para o fato.</div> <div class="mceTemp">Nas &uacute;ltimas semanas, a televis&atilde;o exibiu m&iacute;sticos e tar&oacute;logos profetizando cat&aacute;strofes naturais ao longo dos anos como uma forma de prepara&ccedil;&atilde;o da terra para o grande dia.&nbsp;As previs&otilde;es s&atilde;o divergentes, mas todos concordam com uma coisa: o mundo n&atilde;o ir&aacute; acabar como no filme 2012.&nbsp;</div> <div class="mceTemp">&nbsp;</div> <div class="mceTemp">O que acontecer&aacute; no dia 21 de Dezembro ser&aacute; o in&iacute;cio de uma nova era. Um novo tempo onde o materialismo e a dor estar&atilde;o banidos do universo, e a conviv&ecirc;ncia harm&ocirc;nica entre os seres humanos e o planeta ser&aacute; definitivamente estabelecida. &Eacute; o que dizem. Confesso que eu nunca acreditei na profecia Maia, nem em S&atilde;o Malaquias, Nostradamus ou nos tr&ecirc;s milagres de F&aacute;tima. Atualmente, o &uacute;nico press&aacute;gio que ponho f&eacute; &eacute; o de minha m&atilde;e, que sempre disse ser a tecnologia a grande respons&aacute;vel pelo fim do mundo. Minha m&atilde;e, que temeu o <em>bug </em>do mil&ecirc;nio, por diversas vezes, profetizou que o fim dos tempos viria na velocidade catastr&oacute;fica das inova&ccedil;&otilde;es tecnol&oacute;gicas e principalmente da internet. Ser&iacute;amos, num futuro pr&oacute;ximo, dominados e massacrados pelas m&aacute;quinas que criamos, dizia ela. Os progn&oacute;sticos de mam&atilde;e nunca chegaram aos p&eacute;s de James Cameron e seus Exterminadores do Futuro. Ela, diferente do cineasta, acredita que a vit&oacute;ria das m&aacute;quinas sobre os homens ser&aacute; bem mais sutil. Os homens tornar&atilde;o escravos das m&aacute;quinas que criaram, vendendo seu tempo e conv&iacute;vio com o presente em troca das alegrias fugazes de "likes" nas redes sociais. Ver&atilde;o o n&iacute;vel de stress e a velocidade do tempo aumentar incontrolavelmente a medida que se preocupam com a aprova&ccedil;&atilde;o de desconhecidos. As rela&ccedil;&otilde;es humanas estar&atilde;o cada vez mais dependentes da internet e da tecnologia. E o lan&ccedil;amento veloz e constante de produtos ser&aacute; o grande respons&aacute;vel pelo aumento do lixo de obsoletos. Sempre tive ressalvas &agrave; teoria apocal&iacute;ptica de dona Suzy. Demorei a acreditar que ela pudesse estar certa. Achava que em parte ela tinha raz&atilde;o. Principalmente no que diz respeito &agrave; quantidade de lixos e obsoletos que produzimos diariamente, por conseq&uuml;&ecirc;ncia das inova&ccedil;&otilde;es tecnol&oacute;gica. Mas, eu nunca acreditei que a internet seria a respons&aacute;vel pelo fim do mundo. Nem que este fim, assim como os Maias profetizam, estaria t&atilde;o pr&oacute;ximo. Muito pr&oacute;ximo. E se muitos acreditam que os Maias acertaram a data do ju&iacute;zo final, eu acredito que minha m&atilde;e prenunciou como deus far&aacute; o acerto de contas. Faz um ano que o site WikiLeaks ficou famoso ao publicar uma s&eacute;rie de documentos sobre poss&iacute;veis crimes de guerra cometido pelo ex&eacute;rcito dos Estados Unidos nas guerras do Afeganist&atilde;o e Iraque. Julian Assenge, o fundador do website, foi, logo em seguida, acusado de crimes sexuais. O WikiLeaks sofreu press&otilde;es e san&ccedil;&otilde;es financeiras. Em retalia&ccedil;&atilde;o, o grupo de hackers <em>Anonymous</em>, atacou as empresas Visa, Mastercard, Amazon e PayPal, al&eacute;m do site da OTAN (Organiza&ccedil;&atilde;o do Tratado do Atl&acirc;ntico Norte<em>)</em>. Segundo a OTAN, o<em> Anonymous</em> &eacute; uma amea&ccedil;a ao mundo. A publica&ccedil;&atilde;o, tamb&eacute;m no WikiLeaks, dos telegramas da embaixada norte-americana sobre os abusos de corrup&ccedil;&atilde;o e nepotismo envolvendo o governo da Tun&iacute;sia foi a gota d’&aacute;gua para que a popula&ccedil;&atilde;o se revoltasse e derrubasse o poder ditatorial de Bem Ali, no in&iacute;cio deste ano. Estava inaugurada a Primavera &Aacute;rabe, que s&oacute; em 2011 derrubaria mais dois governos ditatoriais: o Egito e a L&iacute;bia. Al&eacute;m do website, as redes sociais, Facebook e Twitter se tornaram fundamentais na organiza&ccedil;&atilde;o e sensibiliza&ccedil;&atilde;o da popula&ccedil;&atilde;o para a derrubada do governo no Egito e a dissemina&ccedil;&atilde;o dos descontentamentos mundo afora. Manifesta&ccedil;&otilde;es na L&iacute;bia, Arg&eacute;lia, I&ecirc;men e v&aacute;rios outros pa&iacute;ses do Oriente M&eacute;dio e Norte da &Aacute;frica tamb&eacute;m foram organizadas pelas m&iacute;dias sociais. Greves, com&iacute;cios e motins, como o ocorrido na Tail&acirc;ndia em abril deste ano, igualmente se beneficiaram das facilidades da tecnologia. A velocidade e o alcance da internet foram essenciais para que movimentos como o <em>Occupy Wall Street</em> , em Nova York, ganhasse notoriedade e a ades&atilde;o mundial. Ottawa, Berlim, Roma, Londres, Hong Kong, Sydney e T&oacute;quio criaram suas vers&otilde;es para os protestos contra as gan&acirc;ncias corporativas e as injusti&ccedil;as em geral. O poder da tecnologia e a da internet &eacute; tamanho, que na semana passada, a CIA - ag&ecirc;ncia de intelig&ecirc;ncia norte-americana – admitiu monitorar as redes sociais no mundo todo em busca de amea&ccedil;as &agrave; seguran&ccedil;a do pa&iacute;s e informa&ccedil;&otilde;es da opini&atilde;o p&uacute;blica sobre o governo americano. N&atilde;o h&aacute; como negar: o fim do mundo, assim como o conhecemos, est&aacute; mesmo pr&oacute;ximo. N&atilde;o sei se 2012 ser&aacute; a data certa para a extin&ccedil;&atilde;o destes tempos de corrup&ccedil;&atilde;o, abusos de poder e gan&acirc;ncia, mas acredito que estamos vivendo o in&iacute;cio do fim e que a minha m&atilde;e, a internet e a tecnologia t&ecirc;m muito a ver com isso.</div> <div class="mceTemp">&nbsp;</div> </div>
Comentar
Compartilhe
Sobre o autor

Mariana Luiza

[email protected]