Pezão: "Meu compromisso com Dilma está acima do PT"
28/01/2014 | 10h31

Um dia depois do PT ser corrido do governo Sérgio Cabral, o candidato do PMDB à sucessão estadual, Luiz Fernando Pezão, abre seu voto na eleição presidencial: "Sempre falei que iria apoiar a Dilma. Meu compromisso com a Dilma está acima do PT". Um conselheiro de Cabral explicou ontem que não haveria como justificar um rompimento com a presidente.

A declaração de Pezão coloca um ponto final na especulação sobre uma aliança entre PMDB e PSDB no Rio de Janeiro. No momento, o PSDB do presidenciável Aécio Neves anda flertando com o PR do deputado federal Anthony Garotinho (PR). Em seu blog, Garotinho confirmou ter sido procurado por nomes ligados ao tucano.

Fonte: Ilimar Franco/O Globo

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Sérgio Cabral: "Deixo o governo entre janeiro e abril de 2014"
17/08/2013 | 01h03

Um dia depois de ter visto o Palácio Guanabara, sede do governo estadual do Rio de Janeiro, cercado por manifestantes que tentavam ocupar o local, o governador Sérgio Cabral (PMDB) recebeu a reportagem de ISTOÉ. Dizendo-se “muito preocupado” com o vandalismo que tomou conta dos protestos, Cabral enxerga por trás dos sucessivos atos contra ele segmentos políticos interessados em minar a aliança celebrada entre o governo do Estado, a presidenta Dilma Rousseff (PT) e o prefeito carioca, Eduardo Paes (PMDB). Para brigar pelo triunfo dessa parceria (PMDB-PT), Cabral revela que deixará o governo entre janeiro e abril de 2014. Com isso, o vice-governador Luiz Fernando de Souza, o Pezão, candidato à sua sucessão, assumirá o governo. “É importante que Pezão tenha tempo de conhecer e conquistar o eleitor fluminense. Acho que essa aliança fez muito bem ao Brasil e eu vou lutar por ela no plano estadual e federal”, disse o governador. Com 51 anos completados em janeiro, Cabral afirmou que, ao deixar o Palácio Guanabara, passará a ser apenas um militante. De Pezão e de Dilma.

ISTOÉ - O sr. fica até o fim do mandato?

SÉRGIO CABRAL -  É a primeira vez que falo isso: estou seriamente inclinado a permitir que a população conheça o meu vice Pezão com tempo suficiente para conviver com ele como governador. Então, da mesma maneira que vários governadores deixaram o cargo para o vice disputar a eleição, eu estou pensando em fazer o mesmo. O Pezão é homem público de uma seriedade, eficiência, simplicidade e capacidade extraordinária. É um sujeito que veio do chão da fábrica, foi vereador e prefeito. Ele é o nome para dar continuidade à obra política. É a maior segurança que este Estado tem para continuar no caminho certo.

ISTOÉ -  Quando o sr. pretende sair do governo, então?

SÉRGIO CABRAL - O prazo máximo é abril, porque as convenções são em junho, e não quero ficar muito perto do processo eleitoral. Quero que ele tenha tempo de amadurecer a relação dele com a população. Mas pode ser antes, pode ser em janeiro, estou estudando. Deixo o governo entre janeiro e abril de 2014.

ISTOÉ -  E o seu futuro?

SÉRGIO CABRAL -  Olha, vou responder com um trecho da música do Zeca Pagodinho: deixa a vida me levar. Vou me tornar um militante e lutar pela aliança entre o PT e o PMDB. Acho que essa aliança fez muito bem ao Brasil e eu vou lutar por ela no plano estadual e federal. Fora do governo fico mais liberado, mais à vontade para trabalhar essa aliança, que acho muito importante. Ela viabilizou conquistas para o Estado e para o Brasil. Acho que é meu dever conseguir amalgamar os três níveis de poder. Não significa que eu, Eduardo (Paes) e Dilma não tenhamos divergências, temos sim, mas temos uma agenda em comum e qualquer coisa que comprometa esse rumo é ruim.

ISTOÉ - O sr. continua sendo contra a possibilidade de Dilma ter dois palanques no Rio de Janeiro?

SÉRGIO CABRAL - Eu sou muito claro em relação a esse tema. Temos uma história de quase sete anos de parcerias, conquistas, solidariedade mútua. Isso não pode ser interrompido.

ISTOÉ - Uma aliança entre os dois candidatos Lindbergh Farias e Pezão é viável?

SÉRGIO CABRAL - Estamos de braços abertos para o PT continuar conosco nesse processo de aliança. Mas acho que temos a legitimidade, o direito de lançar o candidato a governador. Numa aliança é preciso olhar o todo, o processo geral. De coração aberto, quero discutir com os companheiros a manutenção dessa aliança.

ISTOÉ - A presidenta Dilma tem manifestado apoio?

SÉRGIO CABRAL - Muito. A presidenta é nossa companheira. Não só ela, mas também seus ministros. Hoje falei longamente com a ministra Miriam Belchior sobre a Linha 3 do metrô que estamos na eminência de conquistar os recursos. Porque é uma obra importante que liga Niterói/São Gonçalo e Itaboraí. Minha relação com os ministros do governo é muito respeitosa, carinhosa. E a presidenta é uma amiga. Ela sempre disse: “Serginho, você não é meu companheiro, é amigo”. E ela tem razão. Trocamos confidências. Ela me dá boas dicas de filmes e livros. E temos uma coisa em comum: somos liderados por Luiz Inácio Lula da Silva. A dupla é essa: Pezão, o pai do PAC, e Dilma, a mãe do PAC. O Lula disse isso uma vez na Rocinha, e está dito. É isso. Será que essa construção de aliança, essa solidariedade recíproca, merece ter dois palanques no Rio?

Para ler a entrevista completa, clique AQUI

A martéria da IstoÉ também foi publicada pelo jornalista Ricardo André Vasconcelos em seu blog aqui

Revista Veja: "Os contratos mlionários do escritório da mulher de Cabral" — O governador Sérgio Cabral (PMDB) também é citado em matéria publicada hoje (17) no site da revista Veja. Porém, neste caso, o destaque é a sua esposa, a advogada Adriana Ancelmo. Para ler a matéria, clique aqui

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Dilma se sente pressionada por Cabral
28/05/2013 | 10h37

Antes de embarcar para a África, a presidente Dilma Rousseff comentou com um interlocutor que não gostou do gesto do governador Sérgio Cabral (PMDB), que acenou com apoio a Aécio Neves (PSDB), para pressioná-la a rifar Lindbergh Farias (PT), pré-candidato ao governo do estado em 2014. Na última quarta-feira (22), em conversa com governadores do PMDB, Cabral, como quem não quer nada, lembrou aos presentes o parentesco de seu filho com Aécio.

Fonte: JB

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Rosinha: “Meu voto é válido”
21/08/2012 | 10h59
[caption id="attachment_12304" align="aligncenter" width="434" caption="Divulgação/Rosinha"]Divulgação/Rosinha[/caption]

Após a participação de Erik Schunk (PSOL) na noite de ontem (20), hoje (21) foi a vez da prefeita Rosinha Garotinho (PR) ser entrevistada no RJ Inter TV 2ª Edição. Indagada sobre o 92º lugar de Campos no ranking do Ideb e sobre a situação da sua candidatura, tendo em vista a interpretação de que poderia ser enquadrada pela Lei da Ficha Limpa, a prefeita afirmou que a cidade teve avanços na área da Educação e frisou que não há problema algum com o seu registro de candidatura. Ela iniciou a entrevista respondendo à pergunta do apresentador Luiz Gonzaga Neto sobre o Ideb 2011. “Campos subiu. Na verdade, não posso avaliar de um patamar que Campos nunca esteve. Quando eu assumi a prefeitura de Campos nós estávamos numa situação muito pior. Nós crescemos no segundo segmento 10%, contra 8% do Rio de Janeiro, e no primeiro segmento crescemos mais de 12%. Eu não posso me alegrar com o índice que temos, mas com o crescimento que tivemos em apenas um ano”, disse Rosinha.

A prefeita também falou sobre a situação do seu registro de candidatura, que conta com um pedido de impugnação do Ministério Público. “O meu registro está deferido, não tenho registro indeferido, não tenho conta rejeitada, eu não tenho nenhum problema na Justiça Eleitoral e o meu voto é válido”, enfatizou a prefeita.

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Revista Veja: A disputa pela Prefeitura na terra do Porto
20/08/2012 | 11h47

A revista "Veja" produziu uma extensa matéria sobre a disputa eleitoral em São João da Barra. A reportagem, assinada pela jornalista Cecília Ritto, informa que o próximo  gestor (ou gestora) vai governar uma cidade com o dobro de população e arrecadação. Confira:

São João da Barra é um dos municípios brasileiros que mais passará por transformações nos próximos quatro anos. Enquanto são realizadas grandes obras nas cidades-sedes da Copa do Mundo de 2014 e, no Rio de Janeiro, desenham-se melhorias para a Olimpíada de 2016, a antes pacata São João, no Norte Fluminense, deve dobrar seu total de habitantes e sua arrecadação. O ‘milagre do crescimento’ já está em curso, mas vai se acentuar a partir de 2013 com o início da operação do Porto do Açu, o megaempreendimento de Eike Batista, responsável por colocar o município no mapa mundial.

As grandes oportunidades para o setor privado representam também uma chance e tanto também para a política – ou os políticos propriamente ditos. O início da movimentação no Porto do Açu, a maior obra de infraestrutura portuária da América Latina, com investimento de 3,8 bilhões de reais, coincide com o começo do quadriênio ‘de ouro’ para a prefeitura da cidade. São João da Barra se tornará independente dos recursos dos royalties do petróleo e sairá de uma arrecadação de 350 milhões de reais para 700 milhões em 2015. Em contrapartida, o novo gestor terá de administrar uma expansão violenta, com necessidade de criação de infraestrutura e serviços. Caberá a um deles tocar o plano diretor da cidade - o vencedor terá a opção de executar um plano diretor assinado pelo urbanista Jaime Lerner para o município - e amenizar a chegada dos problemas de cidade grande.

Os candidatos que se apresentam para gerir essa nova potência econômica da região são nomes pouco conhecidos no estado. E alguns são desconhecidos até na própria cidade: Betinho Dauaire, Neco, Jéssica Ribeiro e Murilo da Karol disputam o que, nos arredores de São João da Barra, é a “prefeitura da cidade do Eike”.

É certo que competência não se mede por idade ou tempo de estrada na política. Afinal, se figuras experientes no Executivo e no Legislativo fossem sinônimo de eficiência, o Brasil estaria no topo do mundo em matéria de serviço público. Mas a escolha para os eleitores de São João não é das mais fáceis.

Jéssica Ribeiro — A mais jovem candidata a gerir os 500 milhões de reais do orçamento de 2013 do município de 33 mil habitantes é Jéssica, do PPL, com 27 anos. Professora de história, formada em uma faculdade chamada Universo, em Campos dos Goytacazes, cidade vizinha – onde a prefeita é a ex-governadora Rosinha Garotinho. O currículo político da jovem ainda é uma folha em branco. Ela conta com a memória do povo sanjoanense para escrever a primeira linha de seu histórico na vida pública. Para isso, vai evocar a lembrança de seu avô e seu bisavô, que governaram a cidade nos anos 40, 50 e 70. “Venho de movimento estudantil. Minha família toda é de São João da Barra”, afirma Jéssica que, junto com Betinho e Murilo, compõe o trio da oposição. Eles são as vozes críticas ao projeto de Eike. Em comum, os três afirmam que o volume dos investimentos ainda não se refletiu na vida do morador da cidade. Murilo da Karol — Murilo, 52, já tentou disputar uma eleição, em 2008, para vereador. Mas, antes mesmo de a campanha começar, teve o seu nome substituído por outro candidato. Ele era petista, tinha Luiz Inácio Lula da Silva como ideal de político. Depois, virou tucano, e hoje prefere o senador Aécio Neves e o deputado estadual Luiz Paulo Correa da Rocha como exemplos para se espelhar. Murilo parece destoar da cidade onde pretende ser prefeito: “A primeira ideia é reformular tudo. Tentar fazer o dono do empreendimento, seja lá quem for, mesmo se for Eike, abrir a caixa preta e explicar de verdade o que vai acontecer na cidade”, afirma, frisando ser contrário ao “capitalismo selvagem”. Com negócios menos ‘agressivos’ que o do homem mais rico do Brasil, Murilo tem como experiência de gestão o fato de administrar, há oito anos, um negócio inédito em São João: uma loja de doces, que chamou de Karol, em homenagem à filha. Daí o motivo de Ricardo Murilo de Sá Barreto ter se tornado o Murilo da Karol – nome que explora na campanha. “As pessoas me conhecem por esse nome. Sou chamado até de Karol, o único homem com nome feminino em São João da Barra”, brinca o comerciante. Como conta, chegou perto da faculdade, quando iniciou o curso de administração. Mas não foi longe. E hoje consta apenas o Ensino Médio concluído em seu currículo escolar.  Murilo tem bens, mas nenhum deles consta no Tribunal Superior Eleitoral (TSE), como manda a lei. “A loja é minha, sim. Também tenho um carro Fiesta. Como ainda não tinha começado a pagar, achei que não era meu. Mas acredito que não haverá problema na Justiça. Foi uma falha e eu assumo”, afirma. Betinho Dauaire — Mais escolado que Murilo, Betinho Dauaire, do PR conhece o gosto do poder. E quer voltar à cena política de São João da Barra. No meio do caminho, no entanto, topou com problemas antigos e hoje é o único cujo pedido de candidatura foi indeferido. Ele recorreu à decisão e continua na corrida pela prefeitura, enquanto o recurso não é julgado. Betinho governou a cidade por oito anos e colecionou ações por improbidade administrativa, que tramitam na comarca da cidade. O Ministério Público Eleitoral e a coligação “São João da Barra não pode parar”, que apoia Neco, ajuizaram uma ação de impugnação do registro de candidatura de Betinho. Segundo o MPE, ele é classificado como ficha-suja por ter tido suas contas, enquanto prefeito, desaprovadas pelos tribunais de contas da União e do estado. O juiz que indeferiu o pedido de Betinho, Leandro Loyola de Abreu, alegou que a conduta do ex-prefeito configura “atos dolosos de improbidade administrativa de natureza insanável” e afirmou que ele causou “evidente dano irreparável aos cofres públicos”.  O PR de Betinho é o partido forte na região, sob o comando do ex-governador Anthony Garotinho. Com o seu “vê se entende” para pontuar frases, Betinho explica o porquê de seu nome ter ido parar na Justiça. “Todo prefeito tem dois tipos de contas a cada ano do exercício: contas de exercício financeiro e ordenador de despesa. O ordenador são despesas feitas por terceiros (vê se entende)”, diz Betinho, tentando devolver a bola a seus ex-funcionários. “São despesas sem dolo, sanáveis”, afirma, apoiando-se na alegação de que as rejeições de contas ainda não transitaram em julgado. Na expectativa de se livrar da impugnação, Betinho, um dos críticos mais ferozes da atual prefeita Carla Machado, do PMDB, faz planos para uma eventual nova gestão. Entre eles, o de fazer funcionar o Hospital Maria Julia Aquino, criado em seu mandato. Atualmente, a unidade não passa de uma policlínica e sede da Secretaria de Saúde. Por enquanto, São João não tem hospital.

São João da Barra reflete a principal disputa política do estado do Rio, entre os grupos rivais de Sérgio Cabral e de Anthony Garotinho. “O prefeito não pode posar de tiete do Eike Batista e pegar a bandeira do porto como se fosse uma bandeira política. Não pode fazer isso (vê se entende). Hoje o executivo parece assessoria de comunicação do complexo portuário. É medalha pro Eike, é não sei o que pro Eike”, reclama Betinho.

Neco — Neco, do PMDB, é o principal adversário de Betinho. O peemedebista se apresenta como o candidato da continuidade, com a experiência de quatro mandatos como vereador. Em 2008, foi o mais votado, com 1.246 votos. Ele é um dos poucos moradores de São João da Barra que, de fato, nasceu lá. Como não há hospital, um legítimo sanjoanense deve ser parido dentro de casa. “A cozinha do hospital construído (por Betinho) é colada ao necrotério”, diz, contestando a obra do adversário.

Neco aparece no TSE como agricultor, mas, além de trabalhar como cortador de cana, já vendeu picolé e trabalhou em fábrica de costura. Dos candidatos à prefeitura, o vereador é o que apresenta a menor instrução. Ele frequentou a escola até a 5ª série (o sexto ano atual). Há aproximadamente quatro anos, retomou os estudos. Fez um supletivo e está a três provas de conquistar o seu diploma do Ensino Médio. “Na infância não tive tempo de estudar. Cheguei à quinta série e parei. Com o tempo, comecei a estudar, mas à distância. Agora falta pouco para terminar”, afirma Neco, ainda tropeçando um pouco nos “r” e “s”. No Brasil, os problemas com a língua estão longe de significarem menos votos. E Neco é o mais cotado para vencer as eleições.

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Garotinho diz que vai inaugurar o Porto do Açu
02/06/2012 | 11h26

garotinho na diário

O deputado federal Anthony Garotinho (PR) disse hoje (02), durante o programa “Entrevista Coletiva”, da rádio “Diário FM”, que vai inaugurar o Porto do Açu em 2016. “Quem vai inaugurar o Porto do Açu vai ser Garotinho em 2016. Estou trabalhando para isso”, informou o parlamentar, deixando claro que já está em campanha para voltar ao governo do Estado. A eleição acontece em 2014 e o novo governador assume em 2015. Por enquanto, os pré-candidatos são: Garotinho (PR), Lindbergh (PT) e o vice-governador Luiz Fernando Pezão (PMDB).

“Não sou o dono da verdade” — O deputado também disse que não é o dono da verdade e possui defeitos. “Nosso grupo também erra, eu também tenho defeitos”, disse Garotinho, que não listou quais seriam esses defeitos.

"Compradores de voto estão desistindo" — Segundo Garotinho, políticos com práticas ultrapassadas estão deixando o ambiente eleitoral. “Compradores de voto estão desistindo da eleição. Não tem mais espaço para esse tipo de gente”, disse Garotinho, ressaltando que não estava se referindo ao vereador Jorginho Pé no Chão, que não vai disputar a eleição e alegou um problema de Saúde.

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CPI: PMDB tenta evitar convocação de Cabral
01/05/2012 | 02h01

Sergio_Cabral_Governador_Rio_de_Janeiro_be_01

Tranquilos até poucos dias atrás com o tiroteio entre PT e oposição, que mantinha o PMDB distante do alvo central da CPI do caso Cachoeira, integrantes da cúpula do partido começaram a se mobilizar no fim de semana para tentar blindar o governador do Rio, Sérgio Cabral (PMDB), e evitar que seja aprovada sua convocação para depor logo no início dos trabalhos. Dirigentes peemedebistas não escondem o desconforto e a preocupação com a superexposição das relações de Cabral com o dono da Delta, Fernando Cavendish, em fotos divulgadas pelo ex-governador e deputado federal Anthony Garotinho (PR-RJ).

A avaliação feita em conversas reservadas era de que a CPI começa a caminhar com as próprias pernas, e que a cúpula do PMDB terá que rever sua estratégia inicial de se manter à margem da CPI que nunca quis. Por isso, apesar do feriado de hoje, o líder do PMDB no Senado, Renan Calheiros (AL), chega a Brasília para uma reunião com o presidente licenciado do Senado, José Sarney (PMDB-AP), e com o presidente da CPI, Vital do Rêgo (PMDB-PB), para discutir como conduzir o caso e não deixar que o foco da CPI extrapole o objeto de sua criação: o esquema Carlinhos Cachoeira, Delta e o senador Demóstenes Torres (sem partido-GO). "O Renan me deu liberdade para agir de acordo com minhas convicções. E minha convicção é que não vou ser instrumento de lutas regionais. Pode tirar o Garotinho da chuva!", disse Ferraço, ontem, ao GLOBO. Preferindo manter-se no anonimato, um deputado do PMDB faz a mesma avaliação que Ferraço: "A CPI começa a ganhar rumo próprio. Quem é que vai convocar o Perillo e o Agnelo e depois botar a cara lá para defender o Cabral? Quem defender Cabral vira alvo. Como que o Renan, que quer ser presidente do Senado, vai defender isso? Só por baixo dos panos", disse.

Nas conversas de bastidores, peemedebistas avaliaram que a situação de Cabral se complicou muito no final de semana com a divulgação dos vídeos e fotos. Mas a ordem interna é não alimentar essa polêmica. "A CPI é para investigar o Cachoeira e as investigações das operações da Polícia Federal. Se tem outras ramificações, lá na frente a CPI terá que investigar. Temos que aguardar o plano de trabalho da comissão para ver onde e o que tem de ligação com Cachoeira", disse ex-líder do governo no Senado, Romero Jucá (PMDB-RR), ressaltando que não é da CPI. Cabral, que não tem relação estreita com seus partidários no Congresso, está procurando aproximação maior e sondou pessoas do partido para refutar suspeitas de que privilegiou a Delta.

garotinho

Garotinho passa a ser alvo — Após a divulgação das fotos de Cabral, o deputado Garotinho passou a ter o seu passado analisado por políticos e jornalistas de todo o país. Todos querem descobrir se o telhado dele é ou não é feito de vidro. Nesse embalo, uma matéria publicada no "Contas Abertas" informa que, em 2004, Geraldo Pudim recebeu doações de R$ 300 mil da construtora Delta. Pudim recebia apoio maciço de Garotinho – nas eleições seguintes (2006), o slogan “votar no Pudim é votar no Garotinho” o fez se eleger deputado federal.

O blog "Estou Procurando o que Fazer" publicou (aqui) a página que informa a doação de R$ 300 mil ao candidato de Garotinho.

Agora, além de bombardear Cabral, Garotinho vai ter que reservar um espaço para se defender. E ele já mandou um recado em seu blog. "Só quero avisar aqui Cabral que ameaças não me amedrontam. Quem me conhece sabe que sou um homem de coragem, que sempre enfrentei adversários e inimigos poderosos. Se não recuei até hoje, não será por mais essas ameaças de Cabral que vou me acovardar. Digo mais para que todos saibam: Tudo o que já mostrei e o que ainda vou revelar aqui no blog é aperitivo perto do que vou levar para a CPI", disparou Garotinho.

Fontes: O Globo, Contas Abertas,  Estou Procurando o que Fazer e Blog do Garotinho

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