Garotinho, um pastor à beira de perder o comando de suas ovelhas
12/07/2015 | 10h51
Do jornal "O Dia" (aqui):

Corre à boca pequena uma frase entre os poderosos que serve para ajudar a entender que rumos vai tomar o ex-governador e atual secretário de governo de Campos Anthony Garotinho (PR): na política, quatro anos podem ser quatro décadas.

[caption id="" align="aligncenter" width="498"] Em 13 anos, Garotinho foi da candidatura a presidente ao risco de perder o comando do PR          Foto: Márcio Mercante / Agência O Dia[/caption]
A comparação — indicativa de que o tempo pode acelerar carreiras para cima ou para baixo — é ponto de partida para responder uma pergunta: como, em 13 anos, um político vai do sonho de ser presidente da República ao isolamento em sua cidade natal, podendo perder o comando do partido no estado e assistindo à debandada de antigos aliados?

Hoje, no PR do Estado do Rio um grupo de parlamentares quer Garotinho fora do comando da legenda. A insatisfação, já antiga, atingiu o auge na sexta-feira passada, data do ultimado dado pela bancada federal para que a filha de Garotinho, Clarissa, deixe o partido.

Ela já não esconde mais que flerta com o PSDB, e sua saída, se concretizada, tornará a situação de Garotinho insustentável. Por isso, defendem que o terceiro colocado nas eleições para o governo do estado em 2014 deixe a presidência do PR imediatamente.

Os membros do grupo político do ex-governador não titubeiam e garantem: Garotinho não esperava ficar fora do segundo turno nas eleições estaduais de 2014. A derrota desencadeou uma sucessão de outros dissabores para o ex-governador.

Primeiro, viu Fernando Peregrino, aliado de longa data, sair da legenda ainda em dezembro do ano passado; na Assembleia Legislativa do Rio (Alerj), viu o amigo Geraldo Pudim tornar-se aliado de Jorge Picciani (PMDB), seu desafeto.

E os verá em Campos no ano que vem, pois Pudim será candidato peemedebista à prefeitura, embora garanta que não vai disparar contra o amigo. Além disso, teve que aturar as acusações de estar sempre protegendo e privilegiando a filha.

Se na Alerj Garotinho ainda é visto como liderança, o ex-governador é persona non grata em Brasília. A bancada do Rio reclama que não houve reuniões dos parlamentares com a direção de outubro ao começo da semana passada, ou seja, quase 10 meses sem contato formal. A avaliação é de que a falta de diálogo, somada à publicidade do desejo de Clarissa em ir para o PSDB, evidenciam problemas “insuperáveis” no comando de Garotinho na legenda.

Feijó: "A situação não é boa" - Paulo Feijó é um dos fiéis na Câmara dos Deputados, e tenta contornar problemas. “Tenho cinco mandatos e tentarei apaziguar as relações. A situação não é boa”, admite.

Garotinho não quis conversar com a reportagem.

Prestígio está abalado  em Campos

Em Campos, a força de Garotinho está abalada, e o mais proeminente político da cidade periga não conseguir, no ano que vem, eleger seu candidato, para suceder Rosinha. O nome natural seria o de Geraldo Pudim, mas, com a ida dele para o PMDB, o grupo do ex-governador tem três opções: o deputado estadual Bruno Dauaire (PR); o líder do governo na Câmara dos Vereadores de Campos, Mauro Silva (PT do B); e Dr. Chicão (PP), vice de Rosinha.

Pesquisas encomendadas pelo governo avaliam que a aprovação de Rosinha não é das melhores e, em breve, o PP sairá do governo: o deputado estadual Papinha será candidato a prefeito.

E há um acordo entre PP e PMDB: quem ficar fora do segundo turno apoia o outro. Todos contra Garotinho.

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Eduardo Cunha: "O PT não tem amigos, tem súditos”
16/03/2015 | 04h11

O presidente da Câmara Federal, Eduardo Cunha (PMDB), começa a mostrar as suas garras. Ele disse nesta segunda-feira (16) que “a corrupção não está no Legislativo, está no Executivo”. Ele se reuniu na sede da Federação das Indústrias do Estado de São Paulo (Fiesp) com um grupo de cerca de 160 empresários, para quem reservadamente, durante o encontro, ainda disse que o “PT não tem opositores, tem inimigos; o PT não tem amigos, tem súditos”.

Ao comentar os protestos de ontem, Cunha afirmou que o Poder Executivo é responsável por permitir que a corrupção tenha avançado. "Quando falam que as ruas estão contra o Parlamento, quero dizer que nós somos representantes do povo e vamos fazer (reformas), tomamos posse agora apenas há 40 dias e temos que andar em consonância com eles. É bom deixar claro que a corrupção não está no Poder Legislativo, a corrupção está no Executivo. Se eventualmente alguém no Poder Legislativo se aproveitou da situação para dar suporte politico em troca de benefícios indevidos é porque esses benefícios existiram pela falta de governança do Poder Executivo, que permitiu que a corrupção avançasse", disse Cunha.

O presidente da Câmara é um dos 34 parlamentares que integra a lista de políticos que respondem a inquérito Supremo Tribunal Federal (STF) pela Operação Lava-Jato.

Atualização às 19h15 - Dilma rebate Cunha - A presidente Dilma Rousseff disse na tarde desta segunda-feira, em entrevista coletiva, em Brasília, que vai procurar abrir diálogo com humildade, com quem quer que seja. A afirmação da petista foi feita após ela ser questionada por um jornalista sobre a das declarações de Eduardo Cunha.

Dilma ressaltou (aqui) que é necessário ter “vigilância”. "A corrupção não nasceu hoje. Ela é uma senhora idosa, e pode estar em qualquer lugar, não poupa ninguém. Ela pode estar, inclusive, no setor privado. Não vamos achar que tem qualquer segmento acima de qualquer suspeita. O combate à corrupção começa também através de um processo educacional. O fato de você não querer tirar vantagem em tudo na sua vida", afirmou a presidente.

Fonte: O Globo 

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Eduardo Cunha: "O PT não tem amigos, tem súditos”
16/03/2015 | 04h11

O presidente da Câmara Federal, Eduardo Cunha (PMDB), começa a mostrar as suas garras. Ele disse nesta segunda-feira (16) que “a corrupção não está no Legislativo, está no Executivo”. Ele se reuniu na sede da Federação das Indústrias do Estado de São Paulo (Fiesp) com um grupo de cerca de 160 empresários, para quem reservadamente, durante o encontro, ainda disse que o “PT não tem opositores, tem inimigos; o PT não tem amigos, tem súditos”.

Ao comentar os protestos de ontem, Cunha afirmou que o Poder Executivo é responsável por permitir que a corrupção tenha avançado. "Quando falam que as ruas estão contra o Parlamento, quero dizer que nós somos representantes do povo e vamos fazer (reformas), tomamos posse agora apenas há 40 dias e temos que andar em consonância com eles. É bom deixar claro que a corrupção não está no Poder Legislativo, a corrupção está no Executivo. Se eventualmente alguém no Poder Legislativo se aproveitou da situação para dar suporte politico em troca de benefícios indevidos é porque esses benefícios existiram pela falta de governança do Poder Executivo, que permitiu que a corrupção avançasse", disse Cunha.

O presidente da Câmara é um dos 34 parlamentares que integra a lista de políticos que respondem a inquérito Supremo Tribunal Federal (STF) pela Operação Lava-Jato.

Atualização às 19h15 - Dilma rebate Cunha - A presidente Dilma Rousseff disse na tarde desta segunda-feira, em entrevista coletiva, em Brasília, que vai procurar abrir diálogo com humildade, com quem quer que seja. A afirmação da petista foi feita após ela ser questionada por um jornalista sobre a das declarações de Eduardo Cunha.

Dilma ressaltou (aqui) que é necessário ter “vigilância”. "A corrupção não nasceu hoje. Ela é uma senhora idosa, e pode estar em qualquer lugar, não poupa ninguém. Ela pode estar, inclusive, no setor privado. Não vamos achar que tem qualquer segmento acima de qualquer suspeita. O combate à corrupção começa também através de um processo educacional. O fato de você não querer tirar vantagem em tudo na sua vida", afirmou a presidente.

Fonte: O Globo 

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Pezão: "Meu compromisso com Dilma está acima do PT"
28/01/2014 | 10h31

Um dia depois do PT ser corrido do governo Sérgio Cabral, o candidato do PMDB à sucessão estadual, Luiz Fernando Pezão, abre seu voto na eleição presidencial: "Sempre falei que iria apoiar a Dilma. Meu compromisso com a Dilma está acima do PT". Um conselheiro de Cabral explicou ontem que não haveria como justificar um rompimento com a presidente.

A declaração de Pezão coloca um ponto final na especulação sobre uma aliança entre PMDB e PSDB no Rio de Janeiro. No momento, o PSDB do presidenciável Aécio Neves anda flertando com o PR do deputado federal Anthony Garotinho (PR). Em seu blog, Garotinho confirmou ter sido procurado por nomes ligados ao tucano.

Fonte: Ilimar Franco/O Globo

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PT do Rio pede que secretários deixem o governo
27/01/2014 | 02h22
[caption id="attachment_22133" align="aligncenter" width="500"] Encontro entre o governador Sérgio Cabral e o presidente estadual do PT Washington Quaquá, no Palácio Guanabara, em Laranjeiras. Marcos Tristão/O Globo[/caption]

Após participar de um encontro no Palácio Guanabara com o governador Sérgio Cabral (PMDB) nesta segunda-feira (27), o presidente do PT no Rio, Washington Quaquá, pediu que os dois secretários do partido que integram a gestão peemedebista peçam logo exoneração e não esperem a decisão partir do governador. No fim da tarde, a Executiva estadual da sigla faz reunião para formalizar essa determinação para os dois ocupantes do primeiro escalão e para os demais petistas.

Ao chegar para a reunião, Quaquá carregava um envelope com uma lista de 200 filiados que estão abrigados no governo Cabral. Mas, segundo ele, o número de petistas na administração estadual pode ser maior, mas não mais do que 400. A listagem está menor porque não pegou aqueles que estão há mais tempo nos cargos. Segundo o presidente do PT-RJ, Cabral não informou quando começarão as exonerações. Atualmente, o PT ocupa as secretarias de Ambiente, com Carlos Minc, e Assistência Social e Direitos Humanos, com Zaqueu Teixeira "A determinação do PT é que seja feita a exoneração imediata deles, por ato dos próprios petistas do governo. Vamos fazer uma reunião dizendo isso", afirmou Quaquá, depois de se encontrar com Cabral.

O PT do Rio decidiu que sairia do governo Cabral no dia 28 de fevereiro, mas sábado o peemedebista enviou um email para Quaquá dizendo que exoneraria os petistas no próximo dia 31. Segundo o petista, o texto era cordial. Cabral afirmou ao presidente estadual do PT que queria recompor seu governo. Cabral não se pronunciou sobre o encontro com Quaquá. O PMDB de Cabral quer lançar o vice-governador Luiz Fernando Pezão e o PT do Rio banca a candidatura do senador Lindbergh Farias, o que gerou atrito entre os dois aliados.

Antes do encontro, Quaquá declarou que o partido não adotará uma postura agressiva na Assembleia Legislativa do Rio (Alerj) porque está de saída. Depois da conversa com o governador, ele reiterou que ficou estabelecido o entendimento de não troca de acusações entre PT e PMDB: "Há o entendimento de não haver agressão gratuita. É óbvio que mesmo numa eleição sempre há uma estocada ou outra. Mas a campanha não pode ser um tom de agressão entre os partidos da base do governo federal", disse o petista.

O presidente do PT do Rio disse que não haverá problemas em ver a presidente Dilma Rousseff, que tentará a reeleição, subindo nos palanques dos candidatos cujos partidos integram a base do governo. No Rio, além de Lindbergh, Dilma teria os palanques de Pezão e de Marcelo Crivella (PRB), atual ministro da Pesca. Há ainda a pré-candidatura do deputado Anthony Garotinho, do PR, partido que integra a base do governo federal. "Óbvio que o presidente Lula e a presidente Dilma são filiados ao PT. Nós vamos usar muito esse legado do nosso governo", declarou Quaquá.

Fonte: O Globo 

 
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Justiça condena Deborah Secco por desvio de dinheiro público
05/11/2013 | 11h17

A atriz Deborah Secco foi condenada pela Justiça a devolver R$ 158.191 aos cofres públicos. A sentença saiu três anos e oito meses depois de Deborah ser denunciada por desvio de verbas públicas, em ação de enriquecimento ilícito e improbidade administrativa. Sua mãe, seu irmão, sua irmã e a produtora Luz Produções Artísticas LTDA, que pertence à família, também terão que restituir R$ 446.455. Cabe recurso. Na decisão, do dia 24, o juiz Alexandre de Carvalho Mesquita, da 3ª Vara de Fazenda Pública, também suspende os direitos políticos dos envolvidos, os obriga a pagar multa de R$ 5 mil e os proíbe de contratar com o Poder Público ou receber incentivos fiscais.

O inquérito teve início com uma representação do Sindicato dos Enfermeiros, que questionava a contratação de profissionais pela Fundação Escola do Serviço Público (Fesp). Com o avanço das investigações, identificou-se um esquema de fraude na qual sete órgãos do governo estadual contratavam a Fesp para a execução de projetos. Como não tinha condições para executar tais serviços (e isso era sabido pelos órgãos), a Fesp subcontratava quatro ONGs. Ricardo Tindó Ribeiro Secco, pai de Deborah, era quem representava os interesses das ONGs junto aos órgãos e era o responsável e chefe operacional do “esquema das ONGs”.

Na conta de Deborah teriam sido depositado dois cheques — de R$ 77.191 e de R$ 81 mil. Na conta da Luz Produções, na qual a atriz é dona de 99% das ações, foram mais R$ 163.700. Seus irmãos Bárbara e Ricardo e sua mãe Sílvia ainda teriam recebido R$ 282.500 mil. Já o pai e a esposa, Angelina, receberam R$ 453 mil. O advogado de Deborah, Mauro Roberto Gomes de Mattos, informou que vai recorrer: "Improbidade administrativa pressupõe participação dela com agentes públicos, mas isso não ocorreu", disse o advogado.

Campanha de Garotinho — Embora parte dos recursos tenha pago a mão-de-obra tercerizada, de acordo com a investigação, milhões de reais em dinheiro público teriam sido desviados pelas ONGs para empresas fantasmas e pessoas. Ainda houve, por parte dessas empresas, emissão de cheques em favor do PMDB como financiamento da campanha da pré-candidatura de Anthony Garotinho à presidência da República em 2006.

Em 2010 o Ministério Público processou, por improbidade administrativa, os ex-governadores Anthony e Rosinha Garotinho. A atriz Deborah Secco e outras 85 pessoas também apareceram em uma lista de acusados de operar um esquema de desvio de verbas públicas por meio de organizações não governamentais (ONGs) e empresas de fachada.

Fonte: Extra Online 

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Sérgio Cabral: "Deixo o governo entre janeiro e abril de 2014"
17/08/2013 | 01h03

Um dia depois de ter visto o Palácio Guanabara, sede do governo estadual do Rio de Janeiro, cercado por manifestantes que tentavam ocupar o local, o governador Sérgio Cabral (PMDB) recebeu a reportagem de ISTOÉ. Dizendo-se “muito preocupado” com o vandalismo que tomou conta dos protestos, Cabral enxerga por trás dos sucessivos atos contra ele segmentos políticos interessados em minar a aliança celebrada entre o governo do Estado, a presidenta Dilma Rousseff (PT) e o prefeito carioca, Eduardo Paes (PMDB). Para brigar pelo triunfo dessa parceria (PMDB-PT), Cabral revela que deixará o governo entre janeiro e abril de 2014. Com isso, o vice-governador Luiz Fernando de Souza, o Pezão, candidato à sua sucessão, assumirá o governo. “É importante que Pezão tenha tempo de conhecer e conquistar o eleitor fluminense. Acho que essa aliança fez muito bem ao Brasil e eu vou lutar por ela no plano estadual e federal”, disse o governador. Com 51 anos completados em janeiro, Cabral afirmou que, ao deixar o Palácio Guanabara, passará a ser apenas um militante. De Pezão e de Dilma.

ISTOÉ - O sr. fica até o fim do mandato?

SÉRGIO CABRAL -  É a primeira vez que falo isso: estou seriamente inclinado a permitir que a população conheça o meu vice Pezão com tempo suficiente para conviver com ele como governador. Então, da mesma maneira que vários governadores deixaram o cargo para o vice disputar a eleição, eu estou pensando em fazer o mesmo. O Pezão é homem público de uma seriedade, eficiência, simplicidade e capacidade extraordinária. É um sujeito que veio do chão da fábrica, foi vereador e prefeito. Ele é o nome para dar continuidade à obra política. É a maior segurança que este Estado tem para continuar no caminho certo.

ISTOÉ -  Quando o sr. pretende sair do governo, então?

SÉRGIO CABRAL - O prazo máximo é abril, porque as convenções são em junho, e não quero ficar muito perto do processo eleitoral. Quero que ele tenha tempo de amadurecer a relação dele com a população. Mas pode ser antes, pode ser em janeiro, estou estudando. Deixo o governo entre janeiro e abril de 2014.

ISTOÉ -  E o seu futuro?

SÉRGIO CABRAL -  Olha, vou responder com um trecho da música do Zeca Pagodinho: deixa a vida me levar. Vou me tornar um militante e lutar pela aliança entre o PT e o PMDB. Acho que essa aliança fez muito bem ao Brasil e eu vou lutar por ela no plano estadual e federal. Fora do governo fico mais liberado, mais à vontade para trabalhar essa aliança, que acho muito importante. Ela viabilizou conquistas para o Estado e para o Brasil. Acho que é meu dever conseguir amalgamar os três níveis de poder. Não significa que eu, Eduardo (Paes) e Dilma não tenhamos divergências, temos sim, mas temos uma agenda em comum e qualquer coisa que comprometa esse rumo é ruim.

ISTOÉ - O sr. continua sendo contra a possibilidade de Dilma ter dois palanques no Rio de Janeiro?

SÉRGIO CABRAL - Eu sou muito claro em relação a esse tema. Temos uma história de quase sete anos de parcerias, conquistas, solidariedade mútua. Isso não pode ser interrompido.

ISTOÉ - Uma aliança entre os dois candidatos Lindbergh Farias e Pezão é viável?

SÉRGIO CABRAL - Estamos de braços abertos para o PT continuar conosco nesse processo de aliança. Mas acho que temos a legitimidade, o direito de lançar o candidato a governador. Numa aliança é preciso olhar o todo, o processo geral. De coração aberto, quero discutir com os companheiros a manutenção dessa aliança.

ISTOÉ - A presidenta Dilma tem manifestado apoio?

SÉRGIO CABRAL - Muito. A presidenta é nossa companheira. Não só ela, mas também seus ministros. Hoje falei longamente com a ministra Miriam Belchior sobre a Linha 3 do metrô que estamos na eminência de conquistar os recursos. Porque é uma obra importante que liga Niterói/São Gonçalo e Itaboraí. Minha relação com os ministros do governo é muito respeitosa, carinhosa. E a presidenta é uma amiga. Ela sempre disse: “Serginho, você não é meu companheiro, é amigo”. E ela tem razão. Trocamos confidências. Ela me dá boas dicas de filmes e livros. E temos uma coisa em comum: somos liderados por Luiz Inácio Lula da Silva. A dupla é essa: Pezão, o pai do PAC, e Dilma, a mãe do PAC. O Lula disse isso uma vez na Rocinha, e está dito. É isso. Será que essa construção de aliança, essa solidariedade recíproca, merece ter dois palanques no Rio?

Para ler a entrevista completa, clique AQUI

A martéria da IstoÉ também foi publicada pelo jornalista Ricardo André Vasconcelos em seu blog aqui

Revista Veja: "Os contratos mlionários do escritório da mulher de Cabral" — O governador Sérgio Cabral (PMDB) também é citado em matéria publicada hoje (17) no site da revista Veja. Porém, neste caso, o destaque é a sua esposa, a advogada Adriana Ancelmo. Para ler a matéria, clique aqui

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Clarissa: “Essa história de me isolar como deputada da capital não cola”
20/05/2013 | 07h39
[caption id="attachment_16947" align="aligncenter" width="305"] Foto/Folha da Manhã[/caption]

A deputada estadual Clarissa Garotinho (PR), que não foi incluída na pesquisa do Iguape (aqui), deixa uma coisa bem clara: não quer ser apontada como uma deputada da capital. Adiantando que a sua nova missão deve ser a disputa por uma cadeira na Câmara Federal, a parlamentar fala sobre ações na região e diz que “o voto é consequência do trabalho”.

Sobre dividir votos em Campos com os deputados Geraldo Pudim (PR) e Paulo Feijó, (PR), possíveis candidatos à Câmara Federal, ela afirma que “tem espaço para todo mundo”. E a candidatura de Wladimir Garotinho a deputado estadual? Para Clarissa, o irmão ainda está amadurecendo a ideia e não existe razão para antecipar o debate.

Em matéria publicada na Folha e no blog "Opiniões" (aqui), o deputado estadual Geraldo Pudim (PR) disse que a estratégia do PR é ter Clarissa como puxadora de votos "na capital e região metropolitana". No entanto, o próprio Pudim ressalta que há espaço no eleitorado de Campos não só para ajudar Clarissa a puxar a legenda para todos os candidatos à Câmara Federal do PR no Estado, como suficientes para deixar sua eleição e a do deputado federal Paulo Feijó praticamente asseguradas.

Confira as perguntas e as respostas:

Folha — Sobre a eleição de 2014, já estaria definido que o seu novo desafio será a disputa por uma cadeira na Câmara Federal?

Clarissa: A tendência é que o Partido da República, no momento apropriado, oficialize a candidatura de Garotinho ao Governo do Estado. Com isso, abre um espaço para minha candidatura à Deputada Federal. Estou animada com essa possibilidade. Já tenho experiência no parlamento municipal e estadual, a Câmara Federal será um desafio que abraçarei com entusiasmo.

Folha — E a sua postura em relação ao município de Campos. A estratégia será parecida com a de 2010, quando evitou uma disputa franca com os aliados, ou vai entrar com força na busca por votos na planície goitacá?

Clarissa: Qualquer que seja o desafio eleitoral que irei enfrentar não abrirei mão de buscar apoios em Campos. Essa história de quererem me isolar como deputada da capital não cola. Minha atuação é estadual. Tem sido assim durante todo o meu mandato. Minhas ações políticas nunca esqueceram da região. Realizei audiência Pública em Quissamã por causa da falta de água no município, presidi uma Comissão Especial para acompanhar o Porto do Açú em São João da Barra, apresentei emenda que destina recursos para a nossa região no projeto da Taxa de Fiscalização do Petróleo e Gás, participei de maneira firme de todos os movimentos em defesa dos Royalties e lidero na Alerj o movimento pela duplicação da BR 101. O voto é consequência do trabalho.

Folha— Em 2010 você obteve 118.863 votos, sendo bem votada em várias partes do Estado. Porém, outros candidatos do grupo (Pudim e Feijó) não teriam a possibilidade de conseguir votos em municípios mais distantes. Até que ponto a sua entrada em Campos pode prejudicar esses aliados?

Clarissa: É bom lembrar que nenhuma candidatura está confirmada, só depois das convenções no ano que vem. Se forem confirmadas as três candidaturas, são três opções para o eleitor. Feijó e Pudim são meus companheiros de partido, é evidente que respeito o espaço político de cada um. Mas recebo muitos incentivos da nossa militância em Campos para dar esse passo em direção à Câmara Federal. Tem espaço para todo mundo. A tendência é que eu seja a puxadora da legenda e isso é bom para o partido.

Folha — Como vê a possibilidade de uma dobradinha com o seu irmão, Wladimir Garotinho? Porém, essa dobradinha não poderia prejudicar alianças em outras cidades?

Clarissa: Wladimir ainda está amadurecendo a pré-candidatura dele. Não existe razão para antecipar o debate.

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Fred: “Não vou abrir mão do meu papel de fiscalizar"
10/05/2013 | 01h24

“Não vou abrir mão do meu papel de fiscalizar o governo municipal”, disse o vereador Fred Machado (PSD), que protocolou na última quarta-feira (08) requerimento na Empresa Municipal de Transportes (Emut) solicitando Certidão de Inteiro Teor da Negativa de Informação sobre auditoria do programa “Campos Cidadão” (passagem a R$ 1,00). “Uma empresa de Minas Gerais (Planum Planejamento e Consultoria Urbana) foi contratada no final de 2011 após suspeita de fraude envolvendo o programa Campos Cidadão. O valor do contrato foi de R$ 715 mil. O prazo para que a empresa fornecesse um relatório da sindicância expirou no dia 21 de janeiro deste ano e até hoje não sabemos nada sobre isso”, disse Fred.

No início março a Prefeitura de Campos explicou que o prazo para o término da auditoria realizada pela empresa Planum foi prorrogado por mais 30 dias, pois era necessária uma verificação, com dados que são repassados após o término de cada mês. Esses dados, depois de transmitidos para os auditores, precisariam ser analisados, o que requer um tempo maior para que conclusões sejam definidas. “No início de março eles afirmaram que precisam de mais algumas semanas. Agora, dois meses já se passaram e o silêncio continua. Já negaram as informações na Câmara e depois a Emut não me respondeu. O próximo caminho é buscar a Justiça”, explicou Fred.

Expoente — Quem também deve buscar os mesmos caminhos é o vereador Marcão (PT), que não se contentou com as explicações do líder do governo na Câmara, Paulo Hirano (PR), sobre o contrato com a empresa Expoente. “A explicação foi conveniente ao governo. Queremos saber se os livros foram pagos com recursos do município ou do governo federal? Muitos detalhes ainda estão pendentes. Por que estão escondendo o processo? Qual foi a justificativa para inexigibilidade da licitação. Por enquanto só falaram sobre a legalidade. Mas existem outros princípios como o da publicidade e da eficiência que estão obscuros”, disse Marcão.

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Oposição vai ter espaço nas Comissões?
17/01/2013 | 10h55

Logo após a vitória do vereador Edson Batista (PTB), que assumiu a presidência da Câmara com 21 dos 25 votos, o grupo governista prometeu não atropelar a oposição. De acordo com os membros da bancada governista, os quatro oposicionistas serão respeitados. Eis que agora chegou o momento de constatar se o “rolo compressor” vai ou não passar por cima da pequena oposição. Nos bastidores, membros da oposição esperam atuar em Comissões da Casa.

Será que os governistas vão abrir espaço e dialogar com a oposição durante a definição dos presidentes, relatores e membros das Comissões?

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