Garotinho, um pastor à beira de perder o comando de suas ovelhas
12/07/2015 | 10h51
Do jornal "O Dia" (aqui):

Corre à boca pequena uma frase entre os poderosos que serve para ajudar a entender que rumos vai tomar o ex-governador e atual secretário de governo de Campos Anthony Garotinho (PR): na política, quatro anos podem ser quatro décadas.

[caption id="" align="aligncenter" width="498"] Em 13 anos, Garotinho foi da candidatura a presidente ao risco de perder o comando do PR          Foto: Márcio Mercante / Agência O Dia[/caption]
A comparação — indicativa de que o tempo pode acelerar carreiras para cima ou para baixo — é ponto de partida para responder uma pergunta: como, em 13 anos, um político vai do sonho de ser presidente da República ao isolamento em sua cidade natal, podendo perder o comando do partido no estado e assistindo à debandada de antigos aliados?

Hoje, no PR do Estado do Rio um grupo de parlamentares quer Garotinho fora do comando da legenda. A insatisfação, já antiga, atingiu o auge na sexta-feira passada, data do ultimado dado pela bancada federal para que a filha de Garotinho, Clarissa, deixe o partido.

Ela já não esconde mais que flerta com o PSDB, e sua saída, se concretizada, tornará a situação de Garotinho insustentável. Por isso, defendem que o terceiro colocado nas eleições para o governo do estado em 2014 deixe a presidência do PR imediatamente.

Os membros do grupo político do ex-governador não titubeiam e garantem: Garotinho não esperava ficar fora do segundo turno nas eleições estaduais de 2014. A derrota desencadeou uma sucessão de outros dissabores para o ex-governador.

Primeiro, viu Fernando Peregrino, aliado de longa data, sair da legenda ainda em dezembro do ano passado; na Assembleia Legislativa do Rio (Alerj), viu o amigo Geraldo Pudim tornar-se aliado de Jorge Picciani (PMDB), seu desafeto.

E os verá em Campos no ano que vem, pois Pudim será candidato peemedebista à prefeitura, embora garanta que não vai disparar contra o amigo. Além disso, teve que aturar as acusações de estar sempre protegendo e privilegiando a filha.

Se na Alerj Garotinho ainda é visto como liderança, o ex-governador é persona non grata em Brasília. A bancada do Rio reclama que não houve reuniões dos parlamentares com a direção de outubro ao começo da semana passada, ou seja, quase 10 meses sem contato formal. A avaliação é de que a falta de diálogo, somada à publicidade do desejo de Clarissa em ir para o PSDB, evidenciam problemas “insuperáveis” no comando de Garotinho na legenda.

Feijó: "A situação não é boa" - Paulo Feijó é um dos fiéis na Câmara dos Deputados, e tenta contornar problemas. “Tenho cinco mandatos e tentarei apaziguar as relações. A situação não é boa”, admite.

Garotinho não quis conversar com a reportagem.

Prestígio está abalado  em Campos

Em Campos, a força de Garotinho está abalada, e o mais proeminente político da cidade periga não conseguir, no ano que vem, eleger seu candidato, para suceder Rosinha. O nome natural seria o de Geraldo Pudim, mas, com a ida dele para o PMDB, o grupo do ex-governador tem três opções: o deputado estadual Bruno Dauaire (PR); o líder do governo na Câmara dos Vereadores de Campos, Mauro Silva (PT do B); e Dr. Chicão (PP), vice de Rosinha.

Pesquisas encomendadas pelo governo avaliam que a aprovação de Rosinha não é das melhores e, em breve, o PP sairá do governo: o deputado estadual Papinha será candidato a prefeito.

E há um acordo entre PP e PMDB: quem ficar fora do segundo turno apoia o outro. Todos contra Garotinho.

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Eduardo Cunha: "O PT não tem amigos, tem súditos”
16/03/2015 | 04h11

O presidente da Câmara Federal, Eduardo Cunha (PMDB), começa a mostrar as suas garras. Ele disse nesta segunda-feira (16) que “a corrupção não está no Legislativo, está no Executivo”. Ele se reuniu na sede da Federação das Indústrias do Estado de São Paulo (Fiesp) com um grupo de cerca de 160 empresários, para quem reservadamente, durante o encontro, ainda disse que o “PT não tem opositores, tem inimigos; o PT não tem amigos, tem súditos”.

Ao comentar os protestos de ontem, Cunha afirmou que o Poder Executivo é responsável por permitir que a corrupção tenha avançado. "Quando falam que as ruas estão contra o Parlamento, quero dizer que nós somos representantes do povo e vamos fazer (reformas), tomamos posse agora apenas há 40 dias e temos que andar em consonância com eles. É bom deixar claro que a corrupção não está no Poder Legislativo, a corrupção está no Executivo. Se eventualmente alguém no Poder Legislativo se aproveitou da situação para dar suporte politico em troca de benefícios indevidos é porque esses benefícios existiram pela falta de governança do Poder Executivo, que permitiu que a corrupção avançasse", disse Cunha.

O presidente da Câmara é um dos 34 parlamentares que integra a lista de políticos que respondem a inquérito Supremo Tribunal Federal (STF) pela Operação Lava-Jato.

Atualização às 19h15 - Dilma rebate Cunha - A presidente Dilma Rousseff disse na tarde desta segunda-feira, em entrevista coletiva, em Brasília, que vai procurar abrir diálogo com humildade, com quem quer que seja. A afirmação da petista foi feita após ela ser questionada por um jornalista sobre a das declarações de Eduardo Cunha.

Dilma ressaltou (aqui) que é necessário ter “vigilância”. "A corrupção não nasceu hoje. Ela é uma senhora idosa, e pode estar em qualquer lugar, não poupa ninguém. Ela pode estar, inclusive, no setor privado. Não vamos achar que tem qualquer segmento acima de qualquer suspeita. O combate à corrupção começa também através de um processo educacional. O fato de você não querer tirar vantagem em tudo na sua vida", afirmou a presidente.

Fonte: O Globo 

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Eduardo Cunha: "O PT não tem amigos, tem súditos”
16/03/2015 | 04h11

O presidente da Câmara Federal, Eduardo Cunha (PMDB), começa a mostrar as suas garras. Ele disse nesta segunda-feira (16) que “a corrupção não está no Legislativo, está no Executivo”. Ele se reuniu na sede da Federação das Indústrias do Estado de São Paulo (Fiesp) com um grupo de cerca de 160 empresários, para quem reservadamente, durante o encontro, ainda disse que o “PT não tem opositores, tem inimigos; o PT não tem amigos, tem súditos”.

Ao comentar os protestos de ontem, Cunha afirmou que o Poder Executivo é responsável por permitir que a corrupção tenha avançado. "Quando falam que as ruas estão contra o Parlamento, quero dizer que nós somos representantes do povo e vamos fazer (reformas), tomamos posse agora apenas há 40 dias e temos que andar em consonância com eles. É bom deixar claro que a corrupção não está no Poder Legislativo, a corrupção está no Executivo. Se eventualmente alguém no Poder Legislativo se aproveitou da situação para dar suporte politico em troca de benefícios indevidos é porque esses benefícios existiram pela falta de governança do Poder Executivo, que permitiu que a corrupção avançasse", disse Cunha.

O presidente da Câmara é um dos 34 parlamentares que integra a lista de políticos que respondem a inquérito Supremo Tribunal Federal (STF) pela Operação Lava-Jato.

Atualização às 19h15 - Dilma rebate Cunha - A presidente Dilma Rousseff disse na tarde desta segunda-feira, em entrevista coletiva, em Brasília, que vai procurar abrir diálogo com humildade, com quem quer que seja. A afirmação da petista foi feita após ela ser questionada por um jornalista sobre a das declarações de Eduardo Cunha.

Dilma ressaltou (aqui) que é necessário ter “vigilância”. "A corrupção não nasceu hoje. Ela é uma senhora idosa, e pode estar em qualquer lugar, não poupa ninguém. Ela pode estar, inclusive, no setor privado. Não vamos achar que tem qualquer segmento acima de qualquer suspeita. O combate à corrupção começa também através de um processo educacional. O fato de você não querer tirar vantagem em tudo na sua vida", afirmou a presidente.

Fonte: O Globo 

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Eike Batista sem medo da Polícia Federal
19/04/2014 | 09h45

O empresário Eike Batista não está preocupado com a investigação anunciada na última quinta-feira pela Polícia Federal (PF) do Rio de Janeiro, para apurar crimes financeiros que ele teria cometido envolvendo a venda de ações da petroleira OGPar (ex-OGX), da qual é controlador. Em entrevista ao jornal americano “Wall Street Journal”, Eike disse que será “excelente que tudo seja esclarecido". Foi a primeira entrevista concedida a um veículo de imprensa desde que a petroleira entrou em recuperação judicial, em novembro de 2013. Desde que seu império começou a cair, o empresário tem evitado a mídia nacional. "É excelente que tudo seja esclarecido. Estou muito calmo. Deixemos que eles investiguem", disse Eike em entrevista por telefone.

Eike disse que a PF não entrou em contato com ele e negou ter feito qualquer coisa de errado. Ele admitiu ter vendido ações da ex-OGX no passado, mas salientou que sempre informou o mercado sobre essas transações. "Todas as vendas foram declaradas. Tudo relacionado a minhas companhias de capital aberto sempre foi informado ao mercado", afirmou Eike.

Os três crimes investigados pela PF são manipulação de mercado, insider trading (uso de informação privilegiada) e lavagem de dinheiro. Somados, eles podem resultar em pena de até 23 anos de prisão. Na nota distribuída à imprensa semana passada, no entanto, a PF não cita o nome do empresário. Diz apenas que a investigação terá como alvo o “acionista controlador de uma empresa que atuou na área de petróleo”.

Fonte: O Globo 

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Pezão: "Meu compromisso com Dilma está acima do PT"
28/01/2014 | 10h31

Um dia depois do PT ser corrido do governo Sérgio Cabral, o candidato do PMDB à sucessão estadual, Luiz Fernando Pezão, abre seu voto na eleição presidencial: "Sempre falei que iria apoiar a Dilma. Meu compromisso com a Dilma está acima do PT". Um conselheiro de Cabral explicou ontem que não haveria como justificar um rompimento com a presidente.

A declaração de Pezão coloca um ponto final na especulação sobre uma aliança entre PMDB e PSDB no Rio de Janeiro. No momento, o PSDB do presidenciável Aécio Neves anda flertando com o PR do deputado federal Anthony Garotinho (PR). Em seu blog, Garotinho confirmou ter sido procurado por nomes ligados ao tucano.

Fonte: Ilimar Franco/O Globo

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PT do Rio pede que secretários deixem o governo
27/01/2014 | 02h22
[caption id="attachment_22133" align="aligncenter" width="500"] Encontro entre o governador Sérgio Cabral e o presidente estadual do PT Washington Quaquá, no Palácio Guanabara, em Laranjeiras. Marcos Tristão/O Globo[/caption]

Após participar de um encontro no Palácio Guanabara com o governador Sérgio Cabral (PMDB) nesta segunda-feira (27), o presidente do PT no Rio, Washington Quaquá, pediu que os dois secretários do partido que integram a gestão peemedebista peçam logo exoneração e não esperem a decisão partir do governador. No fim da tarde, a Executiva estadual da sigla faz reunião para formalizar essa determinação para os dois ocupantes do primeiro escalão e para os demais petistas.

Ao chegar para a reunião, Quaquá carregava um envelope com uma lista de 200 filiados que estão abrigados no governo Cabral. Mas, segundo ele, o número de petistas na administração estadual pode ser maior, mas não mais do que 400. A listagem está menor porque não pegou aqueles que estão há mais tempo nos cargos. Segundo o presidente do PT-RJ, Cabral não informou quando começarão as exonerações. Atualmente, o PT ocupa as secretarias de Ambiente, com Carlos Minc, e Assistência Social e Direitos Humanos, com Zaqueu Teixeira "A determinação do PT é que seja feita a exoneração imediata deles, por ato dos próprios petistas do governo. Vamos fazer uma reunião dizendo isso", afirmou Quaquá, depois de se encontrar com Cabral.

O PT do Rio decidiu que sairia do governo Cabral no dia 28 de fevereiro, mas sábado o peemedebista enviou um email para Quaquá dizendo que exoneraria os petistas no próximo dia 31. Segundo o petista, o texto era cordial. Cabral afirmou ao presidente estadual do PT que queria recompor seu governo. Cabral não se pronunciou sobre o encontro com Quaquá. O PMDB de Cabral quer lançar o vice-governador Luiz Fernando Pezão e o PT do Rio banca a candidatura do senador Lindbergh Farias, o que gerou atrito entre os dois aliados.

Antes do encontro, Quaquá declarou que o partido não adotará uma postura agressiva na Assembleia Legislativa do Rio (Alerj) porque está de saída. Depois da conversa com o governador, ele reiterou que ficou estabelecido o entendimento de não troca de acusações entre PT e PMDB: "Há o entendimento de não haver agressão gratuita. É óbvio que mesmo numa eleição sempre há uma estocada ou outra. Mas a campanha não pode ser um tom de agressão entre os partidos da base do governo federal", disse o petista.

O presidente do PT do Rio disse que não haverá problemas em ver a presidente Dilma Rousseff, que tentará a reeleição, subindo nos palanques dos candidatos cujos partidos integram a base do governo. No Rio, além de Lindbergh, Dilma teria os palanques de Pezão e de Marcelo Crivella (PRB), atual ministro da Pesca. Há ainda a pré-candidatura do deputado Anthony Garotinho, do PR, partido que integra a base do governo federal. "Óbvio que o presidente Lula e a presidente Dilma são filiados ao PT. Nós vamos usar muito esse legado do nosso governo", declarou Quaquá.

Fonte: O Globo 

 
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Justiça condena Deborah Secco por desvio de dinheiro público
05/11/2013 | 11h17

A atriz Deborah Secco foi condenada pela Justiça a devolver R$ 158.191 aos cofres públicos. A sentença saiu três anos e oito meses depois de Deborah ser denunciada por desvio de verbas públicas, em ação de enriquecimento ilícito e improbidade administrativa. Sua mãe, seu irmão, sua irmã e a produtora Luz Produções Artísticas LTDA, que pertence à família, também terão que restituir R$ 446.455. Cabe recurso. Na decisão, do dia 24, o juiz Alexandre de Carvalho Mesquita, da 3ª Vara de Fazenda Pública, também suspende os direitos políticos dos envolvidos, os obriga a pagar multa de R$ 5 mil e os proíbe de contratar com o Poder Público ou receber incentivos fiscais.

O inquérito teve início com uma representação do Sindicato dos Enfermeiros, que questionava a contratação de profissionais pela Fundação Escola do Serviço Público (Fesp). Com o avanço das investigações, identificou-se um esquema de fraude na qual sete órgãos do governo estadual contratavam a Fesp para a execução de projetos. Como não tinha condições para executar tais serviços (e isso era sabido pelos órgãos), a Fesp subcontratava quatro ONGs. Ricardo Tindó Ribeiro Secco, pai de Deborah, era quem representava os interesses das ONGs junto aos órgãos e era o responsável e chefe operacional do “esquema das ONGs”.

Na conta de Deborah teriam sido depositado dois cheques — de R$ 77.191 e de R$ 81 mil. Na conta da Luz Produções, na qual a atriz é dona de 99% das ações, foram mais R$ 163.700. Seus irmãos Bárbara e Ricardo e sua mãe Sílvia ainda teriam recebido R$ 282.500 mil. Já o pai e a esposa, Angelina, receberam R$ 453 mil. O advogado de Deborah, Mauro Roberto Gomes de Mattos, informou que vai recorrer: "Improbidade administrativa pressupõe participação dela com agentes públicos, mas isso não ocorreu", disse o advogado.

Campanha de Garotinho — Embora parte dos recursos tenha pago a mão-de-obra tercerizada, de acordo com a investigação, milhões de reais em dinheiro público teriam sido desviados pelas ONGs para empresas fantasmas e pessoas. Ainda houve, por parte dessas empresas, emissão de cheques em favor do PMDB como financiamento da campanha da pré-candidatura de Anthony Garotinho à presidência da República em 2006.

Em 2010 o Ministério Público processou, por improbidade administrativa, os ex-governadores Anthony e Rosinha Garotinho. A atriz Deborah Secco e outras 85 pessoas também apareceram em uma lista de acusados de operar um esquema de desvio de verbas públicas por meio de organizações não governamentais (ONGs) e empresas de fachada.

Fonte: Extra Online 

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Fred: “Não vou abrir mão do meu papel de fiscalizar"
10/05/2013 | 01h24

“Não vou abrir mão do meu papel de fiscalizar o governo municipal”, disse o vereador Fred Machado (PSD), que protocolou na última quarta-feira (08) requerimento na Empresa Municipal de Transportes (Emut) solicitando Certidão de Inteiro Teor da Negativa de Informação sobre auditoria do programa “Campos Cidadão” (passagem a R$ 1,00). “Uma empresa de Minas Gerais (Planum Planejamento e Consultoria Urbana) foi contratada no final de 2011 após suspeita de fraude envolvendo o programa Campos Cidadão. O valor do contrato foi de R$ 715 mil. O prazo para que a empresa fornecesse um relatório da sindicância expirou no dia 21 de janeiro deste ano e até hoje não sabemos nada sobre isso”, disse Fred.

No início março a Prefeitura de Campos explicou que o prazo para o término da auditoria realizada pela empresa Planum foi prorrogado por mais 30 dias, pois era necessária uma verificação, com dados que são repassados após o término de cada mês. Esses dados, depois de transmitidos para os auditores, precisariam ser analisados, o que requer um tempo maior para que conclusões sejam definidas. “No início de março eles afirmaram que precisam de mais algumas semanas. Agora, dois meses já se passaram e o silêncio continua. Já negaram as informações na Câmara e depois a Emut não me respondeu. O próximo caminho é buscar a Justiça”, explicou Fred.

Expoente — Quem também deve buscar os mesmos caminhos é o vereador Marcão (PT), que não se contentou com as explicações do líder do governo na Câmara, Paulo Hirano (PR), sobre o contrato com a empresa Expoente. “A explicação foi conveniente ao governo. Queremos saber se os livros foram pagos com recursos do município ou do governo federal? Muitos detalhes ainda estão pendentes. Por que estão escondendo o processo? Qual foi a justificativa para inexigibilidade da licitação. Por enquanto só falaram sobre a legalidade. Mas existem outros princípios como o da publicidade e da eficiência que estão obscuros”, disse Marcão.

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Oposição vai ter espaço nas Comissões?
17/01/2013 | 10h55

Logo após a vitória do vereador Edson Batista (PTB), que assumiu a presidência da Câmara com 21 dos 25 votos, o grupo governista prometeu não atropelar a oposição. De acordo com os membros da bancada governista, os quatro oposicionistas serão respeitados. Eis que agora chegou o momento de constatar se o “rolo compressor” vai ou não passar por cima da pequena oposição. Nos bastidores, membros da oposição esperam atuar em Comissões da Casa.

Será que os governistas vão abrir espaço e dialogar com a oposição durante a definição dos presidentes, relatores e membros das Comissões?

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Revista Veja: A disputa pela Prefeitura na terra do Porto
20/08/2012 | 11h47

A revista "Veja" produziu uma extensa matéria sobre a disputa eleitoral em São João da Barra. A reportagem, assinada pela jornalista Cecília Ritto, informa que o próximo  gestor (ou gestora) vai governar uma cidade com o dobro de população e arrecadação. Confira:

São João da Barra é um dos municípios brasileiros que mais passará por transformações nos próximos quatro anos. Enquanto são realizadas grandes obras nas cidades-sedes da Copa do Mundo de 2014 e, no Rio de Janeiro, desenham-se melhorias para a Olimpíada de 2016, a antes pacata São João, no Norte Fluminense, deve dobrar seu total de habitantes e sua arrecadação. O ‘milagre do crescimento’ já está em curso, mas vai se acentuar a partir de 2013 com o início da operação do Porto do Açu, o megaempreendimento de Eike Batista, responsável por colocar o município no mapa mundial.

As grandes oportunidades para o setor privado representam também uma chance e tanto também para a política – ou os políticos propriamente ditos. O início da movimentação no Porto do Açu, a maior obra de infraestrutura portuária da América Latina, com investimento de 3,8 bilhões de reais, coincide com o começo do quadriênio ‘de ouro’ para a prefeitura da cidade. São João da Barra se tornará independente dos recursos dos royalties do petróleo e sairá de uma arrecadação de 350 milhões de reais para 700 milhões em 2015. Em contrapartida, o novo gestor terá de administrar uma expansão violenta, com necessidade de criação de infraestrutura e serviços. Caberá a um deles tocar o plano diretor da cidade - o vencedor terá a opção de executar um plano diretor assinado pelo urbanista Jaime Lerner para o município - e amenizar a chegada dos problemas de cidade grande.

Os candidatos que se apresentam para gerir essa nova potência econômica da região são nomes pouco conhecidos no estado. E alguns são desconhecidos até na própria cidade: Betinho Dauaire, Neco, Jéssica Ribeiro e Murilo da Karol disputam o que, nos arredores de São João da Barra, é a “prefeitura da cidade do Eike”.

É certo que competência não se mede por idade ou tempo de estrada na política. Afinal, se figuras experientes no Executivo e no Legislativo fossem sinônimo de eficiência, o Brasil estaria no topo do mundo em matéria de serviço público. Mas a escolha para os eleitores de São João não é das mais fáceis.

Jéssica Ribeiro — A mais jovem candidata a gerir os 500 milhões de reais do orçamento de 2013 do município de 33 mil habitantes é Jéssica, do PPL, com 27 anos. Professora de história, formada em uma faculdade chamada Universo, em Campos dos Goytacazes, cidade vizinha – onde a prefeita é a ex-governadora Rosinha Garotinho. O currículo político da jovem ainda é uma folha em branco. Ela conta com a memória do povo sanjoanense para escrever a primeira linha de seu histórico na vida pública. Para isso, vai evocar a lembrança de seu avô e seu bisavô, que governaram a cidade nos anos 40, 50 e 70. “Venho de movimento estudantil. Minha família toda é de São João da Barra”, afirma Jéssica que, junto com Betinho e Murilo, compõe o trio da oposição. Eles são as vozes críticas ao projeto de Eike. Em comum, os três afirmam que o volume dos investimentos ainda não se refletiu na vida do morador da cidade. Murilo da Karol — Murilo, 52, já tentou disputar uma eleição, em 2008, para vereador. Mas, antes mesmo de a campanha começar, teve o seu nome substituído por outro candidato. Ele era petista, tinha Luiz Inácio Lula da Silva como ideal de político. Depois, virou tucano, e hoje prefere o senador Aécio Neves e o deputado estadual Luiz Paulo Correa da Rocha como exemplos para se espelhar. Murilo parece destoar da cidade onde pretende ser prefeito: “A primeira ideia é reformular tudo. Tentar fazer o dono do empreendimento, seja lá quem for, mesmo se for Eike, abrir a caixa preta e explicar de verdade o que vai acontecer na cidade”, afirma, frisando ser contrário ao “capitalismo selvagem”. Com negócios menos ‘agressivos’ que o do homem mais rico do Brasil, Murilo tem como experiência de gestão o fato de administrar, há oito anos, um negócio inédito em São João: uma loja de doces, que chamou de Karol, em homenagem à filha. Daí o motivo de Ricardo Murilo de Sá Barreto ter se tornado o Murilo da Karol – nome que explora na campanha. “As pessoas me conhecem por esse nome. Sou chamado até de Karol, o único homem com nome feminino em São João da Barra”, brinca o comerciante. Como conta, chegou perto da faculdade, quando iniciou o curso de administração. Mas não foi longe. E hoje consta apenas o Ensino Médio concluído em seu currículo escolar.  Murilo tem bens, mas nenhum deles consta no Tribunal Superior Eleitoral (TSE), como manda a lei. “A loja é minha, sim. Também tenho um carro Fiesta. Como ainda não tinha começado a pagar, achei que não era meu. Mas acredito que não haverá problema na Justiça. Foi uma falha e eu assumo”, afirma. Betinho Dauaire — Mais escolado que Murilo, Betinho Dauaire, do PR conhece o gosto do poder. E quer voltar à cena política de São João da Barra. No meio do caminho, no entanto, topou com problemas antigos e hoje é o único cujo pedido de candidatura foi indeferido. Ele recorreu à decisão e continua na corrida pela prefeitura, enquanto o recurso não é julgado. Betinho governou a cidade por oito anos e colecionou ações por improbidade administrativa, que tramitam na comarca da cidade. O Ministério Público Eleitoral e a coligação “São João da Barra não pode parar”, que apoia Neco, ajuizaram uma ação de impugnação do registro de candidatura de Betinho. Segundo o MPE, ele é classificado como ficha-suja por ter tido suas contas, enquanto prefeito, desaprovadas pelos tribunais de contas da União e do estado. O juiz que indeferiu o pedido de Betinho, Leandro Loyola de Abreu, alegou que a conduta do ex-prefeito configura “atos dolosos de improbidade administrativa de natureza insanável” e afirmou que ele causou “evidente dano irreparável aos cofres públicos”.  O PR de Betinho é o partido forte na região, sob o comando do ex-governador Anthony Garotinho. Com o seu “vê se entende” para pontuar frases, Betinho explica o porquê de seu nome ter ido parar na Justiça. “Todo prefeito tem dois tipos de contas a cada ano do exercício: contas de exercício financeiro e ordenador de despesa. O ordenador são despesas feitas por terceiros (vê se entende)”, diz Betinho, tentando devolver a bola a seus ex-funcionários. “São despesas sem dolo, sanáveis”, afirma, apoiando-se na alegação de que as rejeições de contas ainda não transitaram em julgado. Na expectativa de se livrar da impugnação, Betinho, um dos críticos mais ferozes da atual prefeita Carla Machado, do PMDB, faz planos para uma eventual nova gestão. Entre eles, o de fazer funcionar o Hospital Maria Julia Aquino, criado em seu mandato. Atualmente, a unidade não passa de uma policlínica e sede da Secretaria de Saúde. Por enquanto, São João não tem hospital.

São João da Barra reflete a principal disputa política do estado do Rio, entre os grupos rivais de Sérgio Cabral e de Anthony Garotinho. “O prefeito não pode posar de tiete do Eike Batista e pegar a bandeira do porto como se fosse uma bandeira política. Não pode fazer isso (vê se entende). Hoje o executivo parece assessoria de comunicação do complexo portuário. É medalha pro Eike, é não sei o que pro Eike”, reclama Betinho.

Neco — Neco, do PMDB, é o principal adversário de Betinho. O peemedebista se apresenta como o candidato da continuidade, com a experiência de quatro mandatos como vereador. Em 2008, foi o mais votado, com 1.246 votos. Ele é um dos poucos moradores de São João da Barra que, de fato, nasceu lá. Como não há hospital, um legítimo sanjoanense deve ser parido dentro de casa. “A cozinha do hospital construído (por Betinho) é colada ao necrotério”, diz, contestando a obra do adversário.

Neco aparece no TSE como agricultor, mas, além de trabalhar como cortador de cana, já vendeu picolé e trabalhou em fábrica de costura. Dos candidatos à prefeitura, o vereador é o que apresenta a menor instrução. Ele frequentou a escola até a 5ª série (o sexto ano atual). Há aproximadamente quatro anos, retomou os estudos. Fez um supletivo e está a três provas de conquistar o seu diploma do Ensino Médio. “Na infância não tive tempo de estudar. Cheguei à quinta série e parei. Com o tempo, comecei a estudar, mas à distância. Agora falta pouco para terminar”, afirma Neco, ainda tropeçando um pouco nos “r” e “s”. No Brasil, os problemas com a língua estão longe de significarem menos votos. E Neco é o mais cotado para vencer as eleições.

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