Eduardo Cunha: "O PT não tem amigos, tem súditos”
16/03/2015 | 04h11

O presidente da Câmara Federal, Eduardo Cunha (PMDB), começa a mostrar as suas garras. Ele disse nesta segunda-feira (16) que “a corrupção não está no Legislativo, está no Executivo”. Ele se reuniu na sede da Federação das Indústrias do Estado de São Paulo (Fiesp) com um grupo de cerca de 160 empresários, para quem reservadamente, durante o encontro, ainda disse que o “PT não tem opositores, tem inimigos; o PT não tem amigos, tem súditos”.

Ao comentar os protestos de ontem, Cunha afirmou que o Poder Executivo é responsável por permitir que a corrupção tenha avançado. "Quando falam que as ruas estão contra o Parlamento, quero dizer que nós somos representantes do povo e vamos fazer (reformas), tomamos posse agora apenas há 40 dias e temos que andar em consonância com eles. É bom deixar claro que a corrupção não está no Poder Legislativo, a corrupção está no Executivo. Se eventualmente alguém no Poder Legislativo se aproveitou da situação para dar suporte politico em troca de benefícios indevidos é porque esses benefícios existiram pela falta de governança do Poder Executivo, que permitiu que a corrupção avançasse", disse Cunha.

O presidente da Câmara é um dos 34 parlamentares que integra a lista de políticos que respondem a inquérito Supremo Tribunal Federal (STF) pela Operação Lava-Jato.

Atualização às 19h15 - Dilma rebate Cunha - A presidente Dilma Rousseff disse na tarde desta segunda-feira, em entrevista coletiva, em Brasília, que vai procurar abrir diálogo com humildade, com quem quer que seja. A afirmação da petista foi feita após ela ser questionada por um jornalista sobre a das declarações de Eduardo Cunha.

Dilma ressaltou (aqui) que é necessário ter “vigilância”. "A corrupção não nasceu hoje. Ela é uma senhora idosa, e pode estar em qualquer lugar, não poupa ninguém. Ela pode estar, inclusive, no setor privado. Não vamos achar que tem qualquer segmento acima de qualquer suspeita. O combate à corrupção começa também através de um processo educacional. O fato de você não querer tirar vantagem em tudo na sua vida", afirmou a presidente.

Fonte: O Globo 

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Eduardo Cunha: "O PT não tem amigos, tem súditos”
16/03/2015 | 04h11

O presidente da Câmara Federal, Eduardo Cunha (PMDB), começa a mostrar as suas garras. Ele disse nesta segunda-feira (16) que “a corrupção não está no Legislativo, está no Executivo”. Ele se reuniu na sede da Federação das Indústrias do Estado de São Paulo (Fiesp) com um grupo de cerca de 160 empresários, para quem reservadamente, durante o encontro, ainda disse que o “PT não tem opositores, tem inimigos; o PT não tem amigos, tem súditos”.

Ao comentar os protestos de ontem, Cunha afirmou que o Poder Executivo é responsável por permitir que a corrupção tenha avançado. "Quando falam que as ruas estão contra o Parlamento, quero dizer que nós somos representantes do povo e vamos fazer (reformas), tomamos posse agora apenas há 40 dias e temos que andar em consonância com eles. É bom deixar claro que a corrupção não está no Poder Legislativo, a corrupção está no Executivo. Se eventualmente alguém no Poder Legislativo se aproveitou da situação para dar suporte politico em troca de benefícios indevidos é porque esses benefícios existiram pela falta de governança do Poder Executivo, que permitiu que a corrupção avançasse", disse Cunha.

O presidente da Câmara é um dos 34 parlamentares que integra a lista de políticos que respondem a inquérito Supremo Tribunal Federal (STF) pela Operação Lava-Jato.

Atualização às 19h15 - Dilma rebate Cunha - A presidente Dilma Rousseff disse na tarde desta segunda-feira, em entrevista coletiva, em Brasília, que vai procurar abrir diálogo com humildade, com quem quer que seja. A afirmação da petista foi feita após ela ser questionada por um jornalista sobre a das declarações de Eduardo Cunha.

Dilma ressaltou (aqui) que é necessário ter “vigilância”. "A corrupção não nasceu hoje. Ela é uma senhora idosa, e pode estar em qualquer lugar, não poupa ninguém. Ela pode estar, inclusive, no setor privado. Não vamos achar que tem qualquer segmento acima de qualquer suspeita. O combate à corrupção começa também através de um processo educacional. O fato de você não querer tirar vantagem em tudo na sua vida", afirmou a presidente.

Fonte: O Globo 

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CPI: PMDB tenta evitar convocação de Cabral
01/05/2012 | 02h01

Sergio_Cabral_Governador_Rio_de_Janeiro_be_01

Tranquilos até poucos dias atrás com o tiroteio entre PT e oposição, que mantinha o PMDB distante do alvo central da CPI do caso Cachoeira, integrantes da cúpula do partido começaram a se mobilizar no fim de semana para tentar blindar o governador do Rio, Sérgio Cabral (PMDB), e evitar que seja aprovada sua convocação para depor logo no início dos trabalhos. Dirigentes peemedebistas não escondem o desconforto e a preocupação com a superexposição das relações de Cabral com o dono da Delta, Fernando Cavendish, em fotos divulgadas pelo ex-governador e deputado federal Anthony Garotinho (PR-RJ).

A avaliação feita em conversas reservadas era de que a CPI começa a caminhar com as próprias pernas, e que a cúpula do PMDB terá que rever sua estratégia inicial de se manter à margem da CPI que nunca quis. Por isso, apesar do feriado de hoje, o líder do PMDB no Senado, Renan Calheiros (AL), chega a Brasília para uma reunião com o presidente licenciado do Senado, José Sarney (PMDB-AP), e com o presidente da CPI, Vital do Rêgo (PMDB-PB), para discutir como conduzir o caso e não deixar que o foco da CPI extrapole o objeto de sua criação: o esquema Carlinhos Cachoeira, Delta e o senador Demóstenes Torres (sem partido-GO). "O Renan me deu liberdade para agir de acordo com minhas convicções. E minha convicção é que não vou ser instrumento de lutas regionais. Pode tirar o Garotinho da chuva!", disse Ferraço, ontem, ao GLOBO. Preferindo manter-se no anonimato, um deputado do PMDB faz a mesma avaliação que Ferraço: "A CPI começa a ganhar rumo próprio. Quem é que vai convocar o Perillo e o Agnelo e depois botar a cara lá para defender o Cabral? Quem defender Cabral vira alvo. Como que o Renan, que quer ser presidente do Senado, vai defender isso? Só por baixo dos panos", disse.

Nas conversas de bastidores, peemedebistas avaliaram que a situação de Cabral se complicou muito no final de semana com a divulgação dos vídeos e fotos. Mas a ordem interna é não alimentar essa polêmica. "A CPI é para investigar o Cachoeira e as investigações das operações da Polícia Federal. Se tem outras ramificações, lá na frente a CPI terá que investigar. Temos que aguardar o plano de trabalho da comissão para ver onde e o que tem de ligação com Cachoeira", disse ex-líder do governo no Senado, Romero Jucá (PMDB-RR), ressaltando que não é da CPI. Cabral, que não tem relação estreita com seus partidários no Congresso, está procurando aproximação maior e sondou pessoas do partido para refutar suspeitas de que privilegiou a Delta.

garotinho

Garotinho passa a ser alvo — Após a divulgação das fotos de Cabral, o deputado Garotinho passou a ter o seu passado analisado por políticos e jornalistas de todo o país. Todos querem descobrir se o telhado dele é ou não é feito de vidro. Nesse embalo, uma matéria publicada no "Contas Abertas" informa que, em 2004, Geraldo Pudim recebeu doações de R$ 300 mil da construtora Delta. Pudim recebia apoio maciço de Garotinho – nas eleições seguintes (2006), o slogan “votar no Pudim é votar no Garotinho” o fez se eleger deputado federal.

O blog "Estou Procurando o que Fazer" publicou (aqui) a página que informa a doação de R$ 300 mil ao candidato de Garotinho.

Agora, além de bombardear Cabral, Garotinho vai ter que reservar um espaço para se defender. E ele já mandou um recado em seu blog. "Só quero avisar aqui Cabral que ameaças não me amedrontam. Quem me conhece sabe que sou um homem de coragem, que sempre enfrentei adversários e inimigos poderosos. Se não recuei até hoje, não será por mais essas ameaças de Cabral que vou me acovardar. Digo mais para que todos saibam: Tudo o que já mostrei e o que ainda vou revelar aqui no blog é aperitivo perto do que vou levar para a CPI", disparou Garotinho.

Fontes: O Globo, Contas Abertas,  Estou Procurando o que Fazer e Blog do Garotinho

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Avelino garante PTB ao lado de Rosinha
25/04/2012 | 12h11

Avelino_Ferreira_

Após o blogueiro Charles Guerreiro publicar em seu blog "A Mosca Azul" (aqui) um vídeo informando que o deputado estadual Roberto Henriques (PSD) estaria articulando para tirar o PTB do governo e colocar na oposição, o jornalista Avelino Ferreira, subsecretário de Cultura e membro do PTB, agiu rápido e usou o seu blog (aqui) para desmentir o que ele considerou uma fococa. "O acordo do PTB de Campos com a aliança que sustentará a campanha da reeleição de Rosinha é político, com anuência da diretoria regional. Portanto, não passa de boato a intervenção no diretório do PTB de Campos. Com o fortalecimento da legenda em Campos, a partir de um trabalho permanente de difusão das idéias do partido, de ampliação de seus quadros em todo o município e de uma boa nominata com vistas a eleição de outubro, o PTB está incomodando muita gente. E algumas pessoas, fingindo defender a legenda de supostas manobras aliciadoras, buscam fragilizá-la, tentando causar seu enfraquecimento", disse Avelino, que foi além: "Continuamos firmes no propósitio de conquistar três cadeiras na Câmara e apoiar na campanha e durante o mandato, a prefeita Rosinha Garotinho. A intriga, a fofoca, não nos desviarão do rumo traçado. Para quem ainda tiver dúvida, é só acessar o sítio eletrônico do TRE e verificar o registro do nome do Dr. Edson Batista como presidente do PTB local. Os cães ladram e a caravana passa", completou.

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