Açu Petróleo e Petrogal renovam contrato para transbordo de petróleo
09/09/2019 | 13h02
A Açu Petróleo (joint venture entre a Prumo Logística e a Oiltanking) e a Petrogal reafirmaram sua parceria e renovaram até 2023 o contrato para transbordo de petróleo no Terminal no Porto do Açu, em São João da Barra. Com o novo contrato, a previsão é que a petroleira, que é cliente do terminal desde 2017, dobre o número de operações de exportação realizadas no terminal.
Para Victor Snabaitis Bomfim, CEO da Açu Petróleo, a renovação do contrato com a Petrogal refirma os diferenciais da empresa. “A continuidade desta parceria é muito importante para a Açu Petróleo, pois nos incentiva cada vez mais a mantermos nosso compromisso com a excelência operacional e respeito inegociável ao meio ambiente. A Petrogal foi a primeira empresa a operar com navios VLCCs em nosso terminal. Estou certo de que este compromisso, juntamente com a previsibilidade e segurança que oferecemos em nossas operações foram fatores chave para esta renovação”.

— A Petrogal é o terceiro maior produtor de óleo e gás no Brasil e uma das empresas mundiais cuja produção registra um crescimento mais acelerado”, declarou Miguel Pereira, CEO da empresa. “O Brasil é a nossa principal base de desenvolvimento e isso exige o acesso a infraestruturas confiáveis, devidamente equipadas em termos tecnológicos e ambientais — acrescentou.
Em operação desde 2016, o Terminal de Petróleo (Toil) da Açu Petróleo possui 25 metros de profundidade, três berços e capacidade licenciada para movimentar até 1,2 milhão de barris de petróleo/dia. Desde o início de sua operação, o terminal já realizou mais de 95 operações. O Toil é o único terminal privado no país com capacidade para receber navios tipo VLCC, que tem capacidade de armazenamento de até 2 milhões de barris de óleo cru. As operações com navios VLCC já representam 40% do total movimentado até hoje.
— Para este ano, a previsão é movimentarmos o dobro dos volumes de 2018. Além disso, estamos avançados no desenvolvimento do projeto para tancagem onshore que, além de proporcionar uma otimização na logística de manuseio de petróleo para os nossos clientes, estará capacitado para oferecer novos serviços, como armazenagem, dewatering e blending — destacou Bomfim.
Além da Petrogal, as empresas Petrobras, Shell e Equinor também são clientes da Açu Petróleo.
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Diretório do Patriota em SJB toma posse neste sábado
07/09/2019 | 10h35
Os movimentos no cenário político de São João da Barra não param nem no feriado. Neste sábado (7), dia da Independência do Brasil, toma posse às 18h, em reunião na sede do Sanjoanense, o diretória municipal do Patriota. O partido tem como presidente local o empresário Renê Fernandes, um dos nomes que integram a lista de pré-candidatos a prefeito do município.
Segundo Renê, o encontro será uma oportunidade para debater futuros políticos e não só para tratar da questão partidária.
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Cidadania também aposta em candidatura própria em SJB
06/09/2019 | 20h50
O tabuleiro político de São João da Barra continua cheio de pré-candidatos a prefeito. Nome cotado já há alguns meses, o endocrinologista André Fontoura tem aval do Cidadania (o antigo PPS) para se cacifar como candidato a prefeito em 2020. Segundo Fontoura, a orientação é do diretório estadual.
André, que também teve nome cotado como possível candidato a prefeito em 2016, é suplente de vereador. Apesar de se mostrar entusiasmado com a orientação estadual, Fontoura salienta acreditar que o momento seria de fortalecer o partido no município, para uma nominata competitiva para eleição a vereador.
Recentemente, vários pré-candidatos foram confirmados em SJB. O PTC informou que terá candidato próprio e sinalizou apoio a Domingos Abreu. O diretório do PSDB também disse que lançará José Amaro Lopes Pereira. Ainda estão na corrida pré-eleitoral o vereador Franquis Arêas (PL, a caminho do PSC); o advogado e professor Juliano Rangel (PDT); o radialista Emilson Amaral — que, recentemente, anunciaram uma aliança de oposição. Além deles, são cotados os empresários Renê Fernandes (Patri) e Márcio Nogueira, Maike Lalanga e Paulo Mendes (Psol).
Pelo lado governista, a prefeita Carla Machado (PP) é candidata natural à reeleição. Porém, foi condenada nas primeira e segunda instâncias a oito anos de inelegibilidade na Machadada. Carla está confiante em reverter a sentença em última instância. De toda forma, se for candidata, terá de ter um novo vice, já que Alexandre Rosa (PRB) foi reeleito para o cargo e não pode disputá-lo em 2020. O secretário de Transportes Elísio Motos (PDT) já demonstrou ter interesse em disputar a eleição majoritária no grupo, seja como cabeça de chapa ou vice. Outros nomes cotados são dos vereadores Aluizio Siqueira (PP), presidente da Câmara, Chico da Quixaba (PSL), Gersinho Crispim (SD) e Sônia Pereira (PT).
Em tempo — A estruturação do Cidadania na região chegou a ser assunto na coluna Comentários (aqui), de Murillo Dieguez, na edição desta sexta-feira (6) da Folha da Manhã. A coluna traz ainda as possíveis candidaturas de Rafael Diniz, em Campos, e do deputado estadual Welberth Rezende, em Macaé.  
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Diretores da Barra FM denunciam comentários ofensivos que saíram da Prefeitura de SJB
05/09/2019 | 23h07
145ª
145ª
Os diretores da rádio comunitária sanjoanense Barra FM, Emilson Amaral e Rogério Zorzal, estiveram na 145ª Delegacia de Polícia, em São João da Barra, nesta quinta-feira (5) para fazer uma denúncia de injúria na qual o autor, pessoa física, não é citado. No entanto, por meio de um mecanismo, eles identificaram que o endereço IP de onde partiu a mensagem para o site da emissora é da Prefeitura de SJB. Com o registro da ocorrência, eles querem a difícil missão de identificar o autor da mensagem em meio a tantos equipamentos com acesso à rede no mesmo prédio.
O blog, assim como a Polícia, teve acesso ao teor das mensagens ofensivas. Em um texto curto, repleto de erros gramaticais, as ofensas são diretas aos dois radialistas, com muitas palavras de baixo calão. O conteúdo não está disponível para todos, mas consta no e-mail da emissora.
Apesar da aparente dificuldade que ocorrerá para descobrir o verdadeiro autor das mensagens, não parece plausível que alguém que receba dinheiro público esteja usando equipamentos da administração para criticar quem não faz parte do seu grupo político. Por outro lado, não há como crucificar nenhuma figura política por orientação a tal ato, já que pode ser devaneio apenas do seu autor.
Pelo horário, não foi possível contato com a Prefeitura de SJB. O espaço está aberto para qualquer manifestação da administração municipal.
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Rafael Diniz passa por cirurgia de emergência
04/09/2019 | 22h40
A prefeitura de Campos informou que em virtude de fortes dores, o prefeito Rafael Diniz (Cidadania) foi submetido a uma cirurgia de hernioplastia inguinal de urgência na noite desta quarta-feira (04). Ele passa bem e, por orientação médica, ficará em repouso absoluto nos próximos dias.
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Aposta de Campos leva R$ 32 milhões na Quina
04/09/2019 | 21h08
Uma aposta de Campos acertou as cinco dezenas do concurso 5064 da Quina. O sortudo da planície vai levar para casa o prêmio de R$ 32.686.894,02. O sorteio foi realizado na noite desta quarta-feira (4), no Espaço Loterias Caixa, em São Paulo. Se aplicar o valor na poupança da Caixa, vai receber aproximadamente R$ 118 mil em rendimentos mensais. As dezenas sorteadas foram 06 - 35 - 58 - 63 - 73.
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Prisão não é condenação e HC não absolve, diz Marcão sobre os Garotinho
04/09/2019 | 10h00
Marcão no Folha no Ar
Marcão no Folha no Ar / Isaias Fernandes
A prisão do casal de ex-governadores Anthony e Rosinha Garotinho na terça-feira (3) e a decisão em habeas corpus (HC) do desembargador Siro Darlan, do Tribunal de Justiça (TJ) do Estado do Rio de Janeiro na madrugada seguinte (como o blog divulgou aqui), que decidiu pela soltura, foram os principais assuntos abordados nesta quarta-feira (4) com o vereador licenciado e atual secretário de Desenvolvimento Humano e Social de Campos, Marcão Gomes (PL), no Folha no Ar, da Folha FM 98,3. Marcão, adversário político de longa data do político da Lapa, que fez parte da bancada de oposição a Rosinha no mandato passado, afirmou que a prisão dos dois nos desdobramentos da Lava Jato no município (aqui) não é sinônimo de condenação, assim como, para ele, o HC do TJ não significa a absolvição dos políticos campista. Nesta quinta-feira (5), o Folha no Ar recebe o presidente do Americano, Carlos Abreu. 
— Nem a prisão é por si só um julgamento do Poder Judiciário em razão da culpabilidade do réu, muito menos o habeas corpus prova qualquer inocência. Não significa com esse alvará de soltura está dizendo que os fatos narrados pelo Ministério Público e compreendidos pelo Judiciário como motivos para levar o casal à prisão [são anulados], que está se declarando a inocência do casal — afirmou Marcão, lembrando outras condenações de Garotinho na Chequinho, por formação de quadrilha e as investigações da operação Caixa d’Água.
Marcão ainda lembrou a Comissão Parlamentar de Inquérito (CPI) da Lava Jato na Câmara de Campos, enquanto ele ainda presidia o Legislativo, no qual as delações de ex-executivos da Odebrecht que indicam vícios na licitação para favorecer a empreiteira e, em troca, os políticos receberiam propina. “O que pode e o que não pode? Vejo muita gente justificar o ilícito penal, o roubo: ‘ah, mas o Garotinho não tem nada, só tem uma casinha na Lapa, é honesto’. Bom, pode roubar e entregar para um amigo? Pode roubar para usar para comprar voto? Pode pegar o dinheiro do povo para comprar partidos políticos?”, questionou.
Para Marcão, muita gente levanta bandeira como torcida contra ou a favor aos políticos, mas esquece de analisar o fato. “Da mesma forma que não é motivo de comemoração a prisão, não é motivo de comemoração o habeas corpus. Temos que apurar a verdade dos fatos. Temos leis para regular a vida em sociedade. Muitas pessoas, como comprovadamente o casal Garotinho, resolveram andar à margem da lei. Por isso que se diz que o cara é marginal, ele está andando à margem da lei, ele está cometendo crimes. E está muito claro que os atos foram praticados, seja na combinação de resultados, no pagamento de propinas”.
O secretário de Desenvolvimento Humano e Social do governo Rafael também disse acreditar que as supostas irregularidades com o Previcampos, que ele denunciou na legislatura passada como vereador, também terá grande repercussão em greve.
Marcão concordou com o ex-prefeito Arnaldo Vianna que ao blog Opiniões disse (aqui) que o deputado federal Wladimir Garotinho (PSD), pretenso candidato a prefeito de Campos, sofra consequências com a prisão dos pais. “A análise de Arnaldo foi perfeita. Prejudica não só uma pretensa candidatura, como o próprio mandato de deputado. É algo muito complexo. Compreendo a angústia dele e da Clarissa (Pros) enquanto filhos, mas enquanto políticos não é compreensível a insistência em inverdades, em falar de uma inocência cada vez mais distante pela pratica recorrente de crimes”, afirmou.
Secretário — Marcão falou sobre as dificuldades com a queda de arrecadação financeira para retomada de programas sociais, mas que esse é um desejo dele e do prefeito Rafael Diniz (Cidadania). Sem fixar data, o secretário falou na possibilidade de abertura do restaurante popular e o cartão cooperação (antigo Cheque Cidadão).
Cenário para 2020 — Candidato a deputado federal mais votado de Campos, que ficou como primeiro suplente da sua legenda em 2018, Marcão comentou sobre a missão (aqui) de coordenar o seu partido, o PL, na eleição do ano que vem em toda a região. Com relação à sucessão municipal em campos, disse acreditar que a oposição tem interesse em antecipar o debate eleitoral, mas que o grupo governista vai aguardar o momento certo para iniciar as articulações para a possível candidatura à reeleição de Rafael Diniz.
Veja a entrevista:
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Desembargador do TJ concede liberdade ao casal Garotinho
04/09/2019 | 07h03
O desembargador Siro Darlan, do Tribunal de Justiça (TJ) do Estado do Rio de Janeiro, concedeu liminar em habeas corpus impetrado pela defesa dos ex-governadores Anthony Garotinho (sem partido) e Rosinha Garotinho (Patri). Ele deferiu na madrugada desta quarta-feira (4) o pedido de liberdade aos políticos de Campos, presos nessa terça-feira (3), em um desdobramento da Lava Jato no município do Norte Fluminense, mediante a assinatura de um termo de compromisso com as seguintes determinações:
“A) Proibição de contato telefônico, pessoal ou por qualquer meio eletrônico e de transmissão de dados com as testemunhas e corréus, até o encerramento da instrução criminal. B) Proibição de sair do País sem a autorização do Juízo de Piso devendo os passaportes serem entregues por seus patronos e ficarem acautelados no cartório no prazo de cinco dias. C) Comparecer mensalmente ao Juízo de Piso até o quinto dia útil de cada mês com prova de residência, ou em caso de dificuldade de locomoção em decorrência de problema de saúde comunicar tal fato através de seus patronos, porém ficam advertidos de comparecerem sempre que intimados ao Juízo Processante”.
O recurso foi impetrado no TJ na noite de terça, mesmo dia que o juízo da 2ª Vara Criminal da Comarca de Campos, foi formulada a partir de investigações sobre superfaturamento em contratos entre a Prefeitura de Campos e a Odebrecht para a construção de casas populares dos programas Morar Feliz I e Morar Feliz II durante os dois mandatos de Rosinha como prefeita (2009/2016).
Os dois passaram a noite no presídio. Atualização às 11h15 — Garotinho deixou o presídio de Benfica pouca antes das 11h, como noticiou o Folha 1.
O processo que apura as supostas irregularidades no maior contrato da história do município, que passou da casa de R$ 1 bilhão com os aditivos, aos longos dois anos da gestão Rosinha, está na fase inicial. O juiz da 2ª Vara Criminal campista havia determinado a prisão preventiva sob argumento de proteger as provas a serem produzidas em juízo, em especial para preservar a paz de espírito e tranquilidade de que necessitam as testemunhas para depor. A decisão foi criticada por Siro Darlan, plantonista do TJ e que concedeu a liminar ao casal de ex-governadores.
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CPI apontou indícios de crimes em contrato da Prefeitura com Odebrecht
03/09/2019 | 16h02
No início de março de 2018, a Comissão Parlamentar de Inquérito (CPI) da Lava Jato, que durante nove meses apurou supostas irregularidades nos contratos da Prefeitura de Campos com a Odebrecht para construção das duas etapas do programa Morar Feliz, apresentou indícios dos crimes de associação criminosa, fraude em licitação, corrupção passiva, caixa dois eleitoral, lavagem de dinheiro.
Presidente da CPI, o vereador Genásio (PSC) foi o responsável por ler o relatório que sugeriu o indiciamento da ex-prefeita Rosinha Garotinho (Patri) e do seu marido, Anthony Garotinho (sem partido). Os documentos da CPI foram encaminhados à Polícia Federal (PF), Ministério Público Estadual (MPE), Tribunal de Contas do Estado (TCE), Ministério Público Federal (MPF), Polícia Civil, além da presidência do Legislativo e Prefeitura de Campos.
Nesta terça-feira (3), o casal Garotinho foi preso na operação Secretum Domus (aqui). A denúncia, cujos pedidos de prisão e de busca e apreensão foram acatados pelo Juízo da 2ª Vara Criminal da Comarca de Campos, foi formulada a partir de investigações sobre superfaturamento em contratos celebrados entre a Prefeitura de Campos e a construtora Odebrecht, para a construção de casas populares dos programas “Morar Feliz I” e “Morar Feliz II” durante os dois mandatos de Rosinha como prefeita (2009/2016).
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Vídeos: Delações da Lava Jato citam repasses da Odebrecht ao casal Garotinho
03/09/2019 | 10h21
Presos na manhã desta terça-feira (3) na operação Secretum Domus (aqui), os ex-prefeitos de Campos e ex-governadores Anthony e Rosinha Garotinho foram citados na chamada “delação do fim do mundo” da Odebrecht. Ex-executivos da empreiteira responsável pelas obras do conjunto habitacional Morar Feliz — os maiores contratos da história do município do Norte Fluminense que, somados, ficam em torno de R$ 1 bilhão — relataram irregularidades em depoimentos ao Ministério Público Federal no dia 14 de dezembro de 2016, no Rio de Janeiro.
Benedicto Barbosa Júnior fala do Morar Feliz e a relação próxima com o ex-governador. O ex-executivo da Odebrecht também comenta as doações eleitorais irregulares de 2008 a 2014. Veja o vídeo:
Benedicto comenta ainda que, a partir da primeira eleição de Rosinha como prefeita de Campos, Garotinho passou a ter mais contato com Leandro Andrade Azevedo. Leandro também assinou o “Morar Feliz” e cita o casal Garotinho em sua delação, também realizada em dezembro de 2016.
Nos cálculos de Leandro, designado por Benedicto Júnior para operacionalizar os pagamentos aos Garotinho — de acordo com a delação —, o repasse foi de cerca de R$ 20 milhões, sem contar a campanha a deputado federal de 2010. O ex-executivo conta que o dinheiro de caixa dois, em espécie, foi entregue onde vendia Bíblia, em referência ao escritório do ex-governador no Palavra de Paz. Veja:
Os vídeos foram divulgados pelo blog em abril de 2017 (aqui e aqui)
Já em 26 de junho de 2017, como o blog Na Curva do Rio noticiou (aqui), Benedicto e Leandro estiveram na 1ª Promotoria de Justiça de Tutela Coletiva do Ministério Público Estadual, em Campos, e confirmaram o que constava em depoimentos já prestados ao MPF. Na Lava Jato, nenhuma fase direcionada ao casal foi deflagrada. Mas os depoimentos ao MP em Campos fazem parte do inquérito que resultou na prisão do casal de ex-governadores.
 
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Sobre o autor

Arnaldo Neto

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