Alerj é notificada e já pode convocar sessão para decidir sobre prisões
16/11/2017 | 18h21
Um oficial de Justiça do Tribunal Regional Federal da 2ª Região entregou no fim da tarde desta quinta-feira (16) na Secretaria da Mesa Diretora da Alerj a decisão judicial de afastamento e prisão do presidente da Alerj, deputado Jorge Picciani, e os deputado Paulo Melo e Edson Albertassi — todos do PMDB. Com a notificação, o plenário da Alerj já pode analisar a decisão do tribunal. A expectativa é que a Casa realize uma sessão extraordinária na tarde desta sexta-feira (17).
A votação será aberta e, de acordo com a assessoria de imprensa da Alerj, o resultado depende de maioria absoluta, ou seja, metade mais um dos deputados, o que corresponde a 36. O quórum mínimo para abrir a sessão também é de 36. A sessão pode ser conduzida pelo 2º vice-presidente, deputado André Ceciliano (PT). Contudo, o 1º vice, Wagner Montes (PRB), que está de licença médica e fora do país, informou que vai tentar voltar para assumir os trabalhos.
Picciani, Paulo Melo e Albertassi se entregaram à Polícia Federal pouco depois da decisão do TRF quanto à decisão de prisão e afastamento do mandato. Na edição desta quinta, o jornal O Globo afirmou que, segundo fontes, já existira um acordo para derrubar a decisão do TRF, caso fosse (como foi) desfavorável aos deputados.
Com informações do jornal O Globo
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Mandados de prisão para Picciani, Albertassi e Paulo Melo são expedidos
16/11/2017 | 16h18
A Justiça já expediu os mandados de prisão dos deputados Jorge Picciani, Paulo Melo e Edson Albertassi, todos do PMDB, informou a Globo News. A decisão da prisão aconteceu por unanimidade, no Tribunal Regional Federal da 2ª Região (TRF-2), na tarde desta quinta-feira (16). Segundo a decisão, os parlamentares devem ser presos preventivamente — o que ainda pode ocorrer ainda nesta quinta. A Assembleia Legislativa (Alerj) irá analisar, quando for notificada (o que deve ocorrer em até 24 horas), se os deputados permanecerão presos.
Fonte: G1
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SJB inaugura unidades de saúde em Atafona e Mato Escuro nesta sexta
16/11/2017 | 15h43
A Prefeitura de São João da Barra inaugura nesta sexta-feira (17), às 14h, a obra de reforma e revitalização da unidade de Estratégia Saúde da Família (ESF), no bairro Carrapicho, em Atafona, e às 16h, a obra de construção da ESF, em Mato Escuro, executada em parceria com o Ministério da Saúde. Em sua terceira gestão, a prefeita Carla Machado (PP) afirma que uma das prioridades tem sido investimentos na área da saúde visando melhorar a qualidade de vida da população: “Nossa função é garantir o atendimento de qualidade através de uma política pública voltada para o desenvolvimento de ações de promoção à saúde, prevenção, tratamento, recuperação e proteção da população nas áreas de abrangência do ESF”.
Subsecretária de Saúde de SJB, Keth Miranda informou que serão disponibilizados serviços de atendimento médico, odontológico e de enfermagem, de segunda a sexta-feira; cadastro no SUS; consulta com pediatra e obstetra uma vez por semana; visita domiciliar de pacientes acamados; vacina; puericultura e Pré-natal e acompanhamento familiar em conjunto com os agentes de saúde.
— Coleta citopatológica; curativo; acompanhamento de peso e altura; bolsa família; atividades comunitárias; palestras de saúde com grupos de risco como gestantes, hipertensos e diabéticos; e atividades de educação em saúde nas escolas da área de abrangência do ESF também serão oferecidos — completou Keth.
A obra de construção do ESF é composta de consultórios odontológico e médico, recepção, almoxarifado, salas de inalação, curativos, vacina, observação e procedimentos de coleta, esterilização, expurgo, estocagem de medicamentos e atividades coletivas. Sanitários para funcionários, copa, depósito de material de limpeza, administração, banheiros masculino e feminino com acessibilidade, urbanização de área externa com jardins e grama, muro, calçada e acesso de ambulância para embarque e desembarque de pacientes também foram construídos.
Já os serviços de reforma e revitalização realizados no Carrapicho incluem: revisões hidrossanitária, e elétrica (com troca de lâmpadas e de quadros de distribuição e criação de novos circuitos elétricos); reparo do telhado e calhas; troca de portas, esquadrias de alumínio, fechaduras e vidros das esquadrias; limpeza de caixa d’água; instalação de cisterna; construção de anexo de cozinha e dormitório para motorista de plantão; colocação de grades em janelas; construção de calçada de acesso; e adequação de acessibilidade aos sanitários masculino e feminino.
Fonte: Secom/SJB
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TRF decide pela prisão de Picciani, Paulo Melo e Albertassi
16/11/2017 | 14h17
Por unanimidade, os desembargadores do Tribunal Regional Federal da 2ª Região (TRF2) decidiram nesta quinta-feira (16) pela prisão preventiva e afastamento dos mandatos dos deputados estaduais Jorge Picciani (PMDB), presidente da Alerj (Assembleia Legislativa do Rio de Janeiro), Paulo Melo (PMDB) e Edson Albertassi (PMDB), atendendo a pedido do Ministério Público Federal (MPF) na operação Cadeia Velha, desdobramento da Lava Jato no Rio. O primeiro a votar foi o relator Abel Fernandes Gomes, que teve o voto seguido pelos desembargadores Messod Azulay Neto, Paulo Espírito Santo, Marcelo Granato e Ivan Athié. A desembargadora Simone Schreiber faltou. Pela decisão do colegiado, assim que forem expedidos os mandados de prisão, o que aconteceu nesta tarde, os parlamentares devem ser imediatamente presos. A manutenção da decisão, porém, ainda será analisada pela Alerj.
Segundo Abel Gomes, as ações dos deputados “fogem ao limite do republicano”, sendo movidos pelo dinheiro, usado como "contrapartida para os parlamentares estarem à disposição de grupos específicos”. Para o desembargador, a decisão do colegiado deverá ser submetida à Alerj, que vai decidir se a mantém. Na edição desta quinta, o jornal O Globo informou que já existiria um acordo (aqui) para derrubar a decisão do TRF, caso fosse (como foi) desfavorável aos deputados.
A expectativa é que a Alerj receba um ofício do TRF em até 24 horas. A partir daí, a Casa deverá convocar a sessão extraordinária e poderá reverter a decisão de prisão e afastamento de mandato. A procuradora regional da República Silvana Patini foi taxativa quanto à possibilidade de a Alerj rever a prisão preventiva. “A Alerj pode até derrubar a prisão, mas tem que manter o afastamento dos deputados. Caso isso não aconteça, a PRR [Procuradoria Regional da República] vai recorrer novamente. É uma decisão histórica para enfrentar o crime organizado”, pontuou.
Os parlamentares são suspeitos de favorecer interesses de empresários no Estado, entre os quais representantes do setor de transporte público e empreiteiras, em troca de propina.
Com informações da Globo News, G1, O Dia e do portal Uol
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Alerj tem acordo para derrubar eventual prisão de Picciani e aliados, diz jornal
16/11/2017 | 08h18
A Assembleia Legislativa do Estado do Rio (Alerj) já está de prontidão para convocar uma sessão extraordinária, caso o Tribunal Regional Federal da 2ª Região (TRF-2) determine nesta quinta-feira (16) a prisão em flagrante dos deputados Jorge Picciani, presidente da Casa, Paulo Melo e Edson Albertassi, todos do PMDB — segundo o jornal O Globo (aqui). Desde terça-feira (14), quando foi deflagrada a operação Cadeia Velha, os parlamentares fluminenses debateram a necessidade de uma reunião extraordinária. Em privado, lideranças da Alerj dizem que a tendência é que se os magistrados decidirem pela prisão ela será revertida no plenário. O mesmo deve ocorrer caso o tribunal determine o afastamento dos parlamentares.
Segundo o jornal carioca, a tendência se baseia no amplo controle que Picciani e Melo, ex-presidente da Alerj, têm do plenário. Alguns parlamentares, porém, ponderam que os deputados mais novatos são mais suscetíveis à pressão popular. Na terça, o procurador regional da república Carlos Aguiar chegou a convocar a população para pressionar a Assembleia para manter uma possível decisão do TRF-2 pela prisão.
Para tentar reduzir o desgaste da já arranhada imagem da Alerj, há uma articulação para que os deputados recusem a decretação da prisão dos três, mas enviem o caso para análise do Conselho de Ética da Casa, longe dos holofotes do plenário e com acesso a recursos regimentais. A convocação para que os parlamentares compareçam hoje à Casa foi feito de modo informal, por meio aliados de Picciani.
Um parlamentar do PMDB, que conversou com a reportagem de O Globo sob condição de anonimato, disse que está seguro que se a prisão for decretada, a Alerj vai reverter a decisão.
— A única possibilidade de reduzir o apoio ao presidente é algum novato se intimidar com a pressão de protestos, como o conclamado por procuradores que deflagaram a operação Cadeia Velha e pediram para que a população vá para a porta da Alerj. Há também aqueles que não terão coragem de se expor e faltarão alegando doença como motivo. Mas os pedidos serão derrubados com boa margem de vantagem — afirmou o peemedebista.
Outro aliado disse, também sob condição de anonimato, que até a oposição ajudará Picciani.
— Até a oposição dará votos em favor de Picciani. Vão justificar que preservaram a independência dos Poderes. E não podemos esquecer ou minimizar também a influência de Paulo Melo na Casa. É um presidente e um ex-presidente na berlinda, muitos deputados devem favores e benesses a eles — acrescenta o parlamentar da base do Palácio Guanabara. — Picciani quem é quem na Alerj, principalmente quem tem motivos para apoiá-lo —concluiu o mesmo deputado.
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Carla pede ao Estado cessão de espaço para atender alunos de Atafona
15/11/2017 | 18h35
A prefeita de São João da Barra, Carla Machado (PP), esteve nessa terça-feira (14) em reunião com o secretário de Estado de Educação, Wagner Victer. Em pauta, a situação dos alunos do segundo segmento do Ensino Fundamental de Atafona, 2º distrito do município. Carla solicitou a cessão de seis salas de aula do colégio estadual da localidade para que possam ser iniciadas sob responsabilidade do município as turmas do 6º e 7º ano. O assunto chegou a ser debatido na Câmara de SJB, uma vez que pais de alunos encaminharam um abaixo-assassinado sobra a necessidade de abertura dessas turmas.
Os estudantes de Atafona do segundo segmento do Ensino Fundamental eram atendidas pelo Colégio Estadual Dr. Newton Alves. Contudo, desde o ano passado, a unidade começou a excluir, gradativamente, as turmas do 6º ao 9º ano — que passaram a ser de responsabilidade do município. Por outro lado, as duas escolas municipais de Atafona (Dionélia Gonçalves do Santos e Amália Soares de Almeida) ainda não oferecem turmas do segundo segmento regular, apenas para a Educação de Jovens e Adultos (EJA).
— Nos encontramos com o secretário de Estado de Educação, Wagner Victer, para solicitar a cessão de 06 salas de aula no Newton Alves para atender alunos do 6º e 7º anos em Atafona. Também foi solicitado a implantação de uma Escola Estadual Profissionalizante em nosso município — informou a prefeita em seu perfil na rede social Facebook, após o encontro no Rio, no qual também participou a secretária de Educação e Cultura de São João da Barra, Lúcia Siqueira.
Ainda não houve confirmação sobre a cessão ou não das salas, o que deve ocorrer nos próximos dias, para que haja tempo hábil para planejamento da administração municipal. Vale lembrar, ainda, que chegou a ser ventilada a possibilidade de ampliação do prédio de uma das escolas municipais, para atender esses alunos.
Na Câmara, após o encaminhamento do abaixo-assassinado dos pais, a questão das turmas do 6º a 9º ano em Atafona foi apresentada por meio de requerimento, do vereador Aluízio Siqueira (PP), presidente da Casa, na sessão do último dia 24. “Os alunos estão tendo que se deslocar para a Escola Domingos Fernandes da Costa e, apesar de a Prefeitura fornecer o transporte, isso acaba causando desconforto e despesa para as famílias”, disse, à época, o vereador.
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Neco e Camarão recorrem ao TRE em ações distintas da eleição 2016
15/11/2017 | 14h48
Dois processos eleitorais relativos ao pleito de 2016, em São João da Barra, foram enviados para o Tribunal Regional Eleitoral (TRE). Em um deles, o ex-prefeito Neco (PMDB) tenta reverter a condenação, em primeira instância, a oito anos de inelegibilidade e multa de R$ 50 mil por contratações irregulares no ano passado. No outro, o ex-vereador Zezinho Camarão (DEM) pede a cassação da prefeita Carla Machado (PP) e do vice Alexandre Rosa (PRB), sob a acusação do uso de rádio pirata na campanha eleitoral — o que é proibido. O juiz da 37ª Zona Eleitoral, Leonardo Cajueiro, julgou improcedente o pedido de Camarão.
No caso do ex-prefeito Neco, o juiz Leonardo Cajueiro considerou que na ação proposta pelo Ministério Público Eleitoral (MPE) ficou evidenciada a contratação irregular de cerca de dois mil funcionário pela Prefeitura no ano passado. Na sentença, ele observa que houve abuso de poder e também contratações depois do período permitido por lei, lançadas nos documentos com data retroativa.
Para o magistrado, “o grande número de contratações, aproximadamente 5% da população da cidade de São João da Barra, no intervalo de apenas um mês em pleno período eleitoral, configura, indubitavelmente, o abuso de poder político em prol da candidatura do investigado e daqueles pertencentes a seu grupo político”. Antes de recorrer ao TRE, Neco entrou com embargos de declaração, que foram desprovidos pelo juiz de primeira instância.
Já na ação movida por Camarão com o pedido de cassação da prefeita e do vice, o ex-vereador denunciou que a campanha de Carla e Alexandre estaria utilizando um sinal de rádio pirata para divulgação dos atos. “Pesam em agravo aos investigados apenas as gravações de utilização do sinal de rádio 93,1 FM com divulgação dos atos de campanha dos mesmos, incapazes, por si, de provar a origem do sinal ou a suposta ciência/autorização dos beneficiários”, diz trecho da sentença, na qual o magistrado julgou improcedente a ação.
O juiz Leonardo Cajueiro destacou, ainda, que “eleita a chapa majoritária com 73% dos votos válidos, inclusive em consonância com pesquisas realizadas antes da realização da divulgação dos atos no sinal de 'rádio pirata', não ficou verificada, tampouco, a gravidade da conduta apta a ensejar a condenação de cassação de diploma outorgado pelo povo em votações livres”. Antes de recorrer ao TRE, Camarão também teve os embargos negados pelo juízo local.
A rixa política entre Camarão com Carla e Alexandre movimenta o cenário político sanjoanense há muitos anos. Em momentos distintos, todos já chegaram a caminhar juntos, mas se tornaram ferrenhos adversários.
Machadada — Ações relacionadas ao pleito de 2016 seguem para o TRE, enquanto a mesma Corte ainda decide sobre um processo da eleição de 2012. Na já conhecida operação Machadada, Carla, Neco, Alexandre e o vereador Alex Firme (PP), que à época eram aliados, acabaram condenados em 2017 a oito anos de inelegibilidade. O colegiado manteve a condenação, mas ainda não decidiu quanto aos embargos de declaração. Depois, caberá recurso ao Tribunal Superior Eleitoral (TSE). Vale lembrar que a condenação na Machadada não altera o resultado das eleições de 2016, mas impede, por ora, os quatro de concorrerem aos pleitos de 2018 e 2020.
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PF faz operação para prender filho de Picciani, empresários e mira deputados
14/11/2017 | 07h52
Na mais importante ofensiva contra a corrupção no Rio de Janeiro desde a prisão do ex-governador Sérgio Cabral (PMDB), em novembro do ano passado, a Procuradoria Regional da República da 2ª Região (PRR-2), em parceria com a Polícia Federal (PF), desencadeou na manhã desta terça-feira (14) a operação “Cadeia Velha”. A PF cumpriu mandado de prisão contra Felipe Picciani, filho do presidente da Alerj, deputado Jorge Picciani, e também gerente da Agrobilara, a empresa que conduz os negócios da família. Há ainda mandados de busca e apreensão nos gabinetes da presidência da Alerj e de Picciani, e dos deputados Paulo Melo e Edson Albertassi, todos do PMDB. Os procuradores também vão pedir a prisão dos parlamentares. O presidente da Alerj, Melo e Albertassi foram alvos de mandados de condução coercitiva.
Os mandados de prisão se estendem ainda a Jorge Luiz Ribeiro, braço direito do presidente da Alerj; Andréia Cardoso do Nascimento, chefe de gabinete do deputado Paulo Melo; e do irmão dela, Fábio, também assessor de Melo. E também contra empresários ligados a Fetranspor, Lélis Teixeira, José Carlos Lavouras e Jacob Barata.
Jorge Picciani, Melo e Albertassi só não serão presos neste momento porque a Constituição estadual, no Artigo 120, estabelece como única possibilidade de prisão provisória o flagrante de crime inafiançável, à exceção de casos com licença prévia da Alerj. Mas as três prisões não estão descartadas. No mesmo instante em que operação ocorre, os procuradores regionais da República responsáveis vão pedir ao Tribunal Regional Federal da 2ª Região (TRF-2), fórum competente para o caso, que considere flagrantes os crimes atribuídos a Picciani, Melo e Albertassi.
No mesmo pedido enviado ao TRF-2 foi solicitado também o afastamento imediato dos alvos de suas funções políticas na Assembleia. Os procuradores sustentam que o flagrante existe porque o trio de parlamentares comete até hoje crime continuado de lavagem de dinheiro, já que o esquema não cessou, de acordo com a investigação.
Deputados estaduais, empresários e intermediários são acusados de manter uma caixinha de propina destinada à compra de decisões na Assembleia Legislativa do Rio (Alerj) para o setor de transportes. O esquema, concluíram os investigadores, teria começado nos anos 1990, por Cabral, e hoje seria comandado pelo presidente da Casa, deputado Jorge Picciani, por seu antecessor, deputado Paulo Melo, e pelo líder do governo Edson Albertassi, caciques do PMDB fluminense.
Cadeia Velha — Construído nos idos da década de 1630 para ser um parlamento imperial, o prédio que dá lugar ao Palácio Tiradentes, sede da Alerj, possuía em seu piso inferior um lugar batizado popularmente de "Cadeia Velha", para onde eram mandados criminosos, prostitutas e escravos que se rebelavam contra as leis da Coroa.
O presidente da Alerj emitiu nota sobre a operação da Polícia Federal. “O que aconteceu hoje com meu filho é uma covardia feita para atingir tão somente a mim. Felipe é um zootecnista, bom pai, bom filho, bom amigo, que trabalha de sol a sol e não tem atuação política. Todos que o conhecem o respeitam e sabem do seu caráter e correção. Nossa família atua há 33 anos no ramo da pecuária, onde ingressei antes de me eleger deputado. Com trabalho duro, nos transformamos numa das principais referências em alta genética do País. Trinta e três anos não são trinta e três dias. A indicação do nome do deputado Edson Albertassi para integrar o TCE foi do governador Luiz Fernando Pezão e aconteceu mediante ao fato de os três auditores a quem caberia a indicação terem decidido não concorrer pelo fato de ainda estarem no período de estágio probatório, o que foi avaliado por eles como insegurança jurídica. Diante da determinação da Justiça, pedindo 72 horas para esclarecimentos, eu já havia inclusive suspendido a votação da indicação que estava prevista para hoje no plenário. Em toda a minha carreira jamais recebi qualquer vantagem em troca de favores. A Assembleia Legislativa do Estado do Rio de Janeiro não atua a serviço de grupos de interesse, não interfere em aumento de tarifas (que é autorizado pela Agetransp) e não votou isenção de IPVA para ônibus, porque isso foi feito por decreto pelo ex-governador (decreto 44.568 de 17/01/2014), quando eu nem sequer tinha mandato. São portanto falsas as acusações divulgadas. Para quem não compreende o funcionamento da Alerj, é preciso esclarecer:
1. A Alerj é uma Casa plural. Há uma série de instâncias decisórias anteriores ao plenário, a começar pelas Comissões Técnicas Permanentes, como a de Constituição e Justiça, Saúde, Educação, Transportes, Direitos Humanos, etc. Os membros das Comissões Técnicas são indicados pelos líderes partidários e a presidência de cada uma delas, eleita por esse colegiado. Há, ainda, o Colégio de Líderes, convocado sempre que há pautas complexas ou com grande número de emendas. As discussões no Colégio de Líderes, que visam a obter consensos mínimos para as votações em plenário, reúnem dezenas de deputados. Por fim, há a instância do Plenário, onde votam os 70 deputados, cujas sessões são televisionadas, abertas ao público e à imprensa.
2. Em segundo lugar, nos meus seis mandatos como presidente da Alerj (de 2003-2010 e de 2015 até o presente momento), estabeleci relações institucionais com os setores organizados da sociedade, sobretudo os empresariais. Foi com esse objetivo que, em 2003, criei o Fórum Permanente de Desenvolvimento da Alerj, que hoje reúne 41 entidades da sociedade civil organizada. Desde que foi criado o Fórum, nunca mais houve uma denúncia sequer de CPIs que tentavam extorquir empresários, comuns no passado. Passamos, através do Fórum, a ter um canal de diálogo institucional, que não havia antes.
3. A produção legislativa da Alerj é a maior prova da independência da sua atuação em relação a interesses de grupos e setores, prevalecendo o interesse público. Alguns exemplos no que tange especificamente ao setor de transportes:
* Gratuidade para estudantes da rede pública, pessoas com deficiência e maiores de 65 anos nos transportes. (Lei 3.339/99, ampliada pela Lei 4.291/04) e reserva de assentos exclusivos para gestantes e pessoas com deficiência (Lei 1.768/90);
* Lei 6.712/14, que determina a disponibilização de redes WiFi em todos os terminais de transportes do estado, ficando a instalação a cargo das empresas responsáveis pelos terminais;
* Gratuidade para estudantes (vale educação) e para pessoas com deficiência e doença crônica (vale social) nos ônibus; intermunicipais (Lei 4.510/05, ampliada pela Lei 7.123/15);
* Controle por biometria de gratuidades e bilhete único nos transportes (Lei 7123/15);
* Derrubada do veto do governador a um parágrafo da Lei 5.628/09, que destina as sobras dos cartões eletrônicos ao Fundo Estadual de Transportes. Essa medida havia sido incluída pela Alerj em dezembro de 2016. O veto foi derrubado em abril de 2017 (Lei 7.506/16);
* Vagões exclusivos para mulheres em trens da Supervia e Metrô ( Lei 4.733/2006)
* Ampliação do prazo para comprovação de renda de usuários do Bilhete Único, de 60 para 90 dias, evitando a perda do direito por usuários que recebem até R$ 3.209. (Lei 7.605/2017).
3. A vigilância permanente exercida pelos próprios parlamentares e pela sociedade, através da imprensa, das mídias digitais e dos mecanismos de controle existentes nos deixa permanentemente sob escrutínio público, de quem dependemos, a cada quatro anos, para renovar nossos mandatos.
Não tenho nem nunca tive conta no exterior. Não conheço Álvaro Novis, nunca o vi, nem sei onde fica seu escritório. Tampouco conheço seus funcionários.
Meu patrimônio é absolutamente compatível com a renda oriunda das minhas atividades empresariais e isso já foi comprovado em investigação que durou dois anos e foi devidamente arquivada, em 2006, pela unanimidade – repito, pela unanimidade – dos votos do Conselho Superior do Ministério Público Estadual.
O tempo vai se encarregar de desmascarar essa covardia em curso. A tentativa de me envolver não pode ser maior que os fatos”.
Com informações do Extra/O Globo
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Prefeitura de SJB paga segunda parcela do 13º nesta terça
13/11/2017 | 18h47
Conforme anunciado pela prefeita de São João da Barra, Carla Machado (PP), na véspera do dia do Servidor (aqui), nesta terça-feira (14) será feito o depósito da segunda parcela do 13º salário dos funcionários do município. Ainda este ano, Carla enviará à Câmara um anteprojeto de lei para conceder aos funcionários efetivos um abono natalino no valor de R$ 250,a ser pago até o dia 20 de dezembro.
Ao fazer os anúncios a prefeita explicou que, em função das dívidas herdadas, priorizou colocar em dia questões relacionadas ao funcionalismo, como FGTS, Previdência Geral, Pasep, salários atrasados de dezembro e segunda parcela do 13º, referentes a 2016, além de firmar acordos judiciais para pagar salários de 2016 dos terceirizados.
Com a quitação da dívida com a Previdência Própria (SJBPrev), também herdada pela atual gestão, foi possível viabilizar, segundo Carla, o pagamento de pensões e aposentadorias para funcionários e familiares, outro compromisso já cumprido.
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Cabral e Garotinho cara a cara no Rio
13/11/2017 | 17h42
Ex-aliados, Sérgio Cabral (PMDB) e Anthony Garotinho (PR) estiveram cara a cara nesta segunda-feira (13), depois de muitos anos sem se ver — segundo informações do blog do Lauro Jardim (aqui), hospedado no site do jornal O Globo. O encontro se deu na 43ª Vara Criminal do TJ/RJ. Cabral é testemunha de defesa de Garotinho na ação em que o desembargador Luiz Zveiter move contra o ex-secretário de Governo de Campos por injúria.
Cabral e Garotinho não se falaram. Aliás, nem se olharam durante a audiência.
O corredor por onde passaram tão nobres ex-governadores do Rio de Janeiro foram isolados. Ninguém teve acesso ao local, assim como ao elevador, que virou privativo das ex-autoridades.
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Sobre o autor

Arnaldo Neto

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