Violência doméstica aumenta durante isolamento social
15/07/2020 | 17h38
<div><tinymce class="clickTinyMCE" title="{'nm_midia_inter_thumb1':'http://www.folha1.com.br/_midias/png/2020/07/15/170x96/1_76qhhqw_1594209763-1646961.png', 'id_midia_tipo':'2', 'id_tetag_galer':'', 'id_midia':'5f0f67f167221', 'cd_midia':1646961, 'ds_midia_link': 'http://www.folha1.com.br/_midias/png/2020/07/15/76qhhqw_1594209763-1646961.png', 'ds_midia': '', 'ds_midia_credi': '', 'ds_midia_titlo': '', 'cd_tetag': '1', 'cd_midia_w': '500', 'cd_midia_h': '375', 'align': 'Center'}"><figure class="Center" style="width:500px;height:375px;"> <img src="http://www.folha1.com.br/_midias/png/2020/07/15/76qhhqw_1594209763-1646961.png" alt="" width="500" height="375"> <figcaption> </figcaption> </figure></tinymce></div> <div>A viol&ecirc;ncia dom&eacute;stica &eacute; uma triste realidade no Brasil e atinge uma em cada tr&ecirc;s mulheres. Com o isolamento social indicado pelas autoridades de sa&uacute;de devido &agrave; pandemia da Covid-19, o n&uacute;mero pode ser ainda maior, de acordo com relat&oacute;rio da ONU Mulheres, da Organiza&ccedil;&atilde;o das Na&ccedil;&otilde;es Unidas. Segundo o F&oacute;rum Brasileiro de Seguran&ccedil;a P&uacute;blica, o &iacute;ndice de feminic&iacute;dios avan&ccedil;ou 22,2% ap&oacute;s o in&iacute;cio do isolamento no Brasil. J&aacute; as chamadas para o n&uacute;mero 180, que &eacute; exclusivo para atendimento &agrave; mulher, tiveram aumento de 34% em compara&ccedil;&atilde;o ao mesmo per&iacute;odo do ano passado. Em junho, o Conselho Nacional de Justi&ccedil;a (CNJ) e a Associa&ccedil;&atilde;o dos Magistrados Brasileiros (AMB) lan&ccedil;aram a campanha Sinal Vermelho para a Viol&ecirc;ncia Dom&eacute;stica, que tem as farm&aacute;cias e drogarias como locais silenciosos de den&uacute;ncia para mulheres em situa&ccedil;&atilde;o de viol&ecirc;ncia no pa&iacute;s.</div> <div>O documento da ONU Mulheres, divulgado no m&ecirc;s de abril, mostra que, &agrave; medida que as press&otilde;es econ&ocirc;micas e sociais, junto ao medo do cont&aacute;gio do v&iacute;rus, aumentaram, o n&uacute;mero de mulheres sofrendo viol&ecirc;ncia em todo o mundo dobrou. Al&eacute;m disso, outro agravante do isolamento &eacute; a dificuldade em denunciar o agressor, j&aacute; que o conv&iacute;vio se intensificou e os meios de pedir ajuda foram diminu&iacute;dos.</div> <div>O objetivo da campanha Sinal Vermelho para a Viol&ecirc;ncia Dom&eacute;stica &eacute; oferecer um canal discreto e seguro para que sejam realizadas as den&uacute;ncias, sem colocar a v&iacute;tima ainda mais em risco. Com o desenho de um X vermelho nas m&atilde;os, a mulher deve sinalizar para algum funcion&aacute;rio da farm&aacute;cia, que dever&aacute; acionar o 190 e relatar &agrave; den&uacute;ncia aos agentes de seguran&ccedil;a. No pa&iacute;s, cerca de 10 mil estabelecimentos j&aacute; aderiram &agrave; campanha e o CNJ espera que esse n&uacute;mero cres&ccedil;a ainda mais.</div> <div>Em Campos, policiais do 8&ordm; Batalh&atilde;o de Pol&iacute;cia Militar (BPM), que atuam na Patrulha Maria da Penha, est&atilde;o mobilizados pela ades&atilde;o de mais farm&aacute;cias &agrave; campanha. Presidente da OAB Mulher em Campos, Kelly Viter tamb&eacute;m fez um apelo.</div> <div>At&eacute; o momento, em Campos, apenas as grandes redes de drogarias aderiram &agrave; campanha. &ldquo;A quarentena colocou, especialmente, mulheres e crian&ccedil;as em situa&ccedil;&otilde;es de maior vulnerabilidade dentro da pr&oacute;pria casa. Iniciativas como essa ajudam a reverter a situa&ccedil;&atilde;o e salvar vidas. E as farm&aacute;cias, por representarem um servi&ccedil;o essencial e terem presen&ccedil;a maci&ccedil;a em todo o territ&oacute;rio nacional, podem ser pontos de apoio fundamentais para ajudar as v&iacute;timas&rdquo;, disse S&eacute;rgio Mena Barreto, diretor-executivo de uma rede de farm&aacute;cias.</div> <div><strong>Tempo integral com agressor preocupa</strong></div> <div>A presidente do Conselho Municipal dos Direitos da Mulher (Comdim) de Campos e coordenadora regional do Movimento Negro Unificado (MNU) no munic&iacute;pio, Mannuely Ramos, em entrevista ao programa Folha no Ar, da Folha FM, no &uacute;ltimo dia 7, destacou o aumento da viol&ecirc;ncia dom&eacute;stica durante o isolamento social apontado pelos &oacute;rg&atilde;os internacionais.</div> <div>&mdash; O agressor est&aacute; em tempo integral com a sua v&iacute;tima. Em geral, as mulheres procuravam ajuda justamente quando seus companheiros iam trabalhar, iam para outros espa&ccedil;os. Ent&atilde;o, quando ela passa a estar em tempo integral com esse agressor, e por diversas raz&otilde;es, como o desemprego, que a gente sabe que aumenta, ou quando o agressor trabalha em home office, enfim, essas diversas possibilidades e preju&iacute;zos que a pandemia traz, vai tamb&eacute;m acarretar nesse maior tempo da v&iacute;tima com seu agressor, com um consumo maior de &aacute;lcool e outras drogas. Tudo isso &eacute; determinante para que esse &iacute;ndice de viol&ecirc;ncia dom&eacute;stica e familiar aumente &mdash; explicou.</div> <div>Segundo ela, atrav&eacute;s de dados oferecidos pela Delegacia Especializada em Atendimento &agrave; Mulher (Deam), em Campos, de 6 de mar&ccedil;o deste ano, at&eacute; 6 de junho, foram feitos 118 registros presenciais na unidade, 16 autos de pris&atilde;o em flagrante, cinco cumprimentos de mandados de pris&atilde;o preventiva e 16 registros de ocorr&ecirc;ncias online.</div>
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