Você é um bom líder?
16/10/2017 | 12h13
Por Cristine de Sá Azevedo, 13/10/2017
Houve um tempo em que liderança era entendida como capacidade de organizar e gerar resultados a qualquer custo. Mas será isso?
Como fazer o melhor, exigir do outro as ações que não fazemos, que não sabemos e nem temos condição para reconhecer evidências quando o resultado for bom de fato? Há mais um agravante: a falta de congruência. Congruência é quando o que eu faço, o que falo, o que penso e sinto, está alinhado. É quando há concordância, conformidade entre as partes internas.
Qual seria a consequência a médio e longo prazo se pensássemos em líderes que desenvolvem seu trabalho baseado em regras, objetivando um trabalho de excelência com atitudes que foram adotadas sem que a vivência fosse interna, validada pela experiência? Pode dar certo, mas o que seria mais sensato?
Algumas vezes não aprofundamos essa vivência e esse novo conhecimento, novo modo de funcionar fica superficial e não pode ser sustentado em meio a uma crise, porém desenvolvido. Agora, quando esse aprendizado é interno, vivido, deduzido e compreendido intrinsecamente, ele estará a desabrochar a nossa essência. Percebemos que toda gente se desenvolve a partir dos enganos, erros e processos naturais, quando comprometidos com o objetivo estabelecido.
Nossos liderados são feitos da mesma matéria prima que nós, com seus medos, certezas (nem sempre verdadeiras ou possíveis), inseguranças, antipatias...
Mas será que conseguimos perceber a extensão das situações vividas em um ambiente de trabalho? Quanto poderemos ganhar, quando valorizarmos o olhar de toda equipe, inclusive daquele que parece ver somente o negativo? Validando o olhar do outro conseguimos mapear uma situação de forma muito mais rica em detalhes, o que diminui a margem de erros, ou melhor, aumenta a área mapeada para uma avaliação / exploração mais rica em termos de soluções.
Não percebemos nossa essência (e a do outro) em toda sua grandeza.
Costumamos nos agarrar a um olhar limitante que parece ser a única verdade. Mas chegamos a um tempo onde nossa consciência já está se expandindo em diversos campos. E nossa autoconsciência?
Será que estamos conscientes de nossas ações? De quanto elas impactam nosso entorno?
Para ser um bom líder é preciso auto liderança! Para haver auto liderança é fundamental autoconhecimento. É importante identificar minhas necessidades em relação ao outro e às minhas expectativas.
Quanto dou importância, quanto valorizo a atenção que dou e recebo, assim como a aceitação, aprovação, poder, apoio ou reconhecimento? O que me move? O que me trava?
Consigo perceber quem eu sou quando me coloco atento àquilo que estou fazendo, pensando e sentindo no momento que estou executando a ação. Isso quer dizer que devo estar presente. Só existe o agora. E este é o tempo que posso me perceber, me transmutar. Desta forma vou me desenvolvendo a ponto de descobrir quais são as ações que me levarão de encontro ao meu objetivo, ou do objetivo do meu time.
Então não basta saber o que quero. Fundamental é perceber o caminho, ou seja, o que, mudando em mim, me transformará na pessoa que conquistará aquela meta? Esse é o caminho da autoconsciência. Liderando a mim mesma me tornarei líder do meu time para, juntos, alcançarmos o resultado desejado. Encontrar o caminho de conexão entre coração e razão. Quando sei que estou me transformando dia a dia, passo a acreditar e confiar no processo de mudança dos meus liderados. Além disso, serei exemplo, espelho para esta conquista. Eu tenho a equipe nivelada com quem sou, positivamente ou não, de acordo com meus pensamentos, meus sentimentos e minhas ações.
Sendo assim, torna-se imprescindível eleger os valores que norteiam meu grupo. E é de extrema importância que eles se tornem espiritualizados. E por que é bom que seja assim? O mundo que vejo é fruto, colheita do mundo que não vejo. E quando cuido das minhas raízes, que são meus pensamentos, sentimentos e impressões, estou cuidando para que estes frutos sejam doces, saudáveis e com alto valor nutritivo.
Meu grupo é um todo vivo. Somos células de uma estrutura muito maior. E é aí que a congruência se torna de grande valor. Esse processo ocorre com facilidade quando encontro meu propósito. Quem sou eu? Qual legado eu quero deixar?
Ter consciência disso impacta diretamente em meu time.
Ora, quanto melhor me torno, melhores serão os resultados do meu time. Então, à medida que me coloco em movimento, em ação, aquelas habilidades que são minhas, meus dons, são naturalmente colocadas a serviço do outro. E a partir daí entro em estado de flow, que é um estado emocional positivo desenvolvido por Mihály Csíkszentmihályi, um dos psicólogos mais prestigiados no estudo da psicologia positiva. O estado de flow nos deixa absorto, totalmente no momento presente com o prazer em nossa atividade.
De acordo com a Física Quântica, no Universo tudo é energia. Todos nós possuímos um campo energético, e esse campo vai atrair campos da mesma frequência, da mesma vibração, sintonia. Isto significa que, se costumo reclamar, responsabilizar o outro pelos erros, não agir esperando que o outro tome a dianteira, é exatamente isso que terei a minha volta. Porém, se eu for proativa, elogiar pequenas tarefas bem realizadas, reconhecer o desenvolvimento, mesmo que pequeno ao ideal que esperava, se buscar soluções no lugar de culpados, exatamente este será o norte do meu grupo. Terei sempre mais daquilo que penso, sinto e faço. Isso vai tornar a energia do meu time muito mais positiva e vamos juntos caminhar rumo a novas conquistas.
E, para finalizar, o líder com resolutividade não se importa com cargo para ser reconhecido. Ele confia em si mesmo, sabe o que quer. Não se faz de vítima, desenvolvendo responsabilidade pessoal. Exerce seu papel da melhor forma, de modo que o reconhecerão como tal, naturalmente. Por ser autoconfiante, gera em torno de si um ambiente tranquilo, onde a confiança é parte do processo natural de desenvolvimento não havendo medo por saber que esse é o caminho para o sucesso.
Cristine tem licenciatura em Artes Visuais, é pós-graduada em Arteterapia e possui especialização em técnicas e práticas avançadas de programação neurolinguística e treinamento pessoal. Tem formação em Coach pelo Instituto de Desenvolvimento Pessoal (Indesp) e trabalha com PNL Sistêmica (Desenvolvimento de Harmonia intrapessoal e interpessoal, voltado para sistemas, grupos, famílias, pessoas enquanto sistema autônomo).
Compartilhe
Novos tempos: a construção de novos pactos
11/10/2017 | 09h53
Por Maria Madalena Esteves, 11/10/2017
O grande acesso às informações em tempos de popularização das redes sociais e de Lei Anticorrupção demanda das empresas a revisão de posturas e análises mais minuciosas quanto aos valores que norteiam seu desenvolvimento. Ademais, o aumento do debate sobre o assédio moral também exige que os líderes tenham posturas mais proativas a fim de evitar prejuízos desnecessários com condenações judiciais ou críticas negativas atribuídas à empresa.
Cuidar das relações interpessoais representa uma importante fonte de aprimoramento da eficácia organizacional, visando o aumento de eficiência. Considerando que é a partir da cooperação entre as pessoas que surge uma organização, os trabalhadores, junto com gestores e líderes, compõem a estrutura da empresa, logo, ter empregados mais satisfeitos tende a diminuir as ausências ao trabalho (absenteísmo) e o desperdício, além de aumentar a lealdade e a atenção dedicada à produção [1]. Isto porque o reconhecimento e o senso de pertencimento, explorando habilidades, competências e singularidades dos colaboradores, servem como motivadores, enquanto o medo da rejeição tende a apenas manter empregados que pouco agregam ao crescimento da empresa.
A qualidade da produção relaciona-se com o ambiente gerado pelos administradores, por isso planos de cargos e salários objetivos, claramente transmitidos aos empregados, o tratamento uniforme e o exemplo dos líderes tendem a estimular e preservar a interconfiança, bom como a minimização de conflitos, pois "um simples conflito pode reduzir o consumo, a produção e a cooperação, pois cada um terá maior preocupação consigo do que com o conjunto, situação em que todos perdem” [2]. O Desembargador Sebastião Geraldo Oliveira pondera que “não se pode pensar em qualidade do produto sem qualificar o seu produtor, nem se conseguem serviços que satisfaçam ao cliente quando o trabalhador designado para atendê-lo está insatisfeito” [3]. Sônia Mascaro Nascimento explica que a participação dos trabalhadores na vida da empresa, bem como a definição de tarefas e funções e das condições de trabalho constituem pontos importantes para previnir a instalação de abusos de poder [4].
Por isso as relações laborais devem ser pensadas além das leis trabalhistas, valendo ponderar que o investimento preventivo na qualidade das relações pode diminuir a perda de recursos, além de fortalecer a imagem da empresa perante um público cada vez mais crítico e informado.
[1] CHIAVENATO, I. Administração de Recursos Humanos: fundamentos básicos. 8. ed. São Paulo: Manole Conteúdo, 2016.
[2] Cf. RIBEIRO, M. C. P.; DINIZ, P. D. F. Compliance e Lei Anticorrupção nas Empresas. Revista de Informação Legislativa. Brasília, a. 52, n. 205, jan./mar. 2015, p. 87-105.
[3] OLIVEIRA, S. G. Proteção jurídica à saúde do trabalhador. 6. ed. rev. e atual. São Paulo: LTr, 2011.
[4] NASCIMENTO, S. M. Assédio moral e dano moral no trabalho. 3. ed. São Paulo: LTr, 2015.
Maria Madalena Esteves é graduada em Direito pela Universidade Estácio de Sá, mestre em Bioética, Ética Aplicada e Saúde Coletiva (UFRJ, Fiocruz, UFF e Uerj) e possui especialização em Direito Tributário e Direito do Trabalho e Processo. É professora de Direito Trabalhista na Faculdade Cenecista de Rio das Ostras e orientadora no Núcleo de Prática Jurídica da mesma instituição. Tem formação em Ética e Administração Pública e atua em pesquisa na UFRJ nas áreas de Direitos Básicos, Justiça Social e Políticas Públicas.
Compartilhe
Metade dos brasileiros está com empréstimo ou financiamento atrasado
06/10/2017 | 15h42
Desse total, 34% tiveram atrasos ao longo do contrato e 16% estavam com parcelas pendentes no mês. Os dados foram divulgados hoje (6/10) pelo Serviço de Proteção ao Crédito (SPC Brasil) e pela Confederação Nacional de Dirigentes Lojistas.
Entre os entrevistados, 42% recorreram a pelo menos uma forma de crédito em agosto, ante 58% que não fez compras a prazo ou empréstimo.
De acordo com a pesquisa, 14% contraíram algum empréstimo e têm parcelas a pagar; 18% têm pendentes parcelas de financiamentos.
Nas lojas, considerando apenas quem tentou fazer compra parcelada, 63% tiveram o crédito negado, sendo o motivo principal a inadimplência (24%), seguida por renda insuficiente (11%).
A tomada de empréstimos e financiamentos é vista como difícil ou muito difícil por 44% dos consumidores. Para 18%, não é nem fácil nem difícil e, para 15%, fácil ou muito fácil.
Cartão de crédito
O cartão de crédito foi a modalidade mais utilizada, mencionada por 35% dos consumidores. Aparecem em seguida o cartão de loja ou crediário, citado por 13%, o limite do cheque especial (6%), os empréstimos (4%) e os financiamentos (3%).
Entre os usuários do cartão de crédito, 39% notaram aumento do valor da fatura, 26% notaram redução e 31% mantiveram o valor de meses anteriores.
O valor médio das faturas em agosto foi R$ 630,59. Os produtos e serviços mais adquiridos foram: 59% alimentos em supermercado, 53% itens de farmácia e remédios, 32% roupas e calçados, 32% combustíveis e 28% bares e restaurantes.
Intenção de gastos
Projetando o orçamento para outubro, a maior parte dos consumidores (59%) pretende cortar gastos, 32% pretendem manter o nível de despesas e 5% querem aumentar os gastos. Entre os que vão diminuir o consumo, 23% mencionaram os altos preços, 17% o desemprego e 8% a redução da renda.
Na lista dos produtos que os consumidores pretendem comprar em outubro estão remédios (23%), roupas, calçados e acessórios (20%), recargas para telefone celular (17%), perfumes e cosméticos (11%), materiais de construção (7%), eletrodomésticos (7%), salão de beleza (6%), artigos de cama, mesa e banho (6%).
 
FONTE: Agência Brasil
Compartilhe
Detran RJ aumentou para cinco anos o prazo de isenção de vistoria para carros 0 km
05/10/2017 | 16h12
O Detran aumentou para cinco anos o prazo de isenção de vistoria para os automóveis de passeio zero quilômetro, contados a partir da data da compra. A medida valerá a partir de 2018 e abrangerá veículos novos, particulares, com capacidade para até cinco passageiros, cujos proprietários não precisarão pagar a taxa de licenciamento anual, de R$ 135,32.
A dispensa da vistoria, no entanto, não elimina a exigência de emissão anual do Certificado de Registro e Licenciamento de Veículo (CRLV). Todos os proprietários devem agendar o serviço por telefone (3460-4040/4041 ou 0800 020 4040) ou pelo site www.detran.rj.gov.br. O CRLV poderá ser obtido sem necessidade de levar o carro ao posto de vistoria.
A isenção, porém, não atinge veículos que passarem por mudança de domicílio ou residência, transferência de propriedade, alteração de características e mudança de categoria. Nestes casos, é obrigatória a expedição de um novo Certificado de Registro de Veículo (CRV) e o pagamento da taxa de vistoria.
A vistoria permanece obrigatória para os veículos que pertencem à frota de uso intensivo, tais como ônibus, micro-ônibus, caminhões, veículos do ciclo diesel e automóveis, caminhonetes, camionetas, motos e utilitários cuja categoria seja de aluguel. No mesmo caso estão ainda os automóveis, caminhonetes, camionetas e utilitários com capacidade superior a cinco passageiros, cuja categoria seja particular.
A concessão da isenção se baseia no entendimento dos técnicos do Detran e do Conselho Estadual do Meio Ambiente de que, devido ao avanço tecnológico, o desgaste dos carros em cinco anos não compromete as condições mínimas de segurança, assim como o nível de emissão de gases.
– Ouvimos os nossos técnicos e as demandas dos donos desses carros. Se há montadoras que oferecem cinco anos de garantia em seus automóveis, não havia razão para o Detran não ampliar a isenção de vistoria para os carros com até cinco anos de uso. Levei a ideia e esse desejo dos usuários ao governador Luiz Fernando Pezão, que nos autorizou prontamente por entender a importância dessa ação na vida dos cidadãos fluminenses – explicou o presidente do Detran, Vinicius Farah.
 
FONTE: Governo do Rio de Janeiro
Compartilhe
Restituição do IR liberada dia 16 para quem declarou até 22 de abril
04/10/2017 | 11h21
Quem enviou a declaração de Ajuste Anual do Imposto de Renda 2017 ano calendário 2016 até o dia 22 de abril deste ano receberá a restituição no próximo dia 16. A informação segue o Cronograma dos Lotes de Restituição, atualizado 03/10/2017 no site da Receita Federal. A remuneração da Selic é de 4,98%.
Quem caiu na Malha Fina ou fez uma retificadora posterior não constará neste lote. As consultas ainda não foram abertas, mas quem enviou até 22/04/2017 pode se adiantar para saber se está na malha fina.
Malha fina
Para descobrir se está na malha fina, os contribuintes podem acessar o "extrato" do Imposto de Renda no site da Receita Federal, no Centro Virtual de Atendimento. É preciso utilizar o código de acesso gerado na própria página da Receita ou certificado digital emitido por autoridade habilitada.
Após verificar quais inconsistências foram encontradas pela Receita na declaração do IR, o contribuinte pode enviar uma declaração retificadora e, se aceita, o contribuinte sai da malha fina. Tendo direito, a restituição será incluída nos lotes residuais.
Compartilhe
MEI: adesão a parcelamento especial de dívidas termina hoje
02/10/2017 | 14h01
Termina nesta segunda-feira (02/09) o prazo para microempreendedores individuais (MEI) aderirem ao parcelamento especial de dívidas tributárias.
O parcelamento especial pode ser feito em até 120 prestações mensais e sucessivas, de débitos apurados na forma do Simei (Sistema de Recolhimento em Valores Fixos Mensais dos Tributos abrangidos pelo Simples Nacional) vencidos até a competência do mês de maio/2016, atendendo as exigências, não podendo cada prestação mensal ser inferior a R$ 50,00.
Quem parcelar seus débitos poderá reaver os direitos previdenciários como aposentadoria, auxílio-doença ou licença-maternidade, desde que obedecidos os prazos de carência, além de participar de licitações com os governos Federal, estaduais e municipais. O valor de cada parcela mensal será acrescido de juros da taxa Selic mais 1%, relativamente ao mês em que o pagamento estiver sendo efetuado. A falta de pagamento de três parcelas, consecutivas ou não, cancela o benefício.
Compartilhe
Sua comunicação é poderosa?
02/10/2017 | 08h11
Por Cristine de Sá Azevedo, 29/09/2017
Quantas dificuldades enfrentamos em nossas vidas, em nosso ambiente de trabalho, em nossos relacionamentos? Nesse momento da história, atravessamos situações que nos desafiam o tempo todo, no que diz respeito à comunicação. No relacionamento com o outro, onde quer que ele se encontre, muitas vezes não há simpatia. A comunicação se dá com ruídos, ou seja, sem sintonia fina. Nosso olhar sobre o outro perpassa certezas que nos fazem acreditar em alucinações, que em geral nada tem com a verdade. Acreditamos que nossa visão de mundo é a melhor e queremos impor esse modo de ver e funcionar ao outro. Jung nos diz que: “Até você se tornar consciente, o inconsciente irá dirigir sua vida e você vai chamá-lo de destino”.
Quantas vezes a comunicação é falha e, através dos nossos valores, crenças, filtros internos e programas que instalamos lá atrás e que nem sempre são os melhores, vamos completando a fala do outro sem procurar certificar se entendemos de verdade o que foi dito...? Esse completar é o inconsciente trazendo nossas referências.Um verdadeiro baú cheio de impressões que tivemos ao longo de nossa existência. Ocorre não poucas vezes, que costumamos dar ênfase àquilo que não é tão positivo. Nesse “mundo tão ameaçador” é importante desenvolver a habilidade de defesa. Muitas verdades foram colecionadas ao longo do tempo e embasadas em experiências vividas com muita emoção e muito importantes? Mas nem sempre são as mais corretas, em termos de sucesso. Acabamos guiados por essas certezas não tão positivas nos defendendo do outro, alimentando histórias de vítima, escondendo-nos de possibilidades para que o outro não perceba nossos medos.
Criamos lindas histórias de dor que nos dão certo conforto, mas que nos fazem embotar um futuro promissor. E assim vamos seguindo pela vida sem desafiar essas mesmas crenças e criando realidades nem sempre favoráveis. Entramos em um fluxo perigoso onde ouço o outro a partir de meus medos e inseguranças, crio pensamentos errados, passo a acreditar nas minhas percepções como se estivessem corretas, e vou gerando sentimentos que me levam a atitudes desastrosas.
Na Programação Neuro Linguística JonhGrinder, um de seus criadores, nos diz: A performance da excelência é o estado de nada sei”. É importante compreender o valor da PRESENÇA. Quando estou presente com o outro com um olhar apreciativo, curioso e sem julgamento, ou seja, sem achar que sei tudo sobre ele, lhe dou o direito ser como é. Isso traz a certeza que o aceito e que compreendo seu modo de agir, de funcionar, já que dou a nós dois a oportunidade de nos conhecermos.
Hoje não sou a mesma de ontem, já que passei por inúmeras oportunidades de conhecer mais coisas. Novos trabalhos, novos desafios, novas conquistas... Se é assim comigo, se me transformo dia a dia, porquê não vejo o outro da mesma forma, ou seja, em desenvolvimento? Ele é novo também a cada momento. Há poder na gentileza e na amorosidade. E como nos surpreendemos!!!
Outro aspecto a colocar atenção é no meu modo de falar. Meus relacionamentos são de extrema importância, já que ninguém vive sozinho. Apenas 7 (sete)% do que eu falo é conteúdo. Como eu falo faz toda diferença. Então tenho que me perguntar: como eu estou falando o que falo? O processo de Coaching nos permite olhar para nós mesmos, conhecer como estamos e quem podemos nos tornar quando temos autoconsciência, quando usamos nossa vontade e determinação na direção do nosso coração, entendendo que podemos ser mais felizes quando nos comunicamos de maneira eficaz.
Cristine tem licenciatura em Artes Visuais, é pós-graduada em Arteterapia e possui especialização em técnicas e práticas avançadas de programação neurolinguística e treinamento pessoal. Tem formação em Coach pelo Instituto de Desenvolvimento Pessoal (Indesp) e trabalha com PNL Sistêmica (Desenvolvimento de Harmonia intrapessoal e interpessoal, voltado para sistemas, grupos, famílias, pessoas enquanto sistema autônomo).
Compartilhe
Encerra hoje, 29-9, o prazo de entrega da Declaração do ITR 2017
29/09/2017 | 11h02
A Declaração do Imposto Territorial Rural (DITR) deve ser apresentada por toda pessoa física ou jurídica que seja proprietária, titular do domínio útil (enfiteuta ou foreira) ou possuidora a qualquer título, inclusive a usufrutuária, de imóvel rural. Deverá ser apresentada uma declaração para cada imóvel rural que pertencer ao contribuinte.
A 1ª quota ou quota única do ITR deve ser paga até hoje, 29-9-2017, e as demais devem ser pagas até o último dia útil de cada mês, acrescidas de juros equivalentes à taxa Selic, acumulada mensalmente, calculados a partir do mês de outubro de 2017 até o mês anterior ao do pagamento, e de 1% no mês do pagamento.
A entrega da DITR após o prazo (hoje), se obrigatória, sujeita o contribuinte à multa de 1% ao mês-calendário ou fração de atraso, calculada sobre o total do imposto devido, não podendo o seu valor ser inferior a R$ 50,00, no caso de imóvel rural sujeito à apuração do ITR, ou R$ 50,00, no caso de imóvel rural imune ou isento.
Compartilhe
Aplicação da Reforma Trabalhista aos contratos em curso e aos processos em trâmite na Justiça do Trabalho
28/09/2017 | 08h16
Por Maria Madalena Esteves, 27/09/2017
A Lei 13.467/2017, mais conhecida como Reforma Trabalhista, prevê sua vigência a partir do dia 11/11/2017, sem, contudo, expressar sua aplicação aos contratos de trabalho em curso. Assim, como regra geral, sendo o contrato de trabalho uma espécie de contrato de trato sucessivo, tem-se que a lei nova será aplicada aos contratos, mesmo em curso, a partir de sua vigência, respeitados os direitos adquiridos e os atos já praticados. Em outras palavras, sua aplicação será a partir de novembro mesmo para os contratos já em curso, para a prestação de serviço ocorrida a partir de novembro, tendo sido este o entendimento do Tribunal Superior do Trabalho (TST) em casos similares.
Já na esfera processual, a lei se aplica conforme sua vigência durante o ato praticado. Em síntese, é como dizer que o pedido inicial obedecerá a lei vigente, enquanto a contestação e a sentença, caso a audiência esteja agendada para depois do dia 11/11/2017, serão elaboradas de acordo com a lei nova. Em razão do pouco tempo de elaboração, discussão e aprovação da reforma, diversos juízes se manifestam em sentido contrário, entendendo que os pedidos iniciais dos processos que estão em pauta para o fim de 2017 e início do ano de 2018 foram elaborados sem considerar os novos dispositivos e sem a devida discussão sobre seus efeitos. Por isso, alguns juízes defendem que julgarão ainda conforme a lei processual anterior à reforma, mesmo que a audiência se realize (imediatamente) depois.
O Direito Trabalhista tem princípios específicos, tais como o princípio da proteção, que tem como pilares a aplicação da condição mais benéfica, da norma mais favorável e o princípio in dubio pro operario (na dúvida a lei deve ser interpretada a favor do trabalhador). Por isso, diante de tantas mudanças menos protetivas aos trabalhadores, é possível que haja discussão pela aplicação das mudanças somente aos contratos celebrados após o dia 11/11/2017. Certamente ambos os posicionamentos, tanto quanto ao contrato quanto ao processo judicial, gerarão discussões que tendem a se pacificar somente com o tempo, após diversas contribuições ao debate. Infelizmente tal cenário acaba por gerar mais insegurança jurídica, sobretudo porque não houve tempo hábil para o devido aprofundamento dos debates, além do período para vigência da lei, de apenas 120 dias (corridos, incluindo 3 feriados nacionais em dias de quinta-feira), ser insuficiente para o tratamento adequado destas questões.
Maria Madalena Esteves é graduada em Direito pela Universidade Estácio de Sá, mestre em Bioética, Ética Aplicada e Saúde Coletiva (UFRJ, Fiocruz, UFF e Uerj) e possui especialização em Direito Tributário e Direito do Trabalho e Processo. É professora de Direito Trabalhista na Faculdade Cenecista de Rio das Ostras e orientadora no Núcleo de Prática Jurídica da mesma instituição. Tem formação em Ética e Administração Pública e atua em pesquisa na UFRJ nas áreas de Direitos Básicos, Justiça Social e Políticas Públicas.
Compartilhe
Especialistas discutem riscos de lavagem de dinheiro por meio de moedas virtuais
25/09/2017 | 09h53
Participantes da Estratégia Nacional de Combate à Corrupção e à Lavagem de Dinheiro (Enccla) realizaram o Workshop ‘Moedas Virtuais e Meios Eletrônicos de Pagamento’. O evento aconteceu no auditório do Ministério da Justiça e Segurança Pública e reuniu especialistas para discutir os possíveis riscos que a utilização das moedas virtuais apresenta, especialmente, em relação à lavagem de dinheiro.
O workshop foi promovido pelo Grupo de Trabalho da Ação 8/2017 da Enccla, cujo objetivo é apresentar diagnóstico sobre a atual conjuntura da utilização de moedas virtuais e meios de pagamento eletrônico no país.
As moedas virtuais são uma nova forma de transação econômica que independe de intermediários, tais como bancos ou governos. As transações são feitas diretamente entre os negociadores por meio de complexos códigos criptografados chamados ‘blockchain’. A previsão de especialistas é que nos próximos anos as transações financeiras com esse tipo de moeda cresçam e, juntamente a elas, o risco de fraudes e de lavagem de dinheiro.
“Estamos assistindo o início de uma revolução na gestão do sistema financeiro mundial e, por isso mesmo, precisamos conhecer e nos precaver sobre possíveis riscos que a utilização desses mecanismos pode apresentar”, destaca Luiz Roberto Ungaretti, diretor do Departamento de Recuperação de Ativos e Cooperação Jurídica Internacional (DRCI), da Secretaria Nacional de Justiça (SNJ).
Os palestrantes apresentaram e discutiram com os participantes os principais tipos de negócios e tecnologias, o ambiente regulatório e as ações de prevenção para os crimes e fraudes que envolvem a comercialização das moedas virtuais.
Enccla
A Estratégia Nacional de Combate à Corrupção e à Lavagem de Dinheiro (Enccla), criada em 2003, é a principal rede de articulação para o arranjo e discussões em conjunto com uma diversidade de órgãos dos Poderes Executivo, Legislativo e Judiciário das esferas federal, estadual e municipal. Também articula com Ministério Público de diferentes esferas, para a formulação de políticas públicas voltadas ao combate aos crimes de corrupção e lavagem de dinheiro. O DRCI/SNJ exerce a função de secretaria executiva da Estratégia, que congrega mais de 70 diferentes instituições.
O trabalho é concretizado por meio das chamadas Ações, as quais são elaboradas e pactuadas anualmente pelos participantes da Enccla. Para cada uma delas, cria-se um grupo de trabalho composto por vários órgãos e instituições envolvidos com a temática, o qual tem como mandato o alcance de um ou mais produtos predefinidos, por meio de atividades como realizar estudos e diagnósticos legais-normativos e de composição de bancos de dados, elaborar propostas legislativas, buscar eficiência na geração de estatísticas e realizar eventos voltados à evolução dos temas por meio de debates. Os grupos de trabalho costumam reunir-se mensalmente.
No cenário mundial, a Enccla tem cumprido papel essencial de articular com as instituições públicas do país para atender, também, recomendações internacionais, tais como as Grupo de Ação Financeira contra a Lavagem de Dinheiro e o Financiamento do Terrorismo (FATF/GAFI).
Ao longo desses anos, os trabalhos desenvolvidos pela Enccla trouxeram diversos resultados positivos no combate ao crime de lavagem de dinheiro e às práticas de corrupção.
FONTE: Ministério da Justiça
Compartilhe
Sobre o autor

Rafael Mamiya

[email protected]