As Super marcas se curvam aos que ewnvelhecem
15/02/2017 | 15h25
Ao longo do tempo, as principais marcas do Mundo do Running já fizeram anúncios históricos e comoventes. O mais recente, “Break Free”, é da responsabilidade de jovem estudante de 26 anos para a Adidas.

O vídeo chegou a ser rejeitado pela Adidas, mas devido a repercussão a marca acabou por mudar de ideia.Confira aqui.

É um vídeo que dificilmente não ficará na memória de todos os corredores, principalmente por transmitir muito do que a modalidade representa para todos, mesmo numa idade mais avançada. Quem ficar indiferente a este anúncio, não sabe realmente o que significa ser um corredor.
 
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Universidade do Porto Recebe Cristiane Brasil
15/02/2017 | 15h10
  A troca de experiências é muito importante para construir políticas públicas visando a terceira idade. Participou  de uma reunião com pesquisadores da Universidade do Porto, em Portugal, a convite da instituição portuguesa.
Ao lada da Prof. Dra. Alexandra Lopes, diretora do centro de investigação Instituto de Sociologia, responsável pelos projetos “Programa Amiga das Pessoas Idosas” e o programa “Sprint Proteção Social Investimento Inovador em Cuidados de Longo Prazo” tivemos um debate muito enriquecedor sobre o que Portugal está fazendo em relação ao envelhecimento ativo e outras questões, em um encontro que contou ainda com a Professora. Dra. Fernanda Ribeiro, Diretora da Faculdade de Letras da Universidade do Porto e também ligada ao tema.
Foi apresentado a eles um pouco da preparação brasileira para o envelhecimento populacional, nossos maiores desafios, e recebemos de volta algo da experiência europeia onde, em certa medida, ele já é uma realidade. Tudo para representar cada vez melhor os interesses dos idosos do nosso país. É da Cristiane Brasil , o Programa que gerou uma rede de proteção social aos que envelhecem na Cidade do Rio de Janeiro, sendo considerado uma inovação em todo Brasil.
 
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Desafios do Envelhecimento vira Livro com a Deputada Cristiane Brasil
08/02/2017 | 18h34
 A Câmara Federal  lançará um  livro sobre desafios do envelhecimento no Brasil
Tema foi discutido com especialista em reunião do Centro de Estudos e Debates Estratégicos da Casa

Billy Boss - Câmara dos Deputados

O Centro de Estudos e Debates Estratégicos (CEDES) realizou palestra sobre os “Impactos do envelhecimento na previdência e a necessidade de reformas”. Dep. Cristiane Brasil (PTB-RJ)Para a relatora do estudo, Cristiane Brasil, idosos precisam de mais inclusão na sociedade.
 
O Centro de Estudos e Debates Estratégicos (Cedes) da Câmara dos Deputados vai lançar no dia 21 de fevereiro um livro com os resultados do estudo “Brasil 2050 - os desafios de uma nação que envelhece”, relatado pela deputada Cristiane Brasil (PTB-RJ) com o apoio da Consultoria Legislativa da Casa.

Como parte do estudo, o Cedes ouviu nesta terça-feira (7) o diretor-executivo do Departamento de Ciência, Tecnologia e Inovação do Consulado Geral do Reino dos Países Baixos em São Paulo, Nico Schiettekatte, que relatou a experiência da rede de proteção na Holanda.

Segundo ele, a ideia principal é a autogestão, o treinamento e preparo para fazer com que as pessoas sejam responsáveis por suas decisões.

“O envelhecimento saudável será o maior desafio do século XXI. O importante é que os idosos estejam no centro dos cuidados e gerenciem suas próprias vidas, participem da sociedade e sejam donos de seu planejamento de saúde”, explicou.

Inclusão
Para a deputada Cristiane Brasil, há bons exemplos do tratamento da pessoa idosa na Holanda, principalmente quanto à inclusão na sociedade.

“É uma sociedade que se mostra muito mais inclusiva do que a nossa. Em relação à saúde, eles colocam o idoso em centro do tratamento, de acordo com as suas próprias escolhas”, afirmou.

Apesar das diferenças entre Brasil e Holanda, os dois países enfrentarão situações semelhante quanto ao envelhecimento. Em 2050, 30% da população dos dois países terão mais de 65 anos.

A Holanda tem parceria com o Brasil no tratamento de algumas doenças, como o mal de Parkinson, mas Schiettekatte aposta no cuidado de saúde especializado por bairros para melhorar as condições de envelhecimento nos dois países.

Reportagem - Marcello Larcher
Edição - Rosalva Nunes
Câmara dos Deputados
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Demência: uma prioridade de saúde pública
07/02/2017 | 14h07
 
O Conselho Executivo da Organização Mundial da Saúde (OMS) recomendou que o projeto de Plano de Ação Global em resposta à Demência como prioridade de saúde pública 2017-2025 seja discutido na 70ª Assembleia Mundial da Saúde – que reúne representantes dos Estados-Membros da Organização, a ser realizada de 22 a 31 de maio deste ano, em Genebra (Suíça). 
O projeto, que tem como base o relatório “Demência: uma prioridade de saúde pública”, foi desenvolvido conjuntamente pela OMS e pela Alzheimer’s Disease International (ADI). A iniciativa de colocar em prática as proposições do plano visa estimular os governos a desenvolverem estratégias para conter o impacto provocado pela demência em suas populações, bem como aumentar a conscientização sobre a demência como uma prioridade de saúde pública.

Sobre demência

Demência é uma síndrome caracterizada por diminuição progressiva da capacidade cognitiva do indivíduo (que inclui memória, linguagem e abstração, entre outros domínios), o que prejudica seu desempenho na realização de atividades diárias. O indivíduo com demência torna-se, cada vez mais, dependente de terceiros para a vida em sociedade e para seus cuidados.

De acordo com a OMS, o número de pessoas vivendo com demência no mundo é de aproximadamente 35,6 milhões. Esse número deve dobrar até 2030 e mais do que triplicará em 2050.

A demência tem repercussões profundas sobre o indivíduo doente, seus familiares e cuidadores, com prejuízos de ordem física, psicológica, espiritual e financeira. De acordo com Claudia Burlá, doutora em Bioética e membro da Comissão Permanente de Cuidados Paliativos da SBGG, “demência é uma doença com indicação inquestionável de abordagem paliativa, desde o momento do seu diagnóstico. Permite ao especialista a oportunidade de acompanhar por anos a pessoa doente, com o suporte da equipe multidisciplinar, travando uma aliança de cuidado e proteção com os familiares.”

Devido à falta de conhecimento sobre a doença, ela ainda é pouco compreendida pela população e estigmatizada. O diagnóstico costuma acontecer quando a doença já está em fase moderada ou avançada: os familiares demoram a procurar orientação, talvez por acreditarem que “é normal esquecer ao envelhecer”. O encaminhamento tardio ao médico dificulta o cuidado dos indivíduos com demência na fase inicial, quando inúmeras providências importantes já devem ser tomadas, desde orientações jurídicas sobre a perda da autonomia à adaptação de ambientes e a adoção de rotinas que estimulem os potenciais do indivíduo com demência.

Com informações Ascom SBGG e ADI
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Centro de Pesquisas do Cérebro
01/02/2017 | 13h04
 
Um estudo realizado pelo Centro de Pesquisas do Instituto Universitário de Geriatria de Montreal comparou o cérebro de idosos bilíngues com aqueles que falavam apenas um idioma. O objetivo inicial era entender divergência de estudos anteriores quanto a uma possível melhora cognitiva em pessoas com a habilidade.
 
Os resultados da pesquisa foram repercutidos no Brasil pelo jornal Correio Braziliense, em matéria publicada no dia 22 de janeiro.
Consultada, a Sociedade Brasileira de Geriatria e Gerontologia (SBGG), que foi representada pelo diretor da Seção do Distrito Federal (SBGG-DF), Otávio Nóbrega, avaliou o artigo. “O estudo canadense acompanha outras linhas de pesquisa na área. O estímulo da capacidade cognitiva é tão importante quanto o desenvolvimento e o treino da capacidade física, mas damos menos importância a ele. O envelhecimento é reflexo de poupanças que fazemos ao longo da vida. Se você guardar, lá na frente, poderá usar”.
 
Participaram do experimento da Universidade de Montreal dois grupos de idosos — um monolíngue e outro bilíngue —, que tinham a tarefa de se concentrar na informação visual de um objeto, a cor dele, e ignorar a espacial, em que posição estava, enquanto o cérebro era escaneado.
 
Ao comparar os resultados, os pesquisadores não detectaram diferenças nos tempos de resposta e nas taxas de erro, mas, analisando o funcionamento cerebral dos voluntários, encontraram características distintas. Segundo os cientistas, ao executar tarefas corriqueiras, os bilíngues poupam áreas do órgão mais vulneráveis na velhice.
Fonte: CB Correio Brasiliense
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Presidente da Sociedade Brasileira de Geriatria e Gerontologia no Roda de Conversas Especial
31/01/2017 | 16h52
Vivemos num país tropical e o verão é brindado com a estação das férias e do divertimento. No entanto, o calor traz um risco extra para os idosos, cuja composição corporal tem menos água que a dos indivíduos mais jovens. Por isso é preciso redobrar os cuidados com a hidratação, como explica o geriatra Tarso Mosci, presidente Sociedade Brasileira de Geriatria e Gerontologia, seção RJ:

Quais os riscos que as temperaturas elevadas do verão representam para os idosos?

Doutor Tarso Mosci – A pele do idoso, por ser mais ressecada e menos resistente, tende a sofrer mais facilmente queimaduras ou fissuras, facilitando a perda de líquidos e a ocorrência de infecções. Também há o risco aumentado de neoplasias de pele relacionadas à exposição solar. Sob o ponto de vista de saúde global, o calor pode resultar em maior desgaste físico e desidratação, especialmente nos muito idosos e naqueles que possuem múltiplas doenças. Neste cenário, o sistema cardiocirculatório e renal pode entrar em colapso, existe um risco aumentado de quedas e necessidade de hospitalizações com maior frequência. E vale lembrar que muitos medicamentos podem ter seus efeitos potencializados pelo calor e desidratação, como os diuréticos, vasodilatadores e alguns remédios que atuam no sistema nervoso central.

Como protegê-los de uma hipertermia se normalmente os mais velhos sentem menos calor e acabam se agasalhando ou ficando em ambientes menos ventilados mesmo durante o verão?

Doutor Tarso Mosci – A prevenção e a prudência são a chave do sucesso. Evitar a permanência prolongada em ambientes quentes ou pouco ventilados, reservar a prática de atividade física fora dos horários mais quentes e ingerir líquidos com frequência, independentemente da sede. Além disso, o uso de roupas leves, claras e com propriedades transpirantes pode oferecer algum alívio. Em alguns casos, monitorização mais rígida das doenças e seus tratamentos, com ajustes se necessário nas dosagens, pode ser uma estratégia valiosa. Muitos idosos evitam ambientes climatizados por acreditarem que estes provocam infecções respiratórias, fato sem comprovação científica. O uso conjunto de umidificador de ar pode amenizar o ressecamento das vias aéreas e aumentar a tolerância a esses ambientes climatizados.

Qual a importância da ingestão de líquidos para garantir o bem-estar e a saúde dos mais velhos?

Doutor Tarso Mosci – O idoso tem menos água total do que o indivíduo mais jovem e, geralmente, percebe menos as variações na temperatura do ambiente, sente menos sede e tem perdas de água que são mais difíceis de contabilizar (como por exemplo doenças, medicamentos, transpiração e respiração). Manter-se bem hidratado é tarefa fundamental para o bom funcionamento de nosso organismo e é um desafio que exige disciplina. Quando hidratado, o idoso fica mais disposto e ágil, tanto do ponto de vista físico como mental, sua pele tem melhor aparência e resistência, seu intestino funciona com maior regularidade e a pressão arterial é mais estável. Portanto, os idosos devem alimentar-se regularmente, ingerir líquidos com frequência, evitar a permanência prolongada em ambientes quentes e pode ser útil rever a dose de algumas medicações.
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Empoderamento do Idoso através da Cultura
25/01/2017 | 12h24
Salvo o crochê, Maria Cruz, 62, não tinha contato algum com as artes. Mas, há dois anos, ela trocou as agulhas pelas latinhas de spray e pintou um muro em Lisboa.
Cruz participava de uma oficina de grafite voltada a idosos portugueses. O projeto, chamado Lata 65, tem crescido em Portugal e já respinga no Brasil. Houve uma edição no Sesc Santana, em setembro de 2015.
Ela conta à Folha que, à época, vinha reclamando de sua saúde. "Eu estava me sentindo longe de tudo, um bocadinho depressiva", afirma, mas alegrou-se ao dedicar-se ao desafio de cortar moldes e grafitar a cidade.
"É complicado, porque eu estava trabalhando em um território desconhecido. Mas logo veio o entusiasmo e foi muito compensador", diz.
A alegria que ela relata é um dos objetivos do projeto Lata 65, cofundado em 2012 pela arquiteta Lara Seixo.
Outra das metas é devolver idosos ao espaço público. "As cidades estão bombardeadas pela arte urbana. É uma questão de inclusão, porque eles passam a entender o que é feito na cidade deles", diz Seixo.
O Lata 65, que já teve 23 edições, é resultado de trabalhos anteriores de Seixo com artes visuais. Ela conta que, naqueles anos, notava um maior entusiasmo por parte dos idosos. "Decidi trabalhar com eles e me disseram que era uma loucura. Mas gostei muito do resultado."
O projeto é financiado pela venda de merchandising, como camisetas. A própria logomarca do Lata 65 foi desenhada por uma participante, que passou a sair sozinha para pintar os muros e chegou a ser detida pela polícia. Ela morreu no ano passado.
Essa grafiteira tardia era um dos exemplos dos resultados das oficinas de grafite, diz Seixo. "Ela falava que demos a ela uma nova razão para viver, após um derrame."
O relato se repete entre os participantes ouvidos pela reportagem. "As diferentes experiências e o aprendizado são benéficos para os mais velhos, porque nos mantêm atualizados", diz Isabel Paço, 63, do Porto. "Nos sentimos felizes, ativos, vivos, úteis."
O trabalho com idosos é, para Seixo, uma tarefa portanto urgente. Falta apoio a essa população, diz. A própria arquitetura os exclui, com prédios antigos sem elevador, em ladeiras íngremes.
"Tenho medo de vir a ser tratada como alguns dos idosos que participam da minha oficina, que estão à espera de morrer. Isso é uma coisa que me toca", afirma. Apesar de as oficinas serem abertas a todos os idosos, a maior parte dos alunos são mulheres, diz Seixo.
Um dos poucos homens a se interessar foi Eduardo Machado, 70, que depois de aposentado passou a experimentar cerâmica e aquarela.
"Sempre admirei os grafites feitos por essa gente nova. Alguns fazem rabiscos a vida toda, mas outros se aperfeiçoam. Eu nunca tinha me imaginado assim, no meio da cidade, pintando uma parede. Aconteceu."
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Verão e atividade física para os que envelhecem.
06/01/2017 | 10h42
Com o calor intenso e com a necessidade de realizar atividades físicas permanentes os idosos e aqueles que envelhecem necessitam de algumas dicas importantes para manter a saúde em dia:
- Hidrate-se antes durante e depois da atividade física.
-Mantenha sua rotina de atividades físicas inalterada, exceto quando sentir algum mal estar ou indisposição.
-Lembre-se que o conforto é necessário para melhorar seu desempenho e manter sua saúde, portanto use meias , para evitar feridas e micoses, use roupas frescas e principalmente use um chapéu, boné ou viseira.
-Alimente-se com frutas antes das atividades , o jejum é prejudicial a sua saúde.
                                                                 - Escolha  os horários de menor incidência de calor para sua prática de atividade física.
 
 
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Roda de Conversas recebe Patrícia Terra, Conselheira do CREF 1.
23/12/2016 | 01h06

O Roda de Conversas recebe a Professora, Ms. Patrícia Terra, Conselheira do CREF1 .Licenciatura Plena em Educação Física – UERJ, Mestre em Ciência da Motricidade Humana – UCB, Professora de Educação Física – Prefeitura Municipal de Campos dos Goytacazes, Responsável Técnica - Educação Física do Programa Saúde na escola /PSE – Prefeitura Municipal de Campos dos Goytacazes, Professora e Gestora do Curso de Educação Física – UNIVERSO / Campos dos Goytacazes .15645474_10206413501896306_1584215880_n

Vida Ativa: Como profissional de Educação Física como você analisa o mercado de Campos e região, para os profissionais da área?

 Patrícia Terra:  Acredito no potencial da área de Educação Física, seja na modalidade licenciatura ou bacharelado, como possibilidade de construção de hábitos que levem à qualidade de vida. Assim, não é questão de uma ou outra região ser um nicho de mercado mais ou menos favorável, mas de empenho profissional, criatividade e sensibilidade para compreender as demandas que surgem e que se modificam a cada dia. É preciso, cada vez mais, investir em conhecimento para que possamos estar atualizados, legitimados e reconhecidos no segmento que atuamos, mas não por vaidade e sim por competência e responsabilidade com o outro.

Vida Ativa: Você é Conselheira do CREF1, há um avanço nas ações propostas pelo Conselho em Campos e região? Por exemplo as fiscalizações aumentaram, estão eficazes?15645094_10206413513216589_1790835592_n

Patrícia Terra: Sou Conselheira do CREF1 há quase um ano e posso afirmar que muito trabalho foi e está sendo realizado, não apenas pelo Norte e Noroeste Fluminense, mas por toda categoria. São ações compartilhadas com outros Conselhos, como a recenteluta” para que a Medida Provisória (MP) 746/2016 de reestruturação do ensino médio não tornasse facultativo o componente curricular Educação Física. São ações específicas, como a Lei 7195/16 que confere, no âmbito do Estado do Rio de Janeiro, que todos os conteúdos curriculares da disciplina de educação física sejam ministrados por um professor formado na área e determina o prazo de dois anos para adequação dos estabelecimentos de ensino.

Cursos de formação continuada foram realizados, ao longo de 2016, em Campos e na região no intuito de atender demandas apresentadas e sugeridas pelos profissionais registrados no CREF1.

As constantes fiscalizações não só aumentaram em número de visita, mas também avançaram em termos qualitativos, orientando para que ações indevidas, comprometedoras da ética profissional e da excelência na qualidade do atendimento prestado à sociedade não mais possam existir.15645577_10206413702661325_1945539970_n

Vida Ativa: Vivemos a era do consumo do “corpo ideal”, a procura exacerbada da estética. As academias aumentam em número na cidade e com bom público, entretanto passado o período de verão, a tendência é diminuir a prática. Onde está o erro nesta equação?

Patrícia Terra: Eu diria que encantar pelo modismo e culto ao corpo é uma estratégia volátil, fadada ao fracasso, porque ficará na dependência da necessidade de exibir a “escultura corporal” e na evidência midiática dos profissionais e das academias. Por outro lado, orientar com conhecimento para construção de um corpo belo e saudável, atender com qualidade, respeitando a individualidade e os limites de atuação profissional, são importantes elementos, ao nosso alcance, que podem fidelizar o aluno/cliente ao profissional e a academia.

Vida Ativa: Deixe uma mensagem para os profissionais de Educação Física de Campos e Noroeste Fluminense.

Patrícia Terra : A mensagem que quero deixar é que podemos ter legalidade diante das nossas atuações frente à área da Educação Física, por termos concluído a formação acadêmica, mas precisamos de legitimidade no exercício profissional, fruto do cumprimento dos deveres junto à categoria e constante busca de conhecimento. Que diante de cada proposta de trabalho, seja ela desafiadora ou não, façamos o nosso melhor e sejamos respeitosos acima de tudo! Feliz Natal e um excelente ano de 2017!

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Novos caminhos para antigos desafios.
21/12/2016 | 17h51

Nos próximos dias 15 e 16 realizaremos as conferências de apresentação de dois artigos científicos no XII Congresso Latino Americano de Educação Física. Promovido pela FIEP -International Federation Physical Education , sediada na Bélgica a FIEP é uma organização que através de conceituados critérios, realiza e desenvolve as pesquisas acadêmicas nos mais diversos âmbitos da Educação Física e Saúde.480117_3835454818376_802280440_n

Apresentarei então , na oportunidade, os dois mais recentes artigos escritos por mim com a orientação do Phd.Dr. André Luiz Marques Gomes e que serão publicados no periódico internacional Bulletin Fiep, com circulação na Europa, Américas,e demais continentes.

O primeiro artigo, Desafios do envelhecimento, como o nome sugere, trata do processo de envelhecimento em sua mais ampla magnitude  e seus desdobramentos .Trata ainda da importância da implantação de uma política pública democratizadora  do processo de envelhecimento saudável e ativo, implantada e desenvolvida pela SEMEARC- Secretaria de Envelhecimento Atenção Resiliência e Cuidado, da Prefeitura da Cidade do Rio de Janeiro criada pela atual Deputada Federal Cristiane Brasil.  Muito mais que um projeto, a SEMEARC, atua com um programa perene que abrange as mais diversas potencialidades humanas e com atendimento a mais de 50 mil pessoas acima dos 40 anos.11951373_730919587034568_5994524944669686390_n

Recentemente em sua ida a ONU-Organização das Nações Unidas- Cristiane Brasil teve   a oportunidade  de apresentar os resultados métricos dos indicadores de qualidade de vida obtidos através da implantação e desenvolvimento dos projetos Qualivida , RAl -Rio ao Ar livre,Casas de Convivências e as ATIs - Academia da Terceira Idade.

 Já  o segundo artigo , Localidade, um ponto de divergência na prática de atividade física, é na realidade um retrato do que temos em Campos dos Goytacazes nas últimas décadas . São indicadores que podem nortear , servir de diagnóstico enfim, um norte para os anos vindouros. Campos hoje , com 748 mil habitantes( IBGE 2016) , possui 12% de pessoas com 60 anos ou mais, porém o que impressiona é o quantitativo percentual da população entre 35 à 55 anos, o que beira a quase 70% da população.

Certamente que há de se planejar uma cidade mais humana, um envelhecimento mais saudável e uma política pública municipalista que venha de encontro aos conceitos mais modernos e eficientes, para uma geração que envelhece par e passo aos avanços tecnológicos mas se mantem distante dos indicadores de qualidade de vida.

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