Campos para muito além dos Roylties, da teoria à prática com Cristiane Brasil
17/05/2017 | 02h26
 
                 Com uma população beirando meio milhão de pessoas e 12%(IBGE 2016) com mais de 60 anos, Campos dos Goytacazes recebeu na última semana um reforço para alcançar suas metas para muito além dos Royalties: A Deputada Federal Cristiane Brasil, pesquisadora do envelhecimento saudável e ativo, esteve na cidade para lançamento de seu mais recente livro, Brasil 2050:Desafios de uma nação que envelhece. 
Dentre as perspectivas para o envelhecimento , é necessário que se tenha uma política pública de vanguarda que acompanhe não só o quantitativo de pessoas idosas(60 anos +), mais idosas(acima dos 80 anos), mas a qualidade das ações que a permeiam sejam na mesma velocidade de sua necessidade.
Campos para além dos Royalties requer essa atenção, pois entende-se que cuidaremos cada vez mais das pessoas em suas potencialidades , buscando alternativas vivas e simples de efetivarmos uma rede de proteção social para os que envelhecem.
Saindo da teoria do livro  para prática cotidiana de recursos escassos, Cristiane Brasil trouxe consigo a concretude do ato de através de suas emendas , destinar 957 mil reais para alavancar o desenvolvimento humano e social , para uma Campos mais justa e lépida em atender as necessidades tão urgentes.
Campos para além dos Royalties, é investimento na saúde preventiva através de iniciativas públicas voltadas para o esporte, lazer, cultura e sem dúvidas para o ser humano.
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Estilo de vida é fator importante na tendencia ao Alzhaimer
17/05/2017 | 02h26
As atividades cognitivas são importantíssimas para a prevenção do Alzheimer , mas o ESTILO DE VIDA é determinante de grande importância. Confira aí em baixo.

A idade é o principal fator de risco para o desenvolvimento de demência da Doença de Alzheimer (DA). Após os 65 anos, o risco de desenvolver a doença dobra a cada cinco anos.

As mulheres parecem ter risco maior para o desenvolvimento da doença, mas talvez isso aconteça pelo fato de elas viverem mais do que os homens.

Os familiares de pacientes com DA têm risco maior de desenvolver essa doença no futuro, comparados com indivíduos sem parentes com Alzheimer. No entanto, isso não quer dizer que a doença seja hereditária.

Embora a doença não seja considerada hereditária, há casos, principalmente quando a doença tem início antes dos 65 anos, em que a herança genética é importante. Esses casos correspondem a 10% dos pacientes com Doença de Alzheimer.

Pessoas com histórico de complexa atividade intelectual e alta escolaridade tendem a desenvolver os sintomas da doença em um estágio mais avançado da atrofia cerebral, pois é necessária uma maior perda de neurônios para que os sintomas de demência comecem a aparecer. Por isso, uma maneira de retardar o processo da doença é a estimulação cognitiva constante e diversificada ao longo da vida.

Outros fatores importantes referem-se ao estilo de vida. São considerados fatores de risco: hipertensão, diabetes, obesidade, tabagismo e sedentarismo. Esses fatores relacionados aos hábitos são considerados modificáveis. Alguns estudos apontam que se eles forem controlados podem retardar o aparecimento da doença.
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Você tem fome de que?
12/05/2017 | 12h21
O Brasil vive um momento de mudança de estado nutricional de sua população. Essa afirmação é constatada em cada nova pesquisa realizada tanto pelo Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE) quanto por outros institutos de pesquisa. Em Campos não é diferente, temos uma população que beira a meio milhão de habitantes, e, 12% dela é de pessoas com mais de 60 anos.
Em contra partida, o número de pessoas com excesso de peso, nas mais diversas faixas etárias, vem crescendo a cada ano no país, desde o público infantil até idosos. Seja nas periferias como nos grandes centros, a obesidade infelizmente vem se alastrando e trazendo consequências sérias para a saúde do indivíduo, o que também compromete sua qualidade de vida.
Apesar desse fenômeno da transição nutricional, os idosos ainda são um grupo de risco para desnutrição, pois com o envelhecimento ocorrem diversas mudanças fisiológicas no organismo, tais como:
– dificuldade para mastigação devido à ausência de dentes ou próteses dentárias mal adaptadas;
– perda de sensibilidade a gostos, associado a uso de múltiplos medicamentos (sob prescrição médica ou não) que pode reduzir a ingestão alimentar do indivíduo.
– dificuldade para engolir alimentos, pela perda de força nos músculos envolvidos na deglutição;
– diminuição da atividade do estômago, gerando dificuldade para digestão dos alimentos e maior tempo de esvaziamento gástrico;
A desnutrição no idoso não ocorre somente porque ele ingere menos alimentos do que suas necessidades corporais, mas está associada fortemente ao seu contexto familiar e social que pode envolver abandono, negligência, isolamento, depressão, maus tratos e outras formas de violência. Infelizmente, essa realidade existe!
Nem sempre o idoso tem fome de comida. A fome, na velhice, atinge dimensões tão profundas que muitas vezes passam despercebidas aos olhos de familiares, cuidadores e de profissionais de saúde.é necessário a criação de uma rede de proteção social para os que envelhecem, serem os autores de suas escolhas.
Para tal , se faz imprescindível a presença do poder público desempenhando  o que é seu papel, políticas públicas voltadas para desenvolvimento humano e social. Essa rede de proteção social a pessoa que envelhece e ao idoso , vem sendo o foco das ações desenvolvidas na atual gestão municipal.
O idoso não quer só comida, ele quer também ser ouvido e ter voz.O idoso não quer só comida, ele quer ser bem atendido em um serviço de saúde, com tratamento digno e humanizado.Não quer só comer, ele quer não ter que sofrer com violência. Quer ter a chance de ser perdoado por erros cometidos no passado.
O idoso tem fome de um lar tranquilo, de uma aposentadoria justa e de ter seus direitos garantidos.Também quer diversão e arte, amar e ser amado… e por que não? Encarar a desnutrição apenas como uma inadequação alimentar é tratar apenas a ponta do iceberg. O que está escondido é bem maior do que o que se mostra.
E você? Tem fome de quê?
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Geração Sanduiche
11/05/2017 | 15h51
Enquanto a atual geração de idosos espera que sejam seus filhos ou outros familiares que se ocupem de seu cuidado, a realidade para atual geração intermediária aponta que serão as instituições públicas e privadas que devem assumir esses cuidados, posto que, cada vez menos os filhos estão dispostos a cuidar dos pais quando estes chegam à velhice, o que revela mais um desafio para a geração sanduíche.
A evolução da sociedade nas últimas décadas produziu, em um sentido demográfico, uma ampliação da longevidade do brasileiro o que tem provocado um aumento do número de gerações coexistindo em um mesmo período histórico e social (em muitos casos também corresidindo). O resultado disso se configura na multigeracionalidade que aflora no contexto de mudanças sócio demográficas, com novos arranjos familiares, um novo padrão de fecundidade, um crescente processo de envelhecimento populacional, e por outro lado uma juventude extensiva (jovens que demoram mais tempo para se emancipar).
Quando a maior longevidade se converte em demanda por cuidados e a juventude em uma dependência mais longa, os ganhos com o alongamento da vida e os de poder compartilhar por mais tempo a convivência com gerações distintas podem se tornar um inconveniente (Ruiz Coloma, 2012).
Isso é especialmente preocupante quando nos referirmos à geração de pessoas de idade intermediária que por sua posição “imprensada” entre duas ou mais gerações pode acabar enfrentando o desafio de fornecer ao mesmo tempo o cuidado aos filhos, aos pais idosos e em alguns casos também o suporte aos netos, em especial no contexto da fecundidade precoce. É o que na literatura especializada tem se denominado por geração sanduíche (Myller, 1981, Zal, 1993, Mota, 2010, Jesus e Wajanman, 2014).
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Ambiente virtual e o processo de envelhecimento
07/05/2017 | 22h07
Faz-se necessário criar a atitude, o movimento de apertar os nós das redes que existem e criar outras, tanto como maneira de renovação dos próprios hábitos de vida, mas também para evitar a tristeza, a falta de amparo que a solidão de uma rede vazia ou frouxa traz. Assim, é importante criar novos laços, novas amizades, novos grupos sociais, novas rotinas, novas ideias, que promovam novos encontros e o consequente fortalecimento das redes que nos sustentam.
A primeira verdade sobre o mundo virtual é que precisamos de rede. Em nossa vida, quais são as redes que nos sustentam? O que nos mantém funcionais, ativos, integrados? A tendência natural, em processo de envelhecimento, é desligar de determinadas redes – trabalho, pela aposentadoria; família, seja pelo óbito dos entes queridos, pela vida corrida nossa, de nossos pares e filhos; social, pelo adiamento dos encontros pessoais, sejam os infinitos motivos, e realizados, trocados muitas vezes, por whatsapp, facebook, telefone, mas, não o contato olho no olho, pele na pele e, outras tantas. Faz-se necessário, criar a atitude, o movimento de apertar os nós das redes que existem e criar outras, tanto como maneira de renovação dos próprios hábitos de vida, mas também para evitar a tristeza, a falta de amparo que a solidão de uma rede vazia ou frouxa traz. Assim, é importante criar novos laços, novas amizades, novos grupos sociais, novas rotinas, novas ideias, que promovam novos encontros e o consequente fortalecimento das redes que nos sustentam.
Para que a rede funcione, ela precisa de uma conexão. A que temos nos conectado? Temos ouvido nosso coração, ou estamos sempre cumprindo aquilo que o outro espera de nós? Estamos conectados ao que escolhemos ou estamos vivendo conforme é possível, dentro de curtas expectativas? Quais são os sonhos da mocidade? Foram realizados? O que se quis para si, e não foi possível antes, como posso adequar para realizar agora? O que nos faz bem? O que faz nossa alma vibrar, sentir que “a bateria está carregada”? O que preciso fazer, passo a passo, para que a bateria esteja 100% completa, respeitando o próprio tempo que ela precisa para completar o processo? O envelhecimento causa a enorme vantagem de trazer a sabedoria em si – que é muito mais do que só o conhecimento. Ela soma experiência com emoção. Se estivermos conectados com nosso coração, ouviremos nosso sábio interno que nos ajudará a seguir adiante, de forma bastante assertiva. O sábio interno se manifesta na quietude, no silêncio, na busca por si, quando se medita, quando se pensa sem julgar o outro ou a si, sem buscar respostas, quando, simplesmente, se observa a vida e decide por escutar com o coração.
Acrescento ainda – qual ferramenta utilizamos para acessar a rede? Estamos buscando novas tecnologias, novos conhecimentos, novos conceitos, novos horizontes, ampliando o autoconhecimento, ou estamos nos deixando de levar com as velhas expressões “sempre fiz assim”, “a vida toda me comportei dessa maneira”. Atualizamo-nos conforme nossa zona de conforto pede, ou nos deixamos levar dentro do fluxo da vida.
A ideia aqui, é saber re-significar nossas experiências, dar nova direção à nossa maneira de agir, não se aprisionar ao passado, lembrar que tudo passa, que nada é permanente, que as atualizações que o mundo virtual nos obriga, também são fundamentais no mundo real. Portanto, busquemos viver o melhor de nós a cada momento, a cada encontro, a cada olhar, troca de palavras, gesto para com o outro da rede. O amanhã virá sim e será sempre fruto da conexão que se fizer no presente. Que ela seja feita com entrega, com maior amorosidade, de forma consciente, responsiva, sustentável e ilimitada.
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ONU estabelce agenda 2030 - Envelhecimento Suatentável
05/05/2017 | 11h28
Durante a Conferência das Nações Unidas sobre Desenvolvimento Sustentável Rio + 20, acordou-se, no documento final da Conferência, que um conjunto de metas seria desenvolvido com vistas à promoção do desenvolvimento sustentável, com base nos avanços dos Objetivos de Desenvolvimento do Milênio (ODM) – cuja data limite para serem alcançados foi o final do ano de 2015. O documento afirma que os Objetivos de Desenvolvimento Sustentável (ODS) deveriam ter embasamento científico para a criação de metas e para a utilização de indicadores que aferem corretamente seu progresso. O texto determinou ainda a criação dos processos que estabeleceram estes objetivos.
 Após a Conferência, um amplo e inclusivo sistema de consulta foi empreendido sobre questões de interesse global. Muitas vozes informaram este debate, e valiosas contribuições foram efetuadas a partir de uma ampla gama de partes interessadas. Para citar algumas dessas contribuições, vale a pena lembrar os subsídios de grupos organizados da sociedade civil consolidados no relatório “Um milhão de vozes: o mundo que queremos”, a pesquisa online “Meu mundo”, as contribuições de líderes no âmbito de um Painel de Alto Nível sobre Sustentabilidade Global, recomendações de acadêmicos e cientistas convocados por meio da Rede de Soluções para o Desenvolvimento Sustentável, subsídios do setor privado consubstanciados no relatório do Pacto Global das Nações Unidas, bem como a experiência do Sistema da ONU apresentada em um relatório sobre a agenda de desenvolvimento pós-2015, tal qual por meio do apoio de uma equipe de suporte técnico.
 A partir destas múltiplas contribuições, chegou-se a uma proposta de objetivos e metas que, em setembro de 2015, na Cúpula das Nações Unidas sobre Desenvolvimento Sustentável, ocorrida durante a 70ª sessão da Assembleia Geral da ONU, foi adotada como parte central da Agenda 2030 para o Desenvolvimento Sustentável (A/RES/70/1) pelos Estados - das Nações Unidas.
A Agenda lista os 17 Objetivos de Desenvolvimento Sustentável, amparados sobre o tripé do desenvolvimento sustentável, que considera as dimensões social, ambiental e econômica de forma integrada e indivisível ao longo de todas as suas 169 metas. O horizonte temporal que os países acordaram para o cumprimento destas metas e objetivos é de 15 anos, sendo 2030 o ano final de vigência dos ODS.
Assegurar uma vida saudável e promover o bem-estar para todos, em todas as idades  ,reconhecendo a relação entre saúde e desenvolvimento sustentável, as novas metas para a promoção de vidas saudáveis para todos e todas objetivam a continuidade e ampliação dos ODM voltados para o combate a doenças como HIV/AIDS, malária, tuberculose, entre outras doenças transmissíveis ou não.
Os ODS propõem metas integradas que abordam a promoção da saúde e bem-estar como essenciais ao fomento das capacidades humanas, e estas, por sua vez, são necessárias para a construção de comunidades sustentáveis e resilientes.
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Divórcio na velhice: a quebra de algo que parecia "pronto"
05/04/2017 | 16h24
Na série Grace and Frankie, Cronos, “o tempo do relógio”, revela-se pelo “peso da idade”: “estou muito velha para namorar”. Ao mesmo tempo Kairós, o tempo vivido, imprime a força, o movimento, a disposição para o recomeçar: “vamos fazer o melhor deste restante das nossas vidas”. Mulheres que envelheceram com seus conflitos, inseguranças, curiosidades e vontade de viver.
 
Cynthia Nunes de Almeida Prado* e Ruth Gelehrter da Costa Lopes
 
Esta breve reflexão tem por finalidade tratar do tema divórcio na velhice, articulando com trechos do texto “Finitude: viver no pesadelo do Cronos ou escolher a benção do kairós?” (Pessini, 2006) e a série americana “Grace and Frankie” (Direção: Tate Taylor e Scott Winant).
A ideia aqui é tratar de questões como a solidão e a insegurança do ser humano, ou seja, a ilusão do “não vou morrer sozinho”. Isto porque se costuma pensar que o casamento na velhice seria algo “pronto” e imutável, quer dizer: se até agora não nos divorciamos, não será agora que o rompimento acontecerá, ainda mais nessa fase da vida.
 
Essa compreensão traz a noção do cuidado de si e para/com o outro. Pessini (2006, p. 70) diz que “[…] cuidar é um desafio que une competência técnico-científica e ternura humana, sem esquecer que a ‘chave para se morrer bem está no bem viver’”.
 
De repente nos vemos diante da difícil tarefa do cuidar de si e do outro (que pode ser, poucas vezes boa, ou enormemente ruim, ou talvez, as duas ao mesmo tempo) e, ainda, com a terrível perspectiva da finitude diante de nós. Em casamentos de longa data, como é o caso das respectivas uniões vividas pelas personagens Grace e Frankie (interpretadas por Jane Fonda e Lily Tomlin), havia um parceiro que poderia, em alguma medida, “auxiliar” nesse cuidado. Com a separação, a princípio inesperada, a quebra do estado vivido até então, muitas vezes leva ao luto, acompanhado da agústia de se ver ainda mais só diante da ideia de “fim de linha”.
 
Na série, as duas mulheres, casadas há 40 anos, são “abandonadas” por seus maridos. Eles pedem o divórcio para se casarem um com o outro, assumindo a homossexualidade. Grace e Frankie são forçadas a viverem juntas, formando assim uma excêntrica amizade. Analisando o modo de vida dos dois casais, vemos que Grace e Robert parecem ter um relacionamento por conveniência, por ser “algo que faz parte da vida” (palavras de Grace), já Frankie possui uma relação de profundo companheirismo com Sol, o que torna a vivência do luto triste e difícil de ser “digerida”.
 
A série retrata a vida dessas mulheres após a separação, mostrando as dores e alegrias vividas, perdas e ganhos a serem experienciados na maturidade.
 
Cronos, “o tempo do relógio”, revela-se pelo “peso da idade”: “estou muito velha para namorar”. Ao mesmo tempo Kairós, o tempo vivido, imprime a força, o movimento, a disposição para o recomeçar: “vamos fazer o melhor deste restante das nossas vidas”.
 
Pessini (2006, p. 66-70) lembra que “Cronos é o tempo das batidas do relógio, a marca implacável da finitude e temporalidade humanas no processo de envelhevelhecimento do nosso corpo. […] Nesta dimensão do tempo, lutamos contra, sentimo-nos facilmente vítimas dele, pois em geral chegamos sempre atrasados e o tratamos como se fosse inimigo”. Em contrapartida, Kairós seria “o tempo das batidas do coração. Na perspectiva de Kairós, temos como tarefa amar a vida pelo tempo, seja o ser ainda sem as marcas do tempo, como o caso do bebê ainda em gestação, o tempo do adolescente rebelde, o tempo do jovem idealista, o tempo do adulto responsável, e por que não o tempo da velhice”.
Grace e Frankie, após o processo de luto, não deixam de viver a vida por Kairós: conhecem novos lugares, reveem antigas amizades e amores, além do extremo companheirismo. Não obstante, não deixam de levar em conta a realidade imposta por Cronos. Com a convivência, elas percebem que não estão sozinhas, se uniram nas perdas e, o que antes era uma relação difícil, torna-se uma grande amizade.
 
A série fala um pouco sobre os sentimentos de pessoas mais velhas que, inesperadamente, se veem sozinhas, sem o companheiro de anos, e ainda tem de enfrentar a complexa tarefa de pensar um novo modo de vida na velhice. Vemos que o partilhar da vida oferece possibilidades, mesmo quando as diferenças estão presentes.
 
Grace e Frankie se tornam companheiras para o que der e vier, amigas de coração, vivem uma relação de profundo afeto e respeito. Mulheres, simplesmente seres humanos que envelheceram com seus conflitos, inseguranças, curiosidades e vontade de viver.
 
Referências :
 
PESSINI, L. (2006). Finitude: viver no pesadelo do Cronos ou escolher a benção do Kairós? In: Velhices, reflexões contemporâneas. São Paulo: SESC: PUC, 2006.
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As culturas & o envelhecimento.
22/03/2017 | 16h16
O rápido processo de envelhecimento populacional brasileiro que experimentamos é um alerta para a necessidade de mudanças que englobem diversos âmbitos da vida. Também é essencial que se pense na valorização da vida daquele que envelhece, mas será que a sociedade entende isso?
A imposição por estilos de vida pré moldados socialmente não funciona para todos. É preciso que faça sentido, que proporcione bem estar, segurança e a certeza de que estamos fazendo algo por nós mesmos, e não apenas respondendo a anseios sociais de “Corpo sarado e magro”. Nosso corpo funciona bem se estamos mentalmente saudáveis e vice versa. Investir em saúde não pode ser apenas matricular-se numa academia e cortar o glúten. Estamos errando nesse ponto.
 
Estamos todos preocupados com a situação da Previdência Social e não é por menos, nosso futuro está em jogo. Como podemos ficar sossegados e tranquilos com um futuro tão incerto e numa fase da vida onde podemos estar mais vulneráveis? Investir financeiramente no futuro é essencial para alcançarmos um longeviver mais seguro e pleno, onde possamos continuar aproveitando a vida como almejamos. Cada vez mais, os jovens se preocupam em investir na previdência social ou privada, guardar na poupança para o futuro, investir em algo que garanta alguma segurança para a velhice. Vamos pensar agora na nossa Previdência Corporal, como andam seus investimentos?
 
É fato que as pessoas estão mais consciente sobre a importância da prática de atividade física e da alimentação saudável. Basta acessarmos qualquer rede social que teremos dicas de como ter um estilo de vida mais saudável. Mas a questão não é essa.
 
Quando investimos nosso dinheiro em algum fundo, o primeiro passo é “Traçar o nosso perfil” como investidor. Podemos ser mais “conservadores ou mais arrojados”, assumindo mais riscos de perdas futuras. Traduzindo isso para nossa dimensão corporal, o ideal seria que também traçássemos nosso “perfil” para adequarmos nosso estilo de vida, que é influenciado pela nossa cultura, valores, possibilidades financeiras, nossos gostos pessoais, ambiente em que vivemos, nossas necessidades específicas etc., para aí sim, optarmos pelo investimento mais adequado. A imposição por estilos de vida pré moldados socialmente não funciona para todos. É preciso que faça sentido, que proporcione bem estar, segurança e a certeza de que estamos fazendo algo por nós mesmos, e não apenas respondendo a anseios sociais de “Corpo sarado e magro”.
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Estilo de vida é fator de importante na tendencia ao Alzhaimer
20/03/2017 | 15h51
As atividades cognitivas são importantíssimas para a prevenção do Alzheimer , mas o ESTILO DE VIDA é determinante de grande importância. Confira aí em baixo.

A idade é o principal fator de risco para o desenvolvimento de demência da Doença de Alzheimer (DA). Após os 65 anos, o risco de desenvolver a doença dobra a cada cinco anos.

As mulheres parecem ter risco maior para o desenvolvimento da doença, mas talvez isso aconteça pelo fato de elas viverem mais do que os homens.

Os familiares de pacientes com DA têm risco maior de desenvolver essa doença no futuro, comparados com indivíduos sem parentes com Alzheimer. No entanto, isso não quer dizer que a doença seja hereditária.

Embora a doença não seja considerada hereditária, há casos, principalmente quando a doença tem início antes dos 65 anos, em que a herança genética é importante. Esses casos correspondem a 10% dos pacientes com Doença de Alzheimer.

Pessoas com histórico de complexa atividade intelectual e alta escolaridade tendem a desenvolver os sintomas da doença em um estágio mais avançado da atrofia cerebral, pois é necessária uma maior perda de neurônios para que os sintomas de demência comecem a aparecer. Por isso, uma maneira de retardar o processo da doença é a estimulação cognitiva constante e diversificada ao longo da vida.

Outros fatores importantes referem-se ao estilo de vida. São considerados fatores de risco: hipertensão, diabetes, obesidade, tabagismo e sedentarismo. Esses fatores relacionados aos hábitos são considerados modificáveis. Alguns estudos apontam que se eles forem controlados podem retardar o aparecimento da doença.
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Qualidade de vida e Saúde do Idoso
06/03/2017 | 12h27
Segundo dados da Organização Mundial de Saúde (OMS), a população está vivendo cada vez mais. Por volta de 2025, pela primeira vez na história, haverá mais idosos que crianças no planeta. O Brasil, que já foi intitulado o País dos jovens, em 20 anos será o sexto no mundo com o maior número de pessoas da terceira idade.

As principais razões para essa elevação na expectativa de vida foram o avanço da medicina e a melhora da saúde e do bem-estar da população. Com o envelhecimento das pessoas, os cuidados físicos e psicológicos com os idosos devem ser redobrados. Afinal de contas, os músculos ficam mais frágeis e as quedas são comuns, além de outros problemas de saúde, que antes não eram frequentes.
A obesidade e o excesso de peso na terceira idade são preocupantes. Especialistas alertam que o excesso de gordura corporal diminui o desempenho físico pela perda da massa muscular, causa instabilidade da postura, dores nas articulações, acelera o processo de envelhecimento e leva a outras patologias, como diabetes e hipertensão. Além disso, pode acelerar o processo de doenças crônico-degenerativas, como Alzheimer e Parkinson.

Há  dois fatores que contribuem para a dificuldade de perder peso com o avançar da idade. O primeiro seria a redução da massa muscular. Após os 40 anos, para cada década perde-se 10% de massa muscular. O que é importante na perda de peso, uma vez que substitui a gordura corporal e aumenta a captação do excesso de açúcar no sangue — que poderá ser estocado na forma de gordura abdominal. Além disso, ela aponta o sedentarismo. A tendência com o avanço da idade é nos mantermos menos ativos, ou seja, reduzirmos a prática de atividades programadas.

O envelhecimento ativo e saudável consiste na busca pela qualidade de vida, por meio de uma alimentação adequada e balanceada, da prática regular de exercícios físicos, convivência social, busca por atividades prazerosas e que diminuam o estresse. Um idoso saudável tem sua autonomia preservada, tanto a independência física como a psíquica. O apoio da família também é essencial para que vivam felizes.

Ainda segundo a Organização Mundial da Saúde (OMS), 3,2 milhões de mortes todo ano são atribuídas à atividade física insuficiente. O sedentarismo é o quarto maior fator de risco de mortalidade global, responsável por pelo menos 21% dos casos de tumores malignos na mama e no cólon, assim como 27% dos registros de diabetes e 30% das queixas de doenças cardíacas.


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