Quando usar batom, use o VEGANO da Contém 1g! #6milhõesVeganos
03/08/2017 | 13h44
O universo vegano não para de crescer globalmente! Só no Brasil, são 6 milhões de pessoas que não compactuam com a crueldade com os animais, segundo dados recentes divulgados pela rede EBC. Esta crueldade é assinada descaradamente pelas indústrias de carnes (por nomes como a mafiosa JBS, que além de assinar um holocausto mundial de animais, pagou propina de R$5 milhões pro assessor de Temer, Rodrigo Rocha Loures - NÃO ESQUECEREMOS!), indústrias de leites, ovos, vestuário e, também, pelos grupos de cosméticos (incluindo a assassina Mary Kay), produtos de higiene e limpeza (que vergonha, hein, Unilever?!) e milhares de produtos alimentícios e do ramo de bebidas (Nestlé, Coca-Cola e afins)!
Quem curte batons e não encontra opções sem crueldade com os animais pode adquirir (sem medo!) os batons da linha C1G [foto], do grupo Contém 1G! Ao contrário de grupos exterminadores de animais (como Avon, a já citada Mary Kay, Estee Lauder e Revlon, dentre tantos outros), que vão contra o bom-senso, ética e amor mundiais, a Contém 1G NÃO REALIZA TESTES EM ANIMAIS, e desenvolveu essa linha de batons (a linha C1G) veganíssima!
Batom da linha vegana C1G, da Contém 1G!
Batom da linha vegana C1G, da Contém 1G! / Foto: Blog Na Lata
 
A linha C1G tem várias cores maravilhosas, preço super acessível (cada batom sai a apenas R$19), altíssima qualidade, aroma e textura muito bons! O blog Na Lata usou e aprovou!
ONDE DESCOLAR?
Em Campos-RJ, você pode adquirir os batons veganos da Contém 1G com Cíntia Curty e Edimar Curty, entrando em contato pelos telefones (22) 99991-8159 // (22) 99864-9527. O grupo também desenvolve (às terças-feiras, às 19h) reuniões no espaço Bloco, que fica localizado na Avenida Tenente Coronel Cardoso (antiga Formosa), logo depois da Igreja Santa Efigênia.
ESTÉTICA COM CRUELDADE COM OS ANIMAIS É OVER! - MAIOR CLOSE ERRADO!
BOICOTE EMPRESAS QUE TESTAM EM ANIMAIS!
#GoVegan #AnimaisLivres #EstéticaSemCrueldade #BeloÉAmar #Contém1GCrueltyFree #VeganLipsticks
 
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Julgamento do habeas corpus de Rafael Braga é adiado! LIBERDADE TEM COR E CLASSE SOCIAL
01/08/2017 | 16h19
Hoje (1º de agosto), seria julgado o habeas corpus de Rafael Braga, vítima do Estado! O julgamento foi adiado e a nova data da audiência ainda não foi definida. Hoje, na audiência que ocorreu no Tribunal de Justiça do Rio, dois desembargadores votaram pela manutenção da prisão de Rafael, enquanto um pediu vistas. Se nada mudar até a próxima audiência, Rafael poderá ficar preso até o julgamento. 
Acesse aqui, neste link, um texto sensacional da Suzane Jardim, da BuzzFeed, sobre o caso Rafael Braga. Se você ainda não sabe quem é Rafael Braga e qual a importância de saber sobre, veja os 30 motivos, listados por Suzane, pelos quais você deveria prestar mais atenção nessa discussão!
O da esquerda, Rafael Braga, negro, pobre, morador de periferia, preso desde Junho de 2013 por portar Pinho Sol e água sanitária. Querem mantê-lo preso por mais de 11 anos. O da direita, Breno Borges, playboy, rico, filho de desembargadora, solto mesmo portando 130 kg de maconha e 199 munições de fuzil. 
#LIBERDADE TEM COR E CLASSE SOCIAL!
#LibertemRafaelBraga
LIBERDADE TEM COR!
LIBERDADE TEM COR! / Foto: Divulgação
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Só faltava essa: proposta no Senado quer colocar o funk como crime! NÃO VAI PASSAR!
31/07/2017 | 14h51
Quando você pensa que já viu de tudo, acaba se surpreendendo! Parece piada (de mau gosto), mas é real: tem um cara chamado Marcelo Alonso que, chamando o funk de "falsa cultura" e administrando uma página no Facebook chamada "Funk é lixo", colheu mais de 20 mil assinaturas pra colocar o funk como CRIME! Mas, podem chorar, porque esse absurdo não vai passar! A tentativa de criminalizar o funk é MAIS UMA tentativa de criminalizar os negros, pobres e moradores de favelas! O tal do Marcelo foi convocado pra uma audiência e disse que vai, "pra colocar os funkeiros no lugar deles!". Acredita nisso? Entenda o caso, lendo essa matéria da BBC Brasil:
O sambista João da Baiana tinha problemas com a polícia quando andava com seu pandeiro pelas ruas do Rio de Janeiro. No início do século 20, ele foi preso várias vezes com o instrumento musical na mão. Na época, sambista era sinônimo de criminoso.
Quase cem anos depois, o Senado analisa uma proposta que pode criminalizar outro ritmo musical brasileiro: o funk. A proposta foi enviada em janeiro por Marcelo Alonso, um webdesigner de 47 anos, morador de um bairro da zona norte de São Paulo. Teve 21.985 assinaturas de apoio.
A relatoria da proposta ficou com o senador Romário Faria (PSB-RJ) - o Congresso permite que ideias de cidadãos possam virar projeto de lei se conseguirem 20 mil assinaturas de apoio em quatro meses. Agora, audiências públicas para debater o tema devem ocorrer no Senado. 
Por enquanto, o projeto não detalha o que exatamente seria proibido, quem seria punido ou como seria a punição.
A proposta diz apenas: "É fato e de conhecimento dos brasileiros, difundido inclusive por diversos veículos de comunicação de mídia e internet com conteúdos podre (sic) alertando a população o poder público do crime contra a criança, o menor adolescente e a família. Crime de saúde pública desta 'falsa cultura' denominada funk".
Depois do parecer de Romário, o texto deve passar por comissões no Congresso e pode ir à votação na Câmara e em seguida no Senado.
A possível criminalização do funk vem causando polêmica. Adeptos da música dizem que, apesar de o ritmo ser um dos mais tocados no país, ainda sofre repressão e preconceito. Especialistas afirmam que a proposta legislativa lembra perseguições sofridas por ritmos e manifestações surgidos dentro da comunidade negra, como o samba, a capoeira e o rap.
"Esse retrato do funk como coisa de vagabundo e criminoso é arbitrário", explica Danilo Cymrot, doutor em criminologia pela USP. "Existem outras manifestações que foram perseguidas por serem ligadas a negros, pobres e moradores do subúrbio. Sambistas eram associados à vadiagem, eram chamados de vagabundos. Muitos foram presos."
A respeito da polêmica, a cantora Anitta, que começou sua carreira nos bailes funk, afirmou à BBC Brasil: "Acho que primeiro as pessoas precisam buscar entender o país onde vivem para depois criticar o funk". Para ela, proibir o funk é como punir o mensageiro pelo teor da mensagem.
"Se você quer mudar o funk ou o que está sendo falado ou a forma que ele entra na sociedade, você então deve mudar a raiz, as questões educacionais, as questões que fazem a criação do funk."
Furacão 2000 ocupa a orla de Copacabana, no Rio, contra o Golpe de 2016.
Furacão 2000 ocupa a orla de Copacabana, no Rio, contra o Golpe de 2016. / Foto: Thaís Tostes/Mídia NINJA
Reinaldo Santos de Almeida, professor de Direito Penal da Universidade Federal do Rio de Janeiro, tem opinião parecida. "A criminalização do funk é a forma pós-moderna de repressão penal da cultura popular marginal nos morros cariocas", diz.
Segundo Almeida, cuja tese de doutorado foi sobre a criminalização do samba, a perseguição ao ritmo símbolo do país era essencialmente racista. "Era tão racista quanto o sistema de Justiça criminal brasileiro, cujo critério determinante é a posição de classe do autor, ao lado da cor de pele e outros indicadores sociais negativos, tais como pobreza, desemprego e falta de moradia", diz.
O samba
No século passado, o sambista João da Baiana (1887-1974), por exemplo, precisou de ajuda de um congressista para não ser mais preso nas ruas. O senador José Gomes Pinheiro da Fonseca (1851-1915), fã de samba e um dos políticos mais importantes da época, escreveu uma dedicatória no pandeiro de João. Quando era parado pela polícia, o músico mostrava o instrumento com a assinatura. Funcionava como um salvo-conduto.
A criminalização durou até a Presidência de Getúlio Vargas, que passou a valorizar elementos da cultura brasileira para reforçar o nacionalismo, uma de suas bandeiras. Porém, alguns sambistas ainda sofreram com a censura. Músicas que ironizavam o trabalhismo, um dos pilares do Estado Novo, sofreram intervenção.
A letra de Bonde de São Januário, de Ataúlfo Alves e Wilson Batista, por exemplo, teve um trecho alterado por ordem do governo. A letra ironizava: "O bonde São Januário/ leva mais um otário/ sou eu que vou trabalhar". A palavra "otário" foi trocada por "operário".
Capoeira e rap
Assim como o samba, a capoeira é hoje um dos símbolos da cultura brasileira. Nos séculos 19 e 20, no entanto, ela também era crime. Antes da Lei Áurea, de 1888, o medo dos governantes era de que a dança, misturada à luta, pudesse levar a uma revolta de escravos.
"Dessa forma, as autoridades, buscando conter a evolução da prática da capoeira, pelo medo de uma rebelião escravista e visando punir os praticantes, entenderam, de forma implícita, que a prática da capoeira podia ser tratada como vadiagem", escreveram as pesquisadoras Janine de Carvalho Ferreira Braga e Bianca de Souza Saldanha em estudo sobre a criminalização da modalidade.
Mesmo depois da Lei Áurea, a luta continuou proibida. O Código Penal de 1890 avisava da possível punição: "Fazer nas ruas e praças públicas exercício de agilidade e destreza corporal conhecida pela denominação de capoeiragem: pena de prisão celular por dois a seis meses".
A capoeira só deixou de ser crime também durante o governo Vargas, que enxergou na modalidade uma forma de valorizar a cultura brasileira.
Mais tarde, e em menor proporção, o rap também teve problemas com a Justiça. Em novembro de 1997, os integrantes da banda Planet Hemp foram presos em Brasília por "apologia às drogas", em virtude de suas letras sobre consumo de maconha.
No ano 2000, a polícia do Rio "investigou" o clipe Soldado do Morro, do rapper MV Bill, antes mesmo de ele ser lançado. Segundo a polícia, o vídeo fazia "apologia ao crime".
E o funk?
Para o pesquisador Cymrot, o funk começou a ser visto com maus olhos em 1992, depois de um suposto arrastão nas praias de Ipanema, Copacabana e Arpoador, no Rio. Jovens de dois morros se encontraram e realizaram uma espécie de "coreografia da violência". "Foi algo parecido com um bate-cabeça de shows punk. A intenção não era assaltar ninguém, mas foi a imagem que ficou", diz o pesquisador.
"No Brasil, as pessoas ficam tensas quando um grupo de jovens negros chega na praia, ou quando se reúne em qualquer lugar. As pessoas se assustaram com essa imagem", explica Cymrot, sobre o motivo de aglomerações como os bailes serem mal-vistas.
Depois, ainda nos anos 1990, houve duas CPIs no Rio para investigar o tráfico de drogas e a suposta exploração sexual de crianças em bailes funk nos morros cariocas.
As festas também foram proibidas com a chegada das Unidades de Polícia Pacificadora (UPP) em morros.
Em outro caso, a Justiça proibiu apresentações do funkeiro MC Pedrinho, quando ele tinha 13 anos. O garoto começou a carreira com 11 anos, cantando músicas com palavrões e pornografia. Para a Justiça, o adolescente não tinha idade para ser exposto ao conteúdo de suas músicas - a empresa que cuidava de sua carreira poderia ser até multada.
O DEBATE É MAIS PROFUNDO
Fabio Luis de Jesus, 37, conhecido como MC Koringa, foi um dos funkeiros que mais criticaram a proposta. "Você não pode criminalizar um ritmo por causa de uma única vertente", diz. "O proibidão nada mais é do que uma realidade que se vê nas ruas. Se você não quer que as pessoas cantem sobre crimes, dê condições de vida melhor para elas", diz.
O cantor carioca tem 21 anos de carreira e suas músicas já foram trilha de novelas da Globo. "Se o funk fosse esse monstro, não haveria tanto espaço para ele na televisão", diz.
O funkeiro e o webdesigner Marcelo foram convidados pelo senador Romário para uma audiência pública que vai debater o tema. Outros cantores conhecidos, como Bochecha e Valesca Popuzuda, também foram chamados. 
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Novo doc mostra o extermínio de jovens, na guerra às drogas, nas Filipinas!
30/07/2017 | 19h31
POR ALEX EMMONS, DO INTERCEPT 
O PRESIDENTE DOS ESTADOS UNIDOS, Donald Trump, foi criticado por democratas e republicanos em abril por seu apoio entusiasmado a uma das violações de direitos humanos mais descaradas do mundo atual: a campanha assassina do presidente das Filipinas, Rodrigo Duterte, contra as drogas em seu país. Desde que Duterte assumiu o governo, em junho de 2016, esquadrões da morte compostos por policiais e justiceiros mataram mais de 7,000 pessoas, arrasando comunidades pobres em todo o país.
O documentário O Inferno de Duterte (Duterte’s Hell, no original em inglês), dirigido por Aaron Goodman e Luis Liwanag e produzido pela Field of Vision, mostra imagens fortes da ação da polícia filipina examinando e transportando cadáveres – e o sofrimento de familiares e amigos frente aos assassinatos patrocinados pelo governo.
Na campanha para a eleição presidencial de 2016, Duterte pregou o extermínio em massa de todos os envolvidos no negócio das drogas – não apenas dos traficantes mas também dos usuários. “Hitler massacrou três milhões de judeus”, disse Duterte em setembro. “Agora existem três milhões de viciados em drogas. Eu trucidaria todos eles com prazer”, acrescentou.
Em abril, Donald Trump chocou os observadores da crise filipina ao ligar para Duterte, convidando-o a visitar a Casa Branca – uma conversa descrita pelos assessores de Trump como “muito amistosa”. Algumas semanas depois, o Intercept, em parceria com o portal de notícias filipino Rappler, obteve e publicou uma transcrição da ligação, revelando os louvores do presidente americano à política antidrogas filipina. “Fiquei sabendo do incrível trabalho de vocês na questão das drogas”, elogiou.
Grupos de defesa dos direitos humanos relatam a ação de pequenos grupos de policiais à paisana ou justiceiros que executam pessoas nas ruas e invadem casas nas comunidades mais pobres. Policiais uniformizados costumam chegar na cena do crime para plantar armas ou drogas, de forma a justificar as mortes.
“Juro pela minha família que meu filho não era traficante. Ele estava desarmado”, lamenta uma mãe para as câmeras, aos prantos. “Por favor, contem ao mundo inteiro. Por favor, me ajudem!", diz.
Filmado em Manila, capital das Filipinas, o documentário da Field of Vision mostra o impacto nas favelas da política antidrogas, cuja brutalidade desproporcional levou a Anistia Internacional a caracterizá-la como “uma guerra assassina contra os pobres”. O Inferno de Duterte mostra de perto a reação dos moradores e a dor das mães das vítimas, enquanto a polícia recolhe os corpos para dentro de carros funerários.
Por que Duterte concentra sua campanha sanguinária nas favelas das cidades, e não nos usuários de drogas mais abastados? Segundo a revista The New Yorker, quando questionado por grupos de combate à pobreza, o presidente filipino explicou que os usuários ricos se deslocam jatinhos particulares, e o governo “não tem dinheiro para aviões de caça”.
Duterte já era famoso por assassinatos extrajudiciais muito antes de se tornar presidente. Em 1996, como prefeito de Davao, uma cidade portuária no sul da ilha de Mindanao – seu reduto eleitoral – Duterte empregava um esquadrão da morte com centenas de membros para matar criminosos e reprimir opositores. Diversos ex-membros do grupo disseram que a ordem para matar vinha pessoalmente de Duterte, e o próprio presidente chegou a se gabar de haver matado pessoas da garupa de uma motocicleta.
Rodrigo Duterte não deixa de ser um produto do ambiente político em que foi criado. Ele é o primeiro presidente das Filipinas oriundo da ilha de Mindanao, um lugar com uma longa e conturbada história colonial. Durante séculos, a comunidade muçulmana do sul da ilha resistiu aos espanhóis, que já haviam conquistado o norte e tentavam difundir a religião católica no país. Depois da Guerra Hispano-Americana, milhares de pessoas morreram durante a campanha de “pacificação” promovida pelos EUA em Mindanao.
O legado desse passado foi fazer de Mindanao um berço para diversos grupos armados, terroristas e organizações criminosas ao longo dos anos, e a brutalidade da luta de Duterte contra essas organizações lhe valeu um apelido do qual ele se orgulha até hoje: “o prefeito do esquadrão da morte”.
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Três pessoas presas no Açu! MST repudia Polícia e empresa Sunset! LUTAR NÃO É CRIME!
27/07/2017 | 13h04
Em nota pública, o Movimento dos Trabalhadores Rurais Sem Terras (MST-RJ) repudia a ação da Polícia Militar de São João da Barra e da empresa privada de segurança Sunset (contratada pela Codin - Companhia de Desenvolvimento Industrial do Estado do Rio de Janeiro) que culminou na prisão de três pessoas, ontem (26), durante a reintegração de posse que colocou as terras de pequenos produtores rurais de São João da Barra nas mãos da Codin, da GSA [Grussaí Siderúrgica do Açu Ltda.] e da Porto do Açu Operações S.A. 
"Queremos denunciar o abuso da Polícia Militar em coluio com a empresa privada Sunset que, hoje [ontem, quarta], durante o processo de reintegração de posse ocorrida nas terras do Porto do Açu, prendeu de forma duvidosa três companheiros. O conflito que se arrasta desde 2009 culminou num despejo arbitrário e injusto dos agricultores da região. Todo o processo fora acompanhado pelos seguranças privados do porto do Açu, de empresa terceirizada (Sunset), com objetivo de intimidar e constranger as famílias, que já estavam sofrendo um processo violento pelo Estado", disse o MST.
Já há algum tempo os pequenos produtores, que recebem o apoio do MST e outros grupos (como, por exemplo, a Comissão Pastoral da Terra-CPT, a Universidade Federal Fluminense-UFF e outras universidades), vêm afirmando que sofrem perseguições por parte da polícia e da empresa de segurança privada. Em entrevista à Mídia NINJA (veja aqui nesse vídeo: www.facebook.com/MidiaNINJA/videos/873541549470658), concedida no último mês de abril, um dos camponeses chegou a comentar que passou a tomar remédios para conseguir dormir e amenizar sua mente, porque, diante de tanta vigilância, passou a "ver e ouvir" viaturas e carros de segurança privada. "Eu estava ficando louco, por causa deles", comentou o camponês.
Cena da retirada das estruturas da ocupação no Açu.
Cena da retirada das estruturas da ocupação no Açu. / Foto: MST
O MST deixa claro que a prisão dos três integrantes da ocupação trata-se de uma prisão política que revela as relações imorais das empresas privadas e o Estado, em especial com os órgãos de segurança, que hoje vêm sendo usados para criminalizar os movimentos sociais. 
"Não aceitaremos nenhum processo penal cujo objetivo é intimidar e silenciar a luta dessas famílias por seus direitos!", comentou o MST-RJ.
A JUSTIÇA BRASILEIRA - Na manhã de ontem (26), policiais fortemente armados, acompanhados de oficial de justiça, retiraram pequenos produtores rurais de suas terras, no distrito industrial do Açu, em São João da Barra, Norte Fluminense (RJ). Três integrantes da ocupação – incluindo integrantes do MST e da Asprim [Associação dos Produtores Rurais de São João da Barra] – foram presos e levados para a delegacia, e a polícia fechou todos os acessos à ocupação, para impedir que a população entrasse para ajudar os pequenos produtores.
O pedido de habeas corpus dos ocupantes detidos já foi feito. Essa retirada dos camponeses aconteceu em cumprimento de mandado judicial de reintegração de posse que favorece a Codin, a GSA [Grussaí Siderúrgica do Açu Ltda.] e a Porto do Açu Operações S.A. Os camponeses ocupavam suas terras desde o último mês de abril, oito anos após Eike Batista e Sérgio Cabral desapropriarem, por meio de um esquema, 500 famílias de pequenos produtores, violando direitos humanos, para a construção do Superporto do Açu, um empreendimento de US$2,4 bilhões, projetado como o maior superporto das Américas, e de impacto ambiental incalculável.
"Nessa reintegração de posse, três pessoas foram presas. É um descaso! O Poder Judiciário não cumpre seu papel e, não bastasse isso, ainda prende trabalhadores que estão lutando por direitos!", comentou um dos integrantes da ocupação, que preferiu não se identificar.
Na quarta-feira da semana passada, dia 19, os camponeses fecharam duas rodovias – a BR 356 e a RJ 240 -, em protesto contra a reintegração de posse expedida em 14 de julho pelo juiz Paulo Maurício Simão Filho, que coloca as terras dos pequenos produtores nas mãos da Codin, GSA e Superporto do Açu e ainda autoriza o uso de força policial caso houvesse resistência por parte dos camponeses. Há oito anos, o então governador do Estado do Rio, Sérgio Cabral, promulgou os decretos 41.195/2009, 42.675/2010 e 42.676/2010, que desapropriou as terras, mesmo contra a vontade de pequenos produtores, que sempre viveram naquelas terras, onde mantinham suas plantações – na época, alguns receberam indenizações [todas em valores irrisórios] e outros chegaram a ser detidos por “resistência à desapropriação”.
No mesmo ano em que Cabral promulgou os decretos de desapropriação, Eike Batista pagou propina. A Operação Eficiência, fase da Lava Jato no Rio, investigou o pagamento de US$16,5 milhões a Cabral, feito por Eike. De acordo com os procuradores, esse dinheiro foi solicitado por Cabral em 2010, e um ano depois, para dar aparência de legalidade à operação, foi feito um contrato de fachada entre a empresa Centennial, holding de Eike, e a empresa Arcadia, por uma falsa intermediação na compra e venda de uma suposta mina de ouro. O Superporto do Açu foi idealizado por Eike (LLX) e foi repassado ao fundo norte-americano EIG, que, para desvincular a imagem do Superporto da imagem de Eike, renomeou a empresa que controla o porto como Prumo.
Atualmente, nas terras tomadas por Eike e Cabral, só há mato, e elas não cumprem função social, como preveem os artigos 5º., XXIII, 170, III da Constituição Brasileira. Assim, desapropriar área rural, retirando dela seus legítimos possuidores que viviam de pequenas culturas, para deixar a área parada e à venda (situação atual das terras) configura-se ato ilícito. Os camponeses lutam pela derrubada dos decretos. Eles afirmam que, com a prisão de Eike e Cabral, em Bangu, vieram à tona negociatas que lançam por terra qualquer base legal para que tais decretos continuem vigorando.
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Camponeses do Açu fecham rodovias contra reintegração de posse dada por Justiça de SJB
19/07/2017 | 07h50

Pequenos agricultores fecharam, na madrugada desta quarta-feira (19), alguns pontos da RJ-240 e BR-356, em protesto contra a decisão tomada, nesta semana, pela Justiça de São João da Barra, que exige o fim da ocupação das terras do Açu e coloca as terras nas mãos da Codin [Companhia de Desenvolvimento Industrial do Estado do Rio de Janeiro], GSA [Grussaí Siderúrgica do Açu Ltda.] e Porto do Açu Operações S.A.]. Por meio de oficial de justiça, o Tribunal de São João da Barra ainda autorizou o uso de força policial caso a reintegração de posse (em favor da Codin, GSA e Porto do Açu Operações) seja impedida, e ainda proibiu novas ocupações na área. Mais um episódio triste dessa história de luta dos camponeses do Açu.

#ResisteAçu!

O magnata Eike Batista tomou as terras de 500 pequenos agricultores do Açu, num processo cruel e violentador de direitos humanos. Isso foi feito num esquema com o ex-governador do Rio, Sérgio Cabral, por meio dos decretos 41.195/2009, 42.675/2010 e 42.676/2010.

A tomada das terras, feita por Eike e Cabral, aconteceu para a construção de um distrito industrial nos arredores do complexo portuário que é considerado o maior das Américas, o Superporto do Açu, um empreendimento de US$2,4 bilhões e de impacto ambiental incalculável. No entanto, nessas terras tomadas à força, atualmente só há mato, e elas não cumprem função social, como prevê os artigos 5o., XXIII, 170, III da Constituição Brasileira. Assim, desapropriar área rural, retirando dela seus legítimos possuidores que viviam de pequenas culturas, e sem em muitos casos nada receber, para deixar a área parada e à venda (situação atual das terras) é ATO ILÍCITO.

As famílias contam com o apoio do MST e, também, da Associação dos Produtores Rurais de São João da Barra (Asprim), da Comissão Pastoral da Terra (CPT), do Movimento de Pequenos Agricultores (MPA), de escolas, universidades e sindicatos. As famílias exigem a anulação dos decretos que desapropriaram as terras. Os agricultores afirmam que, com as prisões de Eike e Cabral [em Bangu], vieram à tona negociatas relacionadas a esse processo de tomada das terras - negociatas que já eram denunciadas pelos camponeses e sem-terras -, eliminando de uma vez por todas qualquer base legal para que os decretos continuem em vigor.

O CASO - Na época, cerca de 500 pequenos camponeses tiveram suas terras desapropriadas, e alguns chegaram a ser detidos por "resistência à desapropriação". Uma pequena parte deles recebeu indenizações, todas em valores irrisórios. O complexo portuário que estava sob a propriedade da LLX foi passado para o fundo norte-americano EIG, que, para desvincular a imagem do superporto da imagem de Eike, renomeou a empresa que controla o porto como Prumo.

Eike Batista pagou propina quando Cabral desapropriou as terras do Açu. A Operação Eficiência, fase da Lava Jato no Rio, teve como foco de investigação o pagamento de US$ 16,5 milhões a Cabral, feito por Eike. Segundo os procuradores, o dinheiro foi solicitado pelo ex-governador em 2010, e, para dar aparência de legalidade à operação, foi feito em 2011 um contrato de fachada entre a empresa Centennial, holding de Batista, e a empresa Arcadia, por uma falsa intermediação na compra e venda de uma suposta mina de ouro. A operação aconteceu no mesmo ano em que Cabral promulgou os decretos 42.675 e 42.676 (os dois do dia 28 de outubro de 2010), que desapropriaram as terras dos pequenos camponeses do Açu.

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Campos vai parar com o Breja Blues & Jazz Festival #FaltamPoucosDias
05/07/2017 | 15h07

Texto por: Assessoria/Breja Blues e Jazz Festival

O festival baseado na economia colaborativa e independente - e feito por mulheres!- vai levar artistas de peso e as melhores cervejas para os jardins do Trianon, neste mês de julho, com entrada livre

Campos vai parar nos próximos dias 14, 15 e 16 de julho! Se você ama música e cerveja não marque nada para este final de semana. O clima fresco do inverno em Campos-RJ vai esquentar com mais uma edição do Festival Breja, que chega na planície em sua versão dedicada ao Blues e Jazz! O Breja é um festival feito por mulheres e tem como base a economia colaborativa e independente. Os jardins do Teatro Trianon, no centro da cidade, abertos e arborizados, ficarão pequenos para os shows de grandes feras da música, como Tininha Herlander, Elisa Balbi, Blues Band Vidro (que vai comemorar suas três décadas de estrada), Black Dog Blues, Simone Pedro e a black music lacradora de Anum Sensations! Também vai rolar o som de Lincoln Samarina, que produz guitarras artesanais, e o projeto irreverente do DJ Moranes (Roger Freitas), intitulado "Moranes Jazzy Jam", no qual o DJ toca nu-jazz, acid jazz, downtempo e trip-hop com um trompetista e um saxofonista! O Breja Blues e Jazz também vem com os decks dos DJs Shama e Julio Cossolosso! E esse line de peso chega junto com vários grupos de cervejas artesanais deliciosas, foodtrucks irados (incluindo opção para os veganos!), expo e play de discos vinis e mais um monte de coisa legal. Mais informações na página do evento, no Facebook.

Realizado pelo coletivo Casinha, o Breja Blues e Jazz Festival – Festival de Música, Cerveja Artesanal e Especial também entende que um mundo melhor só é possível com consciência ambiental, e é por isso que os copos dessa edição do festival, feitos com o apoio da Prefeitura Municipal de Campos, chegam como nas outras edições: ecológicos! Nada daqueles mares de sujeira plástica no chão!

O Breja é uma iniciativa que mistura produtores, mestres cervejeiros, sommeliers e apaixonadxs por cerveja, e que dialoga muito com a cena musical. Em Vitória-ES, por exemplo, o festival já rolou ao som dos gigantes Emicida (rap) e Dead Fish (hardcore), além do clássico Raimundos. A capital capixaba também ganhou outra edição, que rolou no início desse mês de junho, distribuída em dois finais de semana sequenciais e fazendo circular mais de 10 mil pessoas no Shopping Mestre Álvaro. O festival cervejeiro ainda carrega em sua trajetória uma edição na capital carioca, que aconteceu na Casa da Glória, espaço onde tocam os DJs das festas mais badaladas do Rio.

Vem com tudo e convoca seus amigos porque essa edição do Breja já está aí e ela chega com sua essência de estimular a economia colaborativa e independente da produção artesanal de cervejas e diminuir a distância entre os produtores cervejeiros e o consumidor final da boa cevada.

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O quê? Breja Blues e Jazz Festival – Festival de Música, Cerveja Artesanal e Especial

Quanto? ENTRADA GRATUITA, mas você pode descolar os copos lindões do festival, que saem a apenas R$10 (cada um)

Quando? Dias 14, 15 e 16 de julho

Onde? Nos jardins do Teatro Municipal Trianon, em Campos-RJ

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Veja o VÍDEO do #28A em Campos-RJ! #ReformaNÃO!
04/05/2017 | 14h14
Veja, clicando aqui neste link, o vídeo do #28A em Campos-RJ!
#OBrasilParou!
#OcupaAsRuasContraOsRetrocessos
#ReformaNÃO!
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Campos-RJ ocupa as ruas no #28A! VEJA AS FOTOS! #ReformaNÃO!
03/05/2017 | 16h17
Um dos maiores pólos universitários do Brasil, Campos-RJ foi uma das centenas de cidades que foram às ruas, na última sexta-feira (28), contra a proposta de Reforma da Previdência, assinada pelo governo ilegítimo de Michel Temer. O ato teve início pela manhã, com o fechamento da BR-101, e prosseguiu durante a tarde, no Calçadão, no Centro. À noite, os manifestantes seguiram  para a BR, que foi fechada mais uma vez. O protesto foi contra não apenas a Reforma, mas em repúdio a todos os retrocessos assinados por Temer e companhia, dentre eles o congelamento dos investimentos em Saúde e Educação (PEC 55).
Fotos de Thaís Tostes/ Mídia NINJA/ Na Lata
Foto da BR em chamas: Gilberto Gomes, para a Mídia NINJA
Foto: Thaís Tostes/ Mídia NINJA
Foto: Thaís Tostes/ Mídia NINJA
 
BR-101 em chamas. Foto: Gilberto Gomes, para a Mídia NINJA
BR-101 em chamas. Foto: Gilberto Gomes, para a Mídia NINJA
Foto: Thaís Tostes/ Mídia NINJA
Foto: Thaís Tostes/ Mídia NINJA
Foto: Thaís Tostes/ Mídia NINJA
Foto: Thaís Tostes/ Mídia NINJA
Foto: Thaís Tostes/ Mídia NINJA
Foto: Thaís Tostes/ Mídia NINJA
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Foto: Thaís Tostes/ Mídia NINJA
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Foto: Thaís Tostes/ Mídia NINJA
Foto: Thaís Tostes/ Mídia NINJA
Foto: Thaís Tostes/ Mídia NINJA
Foto: Thaís Tostes/ Mídia NINJA
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O perigo que ronda o Shopping Estrada são os textos criminalizadores e o especismo
26/04/2017 | 17h43
No universo cyber, que inclui as redes e os blogs, há quem tenha dito que os cães que vivem nos arredores do Shopping Estrada, rodoviária de Campos-RJ, são um "perigo" - ou seja, que oferecem perigo aos humanos que passam por ali. Com títulos como "O perigo ronda o Shopping Estrada" (leia aqui esse absurdo)", publica-se narrativas criminalizadoras de seres que já não precisam de mais criminalização assinada pelo ser humano. Os animais de Campos-RJ e do mundo já são vítimas de especismo. Não sabe o que é especismo? Nós vamos explicar: é quando estes seres, que estão em corpos de animais, são julgados inferiores por estarem em um corpo diferente do corpo humano. Essa é a maldita cultura antropocêntrica global. Mas, acontece que o Universo nunca faz essa distinção - ele trata os seres como seres, iguais em essência.
O perigo que ronda o Shopping Estrada e o mundo inteiro é o especismo e as narrativas criminalizadoras!
Divulgação
ENTITY_sharp_ENTITYAnimalRights / Divulgação
É, de fato, um perigo que os cães estejam ali nos arredores do Shopping Estrada - abandonados, passando despercebidos e, além de tudo isso, criminalizados em textos midiáticos! Podem adoecer por causa da chuva que tomam; podem morrer de fome porque não sabe se encontrarão lixo (!!!) pra comer; podem ficar com sede no calor insuportável que faz nessa cidade; podem ser atropelados por seres humanos que pilotam as centenas de ônibus e outros veículos que circulam ali ou por motoristas de caminhões e carros na rodovia que cruza o país; e - vejam que perigo! - podem ser atacados (chutados, apedrejados, envenenados) por humanos que circulam naquela área! É um perigo que estes seres estejam tão vulneráveis a isso tudo!
Não bastasse isso, ainda são vítimas de UM MUNICÍPIO QUE SIMPLESMENTE LIGOU O FODA-SE, há décadas, pros direitos dos animais. Quem se lembra das denúncias na imprensa (com câmera escondida e tudo) sobre os maus-tratos assinados pelo CCZ-Campos? Quem se lembra da campanha "Pelo fim das mortes no CCZ-Campos", contra o extermínio em massa? Quem se lembra (ou, ao menos, sabe) que há dezenas de protetores de animais no município, que sobrevivem aos trancos e barrancos sem nenhuma ajuda do poder público? Nem uma raçãozinha! Quem se lembra, também, de que [muito antes da muito mal-feita lei estadual do Pezão que põe um fim às carroças e charretes] veio a Campos um cara lá do Sul pra apresentar o projeto de um carrinho [Cavalo de Lata] que substitui as malditas carroças, e que a Câmara dos nossos ilustríssimos vereadores [que poderiam, por exemplo, destinar uma porcentagem do seu salário aos animais] - simplesmente ignorou a questão, além de ter enfiado não sei onde a indicação legislativa do então vereador Fred Machado (PPS), que previa a proibição de veículos de tração animal, a condução de animais com carga e o trânsito montado em Campos?
ENTITY_sharp_ENTITYAnimalRights
ENTITY_sharp_ENTITYAnimalLiberation / ENTITY_sharp_ENTITYAnimalRights
O perigo que ronda Campos inteira definitivamente é essa mentalidade de que os animais são "um perigo"! São as manchetes que dizem que os animais "causam acidentes"! É sempre o animal "o autor", o criminoso, o culpado condenado há séculos ao extermínio em massa - milhares por segundo - em matadouros da demoníaca indústria da carne com papelão mantida para o ego do paladar, em testes de laboratórios, na indústria da moda e dos cosméticos da vaidade, zoológicos, jaulinhas em petshops, rinhas e outras competições, "pesquisa e extensão" nas universidades, parques aquáticos, indústria ovolacto, dentre outros locais. É muito esculacho! Essa marginalização consciente coletiva [que, ainda bem, já vem perdendo espaço, porque somos muitos os que seguimos na contramão dessa marginalização] é um CRIME e é um CRIME DUAS VEZES - cometido contra quem não tem nem o poder de voz! O perigo que ronda todos nós, humanos, é estarmos submetidos a narrativas criminalizadoras assim, e à insensibilidade que põe em xeque nosso sentido de existência. Não precisamos dessas narrativas.
Legitimaremos as administrações públicas que colocarem os animais na pauta - DIREITOS DOS ANIMAIS, ok?, e não essa disputa simbólica do imaginário que coloca sempre o animal como "um problema", e vai tratar a pauta animal sempre tendo como foco o homem. Essa visão antropocêntrica é o que já gerou e vem gerando a própria destruição do planeta. Animais não são um perigo. Não são objetos, não são engraçadinhos em vaquejadas e rodeios ridículos e criminosos. Animais nunca são AGENDA POLÍTICA, também, infelizmente. Sempre existem "outras prioridades" - tudo na frente deles. "Eles podem esperar". Eles estão esperando a História inteira! Suas vidas inteiras, que já são curtas! Incluindo os cães do Shopping Estrada.
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ENTITY_sharp_ENTITYAnimalLiberation / ENTITY_sharp_ENTITYAnimalRights
Nas últimas eleições em Campos, o candidato a vereador Gustavo Matheus, então presidente do Partido Verde (PV) no município e atual Superintendente de Trabalho e Renda, firmou uma parceria com o então candidato a prefeito Rafael Diniz. Essa parceria previa o seguinte: caso Rafael ganhasse (o que aconteceu), seria criada a SUBSECRETARIA DE PROTEÇÃO DE ANIMAL, por meio da qual: os animais das ruas seriam recolhidos, microchipados, castrados e enviados para feiras de adoção; haveria uma unidade de saúde móvel (com UTI) para os animais, para emergências e encaminhamento para clínicas (essa unidade móvel também faria castrações); haveria projetos de leis de incentivo à adoção de animais; rolaria descontos de IPTU, por exemplo, para protetores de animais, que prestam um serviço PÚBLICO; haveria mais firmeza e seriedade em relação aos casos de maus-tratos com os animais; os veículos de tração animal acabariam por completo, definitivamente; Campos teria dois centros de atendimento: um para animais de pequeno porte, e outro para animais de grande porte; seria articulado um convênio entre a administração municipal e o Hospital Veterinário da Uenf, para que os casos de emergências fossem levados para o Hospital, bem como os animais que estariam sob cuidados da Prefeitura (os animais recolhidos); rolaria Segunda Sem Carne nas escolas; dentre outras iniciativas.
Rafael Diniz ganhou as eleições. Agora, queremos ver a Subsecretaria de Proteção animal fora do campo das ideias e das promessas. Em contato com o blog Na Lata, Gustavo Matheus afirmou que a Subsecretaria está prevista para ser criada na metade de 2018, pois até lá seria o tempo hábil para a criação do órgão. Esperamos ansiosamente que ela se torne realidade, pois sua criação é em caráter de urgência! Os animais não podem esperar. São alvos de maus-tratos, de abandono absoluto e textos midiáticos criminalizadores que nem precisavam ser escritos!
A luta contra o especismo é antiga e segue forte, com cada vez mais ativistas, a nível global - nas ruas, plenárias e redes! Vai além e permeia o mundo simbólico das narrativas! Seguimos contra as tentativas incessantes, feitas pela imprensa corporativa por meio das narrativas, de criação de "inimigos públicos" - o moleque negro morador de favela, os LGBTs, os indígenas, a população em situação de rua, os presidiários, os usuários de drogas, as prostitutas, os pixadores, os sem-terras e sem-teto, e OS ANIMAIS!
Compartilhamos da ideia de Abraham Lincoln, que disse: "Eu sou a favor dos direitos animais bem como dos direitos humanos. Essa é a proposta de um ser humano integral", e entendemos que é direito do animal não ser marginalizado em textos - principalmente, porque ele não consegue escrever um texto de volta pra se defender. Marginalizado por apenas existir e sem o poder de voz. A luta também segue no campo jurídico, para que o Brasil e o mundo tenham uma legislação (que funcione) que reconheça os animais não como objetos, mas sim como sujeitos de direitos - que é quem eles são! 
#AnimaisLivresDaCrueldade #AnimaisLivreDasNarrativasEspecistas
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Sobre o autor

Thaís Tostes

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