Veja o VÍDEO do #28A em Campos-RJ! #ReformaNÃO!
04/05/2017 | 14h14
Veja, clicando aqui neste link, o vídeo do #28A em Campos-RJ!
#OBrasilParou!
#OcupaAsRuasContraOsRetrocessos
#ReformaNÃO!
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Campos-RJ ocupa as ruas no #28A! VEJA AS FOTOS! #ReformaNÃO!
03/05/2017 | 16h17
Um dos maiores pólos universitários do Brasil, Campos-RJ foi uma das centenas de cidades que foram às ruas, na última sexta-feira (28), contra a proposta de Reforma da Previdência, assinada pelo governo ilegítimo de Michel Temer. O ato teve início pela manhã, com o fechamento da BR-101, e prosseguiu durante a tarde, no Calçadão, no Centro. À noite, os manifestantes seguiram  para a BR, que foi fechada mais uma vez. O protesto foi contra não apenas a Reforma, mas em repúdio a todos os retrocessos assinados por Temer e companhia, dentre eles o congelamento dos investimentos em Saúde e Educação (PEC 55).
Fotos de Thaís Tostes/ Mídia NINJA/ Na Lata
Foto da BR em chamas: Gilberto Gomes, para a Mídia NINJA
Foto: Thaís Tostes/ Mídia NINJA
Foto: Thaís Tostes/ Mídia NINJA
 
BR-101 em chamas. Foto: Gilberto Gomes, para a Mídia NINJA
BR-101 em chamas. Foto: Gilberto Gomes, para a Mídia NINJA
Foto: Thaís Tostes/ Mídia NINJA
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O perigo que ronda o Shopping Estrada são os textos criminalizadores e o especismo
26/04/2017 | 17h43
No universo cyber, que inclui as redes e os blogs, há quem tenha dito que os cães que vivem nos arredores do Shopping Estrada, rodoviária de Campos-RJ, são um "perigo" - ou seja, que oferecem perigo aos humanos que passam por ali. Com títulos como "O perigo ronda o Shopping Estrada" (leia aqui esse absurdo)", publica-se narrativas criminalizadoras de seres que já não precisam de mais criminalização assinada pelo ser humano. Os animais de Campos-RJ e do mundo já são vítimas de especismo. Não sabe o que é especismo? Nós vamos explicar: é quando estes seres, que estão em corpos de animais, são julgados inferiores por estarem em um corpo diferente do corpo humano. Essa é a maldita cultura antropocêntrica global. Mas, acontece que o Universo nunca faz essa distinção - ele trata os seres como seres, iguais em essência.
O perigo que ronda o Shopping Estrada e o mundo inteiro é o especismo e as narrativas criminalizadoras!
Divulgação
ENTITY_sharp_ENTITYAnimalRights / Divulgação
É, de fato, um perigo que os cães estejam ali nos arredores do Shopping Estrada - abandonados, passando despercebidos e, além de tudo isso, criminalizados em textos midiáticos! Podem adoecer por causa da chuva que tomam; podem morrer de fome porque não sabe se encontrarão lixo (!!!) pra comer; podem ficar com sede no calor insuportável que faz nessa cidade; podem ser atropelados por seres humanos que pilotam as centenas de ônibus e outros veículos que circulam ali ou por motoristas de caminhões e carros na rodovia que cruza o país; e - vejam que perigo! - podem ser atacados (chutados, apedrejados, envenenados) por humanos que circulam naquela área! É um perigo que estes seres estejam tão vulneráveis a isso tudo!
Não bastasse isso, ainda são vítimas de UM MUNICÍPIO QUE SIMPLESMENTE LIGOU O FODA-SE, há décadas, pros direitos dos animais. Quem se lembra das denúncias na imprensa (com câmera escondida e tudo) sobre os maus-tratos assinados pelo CCZ-Campos? Quem se lembra da campanha "Pelo fim das mortes no CCZ-Campos", contra o extermínio em massa? Quem se lembra (ou, ao menos, sabe) que há dezenas de protetores de animais no município, que sobrevivem aos trancos e barrancos sem nenhuma ajuda do poder público? Nem uma raçãozinha! Quem se lembra, também, de que [muito antes da muito mal-feita lei estadual do Pezão que põe um fim às carroças e charretes] veio a Campos um cara lá do Sul pra apresentar o projeto de um carrinho [Cavalo de Lata] que substitui as malditas carroças, e que a Câmara dos nossos ilustríssimos vereadores [que poderiam, por exemplo, destinar uma porcentagem do seu salário aos animais] - simplesmente ignorou a questão, além de ter enfiado não sei onde a indicação legislativa do então vereador Fred Machado (PPS), que previa a proibição de veículos de tração animal, a condução de animais com carga e o trânsito montado em Campos?
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ENTITY_sharp_ENTITYAnimalLiberation / ENTITY_sharp_ENTITYAnimalRights
O perigo que ronda Campos inteira definitivamente é essa mentalidade de que os animais são "um perigo"! São as manchetes que dizem que os animais "causam acidentes"! É sempre o animal "o autor", o criminoso, o culpado condenado há séculos ao extermínio em massa - milhares por segundo - em matadouros da demoníaca indústria da carne com papelão mantida para o ego do paladar, em testes de laboratórios, na indústria da moda e dos cosméticos da vaidade, zoológicos, jaulinhas em petshops, rinhas e outras competições, "pesquisa e extensão" nas universidades, parques aquáticos, indústria ovolacto, dentre outros locais. É muito esculacho! Essa marginalização consciente coletiva [que, ainda bem, já vem perdendo espaço, porque somos muitos os que seguimos na contramão dessa marginalização] é um CRIME e é um CRIME DUAS VEZES - cometido contra quem não tem nem o poder de voz! O perigo que ronda todos nós, humanos, é estarmos submetidos a narrativas criminalizadoras assim, e à insensibilidade que põe em xeque nosso sentido de existência. Não precisamos dessas narrativas.
Legitimaremos as administrações públicas que colocarem os animais na pauta - DIREITOS DOS ANIMAIS, ok?, e não essa disputa simbólica do imaginário que coloca sempre o animal como "um problema", e vai tratar a pauta animal sempre tendo como foco o homem. Essa visão antropocêntrica é o que já gerou e vem gerando a própria destruição do planeta. Animais não são um perigo. Não são objetos, não são engraçadinhos em vaquejadas e rodeios ridículos e criminosos. Animais nunca são AGENDA POLÍTICA, também, infelizmente. Sempre existem "outras prioridades" - tudo na frente deles. "Eles podem esperar". Eles estão esperando a História inteira! Suas vidas inteiras, que já são curtas! Incluindo os cães do Shopping Estrada.
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Nas últimas eleições em Campos, o candidato a vereador Gustavo Matheus, então presidente do Partido Verde (PV) no município e atual Superintendente de Trabalho e Renda, firmou uma parceria com o então candidato a prefeito Rafael Diniz. Essa parceria previa o seguinte: caso Rafael ganhasse (o que aconteceu), seria criada a SUBSECRETARIA DE PROTEÇÃO DE ANIMAL, por meio da qual: os animais das ruas seriam recolhidos, microchipados, castrados e enviados para feiras de adoção; haveria uma unidade de saúde móvel (com UTI) para os animais, para emergências e encaminhamento para clínicas (essa unidade móvel também faria castrações); haveria projetos de leis de incentivo à adoção de animais; rolaria descontos de IPTU, por exemplo, para protetores de animais, que prestam um serviço PÚBLICO; haveria mais firmeza e seriedade em relação aos casos de maus-tratos com os animais; os veículos de tração animal acabariam por completo, definitivamente; Campos teria dois centros de atendimento: um para animais de pequeno porte, e outro para animais de grande porte; seria articulado um convênio entre a administração municipal e o Hospital Veterinário da Uenf, para que os casos de emergências fossem levados para o Hospital, bem como os animais que estariam sob cuidados da Prefeitura (os animais recolhidos); rolaria Segunda Sem Carne nas escolas; dentre outras iniciativas.
Rafael Diniz ganhou as eleições. Agora, queremos ver a Subsecretaria de Proteção animal fora do campo das ideias e das promessas. Em contato com o blog Na Lata, Gustavo Matheus afirmou que a Subsecretaria está prevista para ser criada na metade de 2018, pois até lá seria o tempo hábil para a criação do órgão. Esperamos ansiosamente que ela se torne realidade, pois sua criação é em caráter de urgência! Os animais não podem esperar. São alvos de maus-tratos, de abandono absoluto e textos midiáticos criminalizadores que nem precisavam ser escritos!
A luta contra o especismo é antiga e segue forte, com cada vez mais ativistas, a nível global - nas ruas, plenárias e redes! Vai além e permeia o mundo simbólico das narrativas! Seguimos contra as tentativas incessantes, feitas pela imprensa corporativa por meio das narrativas, de criação de "inimigos públicos" - o moleque negro morador de favela, os LGBTs, os indígenas, a população em situação de rua, os presidiários, os usuários de drogas, as prostitutas, os pixadores, os sem-terras e sem-teto, e OS ANIMAIS!
Compartilhamos da ideia de Abraham Lincoln, que disse: "Eu sou a favor dos direitos animais bem como dos direitos humanos. Essa é a proposta de um ser humano integral", e entendemos que é direito do animal não ser marginalizado em textos - principalmente, porque ele não consegue escrever um texto de volta pra se defender. Marginalizado por apenas existir e sem o poder de voz. A luta também segue no campo jurídico, para que o Brasil e o mundo tenham uma legislação (que funcione) que reconheça os animais não como objetos, mas sim como sujeitos de direitos - que é quem eles são! 
#AnimaisLivresDaCrueldade #AnimaisLivreDasNarrativasEspecistas
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Saiu resultado do pedido de reintegração, feito pelo Superporto: a ocupação fica! #AçuResiste! Entenda
25/04/2017 | 19h00
Saiu na tarde desta terça-feira (25) o resultado do pedido, feito pela Codin [Companhia de Desenvolvimento Industrial do Estado do Rio de Janeiro], GSA [Grussaí Siderúrgica do Açu Ltda.] e Porto do Açu Operações S.A.] de reintegração de posse das terras do Açu, após ocupação iniciada na última quarta-feira (19) por pequenos agricultores que tiveram suas terras tomadas, em 2009, por Eike Batista e Sérgio Cabral. A OCUPAÇÃO FICA! Nos decretos que desapropriaram cerca de 500 pequenos agricultores, a LLX alegou utilidade pública para tomar as terras do Açu. Após o pedido de reintegração de posse, feito na última semana, a Defensoria Pública pediu o indeferimento da liminar. O Ministério Público se posicionou, também pedindo o indeferimento.
Nas terras tomada por Eike e Cabral, atualmente só há mato, e elas não cumprem função social, como prevê os artigos 5o., XXIII, 170, III da Constituição Brasileira. Assim, desapropriar área rural, retirando dela seus legítimos possuidores que viviam de pequenas culturas, e sem em muitos casos nada receber, para deixar a área parada e à venda (situação atual das terras) é ATO ILÍCITO. Assim, o promotor de Justiça afirmou:
"(...) Nem o Estado nem os seus cessionários efetivamente as ocuparam [as terras], (...) limitando-se a cercar a terra, o que, por si só, não parece evidência de posse efetiva."
No próximo dia 12 de maio, os pequenos agricultores terão uma audiência com o juiz. Os autores do pedido de reintegração de posse [Codin, GSA e Superporto] são convidados a comprovarem que estão fazendo alguma benfeitoria nas terras e que as estão usando para o empreendimento [Superporto do Açu, empreendimento de US$2,4 bilhões].
Foto: Pablo Vergara/MST-RJ
Senhor Wagner, 90 anos, símbolo da resistência no Açu! ENTITY_sharp_ENTITYReocupaAçu / Foto: Pablo VergaraMST-RJ
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#AçuResiste! Agricultores seguem reocupando as terras do Açu. Veja vídeo e fotos da reocupação
25/04/2017 | 12h34
Por Thaís Tostes/Mídia NINJA/Blasting News/ Na Lata
Publicado originalmente aqui no portal da Mídia NINJA
Dezenas de camponeses e ativistas sem-terras seguem acampados no distrito Açu, em São João da Barra, no Norte Fluminense, na ação de reocupação das terras que pertencem a pequenos agricultores e que foram tomadas à força, em 2009, pelo magnata Eike Batista e pelo então governador do Estado Sérgio Cabral. A reocupação, que acontece oito anos depois da tomada das terras por Eike, é dos pequenos agricultores e conta com o apoio do Movimento dos Trabalhadores Rurais Sem Terras (MST). O ato teve início na madrugada da última quarta-feira (19) e marca, também, a agenda de ações que estão sendo feitas no Brasil durante o mês da Luta Internacional pela Reforma Agrária. A desapropriação das terras foi feita por Eike para a construção de um distrito industrial nos arredores do complexo portuário que é considerado o maior das Américas, o Superporto do Açu, um empreendimento de US$2,4 bilhões e de impacto ambiental incalculável. Em nota emitida nesse sábado (22), o MST estadual afirmou: "As famílias ocupantes vêm sofrendo pressão e hostilidade pela empresa privada de segurança do Superporto, a 'Sunset', e da Polícia Militar, que está submetida aos interesses do empreendimento privado". Está prevista para hoje (terça-feira, dia 25) uma liminar de reintegração de posse (ou não) favorecendo o grupo do Superporto, mas até a publicação deste post aqui no blog Na Lata a liminar não havia saído.
Foto: Thaís Tostes/Mídia NINJA
 
Foto: Pablo Vergara/MST-RJ
Foto: Thaís Tostes/Mídia NINJA
Foto: Thaís Tostes/Mídia NINJA / Foto: Thaís TostesMídia NINJA
Os pequenos agricultores contaram que veículos, motocicletas e qualquer infraestrutura (como banheiro químico e mesa) estão sendo impedidos, por policiais, de entrarem na área ocupada, numa tentativa de desgastar e inviabilizar a permanência das famílias. "As famílias seguem em resistência e na busca de apoios da sociedade civil para continuarem na luta de retomada de seus territórios de origem", disse a Comunicação do MST-RJ. Além do MST, as famílias também contam com o apoio da Associação dos Produtores Rurais de São João da Barra (Asprim), da Comissão Pastoral da Terra (CPT), do Movimento de Pequenos Agricultores (MPA), de escolas, universidades e sindicatos. As famílias exigem a anulação dos decretos que desapropriaram as terras (41.195/2009, 42.675/2010 e 42.676/2010). Os agricultores afirmam que, com as prisões de Eike e Cabral [os dois estão em Bangu], vieram à tona negociatas relacionadas a esse processo de tomada das terras - negociatas que já eram denunciadas pelos camponeses e sem-terras -, eliminando de uma vez por todas qualquer base legal para que os decretos continuem em vigor.
Foto: Thaís Tostes/Mídia NINJA
Foto: Thaís Tostes/Mídia NINJA / Foto: Thaís TostesMídia NINJA
Foto: Thaís Tostes/Mídia NINJA
Foto: Thaís Tostes/Mídia NINJA / Foto: Thaís TostesMídia NINJA
Foto: Pablo Vergara/MST-RJ
Um dos pequenos agricultores que tiveram suas terras tomadas por Eike e Cabral é Reynaldo Toledo, de 82 anos, que tem as escrituras das terras (em seu nome) há cerca de 60 anos e todos os impostos pagos (inclusive, os impostos que vieram após a desapropriação de Eike). Nessas terras, era onde os nove filhos de Reynaldo plantavam e colhiam. Desde o esquema de Eike e Cabral, eles não plantam naquele solo, que hoje está vazio (sem nenhuma construção, como sugeria o decreto) e altamente impactado, salinizado.
"Eles pegaram as terras e eu venho pagando os impostos. Eu não vendi a terra. Eles pegaram a terra. Apenas. Roubaram, porque colocaram a placa sem eu saber [em 2009]. Eu fui lá e tirei a placa. Eles foram e voltaram a placa pro mesmo lugar. Arrancaram as cercas e carregaram tudo", contou Reynaldo, em entrevista à Mídia NINJA.
Foto: Thaís Tostes/Mídia NINJA
Foto: Thaís Tostes/Mídia NINJA / Foto: Thaís TostesMídia NINJA
 
Foto: Pablo Vergara/MST-RJ
A SITUAÇÃO - Na época, cerca de 500 pequenos camponeses tiveram suas terras desapropriadas, e alguns chegaram a ser detidos por "resistência à desapropriação". Uma pequena parte deles recebeu indenizações, todas em valores irrisórios. O complexo portuário que estava sob a propriedade da LLX foi passado para o fundo norte-americano EIG, que, para desvincular a imagem do superporto da imagem de Eike, renomeou a empresa que controla o porto como Prumo.
Eike Batista pagou propina quando Cabral desapropriou as terras do Açu. A Operação Eficiência, fase da Lava Jato no Rio, teve como foco de investigação o pagamento de US$ 16,5 milhões a Cabral, feito por Eike. Segundo os procuradores, o dinheiro foi solicitado pelo ex-governador em 2010, e, para dar aparência de legalidade à operação, foi feito em 2011 um contrato de fachada entre a empresa Centennial, holding de Batista, e a empresa Arcadia, por uma falsa intermediação na compra e venda de uma suposta mina de ouro. A operação aconteceu no mesmo ano em que Cabral promulgou os decretos 42.675 e 42.676 (os dois do dia 28 de outubro de 2010), que desapropriaram as terras dos pequenos camponeses do Açu.
Foto: Pablo Vergara/MST-RJ
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Foto: Pablo Vergara/MST-RJ
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Foto: Thaís Tostes/Mídia NINJA
Foto: Thaís Tostes/Mídia NINJA / Foto: Thaís TostesMídia NINJA
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"Fomos roubados por ladrões", dizem proprietários rurais do Açu, após reocupação de terras que foram tomadas à força por Eike e Cabral em 2009. Entenda
20/04/2017 | 14h34
Por Thaís Tostes/ Mídia NINJA/ Blasting News/ Na Lata
Eike Batista sempre foi frio e insensível, e em 2009 ele não foi diferente quando tomou bruscamente as terras de dezenas de pequenos camponeses em São João da Barra-RJ, no Norte Fluminense, para a construção de um distrito nos arredores do complexo portuário que é considerado o maior das Américas, o Superporto do Açu, um empreendimento de US$ 2,4 bilhões e com inestimável impacto ambiental. Isso foi feito por meio de um decreto estadual (decreto n. 41.195, de 19 de junho de 2009), emitido pelo então governador Sérgio Cabral, para beneficiar Eike. Oito anos depois desse absurdo assinado pelo empresário, na madrugada desta quarta-feira (19), por volta das 5h, os camponeses de São João da Barra, junto a integrantes do Movimento dos Trabalhadores Rurais Sem Terra (MST), reocuparam as terras que são suas por direito.
“Estamos voltando para o que nunca deixou de ser nosso. Voltaremos a produzir e exigimos que nos devolvam as escrituras de nossas propriedades. Fomos roubados por ladrões, que estão presos, e nada justifica que não possamos voltar para nossas terras e à produção”, comentou o representante da Asprim [Associação dos Proprietários Rurais e de Imóveis de São João da Barra] , Rodrigo Santos.
 
As prisões de Eike e Cabral fizeram vir à tona negociatas relacionadas a esse processo de tomada das terras - negociatas que já eram denunciadas pelos camponeses e sem-terras -, eliminando de uma vez por todas qualquer base legal para que o decreto de 2009 continue em vigor.
 
“Por meio de um termo precário em 2009, a Codin [Companhia de Desenvolvimento Industrial do Estado do Rio de Janeiro] autorizou a LLX, empresa do Eike, a entrar e tomar posse destas terras”, disse, em nota, o MST.
Na época, cerca de 500 pequenos camponeses tiveram suas terras desapropriadas, e alguns chegaram a ser detidos por "resistência à desapropriação". Uma pequena parte deles recebeu indenizações em valores irrisórios. O complexo portuário que estava sob a propriedade da LLX foi passado para o fundo norte-americano EIG, que, para desvincular a imagem do superporto da imagem de Eike, renomeou a empresa que controla o porto como Prumo.
 
“A retomada dessas terras representa não apenas o apoio aos pequenos agricultores do Açu e a denúncia a todas as violações de direitos humanos vivenciadas, mas também o enfrentamento ao processo de concentração de terras do Brasil aos estrangeiros, o enfrentamento à criminalização dos movimentos sociais, e a defesa intransigente do direito à terra como garantia à alimentação adequada e à preservação do modo de vida camponês da contemporaneidade. A animação e disposição dos agricultores ao voltarem às suas terras é emocionante. Eles contam com o apoio de toda a população contra as injustiças que sofreram, exigem a devolução de suas terras e a anulação do decreto”, comentou o dirigente estadual do MST, Marcelo Durão, que também fala sobre a reocupação desta quarta-feira aqui neste vídeo: https://www.youtube.com/watch?v=Mfv2KzGtfQk
Eike Batista pagou propina quando Cabral desapropriou as terras do Açu. A Operação Eficiência, fase da Lava Jato no Rio, teve como foco de investigação o pagamento de US$ 16,5 milhões a Cabral, feito por Eike. Segundo os procuradores, o dinheiro foi solicitado pelo ex-governador em 2010, e, para dar aparência de legalidade à operação, foi feito em 2011 um contrato de fachada entre a empresa Centennial, holding de Batista, e a empresa Arcadia, por uma falsa intermediação na compra e venda de uma suposta mina de ouro. A operação aconteceu no mesmo ano em que Cabral promulgou os decretos 42.675 e 42.676 (os dois do dia 28 de outubro de 2010), que desapropriaram as terras dos pequenos camponeses do Açu.
 
Para assistir: o documentário “Narradores do Açu”, que conta um pouco sobre a tristeza vivenciada pelos camponeses, quando Eike tomou as terras à força: https://www.youtube.com/watch?v=RA9h2AKGlSc
Para ouvir: o som "O encontro de Lampião com Eike Batista", da banda El Efecto, que tem um trecho que diz: "Uns hômi tudo de preto/ Peste vinda do futuro/ Que pra não olhar no olho/ Veste óculos escuro/ Um se aprochegou do bando/ Grande pinta de artista/ Disse com ar de desprezo/ Muito seco e elitista: '-Calangada, arreda o pé, que agora isso é de Eike Batista!'"  >> Ouça aqui >> https://www.youtube.com/watch?v=2F-ZYs2NlYU
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Banda Contragolpe (hardcore) faz especial Planet Hemp hoje, no Lord Pub. Entrada só R$10. Mulheres grátis até 23h
02/02/2017 | 16h37
   A banda de hardcore Contragolpe, formada em Campos em 2016, fará o "Especial Planet Hemp", hoje (2), com play às 0h, no Lord Pub, no centro de Campos-RJ. A entrada custa R$10 e mulheres não pagam até as 23h. Também vai rolar uma promoção de Brahma Extra: duas unidades de Brahma por R$12, até as 0h. 
Foto: Thaís Tostes/Mídia Ninja
Banda Contragolpe, em show realizado em 2016, em Campos-RJ / Foto: Thaís TostesMídia Ninja
   — Estamos super na pilha de fazer esse especial do Planet Hemp, tanto pela atitude e coragem que são características do Planet, quanto por eles serem uma referência para o nosso som e também para o nosso cotidiano. O repertório do show de hoje está alucinante. Não dá pra perder. Com o show de hoje, vamos propulsionar nossa participação na coletânea Underground Voices, da Fusa Records, de São Paulo, na faixa "Espero por você, nossa música que retrata um relacionamento amoroso — contou, em entrevista ao blog, o vocalista da Contragolpe, Japona.
   A Contragolpe toca hardcore. Tem músicas próprias e é influenciada por nomes do punk e do hardcore — como Dead Fish (S2), Bad Religion, Offspring, Sugar Kane e Zander. Eles também curtem Metallica, Red Hot Chilli Peppers, Guns e Rage Against the Machine. Os meninos estão com vários sons para serem gravados ainda em 2017, com início da produção programado para março.
   Criada em 2016, a Contragolpe surgiu quando Japona e Scooby (guitarrista), que formavam a Comando Delta HC, se juntaram a Glayconn Dantas (baixista) e Yuri Cabral (baterista), dividindo a mesma linha de pensamento. A Contragolpe tem como proposta fazer letras político-sociais.
   — Isso coincidiu com a crise política que culminou com o golpe à Dilma Rousseff. Nossas letras são, em maioria, críticas à própria sociedade. — comentou Scooby, falando também de como a Contragolpe visualiza o momento político pelo o qual passa o Brasil. — O momento político do país acompanha uma tendência mundial, que é a crescente do conservadorismo e a aplicação de velhas políticas neoliberais. Estamos no pós-golpe. Achamos que era isso o que eles esperavam e que até as próximas eleições não vai mudar nada.
   
Foto: Thaís Tostes/Mídia Ninja
/ Foto: Thaís TostesMídia Ninja
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Primeiro post de 2017: veja as fotos do melhor show da história de Campos - Racionais MCs-, que rolou no finalzinho de 2016, pela Excess
21/01/2017 | 20h28
No mês de novembro de 2016, Campos-RJ recebeu a maior referência do rap brasileiro e uma das maiores do rap mundial - Racionais MCs. O grupo fez um mega show no Parque de Exposições da Pecuária, dentro do Campos Cult Festival, produzido pela Excess Produções. O público foi ao delírio quando Mano Brown, Edi Rock e companhia subiram ao palco. Confira alguns clicks: [caption id="attachment_706" align="alignnone" width="986"]Foto: Thaís Tostes/Mídia Ninja/Blasting News Foto: Thaís Tostes/Mídia Ninja/Blasting News[/caption] [caption id="attachment_707" align="alignnone" width="986"]Foto: Thaís Tostes/Mídia Ninja/Blasting News Foto: Thaís Tostes/Mídia Ninja/Blasting News[/caption] [caption id="attachment_708" align="alignnone" width="986"]Foto: Thaís Tostes/Mídia Ninja/Blasting News Foto: Thaís Tostes/Mídia Ninja/Blasting News[/caption] [caption id="attachment_709" align="alignnone" width="986"]Foto: Thaís Tostes/Mídia Ninja/Blasting News Foto: Thaís Tostes/Mídia Ninja/Blasting News[/caption] [caption id="attachment_710" align="alignnone" width="986"]Foto: Thaís Tostes/Mídia Ninja/Blasting News Foto: Thaís Tostes/Mídia Ninja/Blasting News[/caption] [caption id="attachment_705" align="alignnone" width="986"]Foto: Thaís Tostes/Mídia Ninja/Blasting News Foto: Thaís Tostes/Mídia Ninja/Blasting News[/caption] [caption id="attachment_711" align="alignnone" width="986"]Foto: Thaís Tostes/Mídia Ninja/Blasting News Foto: Thaís Tostes/Mídia Ninja/Blasting News[/caption] [caption id="attachment_712" align="alignnone" width="986"]Foto: Thaís Tostes/Mídia Ninja/Blasting News Foto: Thaís Tostes/Mídia Ninja/Blasting News[/caption] [caption id="attachment_713" align="alignnone" width="986"]Foto: Thaís Tostes/Mídia Ninja/Blasting News Foto: Thaís Tostes/Mídia Ninja/Blasting News[/caption] [caption id="attachment_714" align="alignnone" width="986"]Foto: Thaís Tostes/Mídia Ninja/Blasting News Foto: Thaís Tostes/Mídia Ninja/Blasting News[/caption]
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Ibope, de dezembro: 64% dos entrevistados reprovam o (des)governo Temer. Acesse aqui a pesquisa completa. ~Contra dados, não há argumentos!~
21/01/2017 | 20h27
[Texto por Thaís Tostes, da Blasting News] A pesquisa do Ibope [Instituto Brasileiro de Opinião Pública e Estatística] sobre a Avaliação do Governo, referente a este mês de dezembro, entrevistou 2.002 pessoas em 141 cidades do país. Dos entrevistados, 64% desaprovam o governo de Michel Temer, um percentual maior do que o de setembro deste ano (55% de desaprovação) e junho (53%). IBOPE-PRINT Os dados também mostram que a insatisfação com o governo aumentou: agora em dezembro, 46% dos entrevistados etiquetaram o governo Temer como "ruim" ou "péssimo", diante de 39% em setembro e 39% em junho. A margem de erro da pesquisa é de 2 pontos percentuais para mais ou para menos. O nível de confiança da pesquisa é de 95%. Já o nível de confiança no governo Temer... Dos entrevistados, 72% não confiam no presidente que ocupou o lugar de Dilma Rousseff; em setembro, esse percentual foi de 68% e em junho foi de 66%. IBOPE03 IBOPE02 O levantamento também revela a desaprovação com o governo em relação a cada área de atuação de Temer. Por exemplo: em Taxa de Juros, a desaprovação, nesta pesquisa de dezembro, foi de 79%. As outras áreas e seu percentual de desaprovação ficaram assim: combate ao desemprego (76%); segurança pública (76%); combate à inflação (70%); combate à fome e à pobreza (70%); impostos (80%); meio ambiente (61%); saúde (80%); e educação (71%).
O Ibope também revela os principais temas, relacionados ao governo, que as pessoas absorveram pelos meios de comunicação. Nas principais colocações dos assuntos mais citados estão: PEC 55 (antiga PEC 241), que congela (por duas décadas) os investimentos em Educação, Saúde, Previdência Social e outros setores; protestos contra a corrupção; protestos contra a PEC 55; protestos contra Temer; operação Lava Jato; e escândalo de tráfico de influência envolvendo Temer e o ex-ministro Geddel Vieira Lima. A pesquisa completa do Ibope pode ser acessada e baixada gratuitamente aqui. IBOPE04 IBOPE05
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Ministro do STF diz estar pronto pra tratar impeachment de Temer, que foi proposto em dezembro do ano passado. Leia mais!
21/01/2017 | 20h27
[Por Eduardo S, da Blasting News] Marco Aurélio Mello, ministro do Supremo Tribunal Federal (#STF), deixou nas mãos da presidente da Corte, Carmem Lúcia, a decisão de prosseguir com o pedido de #Impeachment do presidente Michel Temer, que está parado desde maio. Mello enviou um ofício à presidente do STF na última terça-feira para informar que está pronto para relatar a ação que abriria comissão especial do processo de impedimento de Temer. A inserção da ação do possível novo impeachment na pauta do plenário do Supremo compete à ministra Carmem Lúcia. Mello, em seu despacho, lembrou que está pronto para relatar a matéria em plenário desde maio. O pedido de impeachment contra Temer foi efetuado em dezembro de 2015, quando Dilma Rousseff ainda era a presidente do Brasil. Feita por um advogado mineiro, a demanda argumentava que o peemedebista tinha cometido crimes de responsabilidade contra a ordem orçamentária do país. Eduardo Cunha, presidente da Câmara na época, não acatou. Mello, na semana passada, cobrou do atual presidente da Câmara, Rodrigo Maia, agilidade na instalação da comissão do impeachment. Em comunicado, Maia disse que conta com o apoio do ministro para levar a matéria ao plenário do STF "o mais rápido possível". Como o Supremo entra em recesso no dia 20, a tendência é que a pauta fique para o ano que vem. caetanocms-image-000512341
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