Prefeitura e IFF levam alunos da rede municipal para aulas de robótica
10/12/2019 21:32 - Atualizado em 16/12/2019 16:27
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Construir soluções criativas, modernas e autônomas. É assim que alunos da Escola Municipal José do Patrocínio, na Penha, participam do projeto Engenhocas, realizado pelo Instituto Federal Fluminense (IFF) em parceria com a Secretaria Municipal de Educação, Cultura e Esporte (Smece), através da coordenação de Ciências. Desenvolvido desde agosto no Campus Guarus, os alunos têm semanalmente, todas as quartas, a chance de ter acesso a um novo mundo de possibilidades e começam a sonhar com futuro além dos muros escolares.
Com interação e dinâmica de grupo, as aulas proporcionam uma nova realidade, que necessita ainda mais disciplina e concentração para a conclusão dos objetivos, executados nos experimentos. Em um deles, um robô precisa simular uma ação de resgate, que é conduzida pelos estudantes, desde a montagem à prática de controlar o aparelho.
A experiência, mesmo em pouco tempo, já resultou em premiação. A adolescente Jeziane de Oliveira, de 13 anos, do 7º ano, da Escola Municipal José do Patrocínio, foi uma das vencedoras do torneio interno de robótica do IFF.
— Eu vim pra cá na metade do curso. No início, eu não conseguia me soltar. Já até chorei por não conseguir fazer o que queria, mas aos poucos fui vendo que só precisava de um pouco mais de persistência — comentou, timidamente.
Amiga de Jeziane, Yasmin de Oliveira, do 8º ano, contou sobre o estímulo criativo oferecido pelo Engenhocas e o incentivo para seguir na área tecnológica. “Aqui transformo toda a minha criatividade e isso me faz querer continuar aprendendo”, relatou.
O aprimoramento no desempenho disciplinar e cognitivo dos alunos são reconhecidos pela vice-diretora, Mayara Tavares. “Eu percebi que eles aprenderam a ouvir melhor. Aqui no IFF, encontraram uma outra realidade e passaram a perceber que se melhorarem a disciplina podem chegar mais longe”, destacou.
— O Engenhocas é um projeto que oportuniza aos nossos alunos serem os protagonistas do conhecimento pela capacidade deles colocarem em prática o que eles aprendem na teoria, além de trabalhar a investigação, que desperta o interesse do aluno. Sem dúvidas, é uma iniciativa muito significativa para a formação — ressaltou a coordenadora de Ciências da Smece, Carla Salles.
Além do apoio da coordenação de Ciências da Smece, o Engenhocas tem a coordenação do professor de informática Rogério Avellar e da coordenadora do projeto “Preparação de Equipes para a OBR”, Marília Dutra, do Instituto Federal Fluminense.
Com o fim das atividades deste ano, o Engenhocas tem a previsão de retorno para o próximo ano, e, enquanto isso, deixa no imaginário dos jovens novas esperanças de um caminho além do oferecido na educação básica.

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