Sesquicentenário do telégrafo elétrico em Campos é lembrado com placa na sede dos Correios
Matheus Berriel 02/12/2019 18:57 - Atualizado em 02/12/2019 18:58
Placa foi colocada na sede central dos Correios
Placa foi colocada na sede central dos Correios / Genilson Pessanha
Foi comemorado nesta segunda-feira (02) o sesquicentenário de inauguração do telégrafo elétrico em Campos dos Goytacazes. Uma solenidade alusiva à data aconteceu na sede dos Correios, à praça do Santíssimo Salvador, com a inauguração de uma placa feita pelo Instituto Histórico e Geográfico de Campos (IHGC). Participaram do evento o presidente do IHGC, Genilson Paes Soares, o orador oficial da entidade, Vilmar Rangel, o gerente regional dos Correios, Thiago Diogo de Almeida, e o gerente da agência central campista, Alexandre Menezes Ferreira.
— É um esforço mais do que simbólico para não deixar tão importante data passar em branco — disse Genilson Paes Soares. — Um gesto simples, mas de grande importância simbólica, pois promove o avivamento das tradições históricas de nossa cidade, muito contribui para a elevação da autoestima do nosso povo — pontuou.
A placa foi instalada na parte interior da parede de entrada dos Correios, abaixo de outras duas: uma pelo centenário do telégrafo em Campos, instalada em 02 de dezembro de 1969 pelo Lions Clube local, e a outra pelo tricentenário do Correio no Brasil, em 25 de janeiro de 1963, colocada pela União Brasileira dos Servidores Postais e Telegráficos.
— Para mim, é uma honra particular estar à frente da regional de Campos neste momento histórico. Para os Correios, também é algo muito forte. Nesse momento em que às vezes a empresa sofre algum ou outro ataque, algum tipo de situação, é importante perceber a importância história que a gente tem para a população. A inauguração desta placa na agência dos Correios mostra exatamente isso: o tamanho da importância que os Correios têm para a comunidade de Campos. Isso, para a gente, é fundamental — afirmou o gerente dos Correios no Norte, Noroeste e na Região dos Lagos fluminenses, Thiago Diogo Almeida.
Ex-telegrafista, o orador do IHCG e responsável por conduzir a cerimônia, Vilmar Rangel, também comentou a simbologia do momento e a luta da entidade pela preservação da memória campista.
— Representa a perpetuação dos atos mais importantes da nossa história. Nós não podemos perder de vista a memória, que não se dedica apenas ao patrimônio. A memória se dedica aos atos dos grandes campistas ou mesmo de forasteiros que tenham trazido uma grande contribuição. Eu só fico triste de que a educação no momento, na maior parte do país, não dedica uma hora, um dia, um minuto à história local com a juventude que está chegando ao segundo grau, pelo menos — falou Vilmar.
Também estiveram presentes na solenidade desta segunda a historiadora Sylvia Paes, a gerente do Museu Histórico de Campos, Graziela Escocard, o presidente da Academia Pedralva Letras e Artes, Carlos Augusto Souto de Alencar, entre outras pessoas ligadas à preservação da memória em Campos.
Por sua tradição política e importância econômica, a cidade de Campos possui uma trajetória de destaque na história das comunicações no Brasil. Em 1798, quando da regulação do serviço postal interno no país, a rainha D. Maria I criou por decreto, na Villa de São Salvador dos Campos dos Goytacazes, a primeira agência postal oficial do interior do país. Esta funcionava na rua do Concelho, atualmente João Pessoa), no trecho entre a 13 de maio e a Lacerda Sobrinho.
Primeiro telégrafo de Campos
Primeiro telégrafo de Campos / Divulgação
Numa demonstração de vanguarda, em sintonia com o desenvolvimento construído no Segundo Império Brasileiro, Dom Pedro II recebeu, no dia 02 de dezembro de 1869, no Rio de Janeiro, um telegrama enviado pela Câmara de Vereadores de Campos, felicitando-o pelos seus 44 anos de vida. Com essa iniciativa, Campos inaugurava seu serviço telegráfico, apenas 17 anos após esse progresso chegar ao Brasil.
O primeiro local onde funcionou o telégrafo em Campos foi à rua Beira Rio, hoje avenida XV de Novembro, 22. Já no início do século XX, o serviço se encontrava instalado na praça do Santíssimo Salvador, onde fica atualmente a agência central dos Correios. Em 1920, foi construído no local um novo prédio com características ecléticas. Em 1931 ocorreu a fusão dos serviços dos correios com o telégrafo. E em 18 de setembro de 1948, o presidente do Brasil, Eurico Gaspar Dutra, inaugurou o novo edifício central do Correios, na praça do Santíssimo Salvador, nº 53.

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