Seus pais podem estar com depressão. Você consegue identificar?
- Atualizado em 08/09/2019 04:35
O mês de setembro abre o diálogo sobre o suicídio. A ideia é quebrar o tabu e abrir os olhos para quem precisa de ajuda à nossa volta, principalmente, os idosos. A terceira idade é marcada, do ponto de vista existencial, pela finitude da vida, que começa com o declínio das funções físicas, sexuais e cognitivas. A morte é natural e faz parte da vida, porém, na prática, a teoria não é tão simples assim. De todas as doenças e transtornos que chegam com frequência nessa etapa da vida, a depressão pode ser um dos mais difíceis de identificar.
A sensação de ‘utilidade’ e o respeito à individualidade de cada um é essencial para o envelhecimento mentalmente saudável. Os filhos não devem “falar” pelos pais em uma consulta médica, por exemplo. Ou mudá-los de casa, pois a que estão “é muito grande”, tirando os pequenos prazeres como cuidar das plantas ou isolar do convívio com os vizinhos antigos.
Os homens, principalmente, têm mais dificuldade em reconhecer que estão deprimidos. Justificam que estão tristes, cansados, têm dores; mas jamais admitem a hipótese de depressão.
O idoso, quando comete suicídio, não é por impulso, como nos jovens, é por decisão própria mesmo. Nessa fase da vida, muitos começam a refletir sobre os objetivos que alcançaram, mas também sobre as perdas. Alguns têm a sensação de dever cumprido. Mas, outros, podem entrar em desespero ao pensar que a morte está se aproximando.
A Organização Mundial de Saúde destaca, no Relatório Mundial de Envelhecimento e Saúde, que o ambiente ideal para envelhecer não leva em conta apenas a mobilidade, habitação e trabalho, mas também a manutenção da autonomia e a possibilidade de contribuir com a comunidade. Algumas épocas merecem mais atenção, como datas de aniversário de morte de alguém importante, datas comemorativas, como o Natal, Dias das Mães ou dos Pais.
FIQUE ATENTO!
É preciso ter mais atenção quando o idoso para de fazer planos, de falar do futuro… Quando começa a avaliar a distribuição de bens, pode ser só alguém organizado ou um suicida?
Procurar um profissional é sempre a melhor opção. Antes de tudo, olhe para o idoso e inclua-o no dia a dia. E não se esqueça: ele tem sentimentos e vontades!
 
 
 
 

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    Helô Landim

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