Ponto Final - Semana de movimentações no tabuleiro político campista
- Atualizado em 07/06/2019 10:02
Movimentações no tabuleiro
A semana está marcada por movimentações no tabuleiro político campista. Pré-candidato a prefeito e deputado estadual, Gil Vianna (PSL) era o único dos postulantes com mandato que não tinha gerado um fato novo. Era. Ontem, ele esteve com o senador Flávio Bolsonaro (PSL), filho do presidente, e foi convocado para ser o “comandante” da legenda no Norte Fluminense no próximo pleito municipal. Eleito deputado junto com a chamada “onda Bolsonaro” em 2018, Gil vai tentar continuar surfando até outubro de 2020.
Acordos partidários
Outro deputado estadual que está com o nome no tabuleiro, Rodrigo Bacellar (SD) segue costurando alianças partidárias. O entrevistado de hoje do Folha no Ar, da Folha FM 98,3, às 7h, já tinha anunciado que fechou com o Partido Verde (PV). Agora, tem também no leque de alianças o Partido da Mulher Brasileira (PMB). O diretório municipal passará a ser presidido por Beatriz Bacellar, prima do deputado, com Evandro Louback, assessor de Rodrigo, como vice-presidente. Louback selou a aliança com a presidente nacional do PMB, Suêd Haidar Nogueira, ontem.
Muita calma
É preciso muita calma nas estratégias partidárias, mesmo que as articulações já estejam em ritmo que parece acelerado, e, para alguns, até precipitado. Vice-presidente estadual do PV, Roberto Rocco definiu bem o quadro atual ao citar o aceno do seu partido a Bacellar. É um “namoro”, ainda que, como ele mesmo diz, “avançado”. Só que nem tudo está selado: “precisa esperar pelo noivado e o casamento das convenções no ano que vem”. Há muita água para rolar até as convenções.
Apareceu
O tabuleiro tem andado tão movimentado, que até quem estava no ostracismo apareceu. É o caso do ex-governador Anthony Garotinho. Ao seu velho estilo, atacou Rafael Diniz, lançado à reeleição, assim como os prefeitáveis Caio Vianna (PDT), Rodrigo, Gil, além de vereadores. Só Rosinha (Patri) e Wladimir Garotinho (PSD) prestam. Em se tratando de Garotinho, a cantilena “ninguém presta, além de quem eu disser” é mais antiga que vento sul. Estratégia que não está dando certo há anos, sobretudo desde 2014. Ao que parece, qualquer chance de sucesso de Wladimir reside na sua capacidade de se libertar dos seguidos erros do pai.
Rápido
A vida moderna não dá mesmo tempo para nada. No final da tarde de ontem, moradores de Beira do Taí, após saírem do trabalho, organizaram uma manifestação contra a redução de horários e exigindo que a empresa conclua o percurso até a localidade. Na vaga do coletivo, na rodoviária Roberto Silveira, foi colocado um caixão e velas pela morte da empresa São Salvador, responsável pela linha. O “fast protest” seguiu até que o coletivo das 18h30 chegasse. Antes mesmo que a imprensa pudesse registrar, entraram todos no ônibus, com caixão e tudo, de volta para casa.
Ladeira abaixo
O Jornal dos Economistas, publicação do Conselho Regional da categoria, ouviu três profissionais, especialistas em finanças e problemas regionais do Rio, Mauro Osório, da FND/UFRJ, e Henrique Rabelo e Maria Helena Versiani, do Ierj. Eles apontam que o Estado do Rio foi a unidade federativa com menor taxa de crescimento do PIB industrial entre 1970 e 2016. Há outros dados que causam desconforto. O Estado passou da segunda posição, em 1985, em termos de emprego na indústria de transformação, para a sexta posição em 2017, sendo ultrapassado por Minas, Santa Catarina, Rio Grande do Sul e Paraná.
Sombrias previsões
O baixo dinamismo econômico traz mais dados negativos: o Estado do Rio foi a unidade federativa com menor taxa de crescimento econômico, seja para o total do PIB, seja para o PIB industrial. Para completar o quadro, o Supremo Tribunal Federal (STF) pautou, para votação em novembro a constitucionalidade de uma Lei votada pelo Congresso que reduz expressivamente a receita de royalties destinada ao Estado. Se a constitucionalidade dessa Lei for reconhecida pelo STF, o Rio, sem nenhum exagero, quebra, opinam os economistas.
José Renato

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