Médicos de Campos em assembleia para definir paralisação da categoria
Verônica Nascimento 11/06/2019 13:26 - Atualizado em 11/06/2019 19:12
As condições de trabalho na rede municipal de Saúde podem levar os médicos que atuam nas unidades da Prefeitura de Campos a uma paralisação. O estado de greve será definido em assembleia na noite desta quarta-feira (12), no auditório da Sociedade Fluminense de Medicina de Campos. A convocação foi publicada pelo sindicato da categoria, que também deverá  deliberar sobre reajuste salarial. Em nota, o secretário de Saúde, Abdu Neme, informou que já se reuniu com o presidente do Sindicato dos Médicos de Campos (Simec), José Roberto Crespo de Souza, e o mantém informado sobre as ações da saúde no município.
De acordo com o presidente do Sindicato dos Médicos de Campos (Simec), José Roberto Crespo de Souza, “o desgaste das unidades chegou a um limite de caos”. “A assembleia é para discutir essas situações que estão acontecendo no município (a questão das unidades de saúde, das condições de trabalho e da reposição salarial) e saber se vai desencadear em algum tipo de paralisação ou não. A gente sabe que vem acontecendo um desgaste muito grande na questão estrutural das unidades, que não é coisa de agora. Vem de anos anteriores, mas chegou a um limite da estrutura física e organizacional dentro das unidades, de caos total, de verificarmos todas as falhas que passam pelas ausência mínima de condições de trabalho, desde banheiros, mobiliários a falta de materiais para a pessoa trabalhar. Então, vamos ouvir a categoria para saber o melhor caminho a tomar”, esclareceu.
De acordo com o presidente do Simec, em algumas unidades, como a de Ururaí e a Unidade Pré-Hospitalar (UPH) São José, em função da greve dos servidores municipais da Saúde, iniciada há quase um mês, o sistema de atendimento ambulatorial já está paralisado. “O sindicato vem recebendo queixas sobre a estrutura das unidades, que a gente conhece e sabe que está mesmo ruim. Temos cobrado, insistentemente, soluções da Administração Pública; mas, hoje, temos questões mais importantes, das emendas parlamentares (com verbas destinadas a unidades de saúde), que precisam ser agilizadas para que as unidades voltem a funcionar de forma digna, não só para os profissionais que lá trabalham como para os usuários, a população que busca atendimento nesses locais”, declarou José Roberto.
O secretário de Saúde respondeu que, apesar das dificuldades, o município vem conseguindo avançar na área da saúde na gestão do prefeito Rafael Diniz. "Mesmo numa realidade de limitações financeiras, a Prefeitura de Campos vem realizando investimentos na área de saúde para melhoria do atendimento nos equipamentos do município".
Ainda segundo o município, dentro das ações planejadas  para a população, a Prefeitura de Campos convocou 131 novos médicos aprovados em concurso público, está reformando 10 Unidades Básicas de Saúde (UBS), entregou a UPH de Travessão, a Policlínica do Servidor, a Câmara Técnica da Saúde e o Centro de Especialidades Odontológicas (CEO), transferiu as sedes do Programa de Atenção à Saúde do Trabalhador (Past) e do Centro de Doenças de Alzheimer e Parkinson (Cdap) para imóveis mais amplos e confortáveis para melhor atender aos pacientes, ampliou de 7 para 24 o número de equipes completas do programa Estratégia Saúde da Família (ESF) e em breve vai entregar o novo Hospital São José. "Além disso, foram realizadas ações direcionadas ao Hospital Ferreira Machado como a agilidade para realização de procedimentos ortopédicos na unidade, através da aquisição de novos materiais; o HFM também se tornou o primeiro hospital público do município a contar com o tratamento de compressão pneumática intermitente dos membros inferiores, que garante a prevenção a trombose e embolia pulmonar em pacientes que estão na UTI e, também, ganhou novo elevador em 2018 que, junto ao antigo, atende à demanda diária na instituição", completou.
Sobre as emendas parlamentares, a secretaria de Saúde informou que, no Hospital Geral de Guarus (HGG), mais de 30 aparelhos de ar-condicionado foram instalados na unidade nos últimos dois anos. "Ações para promoção de melhorias foram realizadas como a reforma dos banheiros e enfermaria, repousos feminino e masculino. No último ano, a unidade recebeu, ainda, novos equipamentos hospitalares que integraram um pacote de investimentos no valor de R$ 1,3 milhão; além de reforma parcial no telhado, que recebeu cobertura com massa e manta impermeável. A Prefeitura de Campos também obteve a liberação de R$ 8 milhões, através do Fundo Municipal de Saúde e de emendas parlamentares, para qualificar ainda mais as estruturas das do HGG e HFM, que vão passar por reformas nos próximos meses", finalizou.
 
 

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