Polícias, MP e GCM realizam operação de combate ao tráfico na Baixada Campista
Maria Laura Gomes 15/05/2019 08:45 - Atualizado em 15/05/2019 16:39
  • Operação Triunvirato

    Operação Triunvirato

  • Operação Triunvirato

    Operação Triunvirato

  • Operação Triunvirato

    Operação Triunvirato

  • Operação Triunvirato

    Operação Triunvirato

  • Operação Triunvirato

    Operação Triunvirato

  • Operação Triunvirato

    Operação Triunvirato

Agentes das polícias Civil, Militar e Rodoviária Federal, do Ministério Público do Estado do Rio de Janeiro e da Guarda Civil Municipal realizam, desde as primeiras horas desta quarta-feira (15), a operação Triunvirato. Até o momento, foram cumpridos 27 dos 36 mandados de prisão: 11 pessoas foram presas e as outras 16 já cumprem pena. Um homem foi preso em flagrante. Também foram cumpridos 26 mandados de busca e apreensão. Os presos são suspeitos de participarem de uma organização criminosa ligada ao tráfico de drogas em Campos e Porciúncula.
Nessa manhã, foram apreendidos cerca de R$ 12 mil, 832 pinos de cocaína, diversas balanças de precisão, três carros, celulares e munições. Em coletiva realizada no início da tarde desta quarta, a Polícia Civil informou que, das 12 prisões, uma foi em flagrante. Os mandados de prisão foram cumpridos em Goitacazes, Nova Goitacazes, Tocos, Transmissor, Farol de São Thomé, Mineiros, Saturnino Braga e na cidade de Porciúncula. A operação Triunvirato continua durante a tarde.
De acordo com as investigações conduzidas pelo Grupo de Atuação Especial de Combate ao Crime Organizado (Gaeco/MPRJ) e pela 134ª Delegacia de Polícia (Centro), a organização criminosa, além do comércio ilegal de entorpecentes, pratica crimes como homicídio, sequestro e extorsão.
As investigações, segundo o MP, tiveram início com a prisão em flagrante, em abril de 2018, de Fernando Balbinot, o “FB”, e Jonatas Nunes de Barros, conhecido como “Cocão”, quando foram apreendidas armas de fogo, munição, drogas e um caderno de anotações do tráfico contendo informações preliminares sobre locais de armazenamento de armas de fogo e munições da organização criminosa. Elas mostraram que, diante das disputas travadas pelo tráfico local e com as prisões dos líderes à época, “FB” expandiu suas atividades e passou a dominar o tráfico em Goitacazes e Nova Goitacazes, além de fornecer arma e entorpecentes para integrantes de facções criminosas em outros distritos.
Na estrutura criminosa, “FB” aparece como a principal liderança da Baixada Campista e, mesmo custodiado no presídio Carlos Tinoco da Fonseca, continua a exercer o tráfico de drogas, ordenando ações ilícitas da cadeia onde se encontra. E, visando expandir a atividade criminosa, “FB”, que inicialmente dominava apenas o território de Goitacazes e Nova Goitacazes, incorporou à sua organização outros indivíduos por toda a Baixada Campista, formando uma equipe com gerentes e associados com funções diversas, passando a atuar também no Farol de São Thomé, Saturnino Braga, Mineiros, comunidade do Transmissor e Baixa Grande, além de Porciúncula.
— A Operação Triunvirato é uma parceria da Polícia Civil, através da 146ª e 134ª DP, com o Gaeco, do Ministério Público. A operação é resultado de pelo menos 10 meses de investigação, em 2018 e no início de 2019. A ação é voltada à repressão da atividade da organização narcotraficante instalada sob a bandeira do TCP, na Baixada Campista, organização chefiada por Fernando Balbinot, que foi preso no ano passado. A partir dessa prisão, obtivemos indícios que nos permitiram a dar início a uma investigação de maior porte, que garantiu a elucidação da principal estrutura organizacional do narcotráfico instalado na Baixada Campista. Quando digo principal é porque a maioria dos gerentes foi identificada, muitos deles presos hoje, e alguns ainda foragidos certamente serão presos nos próximos dias e meses até — explicou o delegado titular da 146ª DP, Pedro Emílio Braga.
Com informações do Ministério Público do Estado do Rio de Janeiro

ÚLTIMAS NOTÍCIAS