frass nem tão soltas XXXVI
08/11/2018 07:07 - Atualizado em 08/11/2018 07:07

Frases nem tão soltas XXXVI

Cândida Albernaz

Pegou o pedaço do coração que partira e juntou à outra metade que ainda permanecia em seu próprio peito. Sorriu quando ouviu o bater ritmado novamente. Voltara a ser inteira,

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O tempo parece carregar sua vitalidade. Engane o tempo com um, dois, três sorrisos. Costuma dar certo.

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Foi virando-se devagar porque tinha medo de dar as costas ao que se acostumara. Não foi tão ruim assim. Quando conseguiu, percebeu que havia uma enorme luz diante de si.

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Em qual esquina do amor eu dobrei para não mais te encontrar?

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Ser mulher é acreditar que o mundo cabe dentro de nós. E por que não caberia?

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Deu o melhor de si e não bastou. O que você queria era alguém inventado.

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Pisando forte seguiu em frente. Cada batida no assoalho fazia ressoar em seu peito a força que precisava.

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Não venha com palavras doces se me fez provar o fel. Tenho péssima digestão.

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Vem aqui e me dá um beijo. Sentiu o gosto de amor? É seu.

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Transforme sua dor em escritos. Aos poucos a tinta da caneta vai sendo absorvida pelo papel. Deixe que fique lá.

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Não tenho medo da morte. O que me assusta é o não viver. É deixar que o tempo passe sem perceber.

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Cansou de dar explicações para quem não fazia questão de se explicar.

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Ficou deitada de olhos fechados. Esperava que o tempo levasse com ele a dor que sentia.

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Vem correndo me abraçar. Talvez ainda possamos acreditar que é possível.

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Colocou um pé e depois outro. Sentiu o chão firme. A areia movediça foi sugada por si mesma.

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    Sobre o autor

    Candida Albernaz

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    Candida Albernaz escreve contos desde 2005, e com a necessidade de publicá-los nasceu o blog "Em cada canto um conto". Em 2012, iniciou com as "Frases nem tão soltas", que possuem um conceito mais pessoal. "Percebo ser infinita enquanto me tornando uma, duas ou muitas me transformo em cada personagem criado. Escrever me liberta".