BR-101, terra de ninguém: momentos de terror e pânico - Relato 9
13/09/2018 21:54 - Atualizado em 13/09/2018 22:09
No final de julho foi publicada aqui a nota "BR-101, terra de ninguém", retratando as péssimas condições de segurança da rodovia, que expõem a graves riscos campistas e usuários que ali trafegam, em especial na Niterói-Manilha no trecho existente entre os kms 307 e 309, a "Terra de Ninguém", a "Faixa de Gaza" situada ao lado do Complexo do Salgueiro, em São Gonçalo.
A onda de assaltos na BR-101 infelizmente não para, atingindo vários campistas que trafegam na rodovia. Segue abaixo o 9º relato que chegou até a mim, para que outros campistas tenham conhecimento do que vem acontecendo na BR-101 em direção ao Rio e para cobrar dos responsáveis medidas para garantir a segurança na rodovia.
Assim como a "Terra de Ninguém", a "Faixa de Gaza" de São Gonçalo, os trechos que passam por Itaboraí também têm muitas ocorrências. O 9º relato é de Luana, que viajou para o Rio com o marido no início do ano, no dia 28 de fevereiro, um domingo.
O casal ia em direção ao Rio para pernoitar na cidade e pegar um vôo na manhã seguinte em direção a Belo Horizonte, onde teriam um compromisso profissional. Eles saíram de casa, no seu veículo, um Cerato, no final da tarde daquele domingo.
Em torno de 22h00, na altura do km 283, eles iriam subir o Viaduto de Duques, no primeiro acesso a Itaboraí, quando foram abordados por 4 assaltantes armados. É o mesmo local, dia da semana e horário que o médico campista Demétrio seria assaltado cerca de 3 meses depois (relembre aqui). Confira abaixo o relato de Luana:
"Fomos para o Rio no dia 28/02, um domingo, no final da tarde, pois no outro dia de manhã iríamos para Belo Horizonte a trabalho!
Por volta das 22h00 diminuímos a velocidade em um radar em Itaboraí um pouco antes da entrada para Região Serrana, no Viaduto de Duques! Quando um carro branco passa por nós e para na nossa frente! 4 caras armados descem do carro mandando a gente descer!
Descemos! Eles tiraram nossos relógios, anéis e ainda nos revistaram. Bateram na gente!
Foram embora levando nosso carro, um Cerato e todos os nossos pertences! Ainda consegui observar os motoristas dos carros atrás fazendo a volta e voltando na contramão!
Ficamos no meio da estrada, sozinhos! Nossa sorte que do outro lado da pista, havia um carro da Auto Pista Fluminense que viu tudo e já havia passado o rádio para um caminhão vir buscar a gente!
Fomos à Polícia Rodoviária Federal e lá fomos informados que só naquele dia havia sido o sexto assalto assim!
Foi horrível, mas agradeço pelo meu filho não estar no carro conosco! Pois, no começo do mês fomos com ele para o aeroporto em viagem de férias!"

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    Christiano Abreu Barbosa

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