Em recuperação, Bolsonaro pede para baixar o tom da campanha
08/09/2018 14:09 - Atualizado em 08/09/2018 16:02
Ainda internado, o candidato Jair Bolsonaro aparece sentado pela primeira vez depois de ataque em Juiz de Fora
Ainda internado, o candidato Jair Bolsonaro aparece sentado pela primeira vez depois de ataque em Juiz de Fora / Flávio Bolsonaro/Redes Sociais
O candidato à Presidência da República Jair Bolsonaro (PSL) mantém-se consciente, em boas condições clínicas e neste sábado (8) foi movimentado do leito para a poltrona (pôde sentar pela primeira vez), de acordo com boletim médico divulgado nesta manhã pelo Hospital Albert Einstein, em São Paulo, no qual está internado na Unidade de Terapia Intensiva (UTI) desde sexta-feira (7). Bolsonaro foi esfaqueado na tarde de quinta-feira (6) durante uma atividade de campanha, em Juiz de Fora (MG). O vice de Bolsonaro, general Hamilton Mourão, afirmou, em entrevista à GloboNews nessa sexta, que o objetivo da equipe de campanha e o pedido do próprio presidenciável é para que os militantes moderem o tom. Contudo, na primeira foto divulgada pelo filho Flávio Bolsonaro (PSL) nas redes sociais após a entrevista de Mourão, o presidenciável voltou a posar fazendo sinal de arma. Em matéria publicada neste sábado pela Folha, políticos da região repudiaram o atentado a Bolsonaro
Segundo o último boletim do Albert Einstein, não houve intercorrência nas últimas 24 horas e os exames de imagem e laboratoriais realizados na sexta durante avaliação médica mostraram resultados estáveis. “Encontra-se em boas condições cardiovascular e pulmonar, sem febre ou outros sinais de infecção. Mantém jejum oral, recebendo nutrientes por via venosa”, diz a nota.
O hospital continuará o tratamento clínico, considerado em boa evolução. Segundo o Albert Einstein, não há necessidade de novos procedimentos.
As visitas ao candidato permanecem restritas por ordem médica. Desde sexta, somente esposa e filhos podem entrar na UTI onde ele está internado. De acordo com o hospital, o local é de acesso controlado e o descanso é fundamental para Bolsonaro nesta fase de recuperação.
Pelo Twitter, o deputado estadual Flávio Bolsonaro (PSL) informou que o pai começou neste sábado a fazer fisioterapia. “Meu pai segue evoluindo e começou agora a fisioterapia. Muito obrigado a todos pela força e pelas orações!”, escreveu. Ele também divulgou uma foto do pai ao lado da maca e já sentado em uma poltrona.
Flávio convocou simpatizantes a fazer um ato pela vida do pai, neste domingo (9), em Copacabana, no Rio de Janeiro.
Baixar o tom — Segundo Mourão, confrontos nesse momento não vão ajudar ninguém e seria péssimo para o país. O general, que disse ter sido sempre a primeira opção para vice, ainda afirmou que vídeos estão sendo produzidos e disseminados entre simpatizantes de Bolsonaro pelos estados para que a mensagem de redução das tensões seja propagada. “Hoje (sexta) às 19h, Bolsonaro me ligou e disse que vamos moderar o tom, me pediu para não exacerbar essa questão que está ocorrendo. Nós vamos governar para todo o Brasil. Sem união a gente não chega a lugar nenhum, ter confronto nesse momento não vai ajudar a ninguém e é péssimo para o país”, disse o general à GloboNews.
O vice de Bolsonaro admitiu que, num primeiro momento, ele e outros membros da campanha exageraram nas declarações. Logo após o ataque, ainda na quinta-feira, o general afirmou que o PT seria o culpado pelo atentado e disse a frase "se querem usar a violência, os profissionais da violência somos nós".
— Quando ocorre um evento traumático assim, tem que ter muita calma. Realmente subiu um pouco o tom (no início), mas temos que baixar, porque não é caso de guerra. Que se investigue e julgue o caso — disse o general. 
 
 
Fonte: Agência Brasil/ O Globo 

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