Após Justiça determinar prisão, Picciani se entrega à PF
16/11/2017 16:59 - Atualizado em 17/11/2017 17:15
  • Rio de Janeiro - Os deputados estaduais Jorge Picciani, Paulo Melo  e Edson Albertassi (na foto), todos do PMDB, se entregam à Polícia Federal (PF) após terem prisão decretada (Fernando Frazão/Agência Brasil)

    Rio de Janeiro - Os deputados estaduais Jorge Picciani, Paulo Melo e Edson Albertassi (na foto), todos do PMDB, se entregam à Polícia Federal (PF) após terem prisão decretada (Fernando Frazão/Agência Brasil)

  • Rio de Janeiro - Os deputados estaduais Jorge Picciani, Paulo Melo (na foto) e Edson Albertassi, todos do PMDB, se entregam à Polícia Federal (PF) após terem prisão decretada (Fernando Frazão/Agência Brasil)

    Rio de Janeiro - Os deputados estaduais Jorge Picciani, Paulo Melo (na foto) e Edson Albertassi, todos do PMDB, se entregam à Polícia Federal (PF) após terem prisão decretada (Fernando Frazão/Agência Brasil)

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  • Rio de Janeiro - Os deputados estaduais Jorge Picciani (na foto), Paulo Melo e Edson Albertassi, todos do PMDB, se entregam à Polícia Federal (PF) após terem prisão decretada (Fernando Frazão/Agência Brasil)

    Rio de Janeiro - Os deputados estaduais Jorge Picciani (na foto), Paulo Melo e Edson Albertassi, todos do PMDB, se entregam à Polícia Federal (PF) após terem prisão decretada (Fernando Frazão/Agência Brasil)

O atual presidente da Assembleia Legislativa do Estado do Rio de Janeiro (Alerj), Jorge Picciani (PMDB), o seu antecessor no cargo, o deputado Paulo Melo (PMDB), e o líder do Governo do Estado na Casa, Edson Albertassi (PMDB), se entregaram, nesta quinta-feira, à Polícia Federal (PF) depois de terem a prisão preventiva decretada de forma unânime pelo Tribunal Regional Federal da 2ª Região (TRF-2). No início da noite, o trio foi transferido para o Presídio de Benfica, no Rio de Janeiro, onde também está preso o ex-governador Sérgio Cabral. Os parlamentares foram alvos da operação Cadeia Velha na última terça-feira e são acusados pelo Ministério Público Federal (MPF) de utilizarem os cargos para troca de interesses e recebimento de propina.
No entanto, a decisão sobre a manutenção ou não da prisão dos políticos estará nas mãos dos seus colegas deputados estaduais, seguindo entendimento do Supremo Tribunal Federal (STF). Uma sessão será convocada de forma permanente nesta sexta e poderá se estender pelo final de semana, segundo a assessoria da Alerj. Porém, isso só pode acontecer após a Casa ser notificada da decisão do TRF-2, o que tem prazo de até 24 horas para acontecer após o julgamento. Para que a prisão seja derrubada, os peemedebistas precisam de 36 dos 70 votos na Alerj, onde possuem grande maioria.
Durante seu voto, o desembargador Marcelo Granato destacou a importância da decisão dos deputados estaduais. “Os sujeitos não param, quem sabe as prisões possam pará-los. A História dirá o que os deputados estaduais farão com a nossa decisão”.
Segundo as investigações, os deputados articularam a aprovação de projetos favoráveis aos empresários, que então pagavam pelas vantagens indevidas. Além disso, os parlamentares também faziam pressão para aprovar as contas dos governadores, mesmo com ressalvas, apresentadas pelos técnicos do Tribunal de Contas do Estado (TCE). Na última semana, Albertassi foi indicado pelo governador Luiz Fernando Pezão (PMDB) para um lugar no TCE, mas teve a nomeação barrada pela Justiça.
Em nota, Paulo Melo lamentou a decisão, mas disse que é dever de qualquer cidadão cumpri-la. “Os desembargadores irão notar a inexistência de qualquer ilegalidade praticada e verão claramente a minha inocência”, afirmou.
A defesa de Picciani considerou “que foi uma decisão incorreta, do ponto de vista constitucional. O tribunal não pode decretar uma prisão preventiva, ele pode, num caso de flagrante ou prisão, comunicar imediatamente”, e ainda negou qualquer envolvimento em ilicitudes.
Também em nota, a defesa de Albertassi diz que ele está certo que vai provar sua inocência e que aguarda com tranquilidade a decisão do plenário da Assembleia Legislativa. (A.S.) (A.N.)

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