Indústria segue no "vermelho"
17/11/2017 21:09 - Atualizado em 19/11/2017 14:54
As indústrias do Norte e Noroeste Fluminense ainda seguem com projeções negativas. Em outubro, registraram nova queda da atividade produtiva é o que revela a Sondagem Industrial, divulgada nesta sexta, pelo Sistema Firjan. A pesquisa, realizada com empresários das duas regiões do interior do Estado do Rio, apontou queda em diversos indicadores, entre eles o de volume de produção, que atingiu 46,7 pontos.
A sondagem da Firjan é um levantamento de opinião empresarial e os indicadores variam de zero a cem pontos. Os valores abaixo de 50 indicam piora ou redução e acima de 50 representam melhora ou aumento.
A indústria da região Norte Fluminense continuou a operar abaixo da média histórica, com apenas 51% da capacidade instalada. A baixa na atividade produtiva teve reflexos no mercado de trabalho, que apresentou redução no número de empregados (44,6).
A pesquisa aponta ainda que os industriais continuaram insatisfeitos com as condições financeiras de suas empresas em outubro (30,0). A Firjan também mostra os pontos principais que contribuíram para isso, como a dificuldade de acesso ao crédito e as baixas margens de lucro operacionais. Cenário semelhante às outras regiões do estado.
Para o final de 2017 e início de 2018, os industriais do Norte Fluminense esperam queda na demanda por produtos (46,3) e, consequentemente, redução na compra de matérias-primas (41,7).
Diante da incerteza quanto ao ritmo da retomada da atividade econômica, os industriais devem adiar novos investimentos (27,6) e contratações (45,5).
Os resultados da Sondagem Industrial apontam que os empresários da região Norte estão entre os mais pessimistas do estado do RJ, ao lado dos das regiões Leste, Sul e Noroeste.
Participaram da Sondagem Industrial empresas dos nove municípios atendidos pela Representação Regional Firjan/CIRJ Norte Fluminense: Campos, Cardoso Moreira, São Francisco de Itabapoana, São João da Barra, Quissamã, Conceição de Macabu, Carapebus, Macaé e São Fidélis.
Empresas se queixam da falta de crédito
No Noroeste Fluminese, a indústria também não decolou em outubro. De acordo com a pesquisa, o indicador de número de empregados também seguiu caindo (44,5), reflexo da fraca atividade fabril. A indústria do Noroeste continuou operando um pouco abaixo da média histórica, com 57% da capacidade instalada.
Os empresários que participaram da pesquisa, mostraram, mais uma vez, insatisfação com as condições financeiras de suas empresas em outubro (38,4), já que o acesso ao crédito (25,8) está difícil e a margem de lucro (36,0 pontos) continua baixa.
Para o final de 2017 e início de 2018, os industriais da região esperam queda na demanda por produtos (48,1) e, consequentemente, redução na compra de matérias-primas (46,2).
(D.P.P.) (A.N.)

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