A cor do luto é rosa
12/07/2017 19:57 - Atualizado em 12/07/2017 20:00
Arte/Somos
Hoje a nossa cidade amanheceu sob a insidiosa penumbra rosa da irresponsabilidade de efeito retardado que vendeu, indiferente às consequências, o futuro de milhares de pessoas, sem dó nem piedade, “Como se não houvesse o amanhã”.
Mas, ao contrário de “As Quatro Estações” do Legião Urbana, para isso foi preciso não amar as pessoas...

Ordenadores

Os ex-prefeitos Rosinha e Garotinho, esse por estranho mandato matrimonial, não titubearam em contratar dois milionários empréstimos com a Caixa Econômica, um de cerca de R$ 200 milhões e outro de mais de R$ 762 milhões. Até aí já seria um absurdo.
Mas o dito cujo reside exatamente nos detalhes. Do segundo empréstimo a Prefeitura ficou apenas com 562 milhões, já que a parte que falta morreu no berço para pagar o primeiro empréstimo de 200 milhões.
Pagando, assim, uma dívida com outra. Prática muito utilizada pelo mercado financeiro informal do Calçadão, o da famosa agiotagem.

Mentiram para vender o que não ainda não existia para pagar com o que não teriam

Mas, como não há nada tão ruim que não possa piorar, o casal deu como garantia royalties futuros e participações especiais na casa de R$ 1,3 bilhão, mentindo em alta voz que apenas 10% desses recursos seriam utilizados para pagar a temerária operação financeira que colocava na balança, de um lado, o futuro dessa rósea facção política, e de outro, o futuro dos campistas.

A verdade era outra muito diferente

E o fiel dessa balança descaradamente contrariou todas as leis da física e da ética. Como também diria o Legião, “O que foi escondido. É o que se escondeu”. Muito além dos 10% apregoados, Rosinha e Garotinho haviam submetido o município a uma sangria mortal.
A verdade – e ela só apareceu depois do leite derramado e já azedo – é que, de acordo com o contrato assinado pela ex-prefeita Rosinha, a Caixa Econômica pode cobrar muito acima dos 10% dos royalties, e ainda abocanhar integralmente as participações especiais, contrariando frontalmente o que foi estabelecido como teto na autorização da Câmara Municipal de Campos para a, então prefeita, Rosinha Garotinho realizar a operação, e também em resolução do Senado Federal.
Sabendo de antemão a dupla de ordenadores, um de despesas e outro de ações, que já existia um pesado empréstimo de 200 milhões com o Banco do Brasil.

Penduraram na contra alheia

Como experimentados malandros, depois de muito beber e comer, o casal saiu do bar pendurando a despesa na conta alheia, deixando para trás uma dívida bilionária e implacável.
Diante do inexorável desfecho, o atual governo recorreu à justiça. Mas, ontem, o Superior Tribunal de Justiça (STJ) negou o pedido de revisão de liminar feito pela procuradoria municipal de Campos contra a decisão suspensiva ao agravo favorável à CEF, de 26 de junho, do desembargador Marcelo Pereira da Silva, do Tribunal Federal do Estado do Rio (TRF-RJ). O que coloca Campos à beira do caos administrativo, caso nada seja revisto.

Kamikazes da desesperança

Para agravar o mal feito, agora a facção rosácea ironiza a situação como se a culpa fosse do atual governo, chegando a se vangloriar amplamente nas redes sociais pela situação criada. O que, além de pouco inteligente, é revelador, afinal, essa não é apenas uma das centenas de bombas de efeito retardado deixadas pela gestão passada, mas a mais devastadora.
A postura da facção rosácea deixa claro que “dividir para conquistar” é coisa do passado. A sua meta é “destruir por não governar”...

Deboche

Para completar, a ex-prefeita Rosinha postou em seu Face: “Hahahaha já pensou se esse vulcão fosse em Campos? O que diriam?
Mas a irresponsável ex-prefeita errou no desplante da sua postagem. Essa "erupção do vulcão Rosa" já aconteceu em Campos, derreteu os nossos royalties, queimou as finanças do município e deixou a planície devastada. Os campistas vão amargar as suas consequências por décadas. E ela ainda debocha...

A cor do luto é rosa...

Rosinha vira ré em Ação Popular

O vereador Cláudio Andrade (PSDC) deu entrada em uma ação popular na Justiça Federal com pedido de liminar para suspender os pagamentos da Prefeitura Municipal de Campos à Caixa Econômica Federal, ou determine que a Caixa se limite a cobrar do município de Campos apenas o desconto no valor de 10% dos Royalties.
São réus na Ação Popular a ex-prefeita de Campos Rosinha Garotinho e Caixa, dentre outros, que terão vinte dias para contestar a partir da citação, mas, como há pedido de liminar, poderá o magistrado deferir os pedidos liminares.

Esclarecimento

Para que não haja mal entendidos, segue abaixo a definição de estelionato. Que cada um as leia e tire as suas próprias conclusões:
O estelionato é exposto no Código Penal Brasileiro (Título II, Capítulo VI, Artigo 171) como crime econômico, que é descrito como o ato de "obter, para si ou para outro, vantagem ilícita, em prejuízo alheio, induzindo ou mantendo alguém em erro, mediante artifício, ardil ou qualquer outro meio fraudulento." A pena para a prática de estelionato pode ir de 1 a 5 anos, e multa

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