Thiago Virgílio quer relatoria da CPI da Lava Jato
14/07/2017 19:31 - Atualizado em 14/07/2017 19:34
Que o vereador Thiago Virgílio (PTC) vai entrar na Justiça para desfazer a composição da CPI da Lava Jato, já é de conhecimento de todos e foi até divulgado por ele na tribuna da Câmara. Ele alega que o presidente da Casa, Marcão (Rede), não respeitou a proporcionalidade das bancadas partidárias. Mas não é uma singela “participação” na Comissão Parlamentar de Inquérito que ele busca. Virgílio quer que o seu partido fique com a relatoria da CPI, um dos cargo mais importes da comissão:
— O PTC tem uma das maiores bancadas na Câmara. O nosso objetivo é estar participando da CPI e nós temos condições, pelo números de cadeiras na Câmara, somos a maior bancada junto ao PRP e ao PR, de indicar a relatoria da CPI — disse o vereador disse, acrescentando que o PRP, de Vinicius Madureira, afastado da Casa pela condenação na Chequinho em segunda instância, vai lutar para relatar a CPI das Rosas.
Aliado dos Garotinho, Virgílio foi condenado em primeira instância em um Ação de Investigação Judicial Eleitoral (Aije) originada da operação Chequinho. O vereador, que chegou a ser preso no ano passado, também é réu em ação penal na mesma linha de investigação. Em dezembro, o juiz Ralph Manhães impediu que ele fosse diplomado. Sua posse só aconteceu no mês passado, quando a decisão do foi revertida, por determinação do Tribunal Regional Eleitoral (TRE).
Nesta semana, Thiago requereu que a CPI convocasse o secretário de Infraestrutura e Mobilidade Urbana do governo Rafael Diniz (PPS), Cledson Bitencourt, para depor na CPI. No dia seguinte, Cledson informou, em nota, que estava á disposição para os esclarecimentos necessários. Virgílio sustenta que o atual secretário, à época funcionário de uma empresa, assinava projetos no governo Rosinha Garotinho (PR), inclusive o Morar Feliz. Para o vereador é, “no mínimo, estranho” que quem participou dos contratos que são colocados sob suspeita pelo grupo político do prefeito seja parte da equipe administrativa.
A CPI da Lava Jato tem o objetivo de apurar o contrato do “Morar Feliz” assinado entre a Odebrecht e a então prefeita Rosinha, no valor total de quase R$ 1 bilhão, maior da história do município. Nas delações premiadas dos executivos da Odebrecht, Benedicto Barbosa da Silva Júnior e Leandro Andrade Azevedo, que assinaram o contrato com a ex-prefeita, relataram doações milionárias ao casal Garotinho via Caixa 2. Em seu blog, Na Curva do Rio, a jornalista Suzy Monteiro revelou que os executivos da empreiteira estiveram em Campos no mês passado e confirmaram ao Ministério Público Estadual o teor dos depoimentos prestados no âmbito da Lava Jato.

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