Thiago Virgílio quer que CPI da Lava Jato convoque secretário de Rafael
11/07/2017 16:16 - Atualizado em 11/07/2017 16:32
Se os trabalhos na Comissão Parlamentar de Inquérito (CPI) da Lava Jato — que investiga os contratos da Prefeitura de Campos coma Odebrecht, responsável pelas obras do Morar Feliz — não param durante o recesso parlamentar, as polêmicas também não. O vereador Thiago Virgílio (PTC), que vai à Justiça para garantir uma vaga para o seu partido na comissão, quer que o secretário de Infraestrutura e Mobilidade Urbana do governo Rafael Diniz (PPS), Cledson Sampaio Bitencourt, seja convocado. Virgílio, que protocolou ofício nesta terça-feira (11), sustenta que o atual secretário assinava projetos no governo Rosinha Garotinho (PR). Para o vereador é, “no mínimo, estranho” que quem participou dos contratos que são colocados sob suspeita pelo grupo político do prefeito seja parte da equipe administrativa.
— Na gestão da prefeita Rosinha todos os projetos, medições de pagamento, relatórios fotográficos, tudo tinha de ter três assinaturas: do fiscal, do secretário de Obras e a do Cledson que trabalhava à época na PCE Engenharia. Ele foi o responsável técnico e realizador dos orçamentos e planilhas do Morar Feliz — disse Thiago que, no ofício à CPI, também solicitou a convocação de Francisco Agenor Pires da Rosa. Segundo o vereador, Francisco era o responsável por projetos, memórias de cálculo, relatórios fotográficos e medições de pagamentos do mesmo programa.
Na Justiça, Virgílio vai brigar para que seu partido faça parte da CPI. Segundo o parlamentar, na próxima sera protocolado um mandado de segurança que visa desfazer a composição da comissão: “Quero deixar claro que não sou contra a CPI, mas o regimento interno da Casa quando trata da proporcionalidade, não diz sobre a proporcionalidade de partidos. Trata da proporcionalidade de assentos na Câmara. É assim na Câmara dos Deputados, na Alerj, no Senado. E o presidente da Câmara, Marcão (Rede), sabe muito bem disso. Ele está dando uma de desentendido, querendo dizer que a composição foi feita em cima de proporcionalidade de partidos e não de assentos. O PTC é uma das maiores bancadas na Câmara. O nosso objetivo é participar da CPI”.
A CPI da Lava Jato tem o objetivo de apurar o contrato do “Morar Feliz” assinado entre a Odebrecht e a então prefeita Rosinha, no valor total de quase R$ 1 bilhão, maior da história do município. Nas delações premiadas dos executivos da Odebrecht, Benedicto Barbosa da Silva Júnior e Leandro Andrade Azevedo, que assinaram o contrato com a ex-prefeita, relataram doações milionárias ao casal Garotinho via Caixa 2. Em seu blog, Na curva do rio, a jornalista Suzy Monteiro revelou que os executivos da empreiteira estiveram em Campos no mês passado e confirmaram ao Ministério Público Estadual o teor dos depoimentos prestados no âmbito da Lava Jato.

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