Votos são retotalizados e Marcos Bacellar assume cadeira na Câmara de Campos
Suzy Monteiro 20/04/2017 22:48 - Atualizado em 22/04/2017 13:24
Rodrigo Silveira
Após retotalização de votos, Bacellar assume cadeira / Rodrigo Silveira
Marcos Bacellar (PDT) já é, novamente, vereador. Seus votos computados, na tarde desta quinta-feira, no cartório da 76ª Zona Eleitoral. Em seguida, ele assinou termo de posse na sala da presidência da Câmara de Campos, em evento prestigiado por diversos colegas, inclusive eleitos pelo grupo rosáceo. Na próxima semana, outros nomes chegarão ao Legislativo campista, mas para assumir vagas deixadas por vereadores afastados pela Justiça Eleitoral por envolvimento no caso Chequinho.
A retotalização de votos com inclusão dos destinados a Bacellar ocorreu por determinação de liminar da ministra Luciana Lóssio, do Tribunal Superior Eleitoral (TSE). Bacellar teve seu registro deferido em primeira instância, mas rejeitado pelo Tribunal Regional Eleitoral (TRE). Também candidato a vereador, Thiago Godoy (PR), acionou a justiça questionando o registro de Bacellar. O ex-presidente da Câmara de Campos obteve 2.685 votos, que acabaram não contabilizados. Ele recorreu ao TSE e, em fevereiro, obteve uma vitória parcial, quando a ministra Luciana Lóssio determinou o retorno do processo a Campos. Porém, uma demora neste trâmite fez com que ela deferisse liminar no último dia 10 para que ele tomasse posse. Com a retotalização, Cecília Ribeiro Gomes (PT do B) ficou na primeira suplência de Bacellar. Ela, porém, já foi afastada pela Justiça Eleitoral por ser réu em Ação Penal do caso Chequinho.
Nesta quinta, logo após a retotalização, Bacellar relatou que os meses desde a eleição foram de muita tensão e ansiedade, mas disse que agora volta “com tudo”.
Em seguida, ele, junto com advogados e alguns amigos, foram para a Câmara Municipal, onde foi recebido com muita festa por funcionários e vereadores.
A posse foi formalizada pelo presidente Marcão Gomes (Rede), em cerimônia que contou com a presença dos vereadores Fred Machado (PPS), Igor Pereira (PSB), José Carlos (PSDC) e Cláudio Andrade (PSDC), além dos eleitos pelo grupo rosáceo Abdu Neme (PR), Neném (PTB), Álvaro Oliveira (SD), Silvinho Martins (PRP) e Carlinhos Canaã (PTC).
Outros — Na próxima semana, novos nomes passarão a integrar a Câmara, assumindo as cadeiras de Thiago Ferrugem (PR), Jorge Magal (PSD), Vinícius Madureira (PRP) e Roberto Pinto (PTC). Réus em ações penais do Chequinho, eles foram afastados pela Justiça.
“Podem esperar o Bacellar de sempre”
Em uma rápida entrevista ainda no prédio da Justiça Eleitoral, Marcos Bacellar mostrou que não abandonou o estilo combativo, mesmo transparecendo que ganhou mais tranquilidade com a experiência. Bacellar falou sobre composição com o governo do prefeito Rafael Diniz, relação com seu partido, o PDT, e com o presidente municipal Caio Vianna, opositor a Rafael, e sobre o ex-governador Anthony Garotinho: “Podem esperar o Bacellar de sempre”.
Situação — “Conversei com o prefeito Rafael Diniz (PPS). Estarei ao lado dele no que for preciso, mas ele conhece meu estilo, que sou de questionar mesmo. Falei: ‘aquilo que estiver de errado vou levar para você e quero que dê uma satisfação à população”. E ele: ‘perfeitamente. Faça o papel que você sempre desempenhou”.
Relação com PDT e Caio — Acho que Caio não pode pensar em nenhuma represália contra mim. Fiz mais pleito para ele a prefeito do que para mim para vereador. Quem acompanhou minha campanha, minha trajetória nessa campanha vai ver que lutei tanto para Caio... É só pegar que esteve ao lado de Caio. E ele já falou isso bem claro. Esteve lá em casa e falou na frente de diversos colegas que ele me agradece muito. Muito mais que o pai dele, que tinha obrigação de fazer e não fez. Que a todos que trabalharam na campanha dele o que ele era mais grato era comigo. Então...
CPIs na Câmara — CPI tem que ser feita. Tem que apurar o que tem de errado. Na minha passagem como vereador, cansei de falar dessa jardinagem aqui de Campos. E deu em que? E apuraram o que naquela época? Querem apurar agora? Vamos apurar. Ajudo, faço parte de CPI. Sou um vereador de agregar.
Garotinho — Comigo ele não tira farinha. Se ele vier, vai encontrar. O que aconteceu no meu processo (seu registro foi contestado pelo ex-subsecretário de Governo, Thiago Godoy) foi uma perseguição. Fiquei afastado quatro meses. Ficar nessa ansiedade que fiquei? Eu e minha militância toda? Foram quatro meses... seis, se contar desde a eleição. Tenho dois filhos menores... Esses marmanjos não (falou, citando os filhos adultos). Eles acompanham minha luta há muito tempo. No dia da eleição estavam lá em casa, me dando os parabéns. E aí, como explicar isso para um filho?

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